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Poisoning by Megathyrsus maximus (Sin. Panicum maximum) cv. Colonião in horses in the state of Rio de Janeiro

França, Ticiana N.; Carletti, Stephni M.; Rocha, Juliana F.; Santos, Bartolomeu B.N.; Oliveira, Mariana C.; Ubiali, Daniel G.; Malafaia, Pedro; Peixoto, Paulo Vargas.
Artigo em Inglês | LILACS-Express | ID: biblio-1487646

Resumo

ABSTRACT: Colic outbreaks in horses have been associated with the grazing of several Megathyrsus maximus (Sin. Panicum maximum) cultivars in the North and Central-West regions of Brazil. In this paper, we report a horse colic outbreak in the Southeast region of Brazil caused by ingestion of the Colonião cultivar of M. maximus, which has not previously been considered as toxic. The five affected horses belonged to the Veterinary Platoon based at the Central Ammunition Deposit of the Brazilian Army in the city of Paracambi, Rio de Janeiro state, Brazil. The horses had access to treated water and commercial concentrate, and were located in a field of M. maximus at the time of the outbreak. All horses exhibited clinical signs of colic and bloat, and three of them died. The extend of the clinical course ranged from four to five days in the three animals that died; in the two animals that recovered from the colic episodes, the extend of the clinical courses were 10 and 15 days. Necropsy findings revealed intestinal and gastric bloating and hemorrhages involving the intestinal wall. Light microscopy showed moderate diffuse lymphoplasmacytic and eosinophilic enteritis with multifocal erosions, in addition to submucosal edema associated with multifocal vasculitis. The pathogenesis of colic caused by M. maximus ingestion in horses has not yet been elucidated. Some authors have suggested that higher starch concentrations in M. maximus during the rainy season may be responsible for the toxicity of this plant. However, the findings of this study do not support this hypothesis. As a prophylactic measure, it is suggested that horses do not graze exclusively M. maximus at the beginning of rainy periods, in which regrowth of this grass occurs. In Brazil, outbreaks of horse colic associated with ingestion of varieties of Megathyrsus can also occur outside the North and Midwest regions, under specific climate conditions.
RESUMO: Surtos de cólica em equinos vêm sendo associados ao pastejo de várias cultivares de Megathyrsus maximus (Sin. Panicum maximum) nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Neste trabalho relata-se um surto de cólica em equinos determinado pela ingestão da variedade Colonião de M. maximus, cultivar até então não descrita como tóxico. Os cinco equinos, oriundos do Pelotão de Veterinária do Centro de munição do Exército situado no município de Paracambi/RJ, estavam em uma mesma pastagem de M. maximus, tinham acesso à água tratada e ao concentrado comercial para equinos. Todos os equinos tiveram sinais clínicos de cólica por timpanismo e três deles morreram. O curso clínico variou de quatro a cinco dias nos três equinos que morreram e de 10 a 15 dias nos dois equinos que recuperaram-se da cólica. À necropsia, os principais achados foram timpanismo intestinal e gástrico e hemorragias na parede intestinal. À microscopia havia enterite linfoplasmocítica e eosinofílica difusa moderada com erosões multifocais e edema submucoso associado à vasculite multifocal. A patogênese da cólica pela ingestão de M. maximus ainda não foi elucidada, no entanto, alguns autores têm sugerido que uma maior concentração de amido presente na forrageira durante o período de chuvas possa ser responsável pela ação tóxica da planta. Contudo as observações aqui levantadas não dão suporte a essa hipótese. Sugere-se como medida profilática evitar o pastejo exclusivo de M. maximus por cavalos, por meio de pastagens alternativas, principalmente durante o início das chuvas e rebrota da pastagem. Demonstra-se que, no Brasil, os surtos de cólica em equinos associados à ingestão de variedades de Megathyrsus, também podem ocorrer fora das regiões Norte e Centro-Oeste, desde que existam condições climáticas especiais.
Biblioteca responsável: BR68.1