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O Programa Mais Médicos (PMM) na perspectiva dos atores da Estratégia Saúde da Família (ESF): construindo evidências que visam ao fortalecimento do PMM e da ESF – Goiânia (2015), Vitória e Fortaleza (2016)

Saddi, Fabiana da Cunha.
Projetos de Pesquisa em Português | Pesquisas PMM | Em andamento | ID: pesqpmm-87
Instituição do pesquisador: Universitária
Nome da instituição (Universidade): Universidade Federal de Goiás
Resumo: Este sub-projeto de pesquisa objetiva utilizar a perspectiva dos atores de linha de frente da ESF para produzir evidencias mais contextualizadas sobre o PMM - mais próximas à realidade da ESF -, as quais se traduzem em evidências úteis e potenciais para elaboração de novas estratégias e ferramentas que visem ao fortalecimento do PMM, em particular, e da ESF em geral. Nosso objetivo geral é verificar se e de que forma os usuários e profissionais da ESF se identificam ou não com o PMM, levando em conta seus valores/interesses e instituições. Para tanto, iremos construir e explorar as relações existentes entre duas variáveis principais: “níveis de percepção do impacto do PMM” (NPI) e “avaliações das barreiras para a implementação da ESF”, na perspectiva dos usuários, gestores locais e equipes: médicos, enfermeiros e agentes comunitários (ACSs).Nossos objetivos específicos consistem em: 1) construir a variável “níveis de percepção de impacto” do PMM na ESF (NPI) segundo usuários, gestores locais e equipe (médicos, enfermeiros e ACSs); 2) Construir a variável “avaliações das barreiras na ESF” segundo atores e quatro tipos de barreiras/facilidades para implementação da ESF: adequação do contexto e valores (ACOII), capacidade organizacional (CAORG) e interação da equipe no processo de trabalho (INTEA), Aproximação com o governo (APREGO), segundo os mesmos atores de linha de frente; 3) explorar as associações existentes entre “níveis de percepções de impacto-PMM” (NPIs) e “avaliação efetuada segundo barreiras” para a implementação da ESF; 4) e verificar quais barreiras/sub-indicadores mostram-se potenciais para fortalecer a identificação da linha de frente em relação ao PMM e ESF.
Objetivos: OBJETIVO 1 – Construir a variáveis “Níveis de Percepções de Impacto” (NPI) do PMM na ESF, segundo gestores locais e equipes: médicos, enfermeiros e ACSs1. NPI-PMM/ESF(usuários)2. NPI-PMM/ESF(gestores locais)3. NPI-PMM/ESF(médicos)4. NPI-PMM/ESF(enfermeiros)5. NPI-PMM/ESF(ACSs)OBJETIVO 2 – Construir a variável: “avaliação das barreiras”2.1. Média da ACOII, na opinião dos gestores locais e equipe2.2. Média da CAORG, na opinião dos gestores locais e equipe2.3. Média da INTEA, na opinião dos gestores locais e equipe2.4. Média da APREGO, na opinião dos gestores locais e equipe.OBJETIVO 3 – Estabelecer associações entre níveis de percepção do IMPACTO DO PMM NA ESF (NPI) e avaliação das QUATRO BARREIRAS/FACILIDADES.• NPI-PMM/ESF*ACOII na opinião dos gestores locais e equipe• NPI-PMM/ESF*CAORG na opinião dos gestores locais e equipe• NPI-PMM/ESF*INTEA na opinião dos gestores locais e equipe• NPI-PMM/ESF*APREGO na opinião dos gestores locais e equipeOBJETIVO 4 – POTENCIAL DE IMPACTO DO PMM PARA O FORTALECIMENTO DA ESF e no que diz respeito a sub-indicadores evidenciados pela coleta de dados e análise da pesquisa.Trata-se de sub-projeto de pesquisa, inserido dentro de projeto pesquisa mais amplo intitulado “Qual a legitimidade política da política pública? - Uma análise política do problema da separação na política pública”. Este foi aprovado em abril de 2014 pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG). Registrado no CEP-UFG/CONEP (CAAE: 26584514.3.0000.5083) e no Sistema de Acompanhamento de Projetos (SAP) da UFG (n° 40567), de autoria e coordenação de Fabiana da Cunha Saddi. Consistindo em um dos sub-projetos do Grupo de Pesquisa Política e Política Pública de Saúde DGP/CNPq, relacionados ao projeto mais amplo.A pesquisa de campo foi finalizada na cidade de Goiânia (piloto). Encntramo-nos na fase de construção e análise das variáveis. O campo foi realizado pela coordenadora juntamente com alunos bacharelandos inseridos no Grupo de Pesquisa e projeto de extensão Oficina de Políticas Públicas (este registrado na PROEC-UFG). Em 2016 serão realizados novos levantamento de dados nas cidades de Vitória e Fortaleza.
