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Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-222303

Resumo

A celulite aviária é caracterizada pela formação de placas fibrinonecróticas subcutâneas e pela inflamação da pele, levando à sérios prejuízos econômicos devido às condenas parciais no abate. Escherichia coli é o principal agente isolado de casos de celulite aviária, sendo que cepas de E. coli patogênicas para aves (APEC) têm sido isoladas destas amostras. As APEC s são classificadas como E. coli extraintestinais (ExPEC) e apresentam similaridade com cepas humanas, sugerindo-se um potencial zoonótico. A capacidade de migração da APEC para sítios extraintestinas envolve inúmeros fatores de virulência, dentre eles a protectina (iss) e as fímbrias F11 (felA). Com o objetivo de caracterizar o agente envolvido nos casos de celulite aviária, realizou-se o isolamento bacteriano e a detecção molecular destes fatores de virulência. Para isto, foram utilizadas 130 carcaças com lesões típicas de celulites provenientes de um abatedouro-frigorífico sob inspeção federal no Oeste de Santa Catarina. Cepas de E. coli foram isoladas das lesões de celulite e fígados por meios de triagem e identificadas através de testes bioquímicos, o agente foi detectado em 62,3% dos animais amostrados, sendo que a frequência de isolamento foi de 52,3% em lesões de celulite, 55,3% em fígado e 46,1% em ambas as amostras. Das amostras confirmadas, obteve-se 253 cepas de E. coli, as quais foram triadas para os genes de resistência sérica (iss) e de capacidade de adesão (felA) por meio da PCR. O percentual de positividade do gene iss na pele e fígado foi de 73,6% e 85,6% respectivamente. A frequência encontrada do gene felA na lesão de celulite foi de 27,3% e no fígado de 13,6%. A maioria das cepas isoladas apresentou ao menos um dos fatores de virulência pesquisado, e em 17,4% detectou-se ambos os genes nas cepas testadas. O isolamento da bactéria em celulite e fígados e a frequência encontrada dos genes de virulência, indicam que as cepas de E. coli provenientes de lesões de celulite são possíveis causadoras de septicemia e uma importante fonte de contaminação alimentar, sugerindo a reavaliação dos critérios de condenação frente a lesão de celulite, reduzindo assim potenciais riscos à saúde pública.


The avian cellulite is characterized by the formation of subcutaneous fibrinonecrotic plaques and by the inflammation of the skin, leading to serious economic loss due to partial slaughter sentences. Escherichia coli is the principal isolated agent of cases of avian cellulite, the strains of avian pathogenic E. coli (APEC) were isolated from this samples. The APEC s are classified as Extraintestinal Pathogenic E. coli (ExPEC) and show similarities with humans strains, suggesting a zoonotic potential. The migration capacity of APEC to extraintestinal sites involve many factors of virulence, among them the protectina (iss) and the fimbria F11 (felA). With the aim of characterizing the agent involved in the cases of the avian cellulite, were performed the bacterial isolation and the molecular detection of this virulence factors. To do so, was used 130 carcasses with typical injuries of cellulite coming from a slaughterhouse under federal inspection in the west of Santa Catarina. E. coli strains were isolated from the cellulites injuries and livers by means of screening and identified through biochemical tests, the agent was detected in 62,3% of carcasses samples, through which the frequency of isolation was 52.3% in injuries of cellulitis, 55,3% in livers and 46,1% in both samples. From positive samples, were gotten 253 strains of E. coli, which were screened for the genes of serum resistance (iss) and responsible for adhesion (felA) by means of PCR. The percentage of positivity of the iss gene on the skin and liver were 73,6% and 85,6% respectively. The frequency found of the felA gene in the cellulite injury were 27,3% and in the liver of 13,6%. Most of the isolated strains showed at least one of the virulence factors researched, and in 17,4% both genes were detected in the strains tested. The bacterial isolation in the cellulite and livers and the frequency found of virulence genes, indicate that the E. coli strains coming from cellulite injuries were possibly causing factors of septicemia and an important source of food contamination, suggesting the review of the sentencing criteria for cellulite injury, reducing the potential risks to public health.

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