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Efetividade da vacina oral contra rotavírus humano espécie A e monitoramento das amostras v irais circulantes em Belém, Pará, Brasil/ Effectiveness of oral vaccine against human rotavirus type A and monitoring of samples v irais circulating in Belém, Pará, Brazil

Autor(es): Justino, Maria Cleonice Aguiar
Fonte: Rio de Janeiro; s.n; 2013. ix,106 p. ilus, tab, graf.
[ ID: 772800 ] Idioma: Português
Tipo de publicação: Estudos de Avaliação
Globalmente, os rotavírus da espécie A (RVA) são a principal causa de doença diarreica aguda grave em crianças abaixo de cinco anos de idade, sendo responsáveis por mais de um terço de todas as hospitalizações por diarreia e 453.000 óbitos a cada ano, principalmente nos países em desenvolvimento. Ensaios clínicos multicêntricos envolvendo aproximadamente 100.000 crianças na América Latina, Europa, África e Ásia demonstraram a segurança e a eficácia da vacina monovalente contra RVA de origem humana (Rotarix ® , GlaxoSmithKline, Bélgica), em prevenir gastroenterite grave causada por esse agente viral em crianças. No Brasil essa vacina foi introduzida no Programa Naci onal de Imunizações em 6 de março de 2006, sob a denominação de Vacina Oral contra Rotavírus Humano (VORH). Realizou-se estudo caso-controle de base hospitalar que avaliou a efetividade da vacina através da vigilância diária das hospitalizações por gastroenterite ocorridas entre crianças nascidas após seis de março de 2006, em quatro clínicas selecionadas em Belém, Pará. Consentimento por escrito foi obtido dos pais/responsável legal pela criança antes de sua inclusão no estudo. Após a hospitalização, amostras de fezes dessas crianças foram coletadas e enviadas à Seção de Virologia do Instituto Evandro Chagas para detecção dos RVA por ensaio imunoenzimático (ELISA). As amostras positivas foram posteriormente genotipadas por reação em cadeia da polimerase precedida de transcrição reversa (RT-PCR). No primeiro ano (2008-2009), 538 crianças foram incluídas no estudo como casos (gastroenterite grave por RVA) e pareadas, de acordo com a idade, a 507 controles hospitalares e 346 domiciliares; estes, sem quaisquer sintomas de gastroenterite. Haviam recebido esquema vacinal completo quanto a VORH (duas doses) 54 por cento, 61 por cento e 74 por cento dos casos, controles hospitalares e domiciliares, respectivamente...
Os resultados obtidos nesse estudo demonstraram a boa efetividade da vacina VORH frent e aos casos graves de gastroenterite causada por RVA em condições reais na população est udada, inclusive contra genótipo distinto daquele contido na composição da vacina. A lém disso, permitiu o monitoramento da circulação de amostras virais no período de três anos consecutivos em Belém, Pará, demonstrando variação nos genótipos circulantes ao longo do estudo; o que corrobora a hipótese de flutuação natural das amostras circulantes ao longo do tempo...