Tipo de pesquisa: Observacional
Abrangência: Nacional
Região: Centro-Oeste
Cidade / Município: Goiâna
Estado: Goiás
País: Brasil
Tipo de monografia, dissertação ou tese: Especialização
Nome do orientador: Saddi, Fabiana da Cunha
Data de início: 01/06/2014
Data provável de finalização da pesquisa: 30/12/2016
Data de finalização da pesquisa: 31/12/2016
Equipe de pesquisadores: Saddi, Fabiana da Cunha; Pego, Raquel Abrantes; Harris, Matthew J.; Silva, Marta Zorzal e; Paula, Silvia Helena Bastos de; Parreira, Fernanda; Souza, Juliana C; Novari, Marcia; Santos, Ana Karoline; Costa, Douglas S; Almeida, Heloany R de; Mafra, Igor Santana
Fonte de Financiamento: Governamental
Taxonomia PMM: Avaliação do Programa
Referências bibliográficas onde a pesquisa foi publicada e/ou divulgada: Resultados preliminares da pesquisa guarda-chuva mais ampla foram apresentados no Congresso da APMFC ocorrido em Ribeirão Preto em 2014, e no Congresso Nacional da Abrasco em 2015 (Abrascão 2015), realizado em Goiânia. Resultados específicos sobre este sub-projeto sobre o PMM serão apresentados em artigo até o final de 2015.PITERMAN, L. ; HARRIS, M. ; SADDI, F. C. ; BATISTA, S. R. ; PEGO, R. A. . International primary care snapshots: Australia and Brazil. British Journal of General Practice, v. 65, p. 198-199, 2015. (HARRIS, M. ; SADDI, FABIANA DA CUNHA ; BATISTA, S. R. R. ; PEGO, R. A. . Regulating foreign recruits into primary in Brazil.)SADDI, FABIANA C ; HARRIS, MATTHEW ; PEGO, RAQUEL ABRANTES ; BATISTA, SANDRO RODRIGUES ; MACINKO, JAMES . Elections could rekindle health debate in Brazil. Lancet (British edition), v. 14, p. 61637-61638, 2014.SADDI, Fabiana C.; PEGO, Raquel A; HARRIS, Matthew J. et al (2015). AVALIANDO A CAPACIDADE ORGANIZACIONAL DA ESF: NA PERSPECTIVA DOS ATORES DE LINHA DE FRENTE. 11º Congresso da Abrasco. Comunicação Oral no Grupo: Avaliação de Tecnologias na Atenção Primária. http://www.saudecoletiva.org.br/programacao/exibe_trabalho.php?id_trabalho=3083&id_atividade=796&tipo.SADDI, Fabiana C. PEGO, Raquel A; HARRIS, Matthew J. et al (2015). QUAL A LEGITIMIDADE POLÍTICA DA ESF? - AVALIANDO A LACUNA ENTRE ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO EM GOIÂNIA. 11º Congresso da Abrasco. Comunicação Oral Curta no Grupo: Avaliação, Gestão e Responsividade.http://www.saudecoletiva.org.br/programacao/exibe_trabalho.php?id_trabalho=2921&id_atividade=665&tipo.SADDI, FABIANA DA CUNHA ; BATISTA, S. R. R. ; HARRIS, M. ; PEGO, R. A. ; PARREIRA, F. R. ; LIMA, M. G. ; SILVA, A. L. C. . (Resumo): UMA MENSURAÇÃO COMPREENSIVA DA LACUNA (GAP) EXISTENTE ENTRE ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA. In: 5º CONGRESSO PAULISTA DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE, 2014, Ribeirão Preto. Revista Medicina, Ribeirão Preto. Revista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas da FMRP-USP. Ribeirão Preto: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas da FMRP-USP, 2014. v. 47. p. 37-38.SADDI, FABIANA DA CUNHA ; PARREIRA, F. R. ; BATISTA, S. R. R. ; PEGO, R. A. ; HARRIS, M. ; LIMA, M. G. ; COSTA, D. S. . (Resumo) AVALIANDO A CAPACIDADE DE RESPOSTA (E DE FEEDBACK) DO IMPLEMENTADOR MUNICIPAL: NA GESTÃO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) EM GOIÂNIA. In: 5o Congresso de Medicina da Família e Comunidade, 2014, Ribeirão Preto. Medicina, Ribeirão Preto. Revista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas da FMRP-USP. Ribeirão Preto: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas da FMRP-USP, 2014. v. 47. p. 184-185.
Realizamos uma análise interpretativa aliada à quantitativa. Efetuamos revisão da literatura e elaboramos questionários com perguntas abertas e fechadas (atores de linha de frente: gestores e equipe) segundo quatro indicadores amplos os quais consistem em barreiras/facilidades para implementação da ESF: contextualização entendimento sobre a ESF (ACOII), Capacidade organizacional CAORG, interação da equipe INTEA, aproximação como governo APRGO. Cada um deste indicadores envolvem aspectos contemplados no quadro a seguir (e encontram-se relacionados a sub-indicadores específicos):
1)       ACOIIAdequação do contexto, interesses e ideologias político-partidárias nas diferentes esferas de governo (nacional, estadual e municipal) para a realização da ESF.
2)       CAORGCapacidade organizacional e cultural das instituições envolvidas para a realização da ESF;
3)       INTEAInter-relação entre atores de linha de frente na realização da ESF; e relação das equipes com apoiadores dos Distritos Sanitários.
