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Intervenção breve para redução do consumo de álcool entre trabalhadores de uma universidade / Brief intervention to reduce alcohol consumption among public university workers

Rio de Janeiro; s.n; jul. 2017. 125 f p. tab, graf.
Tese em Português | BDENF - Enfermagem | ID: biblio-849508
Apresentada a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escola de Enfermagem Anna Nery para obtenção do grau de Doutor. Orientador: Abreu, Angela Maria Mendes.

Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar a Intervenção Breve na redução do consumo de álcool entre trabalhadores de uma universidade pública e Identificar o perfil sociodemográfico, ocupacional e o padrão de consumo de álcool desses trabalhadores. Realizou-se estudo quase experimental de Intervenção Breve sobre o uso de álcool entre trabalhadores, associada a uma Entrevista Motivacional, com um grupo amostral de 36 servidores que preencheram o caderno de saúde do trabalhador associado ao questionário AUDIT com o escore positivo (>8), atendidos na Coordenação de Políticas em Saúde do Trabalhador (CPST) de uma universidade pública, na cidade do Rio de Janeiro. Foram utilizadas as técnicas da Intervenção Breve e Entrevista Motivacional. Os participantes receberam três sessões de Intervenção Breve, semanalmente, e após três meses foram reavaliados. As análises realizadas estudaram uma associação entre cada variável independente do estudo e o padrão de consumo de álcool, adotando-se como nível de significância de p<0,05. Dos 36 entrevistados, houve desistência de 6 (16,0%). O consumo de risco foi observado em maior frequência (61,1%) da amostra, seguido do consumo de provável dependência (27,8%) e nocivo (11,1%). A maioria consumia cerveja (94,4%). Em relação ao questionário AUDIT, verificou-se que o consumo era acima de duas a quatro vezes por mês em 47,2% e em 25,0% acima de oito doses. O consumo no padrão binge drinking foi referido em uma vez por semana em 52,8%. O perfil daqueles que faziam consumo de risco era: mulheres (88,9%), faixa etária de 30-49 anos (70,6%), brancos (61,9%), casados (72,0%), ensino superior ou acima (70,0%), renda >4 salários mínimos (71,4%), sem religião (77,8%), até 22 anos de serviço (67,7%) e os técnicos administrativos superior e docentes (73,9%). O consumo nocivo e de provável dependência relatado por: homens (48,1%), acima de 50 anos (47,4%), não brancos (42,9%), não casados (63,6%), com até o ensino médio (50,0%), renda até três salários mínimos (50,0%), com religião (42,3%), acima de 23 anos de serviço (42,9%), técnicos administrativos de apoio e intermediário (61,5%). Quanto ao efeito da IB, a maioria migrou para as zonas de risco I (56,7%) e risco II (43,3%). A diferença do escore do AUDIT antes e após a IB foi positiva, pois todos reduziram a média do escore. O efeito da IB ocorreu independentemente das características da amostra estudada. O teste de Wilcoxon mostrou que a média dos postos dos escores AUDIT após três meses de IB foi inferior ao do resultado inicial com Z=-4,709 e p<0,000. Quanto às características sociodemográficas e ocupacionais, todos apresentaram redução significativa, com p<0,05. Em relação às questões do AUDIT, reduziram principalmente na frequência Z=-3,880 e p<0,000, no consumo tipo binge drinking Z=-4,144 e p<0,000. Pode-se concluir que a Intervenção Breve associada a Entrevista Motivacional nos trabalhadores reduziu o consumo de álcool entre os trabalhadores estudados após três meses da avaliação inicial.(AU)
Biblioteca responsável: BR442.1
Localização: BR442.1; D386 EEAN