Your browser doesn't support javascript.

Biblioteca Virtual em Saúde

Brasil

Home > Pesquisa > ()
Imprimir Exportar

Formato de exportação:

Exportar

Email
Adicionar mais destinatários
| |

Diversidade fenotípica de polimorfismos na região controladora do locus(LCR) do gene da globina beta na anemia falcifore / Phenotypic diversity of polymorphisms in the locus control region (LCR) of the beta globin gene in sickle falcifore

Moura Neto, José Pereira de.
salvador; s.n; 2010. 135 p. ilus.
Tese em Português | LILACS | ID: lil-710719
Os indivíduos com anemia falciforme (AF) possuem perfil clínico heterogêneo em função de fatores variados que contribuem para a modulação da doença, como a concentração de hemoglobina fetal (HbF), presença de haplótipos (HAPLO) ligados ao grupo de genes da globina beta S, talassemia alfa (TA) e mutações em genes específicos, como as localizadas nos sítios hipersensíveis a ação da DNAse I na região controladora do lócus da globina beta (LCR). O objetivo do presente estudo foi identificar subfenótipos da anemia falciforme a partir do estudo de marcadores biológicos associados aos seus portadores. As determinações hematológicas, bioquímicas e sorológicas foram realizadas na Faculdade de Farmácia da UFBA pelo uso de Kits diagnósticos e métodos automatizados. O padrão de hemoglobina foi analisado por cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC), os haplo por PCR-RFLP e a TA por PCR. As sequências do HS-LCR foram amplificadas através da PCR e sequenciadas no ABI Prism 3100 DNA Sequencer. As análises estatísticas foram realizadas nos programas EPI INFO versão 6.04, SPSS versão 18.0 e o Prism versão 5.0. Os valores de p<0,05 foram considerados significativos para as análises realizadas. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisas do CPqGM-FIOCRUZ. Foram investigados 2223 indivíduos com AF, com idade entre 1-50 anos e média de 20,86 (±11,06) anos, sendo 50,70% mulheres. Valores significativos foram encontrados para os dados hematológicos e bioquímicos entre os sexos para contagem global de linfócitos nos homens (6414,85 ± 3940,70 x106/L) e mulheres (5597,81 ± 2744,24 x106/L), p= 0,003 e a contagem de reticulócitos entre os homens (7,01 ± 4,66) e mulheres (7,74 ± 5,89), p= 0,043; o colesterol de baixa densidade (LDL-c), a aspartato e alanina aminotransferases, respectivamente com p= 0,009, p= 0,029, p= 0,038 para homens e mulheres. Ao correlacionarmos eventos clínicos entre homens e mulheres, verificamos que a STA possui razão de prevalência de 1,89 para os homens (IC 1,52-2,36, p <0,001) e de 1,59 (IC1,06-2,39, p= 0,023) para a ocorrência de hospitalizações nesse mesmo sexo. A talassemia alfa foi realizada em 820 pacientes com 196 (23,90%) heterozigotos e 21 (2,6%) homozigotos. O total de 1872 cromossomos beta S foram estudados, sendo que os mais frequentes foram os haplótipos CAR/CAR (20,0%); Ben/Ben (25,8%) e CAR/Ben (44,2%). A correlação entre TA e dados hematológicos demonstraram resultados significativos para hemácias (Hm) (p= 0,004), volume corpuscular médio (VCM) (p= 0,015), hemoglobina corpuscular média (HCM) (p= 0,006) e plaquetas (p= 0,016) e no perfil lipídico com triglicerídeos (p= 0,001). A consulta retrospectiva aos prontuários de acompanhamento ambulatorial de 1799 pacientes com AF demonstrou que 1368 pacientes (76.04%) apresentaram pelo menos um evento vaso-oclusivo e 1475 (81.98%) tiveram pelo menos uma internação. Destes 856 (47,6%) apresentaram crise álgica; 1268 (70,5%) crises vaso-oclusivas; 115 (6,4%) Síndrome torácica aguda (STA); 53 (2,9%) dor abdominal e 24 (1,3%) dos 924 homens apresentaram priapismo. Novecentos e dezesseis (52,3%) pacientes realizaram pelo menos uma transfusão sanguínea nos dois últimos anos. O registro de infecção foi frequente em 638 (43,5%) pacientes, sendo a pneumonia a causa mais frequente, com 347 (23,6%) relatos. Cento e quinze (6,4%) pacientes foram acometidos por pelo menos um evento de AVC e 111 (6,2%) por úlcera maleolar. Quando estratificamos a idade para menor de 21 anos, a ocorrência de dactilite (síndrome mão) foi descrita em 3,5% (40) e de sequestro esplênico em 14,3% (163) nos 1141 pacientes pediátricos. A associação entre dados hematológicos.
Biblioteca responsável: BR344.1
Localização: BR344.1
Selo DaSilva