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Abundance, breeding and food of the Little Blue Heron Egretta caerulea (Aves, Ardeidae) in the Patos Lagoon estuary, a recently colonized area in southern Brazil

Gianuca, Dimas; T. Gianuca, Andros; M. Vooren, Carolus.
Iheringia. Sér. Zool.; 102(1)2012.
Artigo em Inglês | VETINDEX-Express | ID: vti-437824

Resumo

We document the expansion of the breeding distribution of the Little Blue Heron Egretta caerulea (Linnaeus, 1758) to 850 km beyond its previous southern limit in South America. In addition we present data on abundance, breeding biology and food of the species in the Patos Lagoon estuary, the area which the species recently colonized. The maximum abundance recorded in the breeding colony and in a nocturnal roosting site was 53 and 49 individuals respectively. Nesting occurred from September to March. Birds nested in a mixed breeding colony together with about 3,000 breeding pairs of seven other species of Pelecaniformes, in a swampy forest near the margin of the estuary. Five nests were between 1.5 and 4.3 m from the ground, on the shrub Daphnopsis racemosa (Thymelaeaceae), on the trees Sebastiana brasiliensis (Euphorbiaceae) and Mimosa bimucronata (Leguminosae), or on the bamboo Bambusa sp. (Poaceae). Four nests produced two fledglings each, while one nest was abandoned. Of 13 grouped samples of food regurgitated by five nestlings, Pink Shrimp Farfantepenaeus paulensis (Perez-Farfante, 1967) constituted 70% in mass, while total length of ingested fishes and shrimps varied mostly between 20 and 50 mm. Estuarine prey items represented 99% of the total food mass. The recent southward expansion of the breeding range of the Little Blue Heron in South America may be a response to climate warming of the Patos Lagoon estuary. Degradation of estuaries in the southwestern Atlantic may also be forcing the birds to breed in areas outside previous geographical range.
No presente trabalho é documentada a expansão da distribuição reprodutiva da garça-azul Egretta caerulea (Linnaeus, 1758) 850 km para o sul das colônias mais austrais previamente conhecidas. Adicionalmente, são apresentadas informações sobre abundância, reprodução e alimentação da espécie no estuário da Lagos dos Patos, região recentemente colonizada no extremo sul do Brasil. As garças-azuis nidificaram em uma colônia multiespecífica localizada em uma mata paludosa às margens do estuário, contendo outras sete espécies de Pelecaniformes, totalizando cerca de 3.000 pares reprodutivos. O período reprodutivo se estendeu de setembro até fins de março, e as maiores abundâncias registradas na colônia e no dormitório foram 53 e 49 indivíduos, respectivamente. Foram encontrados cinco ninhos, construídos sobre árvores Sebastiana brasiliensis (Euphorbiaceae) ou Mimosa bimucronata (Leguminosae), arbustos Daphnopsis racemosa (Thymelaeaceae), ou bambus Bambusa sp. (Poaceae), em alturas entre 1,5 e 4,3 m acima do solo. Quatro ninhos produziram dois filhotes cada, e um foi abandonado. Em uma análise preliminar da dieta, baseada em 13 amostras de alimento regurgitado de cinco filhotes, verificou-se que camarões-rosa Farfantepenaeus paulensis (Perez-Farfante, 1967) corresponderam a 70% das presas consumidas, e os itens alimentares de origem estuarina constituíram 99% da biomassa ingerida. Todos os peixes e a maioria dos camarões consumidos possuíam comprimento total entre 20 e 50 mm. A recente expansão da distribuição reprodutiva da garça-azul em direção ao sul pode ter sido favorecida pelo aquecimento climático observado na região do estuário da Lagoa dos Patos, e influenciado pela degradação dos estuários no Atlântico sudoeste nas últimas décadas, levando as aves a colonizarem áreas fora da sua distribuição habitual.
Biblioteca responsável: BR68.1