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Plant food resources and the diet of a parrot community in a gallery forest of the southern Pantanal (Brazil)

Ragusa-Netto, J.; Fecchio, A..
Braz. J. Biol.; 66(4)2006.
Artigo em Inglês | VETINDEX-Express | ID: vti-446182

Resumo

Neotropical parrots usually forage in forest canopies for nectar, flowers, leaves, fruit pulp, and seeds. As they have no all-purpose territories, these birds usually exploit vegetation mosaics in order to use plentiful resources as they become available. In this study we examine the use of a gallery forest in the southern Pantanal (Brazil) by a diverse parrot community that ranged from Brotogeris chiriri (a small species) to Ara chloroptera (a large one). Plant food resources principally used by parrots were abundantly available during the rainy season (fleshy fruits), the annual floods (fleshy fruits), and the dry season (flowers). While both smaller and larger species foraged on fruits, parakeets largely consumed the pulp, while larger parrot species used pulp and seeds. In the dry season parakeets foraged extensively on nectar, especially Inga vera nectar that was abundantly available during the last two months of the dry season, the harshest period of the year. Among larger parrots, only Propyrrhura auricollis frequently harvested nectar. Fruits maturing during floods, despite being fish- or water- dispersed were extensively used by the parrots. Hence, unlike what happens in most other Neotropical dry forests, occurrence of a fruiting peak during the annual flooding, which occurs in the transition from the wet to the dry season, constitutes an extra and significant episode of food availability, since in this period, fruit production normally declines. Therefore, the unique and abundant availability of flowers and fruits in this gallery forest may account for the presence of large parrot populations in the southern Pantanal.
Psitacídeos neotropicais usualmente exploram o dossel das florestas em busca de alimentos como néctar, flores, folhas, polpa e sementes de frutos. Como essas aves não estabelecem territórios, movimentam-se através de mosaicos de vegetação no sentido de utilizar recursos alimentares, produzidos massivamente, à medida que se tornam disponíveis. Neste estudo, nós examinamos a utilização de uma mata ciliar, no Pantanal Sul (Brasil), por uma comunidade de psitacídeos, constituída por um gradiente de formas que incluiu desde o pequeno Brotogeris chiriri até a grande Ara chloroptera. Os recursos vegetais, importantes para os psitacídeos, foram produzidos massivamente durante a estação chuvosa (frutos carnosos), subseqüentemente durante as cheias anuais (também frutos carnosos) e, finalmente, na estação seca (flores). Tanto as pequenas quanto as grandes espécies consumiram tais frutos, no entanto os periquitos utilizaram predominantemente a polpa, enquanto as espécies maiores consumiram em proporções similares a polpa e as sementes. Durante a estação seca os periquitos utilizaram extraordinariamente néctar das flores, sobretudo produzido por Inga vera, que anualmente floresceu massivamente ao final da estação seca, período mais rigoroso do ano. Dentre as espécies maiores, apenas Propyrrhura auricollis utilizou substancialmente néctar. A intensa produção de frutos, tipicamente dispersos por peixes ou pela água durante a cheia anual, foi amplamente utilizada pelos psitacídeos. Portanto, ao contrário dos padrões de frutificação da maioria das matas secas neotropicais, a ocorrência de um pico de frutificação durante as cheias emerge como um evento marcante de disponibilidade de frutos, num período (transição da estação úmida para a seca) em que tipicamente tendem a declinar. Nesse sentido, a peculiar produção massiva de flores e frutos, nessa mata ciliar, potencialmente contribui para manutenção das grandes populações de psitacídeos, ainda presentes, no Pantanal Sul.
Biblioteca responsável: BR68.1