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Pele de Rana Catesbeiana como curativo biológico oclusivo no tratamento de feridas cutâneas produzidas em cães: Alterações macroscópicas e microscópicas resultantes da interação desses tecidos. Estudo preliminar

Cordeiro Falcão, Suyiene; Limongi Lopes, Silvia; Roberto de Barros Coelho, Antônio; Lopes de Almeida, Edvaldo.
Acta cir. bras.; 17(3)2002.
Artigo em Português | VETINDEX-Express | ID: vti-448351

Resumo

Objective: To study the effect of frog skin as occlusive dressing on cutaneous wounds. Methods: Fifteen mongrel dogs, of both sexes, weighing 9.45 ± 2.62 kg, under general anesthesia, were submitted to 34 square shaped skin lesions, with 400 mm² of area, on both right and left thoracodorsal surfaces. After defrosting, Rana catesbeiana skins preserved in a ClNa and glycerol solution at --4ºC were used as biological occlusive dressing on 17 lesion located in the right thoracodorsal region (Test Group). The 17 lesions on the left thoracodorsal side were treated with gauze moistened in a 0.9% ClNa solution (Control Group). The frequency of healed (HW) and non-healed wounds (NHW), and the incidence of frog skin destruction, were analyzed. Five sequences of frog skin samples were histologically examined till tissue destruction started to appear. Inflammatory histological findings were evaluated by percentage of intensity of Polymorphonuclear cells (PPMNC), Mononuclear cells (PMC), and lymphoreticular infiltration (PLI). Two tailed Student's t test and chi square test (chi²) were used as indicated. Results: 1) There was no significant difference in HW and NHW between Groups; 2) There was a 31.00% incidence of frog skin destruction limited to the surface in contact with dog wounds. An increased tendency of destruction was perceived during the studied period; 3) Histological changes of frog skin, characterized by tissue infiltration mainly from mononuclear cells, and by destruction of Malpighi and subjacent layers, were observed at the surface, limited to the wound contact area; 4) PPMNC values attained were not statistically different between groups. In the Test Group PM prevailed and PLI was exclusively seen. Conclusion: Frog skin is ineffective in treatment of canine cutaneous wounds and rejection was suggested as a causative factor.
Objetivo: Investigar o efeito da pele de rã como curativo oclusivo em feridas cutâneas. Métodos: Quinze cães mestiços, de ambos os sexos, pesando 9,45 ± 2,62kg, sob anestesia geral, foram submetidos a 34 lesões cutâneas quadradas, com 400mm² de área, localizadas nas regiões toracodorsal direita e esquerda. Nas 17 lesões da região toracodorsal direita, após descongelamento, peles de Rana catesbeiana preservadas em solução de NaCl e glicerol sob temperatura de --4ºC foram empregadas como curativo oclusivo (Grupo Teste). As 17 lesões da região toracodorsal esquerda foram tratadas com gaze umedecida em solução de NaCl a 0,9% (Grupo Controle). As freqüências de feridas cicatrizadas (FC) e não cicatrizadas (FNC) e a incidência de destruição de peles de rã foram analisadas. Cinco séries de amostras de peles de rã foram examinadas histologicamente até o aparecimento de destruição. Características histológicas do processo inflamatório das feridas foram avaliadas através dos percentuais de intensidade de Polimorfonucleares (PPMN), Mononucleares (PM) e Infiltrado Linforreticular (PIL). O testes t de Student bicaudal e qui-quadrado (chi²) foram aplicados quando indicados. Resultados: 1) Não houve diferenças significativas nas freqüências de FC e FNC entre os Grupos estudados; 2) Houve incidência de destruição de peles de 31,00%, limitada à área de contato com a ferida; tendência para aumento da incidência de destruição durante o período de estudo foi sugerida; 3) As alterações histológicas das peles de rã, caracterizadas por infiltrado constituído sobretudo por mononucleares, bem como por destruição das camadas de Malpighi e subjacentes, foram observadas na área de contato com a ferida canina; 4) Os valores do PPMN não foram estatisticamente diferentes entre os grupos. Prevalência do PM e exclusividade do PIL no Grupo Teste foram verificadas. Conclusão: A pele de rã não é efetiva no tratamento de feridas caninas e a rejeição foi sugerida como um fator causal.
Biblioteca responsável: BR68.1