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Correlação entre o fluxo sangüíneo intestinal e a cicatrização de anastomoses colônicas: estudo experimental em cães

Hintz Greca, Fernando; de Lourdes Pessole Biondo-Simões, Maria; Bruginski de Paula, Josuê; de Noronha, Lúcia; Saliba Ferreira da Cunha, Leonardo; Vinícius Baggio, Paulo; de Oliveira Bittencourt, Fabiano.
Acta cir. bras.; 152000.
Artigo em Português | VETINDEX-Express | ID: vti-448237

Resumo

Laser Doppler Flowmetry in the medical field provides a progress to quantify blood flow. Colonic anastomosis deishence is sometimes associated with hipovolemic shock. The aim of the present study was to correlate the bowel blood flow alterations due to hypovolemic shock and colonic anastomosis healing. Sixteen dogs were submited to colonic anastomosis. In eight of them shock was induced. The blood flow was measured during all surgical procedure except when anastomosis was being performed. Also cardiac frequency and medium arterial pressure were measured during all the experiment and hematocrit was obtained from three different samples. On the 7th post operative day, dogs were reoperated to evaluate the anastomosis. Fifteen centimeters of colon with the anastomosis were resected to access anastomosis rupture pressure, colagen densitometry and histology features. Infection complication were twice higher in the shock group compared to the non-shock group. There was no statistic difference between groups relating to rupture pressure. However the total colagen concentration was higher in the non-shock group and histologic study showed better healing parameters in the non-shock group. We concluded that low intestinal flow provides worse anastomosis healing, a high incidence of clinical complications, low colagen concentration and a low standard histology parameters.
As anastomoses colônicas estão associadas à alta incidência de deiscências e o choque é um dos fatores etiológicos relacionados.O objetivo do presente estudo foi correlacionar as alterações do fluxo sanguíneo intestinal decorrentes do choque hipovolêmico e a cicatrização das anastomoses colônicas. Dezesseis cães foram submetidos à anastomose cólon-colônica, sendo que em oito deles o choque hipovolêmico foi induzido. Excetuando o período de confecção da anastomose, o fluxo sanguíneo intestinal foi continuamente aferido. Registrou-se a freqüência cardíaca e pressão arterial média durante todo o experimento. Coletou-se três amostras de sangue para determinação do volume globular em três momentos diferentes da cirurgia. No 7º dia de pós-operatório os cães foram submetidos novamente à operação para avaliação clínica da anastomose (presença de abscessos, fistulas ou deiscências). Retirou-se uma porção de 15 cm do cólon contendo a anastomose para aferição da pressão de ruptura e estudo anátomo-patológico com as colorações: H-E e picrosírius (densitometria do colágeno). Os parâmetros clínicos avaliados determinaram um índice de complicações infecciosas duas vezes superior no grupo chocado que no grupo controle. Não houve diferença estatisticamente significante com relação à pressão de ruptura, todavia a concentração de colágeno total foi maior no grupo controle do que no grupo submetido ao choque. O estudo anátomo-patológico (H-E) demonstrou parâmetros de cicatrização mais favoráveis no grupo controle. Assim, concluiu-se que a diminuição do fluxo sanguíneo intestinal acarretou deterioração do processo cicatricial das anastomoses, pelo maior número de complicações, menor concentração de colágeno total e comprometimento nos parâmetros histológicos.
Biblioteca responsável: BR68.1