4)       APRESTAproximação entre Estado/sociedade (distanciamento/aproximação)
 Foram realizadas entrevistas em profundidade em 2015 com equipes de saúde e gestores locais (N = 117) e aplicados questionários para usuários (N = 394) da ESF em Goiânia, em 12 unidades selecionadas. Em 2016 serão realizadas entrevistas nas cidades de Vitória e Fortaleza. Questionários contêm perguntas de percepção do impacto (avaliação) do PMM, bem como perguntas sobre quatro indicadores concernentes a barreiras para a implementação da ESF: adequação do contexto e valores (ACOII), capacidade organizacional (CAORG), interação da equipe no processo de trabalho (INTEA) e aproximação com o governo (APREGO). Dados extraídos de seções dos questionários nos permitem/tirão construir as duas variáveis principais: “Néveis de percepções do Impacto” (NPI) e “avaliações das barreiras da ESF”. Percepções de impacto foram classificadas em três níveis: BAIXO, MÉDIO e ALTO. Os NPIs dos profissionais foram classificados segundo tensões entre vantagens e desvantagens atribuídas por eles ao PMM, verificando-se a predominância das vantagens no nível alto, das desvantagens no nível baixo, e tensão equivalente entre elas no nível médio. Já as percepções dos usuários foram extraídas de agrupamentos das médias (Me) das notas atribuídas ao atendimento do médico do PMM e à qualidade do serviço após a chegada do médico do PMM (ALTO, Me > 7; MÉDIO, Me = ou > 5 e < 7; BAIXO, Me < 5). Cruzamentos de dados foram efetuados (serão efetuados) para se explorar as relações existentes entre “níveis de percepções de impacto” (NPI) e “avaliações das barreiras”. Neste cruzamento, NPIs por atores foram (serão) associados às notas (0 a 10) concedidas às barreiras (e seus sub-indicadores), bem como às respostas descritivas sobre as mesmas.A organização e cruzamento de dados é efetuada com auxilio do SPSS.PRINCIPAIS RESULTADOS (Resultados Preliminares do cruzamento de dados em andamento para a cidade piloto)Os NPIs-PMM sobre a ESF, bem como sua relação com as barreiras, variam segundo tipo de ator. Dentre os médicos, 72,2% possuem NPI alto e 22,2% NPI médio, compreendendo respectivamente médicos do PMM e médicos brasileiros contratados. Sendo que 46,2% dos médicos com NPI alto e 75% dos com NPI médio atribuem nota <5 para a CAORG. Ainda, 55,6% dos médicos atribuem notas médias (entre 5 e 7) para a INTEA, e dente estes 61,5% possuem NPI alto. Dentre os enfermeiros 40,7% possuem NPI alto e 33,3% NPI médio. Dentre os de NPI alto, 45,5% atribuem nota < 5 para a CAORG. Gestores locais fazem uma avaliação de tipo médio do PMM, que oscila entre alto e médio para os ACSs. Dentre as vantagens ressaltadas pela equipe e gestores locais encontram-se: a maior aproximação do médico com a equipe e usuário, o estabelecimento de grupos de trabalhos com os usuários e o fortalecimento das rotinas de visitas nas casas, sendo estas associadas às equipes de médicos estrangeiros do PMM e de médicos brasileiros com anos na ESF. Dentre as desvantagens sobressai o quesito não aproximação do médico com a equipe e gestão, e para médicos brasileiros recém-formados e com poucos anos de profissão inseridos no PMM. Todos os membros das equipes e gestores ressaltaram alguma predominância das barreiras para a implementação da ESF, dando menos ênfase para a ACCOI. Notas menores (<5) foram mais predominantes para a CAORG, sobressaindo-se os sub-indicadores disponibilidade de medicamentos e insumos, adequação da infra-estrutura, segurança, disponibilidade de membros na equipe. Grande parte dos profissionais, ao avaliaram a INTEA, ressaltaram a necessidade de se fortalecer o vínculo entre equipes, médicos estrangeiros e brasileiros. Apenas 74 (dentre os 394) usuários reconhecem ser atendidos por médicos do PMM. Dentre estes 74 usuários, 55 (74,32%) possuem NPI alto, e atribuem uma nota média de 6,50 ao CAORG, acima da atribuída por todos os usuários (Me = 5,57). CONCLUSÕES (em andamento):Apesar dos NPIs-PMM/ESF manterem-se predominantemente no nível alto-médio, atores reconhecem que outros desafios relacionados à ESF se colocam como urgentes para o fortalecimento do PMM. A adoção de estratégias que visem minimizar estas barreiras na ESF se mostrariam importantes para incrementar o nível de identificação da linha de frente com o PMM e ESF. Faz-se necessário fomentar a capacidade organizacional das unidades. Estratégias de fortalecimento da interação entre equipes, e entre médicos estrangeiros e brasileiros poderiam ser consideradas. Pesquisas contextualizadas poderiam ser utilizadas para explorar outras variáveis e subsidiar a adoção de estratégias inovadoras e potenciais para fortalecer PMM e ESF conjuntamente.