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A maternidade no contexto do cárcere: uma revisão sistemática/ The motherhood in the imprisonment context: a systematic review/ La maternidad en el contexto carcelario: una revisión sistemática

Autor(es): Cúnico, Sabrina Daiana; Brasil, Marina Valentim; Barcinski, Mariana
Fonte: Estud. pesqui. psicol. (Impr.);15(2): 509-528, maio-ago. 2015. ilus, tab
[ ID: 797268 ] Idioma: Português
Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão sistemática em bases de dados internacionais de artigos publicados entre 2003 e 2014, sobre a maternidade no cárcere. Os resultados evidenciaram a coexistência de estudos que vincularam ideais conservadores, associados à maternidade, e daqueles que problematizaram a diferença entre a versão ideológica da maternidade e a série de perdas e problemas que compõem a vida real das mulheres privadas de liberdade. De acordo com os estudos revisados, nos parece evidente que a maternidade no contexto de encarceramento assume contornos específicos e diversos daquela maternidade exercida fora das grades da prisão. Embora a maternidade seja importante, problematizamos o foco exclusivo neste aspecto da identidade feminina quando falamos nas possibilidades de ressocialização de mulheres encarceradas. Ao focar exclusivamente na maternidade, as instituições prisionais reforçam os estereótipos de gênero da sociedade mais ampla, entendendo as mulheres unicamente como mães. Nesse sentido, chamamos a atenção para que os esforços para a ressocialização considerem as outras esferas na vida destas mulheres, tais como o trabalho e a educação, de modo a favorecer a emancipação e a autonomização das mulheres pós-encarceramento.
This study was aimed at carrying out a systematic review based on international database of published articles between 2003 and 2014. The results proved the coexistence of studies which linked conservative ideals associated to motherhood, to those which questioned the difference between the ideological view of motherhood and the various losses and problems which make up the real life of women deprived of freedom. According to the reviewed studies, it seems evident to us that motherhood in the context of imprisonment takes a new and distinct shape from that lived out of prison. Although motherhood is important, we question the exclusive focus on this aspect of female identity when talking about the possibilities of incarcerated women's rehabilitation. By focusing solely on motherhood, prison institutions reinforce gender stereotypes of the broader society, understanding women only as mothers. In this sense, we draw attention to the importance for rehabilitation efforts to consider other spheres in these women's lives, such as work and education, in order to promote the emancipation and autonomy of women post-incarceration.
Este estudio tuvo como objetivo realizar una revisión sistemática en bases de dados internacionales de artículos publicados entre 2003 y 2014, sobre la maternidad en la cárcel. Los resultados evidenciaron la coexistencia de estudios que vincularon ideales conservadores asociados a la maternidad y aquellos que problematizaron la diferencia entre la versión ideológica de la maternidad y la serie de perdidas y problemas que componen la vida real de las mujeres privadas de libertad. De acuerdo con los estudios revisados, nos parece evidente que la maternidad en el contexto de encarcelación asume contornos específicos y diversos de aquella maternidad ejercida fuera de las barras de la prisión. Por mas que la maternidad sea importante, problematizamos el foco exclusivo en este aspecto de identidad femenina cuando mencionamos las posibilidades de resocialización de mujeres presas. Al concentrarse exclusivamente en la maternidad, las instituciones penitenciarias refuerzan los estereotipos de genero de la sociedad mas amplia, entendiendo a las mujeres únicamente como madres. En este sentido, llamamos la atención para que los esfuerzos de resocialización consideren a las otras esferas en la vida de estas mujeres, tales como el trabajo y la educación, de modo que favorezca la emancipación y la autonomizacion de las mujeres post-encarcelamiento.