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Why biogeographical hypotheses need a well supported phylogenetic framework: a conceptual evaluation

Morphy D. Santos, Charles; S. Amorim, Dalton.
Pap. avulsos Zool.; 47(4)2007.
Artigo em Inglês | VETINDEX-Express | ID: vti-442466

Resumo

A growing number of biogeographical methods have attempted to describe formal means of reconstructing the biogeographical history of the organisms. Whatever the biogeographical method, however, the source of systematic information has to be well worked out. Taxonomic noise is sometimes a true impediment to properly deal with the complexity of life in its three-dimensional aspects, the threefold parallelism represented by form, space and time. This paper argues that historical systematics is a necessary basis for a historical biogeography. Organismal phylogenies or at least hypotheses of monophyly should be taken as the basis for the study of distribution patterns. Whenever a non-monophyletic taxon is misleadingly taken as monophyletic, erroneous interpretations in evolutionary analyses necessarily follow. When the proportion of paraphyletic taxa considered in an analysis is small, a general pattern may be obtained, but the interpretation of the biogeographical evolution of each paraphyletic taxon will be equivocated. The delimitation of areas of endemism also depends on the precision of the recovered phylogenetic information. Indices based on phylogenetic diversity allow the delimitation of areas for conservation of biological diversity. Despite the plethora of current available biogeographical methods, biogeography is not a mess, as was pointed elsewhere. The order in the discipline is subtle: as biogeography intends to comprehend the living world based on the study of the form, space and time, a phylogenetic framework is a basic requirement. The lack of reliable biogeographical primary information - historical taxa - certainly creates severe obstacles for historical biogeography.
Um crescente número de métodos biogeográficos tem buscado descrever maneiras formais de reconstruir a história biogeográfica dos organismos. Entretanto, para qualquer método biogeográfico empregado, a fonte de informação sistemática deve ser precisa. Ruído taxonômico é por vezes um verdadeiro obstáculo para se tratar apropriadamente da complexidade da vida no seu aspecto tridimensional, representado pelo triplo paralelismo forma, espaço e tempo. Esse artigo defende que a sistemática é o fundamento necessário para a biogeografia histórica. Filogenias de organismos ou ao menos hipóteses de monofiletismo devem ser a base para o estudo de padrões de distribuição. Táxons não-monofiléticos tomados erroneamente como monofiléticos resultarão em interpretações incorretas nas análises evolutivas. Quando a proporção de táxons parafiléticos considerada em uma análise é pequena, um padrão geral pode ser obtido, mas a interpretação da evolução biogeográfica de cada táxon parafilético será equivocada. A delimitação de áreas de endemismo, da mesma forma, também depende da precisão da informação filogenética. Além disso, índices baseados na diversidade filogenética permitem a delimitação de áreas para a conservação da diversidade biológica. Apesar da pletora de métodos biogeográficos correntes, a biogeografia não é uma confusão, como foi apontado anteriormente. A ordem nessa disciplina é sutil: como a biogeografia pretende compreender o mundo natural baseandose no estudo de forma, tempo e espaço, um arcabouço filogenético é condição essencial. A ausência de informação biogeográfica primária confiável - táxons históricos - cria sérios obstáculos para a biogeografia histórica.
Biblioteca responsável: BR68.1