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Extensive consumption of Tabebuia aurea (Manso) Benth. & Hook. (Bignoniaceae) nectar by parrots in a tecoma savanna in the southern Pantanal (Brazil)

Ragusa-Netto, J..
Braz. J. Biol.; 65(2)2005.
Artigo em Inglês | VETINDEX-Express | ID: vti-446012

Resumo

Neotropical parrots forage for various food items such as seeds, fruit pulp, flowers, young leaves, and even arthropods. While foraging, many species wander over large areas that include both open and closed habitats. In this study, I examined parrot foraging activity during a brief synchronous and massive flowering in August 1998 in a tecoma savanna (dominated by Tabebuia aurea) in the southern Pantanal. Six parrot species, ranging from the small Brotogeris chiriri to the large Amazona aestiva, foraged for T. aurea nectar, but Nandayus nenday was by far the major nectar consumer, and the results of each of their visits, like those of the other species, was damage of a substantial proportion of the existing flower crop. Parrots foraged mostly during the afternoon, when nectar concentration tended to be higher. Nevertheless, compared to bird-pollinated flowers, which produce copious nectar, T. aurea had a smaller mean nectar volume per flower. Hence, presumably the amount of damage wreaked by these parrots resulted from their efforts to obtain part of their daily energy and water requirements. Thus, the synchronous and massive flowering occurring in such a brief period in the dry season may be related to, among other factors, the necessity of satiating predators such as parrots, which are still abundant in the Pantanal.
Papagaios e periquitos neotrópicos utilizam amplamente recursos como frutos e sementes. No entanto, flores, brotos e mesmo artrópodes podem ser alternativas alimentares importantes. Usualmente, essas aves forrageiam por amplas áreas, que incluem tanto formações vegetais abertas como fechadas. Neste estudo examinei o padrão de consumo de néctar por psitacídeos em uma savana dominada por ipês-amarelos (Tabebuia aurea) durante um episódio de floração massiva e sincrônica no sul do Pantanal em agosto de 1998. Seis espécies de psitacídeos, incluindo desde o pequeno periquito Brotogeris chiriri, até o papagaio Amazona aestiva, consumiram intensamente o néctar das flores dos ipês. Nandayus nenday, de longe, explorou a maior proporção do total de flores utilizadas, e bandos desse periquito, bem como das outras espécies, destruíam, a cada visita, parcela substancial das flores presentes em uma dada copa. Os psitacídeos consumiram néctar com maior freqüência durante a tarde, principalmente no final, quando a concentração tendeu a ser maior. O volume, no entanto, foi comparativamente baixo em relação às flores de espécies polinizadas por pássaros. Dessa forma, aparentemente, os psitacídeos foram acentuadamente destrutivos ao explorar T. aurea, uma vez que o néctar de muitas flores era requerido para suprir parte da demanda diária de energia e água dessas aves. Portanto, a floração massiva e sincrônica em T. aurea durante curto período no auge da estação seca, dentre outros fatores, pode estar voltada a saciar predadores, como os psitacídeos, ainda abundantes no Pantanal.
Biblioteca responsável: BR68.1