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Encontro com o povo Sateré-Mawé para um diálogo Intercultural sobre a loucura

Ribeirão Preto; s.n; 20 dez. 2010. 213 p. ilus.
Tese em Português | Index Psicologia - Teses | ID: pte-47473
Apresentada a Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto para obtenção do grau de Doutor. Orientador: Caldana, Regina Helena Lima.
Esta pesquisa originou-se do encontro com o Povo Sateré-Mawé da Área Indígena do Marau e de um diálogo que iniciamos com os professores dessa etnia, que visitaram as pessoas internas no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro (CPER), em Manaus/AM, junto às quais desenvolvemos um trabalho de extensão da Universidade Federal do Amazonas. Indagados sobre a loucura no contexto em que vivem, eles negaram sua existência. Decidimos registrar e ampliar, para outros Sateré-Mawé, o diálogo que havíamos iniciado com os professores. Tendo em vista os múltiplos sentidos com que a loucura é evocada na tradição cultural ocidental, definimos a mesma como a manifestação de experiências nomeadas, em um ponto de vista da prática clínica médico-psicológica, como alucinações, delírios, quadros de agitação psicomotora (muitas vezes acompanhados de atitudes agressivas sem um sentido aparente), e/ou outras, em que a pessoa parece ter perdido o contato com a realidade consensual - como se a sua mente estivesse sofrendo um mau funcionamento massivo. A definição proposta não foi atrelada à noção de doença ou anormalidade, mas delimitada à noção mais geral de sofrimento, infortúnio, aflição, mal-estar. Embora os professores Sateré Mawé tenham negado a loucura em sua sociedade, no sentido com que a conheceram na visita aos internos no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, eles não afirmaram a inexistência de experiências cuja manifestação definimos como loucura. Delimitamos como objetivo geral compreender dialogicamente experiências Sateré Mawé da loucura; e, como objetivos específicos, conhecer explicações, classificações e respostas Sateré Mawé para essas experiências; e identificar implicações do atendimento em serviços de saúde mental da tradição biomédica. Para um diálogo intercultural optamos pelo caminho da hermenêutica diatópica, através do desenvolvimento de argumentações com indígenas Sateré-Mawé que exercem diferentes papéis sociais em suas aldeias...(AU)
Biblioteca responsável: BR26.1
Localização: BR85.1; USP/IP/SBD / BR27.1; PUC-CAMPINAS/SBI / 26.1; USP/FFCLRP/BC