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Estudo de custo-efetividade do anastrozol adjuvante no câncer de mama em mulheres pós-menopausa/ Cost-effectiveness analysis of adjuvant anastrozol in post-menopausal women with breast cancer

Autor(es): Sasse, Andre Deeke; Sasse, Emma Chen
Fonte: Rev Assoc Med Bras;55(5): 535-540, 2009. ilus, tab.
[LILACS ID: 530553 ] Idioma: Português
OBJETIVOS: Análise econômica com dados nacionais sobre a possível incorporação do anastrozol como terapia adjuvante hormonal no câncer de mama em pacientes pós-menopausa. MÉTODOS: Foi feita estimativa de custo-efetividade no tratamento adjuvante do câncer de mama, em mulheres pós-menopausa, do anastrozol versus tamoxifeno em três perspectivas: do paciente, de planos de saúde e do governo. Modelo de Markov foi desenvolvido utilizando dados extraídos de publicação do estudo ATAC após seguimento de 100 meses, com projeção de desfechos em 25 anos para uma coorte hipotética de 1000 pacientes com câncer de mama pós-menopausa no Brasil. Dados de utilização de recursos e custos associados foram obtidos de fontes preestabelecidas e de opinião de especialistas. O custo associado aos tratamentos foi extraído separadamente, dependendo do ponto de vista estudado. O benefício foi inserido no modelo para obtenção do custo por ano de vida ganho ajustado pela qualidade (QALY). RESULTADOS: Extrapolando benefícios encontrados para 25 anos de seguimento, o anastrozol, em relação ao tamoxifeno, resultou numa estimativa de ganho de 0,29 QALY. A razão de custo-efetividade por QALY ganho dependeu da perspectiva utilizada. Houve incremento de R$ 32.403,00/QALY no ponto de vista do SUS; de R$ 32.230,00/QALY no dos planos de saúde; e de R$ 55.270,00/QALY no das pacientes. CONCLUSÃO: O benefício encontrado no uso do anastrozol adjuvante em pacientes com câncer de mama operado na pós-menopausa está associado a grandes diferenças na razão de custo-efetividade, dependendo da perspectiva utilizada para o cálculo. Comparando com parâmetros usualmente aceitos pela OMS, o incremento é aceitável sob a perspectiva do SUS e dos planos de saúde, mas não sob a ótica do paciente.(AU)
OBJECTIVES: Carry out an economic analysis of the incorporation of anastrozole as adjuvant hormone therapy in postmenopausal women with breast cancer in a Brazilian setting. METHODS: The cost-effectiveness estimate comparing anastrozole to tamoxifen was made from the perspectives of the patient, private health insurance, and government. A Markov model was designed based on data from ATAC trial after 100 months follow-up in a hypothetical cohort of 1000 postmenopausal women in Brazil, using outcomes projections for a 25-year period. Resource utilization and associated costs were obtained from preselected sources and specialists' opinions. Treatment costs varied according to the perspective used. The incremental benefit was inserted in the model to obtain the cost of quality-adjusted life-year gained (QALY). RESULTS: Benefit extrapolations for a 25-year time line showed an estimate of 0.29 QALY gained with anastrozole compared to tamoxifen. The cost-effectiveness ratio per QALY gained depended on which perspective was used. There was an increment of R$ 32.403,00/QALY in the public health system/government, R$ 32.230,00/QALY for private health system, and R$ 55.270,00/QALY for patients. CONCLUSION: The benefit from adjuvant anastrozole in postmenopausal patients with breast cancer is associated to major differences in cost-effectiveness ratio and varies with the different perspectives. According to current WHO parameters, the increment is considered acceptable under public and private health system perspectives, but not from that of the patient.(AU)