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Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-213447

Resumo

O Brasil apresenta potencial para o desenvolvimento da aquicultura, e tem sido impulsionado pela expansão dos cultivos de tilápia do Nilo em tanques-rede nos diversos reservatórios existentes no país. A tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) é a espécie mais cultivada nos reservatórios aquícolas brasileiros, devido a sua rusticidade, rápido crescimento, tolerância à baixa qualidade da água e considerável resistência às doenças. Entretanto, a bactéria Streptococcus agalactiae é responsável por elevadas taxas de mortalidade, prejudicando o crescimento e o desenvolvimento das tilapiculturas no país. Apesar de já existir uma vacina comercial disponível, sua proteção é conferida apenas contra o sorotipo Ib, não impedindo que as tilápias adquiram a doença quando expostas á outros sorotipos deste patógeno. Em 2017, o sorotipo III ocasionou mortalidade e grandes prejuízos em pisciculturas na região do nordeste brasileiro em decorrência da sua virulência, multirresistência e ausência de proteção vacinal. O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma vacina bivalente, utilizando duas cepas isoladas de S. agalactiae, sorotipos Ib e III (S13 e S73). Foram utilizadas 480 tilápias do Nilo de 30 gramas, distribuídas em 12 caixas de 150L, com 40 peixes por tratamento. O delineamento experimental constituiu-se em três grupos controles (negativo e positivos para cada sorotipo) e nove vacinados (grupos vacinados com vacina monovalente e desafiados com cepa homóloga e heteróloga e grupo de animais vacinados com a vacina bivalente e desafiados separadamente com as cepas de cada sorotipo e desafiados com as duas cepas concomitantemente). No dia 0, os peixes foram imunizados com 0,1 mL i.p das bacterinas (108 UFC/mL) e após 21 dias, foram desafiados (0.1 mL i.p) com dosagem de 7.6 x 109 UFC/ peixe do patógeno). A eficácia das vacinas monovalentes foi observada nos grupos que foram desafiados com cepas homólogas aos das vacinas, demonstrando a ausência de proteção cruzada entre os sorotipos. Os grupos que receberam as vacinas bivalentes demonstraram maior proteção quando foram desafiados com as duas cepas (RPS = 96.16%). Não houve diferença significativa entre a vacina comercial quando os animais foram desafiados com o sorotipo Ib e a vacina produzida neste trabalho. O presente estudo demonstrou que a vacina de S. agalactiae bivalente, produzida com as cepas S13 e S73, apresentou elevada proteção e sua utilização no campo será uma ferramenta de grande importância na redução dos prejuízos causados pela estreptococose.


Brazil has demonstrated a great potential in aquaculture which is promoted due to the expansion of tilapia production all over the country. Nile tilapia (Oreochromis niloticus) is the main species farmed in Brazil, mainly due to the rusticity, rapid growth, tolerance to water quality and considerable resistance to diseases. However, bacteria of the species Streptococcus agalactiae is a major threat to production inducing high levels of mortality in tilapia farms. Despite the availability of a commercial vaccine, protection levels only showed good results against S. agalactiae serotype Ib, which lead the occurrence of outbreaks in tilapia farms when affected by other serotypes that are circulating in the country. In 2017, a S. agalactiae serotype III caused high loss and mortality in tilapia farms in the Northeast region of Brazil due to its high virulence, multi resistance and lack of vaccine protection. The main goal of this study is to develop a bivalent vaccine using the serotypes Ib and III of S. agalactiae (strains S13 and S73). A total of 480 tilapias were allocated in 12 water tanks/groups with 40 fish in each. The arrangement of the experiment consisted of three control groups (negative and positive for each serotype) and nine vaccinated groups (groups vaccinated with monovalent vaccine and challenged with homologous and heterologous strain and group of animals vaccinated with the bivalent vaccine and challenged with the strains of each serotype separately and challenged with the two strains concomitantly). The vaccinated groups received a dose of the bacterin in day 0 with 0.1 mL i.p (108 UFC/mL), and after 21 days fish were administered with 0.1 mL i.p (7.6 x 109 UFC/fish of pathogen). The efficacy of monovalent vaccines was observed in the groups infected with homologous strains demonstrating the lack of cross-protection between the serotypes. Groups vaccinated with the bivalent inoculum demonstrated a better protection when challenged with the two different strains (RPS= 96.16%). No statistical significance of protection were observed between commercial vaccine and vaccine produced in this work when challenged with serotype Ib strain. These results demonstrate that the bivalent vaccine induces protection in fish challenged with streptococcosis caused by the serotype Ib and III and its use in the field would be of great importance to reduce losses caused by this disease.

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