Your browser doesn't support javascript.

Portal de Pesquisa da BVS Veterinária

Informação e Conhecimento para a Saúde

Home > Pesquisa > ()
Imprimir Exportar

Formato de exportação:

Exportar

Exportar:

Email
Adicionar mais destinatários

Enviar resultado
| |

Canopy phenology of a dry forest in western Brazil

Ragusa-Netto, J.; Silva, RR..
Braz. J. Biol.; 67(3)2007.
Artigo em Inglês | VETINDEX-Express | ID: vti-446277

Resumo

Dry forests are common, although highly threatened in the Neotropics. Their ecological processes are mostly influenced by rainfall pattern, hence their cycles exhibit contrasting phases. We studied the phenology of canopy trees in a primary dry forest in Western Brazil in the foothills of the Urucum mountain chain, in order to improve our knowledge on the functioning of these poorly-known forests. Leaf shedding started in the early dry season and was massive in the latter part of this period. Most leaf loss occurred in dry hills, while wet valleys remained evergreen. Anemochorich and autochorich species predominated in dry hills, presumably due to their tolerance to dry conditions and enhanced exposition to winds, which favour diaspores removal and dispersal. Conversely, zoochorich species dominated the wet valleys. Flowering was intense in the late dry season, the driest period of the year, while fruiting was massive just after the onset of rains, as well as flushing. Therefore, most flowering was unrelated to wet conditions, although such an abiotic factor, potentially, triggered the major fruiting episode, widely comprised by zoochorich species. Anemochorich and autochorich species flowered and fruited in the course of the long dry season. The contrasting environmental conditions present in the hills and valleys determine the arrangement of a mosaic in which patches of zoochorich and evergreen trees alternate with patches of non zoochorich and highly deciduous species. Consequently, species with such syndromes exhibited marked flowering and fruiting patterns, accordingly to the pronounced seasonality.
Matas secas neotropicais estão amplamente distribuídas, porém sob elevado risco de desmatamento. Os processos ecológicos nesses ambientes são fortemente influenciados pelo clima, sobretudo o padrão de chuvas, de tal forma que seus ciclos apresentam fases muito contrastantes. Nesse estudo, avaliamos a produção de folhas, flores e frutos em uma mata seca do oeste brasileiro situada no sopé do maciço do Urucum. A perda de folhas teve início no começo da estação seca, mas foi massiva ao final desse período, o mais seco do ano. Espécies decíduas predominaram nas escarpas secas, enquanto as perenifólias foram comuns nos vales úmidos. Nas escarpas, espécies anemo e autocóricas eram muito comuns, potencialmente, por serem mais tolerantes à baixa umidade, bem como favorecidas por ventos mais fortes. Porém, eram raras ou mesmo ausentes nos vales úmidos dominados por espécies zoocóricas. A floração foi intensa, exibindo um pico acentuado ao final da estação seca, seguida de um pronunciado pico de frutificação e produção de folhas com o início das chuvas. Dessa forma, enquanto a floração massiva não foi influenciada pelas chuvas, a frutificação e produção de novas folhas estiveram fortemente relacionadas a esse fator abiótico. As espécies anemo e autocóricas floresceram e frutificaram durante a prolongada estação seca, ao contrário da maioria das zoocóricas. As condições ambientais contrastantes dos vales e escarpas, potencialmente determinam um mosaico em que porções altamente decíduas de mata, com predomínio de espécies anemo e autocóricas, se alternam com outras sempre verdes, dominadas por espécies zoocóricas. Além disso, a forte sazonalidade influencia diferentemente espécies com síndromes de dispersão distintas.
Biblioteca responsável: BR68.1