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Ensaio toxicológico do extrato aquoso de Waltheria douradinha (douradinha do campo) em modelo ex vivo / Toxicological asay with aqueous extract of Waltheria douradinha (douradinha do campo) in ex vivo model

Fontoura, Eduardo Garcia; Felix, Samuel Rodrigues; Fernandes, Ciciane Pereira Marten; Grecco, Fabiane Borelli; Gonçalves, Victoria de Moraes; Felix, Anelize Campello; Nobre, Márcia de Oliveira.
Rev. Soc. Bras. Ciênc. Anim. Lab; 2(4): 264-272, 2014.
Artigo em Português | VETINDEX | ID: biblio-1489719

Resumo

A produção de fitoterápicos exige que em seu desenvolvimento haja testes em relação a sua toxicidade. Assim métodos que promovam a redução de animais em pesquisa devem ser aplicados também a estes compostos. A OECD (Guideline for the Testing of Chemicals) recomenda o teste do olho de frango como uma alternativa de triagem, antes de levar os produtos à ensaios in vivo. Os objetivos deste estudo foram determinar a toxicidade do extrato aquoso de Walteria ouradinha através de ensaio ex vivo em globo ocular de frangos, e demonstrar dados que justifiquem a utilização deste como teste de triagem anterior ao ensaio in vivo. Foram utilizados olhos de frangos ex vivo, distribuídos em grupos conforme o produto instilado em sua superfície: grupo extrato aquoso de W. douradinha (WD), salina 0,9% (CN) e ácido acético 10% (CP). A toxicidade foi avaliada para retenção de fluoresceína, opacidade e inchaço de córnea, e critérios histopatológicos, conforme recomendação da OECD. O grupo WD demonstrou resultados macroscópicos com baixo índice de irritabilidade, quando comparados com os olhos CP (P<0,05). Ainda, os olhos WD demonstraram menores alterações histopatológicas que os olhos CP, estando, em todas ocasiões, com índice não irritante. Nas condições deste estudo concluímos que o extrato aquoso de W. douradinha possui baixo grau de toxicidade perante as análises macroscópicas e histopatológicas. Mais que isso, indicamos o teste do olho da galinha como ensaio de triagem para determinação da toxicidade de fitoterápicos, podendo ser usado antes de levar os extratos à teste em animais, reduzindo assim o uso destes.
Requirements for the toxicological assessment of phytotherapies are increasing, as these become more widespread. Methods that reduce the animals used in these toxicology studies should also be applied for these compounds. The enucleated chicken eye test is recommended by OECD as an early screening method, used prior to the in vivo assays. The objectives of this study were to assess the toxicity of the aqueous extract of Walteria douradinha through the enucleated chicken eye test, as recommended by the OECD, and demonstrate evidence supporting it as a valid screening assay. The eyes of commercially slaughtered chicken were used in this study, these were divided into groups according to the product instilled: aqueous extract of W. douradinha (WD); 0.9% saline (CN); and 10% acetic acid (CP). Toxicity was evaluated by predetermined criteria for fluorescein retention, corneal opacity, and swelling, in five time points. Histopathological criteria for corneal lesions were also assessed. Throughout the study the WD group showed low rates of irritability compared with CP eyes (P <0.05) in the macroscopic criteria. Moreover, WD eyes showed lower histopathological changes than CP eyes, and were characterized as non irritant. In this study we conclude that the aqueous extract of W. douradinha has a low degree of toxicity, as shown by both macroscopic and histopathological parameters. Furthermore, we recommend the enucleated chicken eye test as a screening assay to determine the toxicity of herbal extracts, and should be used before in vivo testing, thus reducing the number of animals used.
Biblioteca responsável: BR68.1
Localização: BR68.1