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Doença peri-implantar follow-up microbiológico de 5 anos e revisão sistemática com meta-análise / Peri-implant disease: Microbiological 5-year follow-up and systematic review with meta-analysis

Belo Horizonte; s.n; 2016. 126 p. ilus.
Tese em Inglês, Português | LILACS, BBO - Odontologia | ID: biblio-916403
Apresentada a Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Odontologia para obtenção do grau de Doutor. Orientador: Costa, Fernando de Oliveira.

OBJETIVOS:

Avaliar, em um estudo longitudinal de 5 anos, a associação entre o diagnóstico da doença peri-implantar (DPi) e a contagem de patógenos na presença e ausência de terapia de manutenção periodontal/peri-implantar (TMPP). Realizar uma revisão sistemática de estudos observacionais para avaliar se dados presentes na literatura indicam uma maior prevalência de peri-implantite (PI) em indivíduos com diagnóstico ou histórico de periodontite (PE).

MÉTODOS:

O estudo longitudinal microbiológico foi realizado avaliando-se, através da técnica da reação em cadeia da polimerase em tempo real, as seguintes espécies bacterianas: T. forsythia, T. denticola, P. gingivalis, P. intermedia, F. nucleatum e A. naeslundii em 80 indivíduos com mucosite peri-implantar (MP) que realizavam consultas para manutenção periodontal/peri-implantar regular (GTP, n = 39) comparados aos que não realizavam (GNTP, n = 41). Para a revisão sistemática uma busca eletrônica foi conduzida até março de 2016. Foram encontrados 1330 estudos, 17 artigos foram incluídos na análise final (PROSPERO CRD42015009518). A meta-análise foi realizada para presença ou ausência de PI. Medidas de efeito sumário e taxas de razão de chances (OR) com 95% IC foram calculadas.

RESULTADOS:

Os resultados do estudo longitudinal mostraram que, após 5 anos, houve uma diminuição da carga bacteriana total (CBT), na frequência das bactérias analisadas do complexo laranja (p = 0.013) e nas frequências isoladas de T. forsythia (p = 0.000), P. gingivalis (p = 0.003) e P. intermedia (p = 0.013) no GTP. Indivíduos com PI apresentaram maiores frequências de P.gingivalis (GNTP: p = 0,030; GTP: p = 0,000), T.denticola (GNTP: p = 0,017) e F. nucleatum (GTP e GNTP; p = 0.002) comparados aos com MP. Indivíduos que desenvolveram PI apresentaram um aumento na CBT (GTP: p = 0.047; GNTP: p = 0,055) e na frequência isolada de P.gingivalis (GNTP: p = 0,002) e F. nucleatum (GTP e GNTP; p = 0.000). Não houve diferenças estatisticamente significativas intergrupos em relação aos patógenos do complexo vermelho (p > 0,05). Tanto nos indivíduos com MP (T1 e T2: p = 0,000), quanto nos indivíduos com PI (T2: p = 0,000), a frequência do complexo laranja foi significativamente menor no GTP. A meta-análise dos estudos coorte mostrou que indivíduos (OR = 7.22), e implantes (OR = 5.63) apresentaram maior risco de desenvolver PI. Nos estudos transversais, em análises não ajustadas, indivíduos com PE apresentaram maior chance de ter PI (OR = 3.18). Quando a análise foi ajustada para tabagismo e diabetes não houve aumento estatisticamente significativo no risco para PI (OR = 1.73; IC 95% 0.86- 3.45).

CONCLUSÕES:

Pôde-se concluir que a ausência de consultas regulares para manutenção periodontal/peri-implantar foi associada com pior condição clínica periimplantar, maior incidência de PI e um aumento significativo na CBT. Adicionalmente, indivíduos com diagnóstico de PI apresentaram maiores frequências de P. gingivalis, T. denticola e F. nucleatum e maior CBT. A revisão sistemática permitiu concluir que indivíduos com diagnóstico ou histórico de PE podem apresentar um risco aumentado para PI. Mais estudos prospectivos são necessários para confirmar a evidência, principalmente os ensaios clínicos controlados randomizados
Biblioteca responsável: BR365.1