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Vacina Tetraviral (varicela, sarampo, caxumba e rubéola)/ Tetraviral vaccine (chickenpox, measles, mumps and rubella)

Autor(es): Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde
Fonte: Brasília; CONITEC; jan. 2013. ilus.
[ ID: 837347 ] Idioma: Português
Tipo de publicação: Revisão; Relatório Técnico; Estudos de Avaliação
A infecção pelo vírus varicela-zoster (VVZ) se manifesta por meio de dois quadros clínicos distintos: a infecção primária se manifesta como varicela, após a qual o vírus estabelece latência nos gânglios nervosos da raiz dorsal. Muitos anos após a infecção primária, pode ocorrer a reativação do VVZ, que se manifesta como herpes-zoster. Apenas um sorotipo de VVZ é conhecido e humanos são os únicos reservatórios do vírus, sendo possível o controle da infecção em uma população através de imunização ativa, muito embora o estabelecimento de latência viral e a possibilidade de reativação e transmissão do VVZ a partir de um caso de zoster tornem necessárias a manutenção da vigilância e altas coberturas vacinais enquanto existirem indivíduos com infecção latente pelo vírus selvagem. Abordar de forma adequada as formas complexas de manifestação clínica da infecção pelo VVZ na perspectiva populacional tem se constituído em desafio para os estudos de custo-efetividade da vacina contra varicela. A varicela é doença comum da infância e tem distribuição universal. A grande maioria dos casos ocorre em menores de 15 anos de idade e praticamente todos os adultos já foram infectados por VVZ. A doença apresenta distribuição sazonal, com a maioria dos casos ocorrendo no final do inverno e início da primavera (de julho a novembro, no Brasil). Picos epidêmicos têm sido observados a cada três a cinco anos. O tratamento clínico, na maioria dos casos, se resume ao uso de medicação sintomática, anti-térmicos, anti-sépticos e anti-pruriginosos. Nos casos com infecção bacteriana secundária recomenda-se o uso de antibióticos por via oral, observando-se, na prática clínica habitual nos serviços de saúde, uma variabilidade nas drogas prescritas, com reflexos importantes nos custos do tratamento. A vacinação contra a varicela não está contemplada nos calendários básicos de vacinação (criança, adolescente, adulto e idoso) no Brasil, exceto para situações excepcionais, nas quais se disponibiliza a vacina para grupos com riscos específicos. Apesar desta estratégia cumprir importante papel na proteção individual de pessoas mais vulneráveis, o impacto desta ação é inexistente à proteção da coletividade. Em 2013, com o intuito de ampliar esta proteção, o Ministério da Saúde (MS) pretende incluir as vacinas de varicela e hepatite A no calendário básico de vacinação da criança. Para que ocorra a introdução destas novas vacinas é necessário levar em consideração aspectos importantes como a redução dos custos dos imunobiológicos, logística operacional (armazenamento, transporte, seringas e agulhas), eficácia dos insumos além do custo-benefício desses produtos. Portanto, estudos de avaliação econômica em saúde têm apoiado diretamente a tomada de decisão, demonstrando transparência, perspectivas econômicas e epidemiológicas, promovendo assim a eficiência e equidade. Obedecendo a tais prerrogativas. Foram encomendados e apresentados os estudos de custo-efetividade das vacinas de varicela e hepatite A. Faz-se necessário, também, considerar que com as recentes introduções de novas vacinas nos calendários de vacinação do PNI, a rede de frio encontra-se no seu limite da capacidade instalada, em todos os níveis, de modo que há a necessidade de uma avaliação e readequação dessa rede. A vacina de varicela será introduzida no calendário básico de vacinação, para a população de 1 ano de idade, a partir do uso da vacina combinada tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), substituindo, portanto, o uso da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) nesta população. Os membros da CONITEC presentes na 8ª reunião do plenário do dia 06/09/2012, por unanimidade, ratificaram a decisão de recomendar a incorporação da vacina tetraviral na rotina do Programa Nacional de Imunização. A Portaria CTIE-MS N.º 4 de 18 de janeiro de 2013 - Torna pública a decisão de incorporar a vacina tetraviral (varicela, sarampo, caxumba e rubéola) na rotina do Programa Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde (SUS).