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Avaliação da qualidade de vida em pacientes idosos um ano após o tratamento cirúrgico de fraturas transtrocanterianas do fêmur / Functional outcomes and quality of life one year after surgical management of trochanteric fractures

Rev. bras. ortop; 46(supl.1): 48-54, 2011. ilus, graf, tab
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-596378

OBJETIVO:

Avaliar o impacto que as fraturas transtrocanterianas produzem sobre a qualidade de vida de pacientes idosos, tratados cirurgicamente, durante o período de um ano de acompanhamento.

MATERIAL E MÉTODO:

Foram selecionados 73 idosos com fratura transtrocanterina, com idade igual ou superior a 65 anos de ambos os sexos. Foi aplicado questionário padronizado, para se obter informações quanto aos hábitos de vida, atividade física, funcionalidade, deambulação e estado cognitivo. Foram excluídos os óbitos ocorridos durante o estudo, pacientes que não deambulavam, com doenças neurológicas ou fraturas patológicas.

RESULTADOS:

A média de idade foi 80,17 ± 7,2, sendo 75 por cento do sexo feminino. Ao comparar as somatórias das atividades de vida diária (p=0,04) e instrumentais da vida diária (p=0,004), obtidas na pré e pós-fratura, os pacientes tornaram-se mais dependentes pós-fratura. Atividades de vida diária que apresentaram piora pós-fratura foram: tomar banho (p=0,04), ir ao banheiro (p=0,02) e vestir-se (p=0,04). Todas as atividades instrumentais da vida diária apresentaram diferença significativa, apresentando maior dependência funcional pós-fratura, assim como aumento da necessidade de auxílio a deambulação (p=0,00002), idade avançada (p=0,01) e não realizar atividades domésticas (p=0,01). A baixa pontuação no teste Minimental estava associada com uma maior dependência para realizar as atividades da vida diária na pré-fratura (p=0,00002) e pós-fratura (p=0,01).

CONCLUSÃO:

Após um ano, as atividades de vida diária que dependiam dos membros inferiores pioraram significativamente, todas as atividades instrumentais de vida diária apresentaram piora significativa em mais de 50 por cento dos pacientes e mais da metade dos pacientes que andavam sem apoio perderam esta capacidade.
Biblioteca responsável: BR26.1