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Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-219133

Resumo

Componentes fitoterápicos microencapsulados são uma nova tecnologia usada na alimentação de ruminantes, pois diminuem as perdas dos componentes bioativos durante a passagem pelo rúmen. Tendo em vista o potencial de rentabilidade da comercialização do leite ovino e dos seus derivados, mais estudos surgem no meio técnico e científico. Sabe-se que o leite ovino é rico em sólidos totais, sendo uma ótima opção na fabricação de queijos. Para verificar a eficácia do uso de produtos comerciais à base de plantas como aditivos fitogênicos na alimentação de ovinos, tendo em vista sua influência sobre a qualidade do leite, quantidade produzida e saúde dos animais, foram dirigidos dois estudos. No experimento I foi utilizado um blend microencapsulado à base de timol, carvacrol e cinamaldeído para os animais. Trinta ovelhas Lacaune em lactação (50 ± 3,0 d de lactação) foram divididas em três grupos: Controle (T0), mistura de 150 mg/kg de ração (T150) e mistura de 250 mg/kg de ração (T250). A coleta de sangue e de leite foi realizada antes do início do experimento (dia 0), ao final do período de adaptação (dia 15) e durante o experimento (dia 20). Em amostras de leite, medimos a composição centesimal, a contagem de células somáticas (CCS) e o estado oxidante/antioxidante por meio de espécies reativas de oxigênio (EROs), lipoperoxidação e capacidade antioxidante total. Houve maior produção de leite dos animais que receberam a dieta com a mistura microencapsulada, bem como maior eficiência produtiva e eficiência alimentar, concomitantemente com menor conversão alimentar. Tendência de menor CCS foi obsevado, bem como níveis menores de EROs no leite. No sangue observou-se menor número de neutrófilos e EROs, concomitante aos maiores níveis de globulinas em ovinos de T150 e T250 em relação ao T0. Em resumo, nas ovelhas que consumiram a mistura microencapsulada, encontramos propriedades antiinflamatórias associadas à redução dos radicais livres e ao aumento das globulinas, todos desejáveis para a produção animal. No experimento II, o extrato de pimenta (EP) foi adicionado à ração das ovelhas no período de lactação (meio da lactação) para manter a produção e melhorar a qualidade do leite, bem como preservar sua saúde. O experimento começou 75 dias após o parto e durou 18 dias. Os animais foram divididos aleatoriamente em três grupos de dez animais cada: T0, usado como controle (sem EP); T200 (200 mg de EP/kg de concentrado) e T400 (400 mg de EP/kg de concentrado). A redução na produção de leite (L) foi menor nas ovelhas T400 nos dias 0 a 18 e 14 a 18 do que no grupo T0. A conversão alimentar foi menor nas ovelhas dos grupos T200 e T400 do que no grupo T0. A interação entre o tratamento e o dia foi observada para proteína, lactose e sólidos totais no leite; ou seja, foi maior nas ovelhas que consumiram PE no dia 18. A CCS no leite foram mais baixas nas ovelhas T400. A contagem total de basófilos, os níveis de proteína e os níveis de albumina foram mais elevados no sangue dos animais do grupo T400. Houve menores níveis de espécies reativas de oxigênio e lipoperoxidação no soro e leite dos animais dos grupos T200 e T400. No 18º dia, o soro de ovelhas que consumiram EP apresentou maiores níveis de tióis não protéicos e atividades da superóxido dismutase. As ovelhas que receberam T200 e T400 passaram mais tempo bebendo e tiveram maior frequência de beber água. Esses resultados sugerem que a inclusão de PE (400 mg/kg) contendo capsaicina no concentrado de ovinos no meio da lactação (após o pico da lactação) minimizou a redução da produção de leite durante o experimento e melhorou a qualidade do leite, bem como estimulando uma resposta antioxidante sistêmica. De modo geral concluímos que a adição dos dois ativos oriundos de plantas form benéficos a saúde dos animais e eficiência produtiva.


Microencapsulated phytotherapic components are a new technology used in the feeding of ruminants, as they reduce the losses of bioactive components during passage through the rumen. In view of the profitability potential of the commercialization of sheep milk and its derivatives, more studies are being carried out in the technical and scientific environment. Sheep milk is known to be rich in total solids, making it a great choice in cheese making. Two studies were conducted to verify the effectiveness of using commercial plant-based products as phytogenic additives in sheep feed, in view of their influence on milk quality, quantity produced and animal health. In experiment I, a microencapsulated blend based on thymol, carvacrol and cinnamaldehyde was used for the animals. Thirty lactating Lacaune ewes (50 ± 3.0 d of lactation) were divided into three groups: Control (T0), mixture of 150 mg / kg of feed (T150) and mixture of 250 mg / kg of feed (T250). Blood and milk were collected before the beginning of the experiment (day 0), at the end of the adaptation period (day 15) and during the experiment (day 20). In milk samples, we measured centesimal composition, somatic cell count (SCC) and oxidant / antioxidant status using reactive oxygen species (ROS), lipoperoxidation and total antioxidant capacity. There was greater milk production of the animals that received the diet with the microencapsulated mixture, as well as greater productive efficiency and feed efficiency, concomitantly with less feed conversion. Lower SCC trend was observed, as well as lower levels of ROSs in milk. In the blood, a lower number of neutrophils and ROS was observed, concomitant with the higher levels of globulins in T150 and T250 sheep compared to T0. In summary, in the sheep that consumed the microencapsulated mixture, we found an anti-inflammatory effect associated with the reduction of free radicals and an increase in globulins, all desirable for animal production. In experiment II, pepper extract (EP) was added to the ewes' feed during the lactation period (mid-lactation) to maintain production and improve milk quality, as well as preserve their health. The experiment started 75 days after delivery and lasted 18 days. The animals were randomly divided into three groups of ten animals each: T0, used as a control (without PE); T200 (200 mg EP / kg concentrate) and T400 (400 mg EP / kg concentrate). The reduction in milk production (L) was smaller in the T400 ewes on days 0 to 18 and 14 to 18 than in the T0 group. Feed conversion was lower in sheep in groups T200 and T400 than in group T0. The interaction between treatment and day was observed for protein, lactose and total solids in milk; that is, it was higher in ewes that consumed PE on day 18. The SCC counts in milk were lower in the T400 ewes. The total basophil count, protein levels and albumin levels were higher in the blood of animals in the T400 group. There were lower levels of reactive oxygen species and lipoperoxidation in the serum and milk of animals in groups T200 and T400. On the 18th day, the serum of sheep that consumed PE showed higher levels of non-protein thiols and superoxide dismutase activities. The sheep that received T200 and T400 spent more time drinking and were more frequently drinking water. These results suggest that the inclusion of PE (400 mg / kg) containing capsaicin in sheep concentrate in the middle of lactation (after the peak of lactation) minimized the reduction in milk production during the experiment and improved the quality of milk, as well as stimulating a systemic antioxidant response. In general, we conclude that the addition of the two assets from plants is beneficial to animal health and productive efficiency.

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