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Incidência de danos de Diabrotica speciosa em cultivares e linhagens de batata

Antonio Salles, Luiz.
Ci. Rural; 30(2)2000.
Artigo em Português | VETINDEX | ID: vti-703599

Resumo

Potato (Solanum tuberosum) is one of the most important staple food in Brazil, especially for the south region of the country. The southamerican rootworm, Diabrotica speciosa (Col. Chrysomelidae), is the key soil pest attacking stolons and tubers. Its control in fields is based on use of soil insecticides. Damage to potato cultivar and clone tubers by feeding larvae od D. speciosa was evaluated under cage and field conditions. This study was carried out at EMBRAPA-CPACT, in Pelotas, RS (Brazil), during the spring potato season of 1997. Eight potato cultivars and clones for fresh consumption were studied: Baronesa, Cristal, Macaca, Monte Bonito, Trapeira, clone C-1485687, clone C-12263580 and clone CR-1290582, and also eight cultivars and clone for processing: Atlantic, Asterix, Baraka, Bintje, Catucha, Cicklamen, Panda and clone C-15822590. All treatments (cultivars and clone) were replicated four times in a complete random block design. The effect of larval infestation was measured by number of feeding holes in the tuber. In the caged experiment, no significant differences occurred at cultivar and clone groups, either for fresh consumption or processing. However, Panda, Asterix and Atlantic, among processing cultivars and clones, were those with the highest number of southamerican rootworm larvae holes (damage). Among cultivars and clones for fresh consumption, Baronesa and clone C-11261580 had the highest average number of holes. It was concluded that larvae of D. speciosa fed on any potato cultivar or clone tubers. The extent to which this occurs depend on the cultivar or clone itself, although it was not possible to indicate any determined resistance level among those potato cultivars, but only tendencies.
A cultura da batata é atacada por diversas pragas subterrâneas, sendo que a principal é a vaquinha, Diabrotica speciosa (Col. Chrysomelidae). O objetivo deste trabalho foi o de estudar a incidência de larvas de D. speciosa em tubérculos de cultivares e linhagens de batata para consumo de mesa e de indústria. Foram conduzidos dois experimentos: um com a exclusão total de qualquer outra praga que não a vaquinha e outro em condições naturais de lavoura. No primeiro, as cultivares de batata foram plantadas em solo intensamente hortado e sob gaiolas teladas (confinamento). O segundo, foi desenvolvido em condições normais de plantio de batata. Os experimentos foram desenvolvidos na EMBRAPA-CPACT, em Pelotas, RS, durante a safra de primavera. Foram estudadas cultivares de mesa Baronesa, Cristal, Macaca, Monte Bonito, Trapeira e as linhagens C-1485687, C-12263580, CR-1290582 e de indústria, Atlantic, Asterix, Baraka, Bintje, Catucha, Cicklamen, Panda e a linhagem C-15822590. No experimento de confinamento, não houve diferença significativa entre as cultivares para indústria. Nas cultivares Panda, Asterix e Atlantic, a média geral de furos por tubérculo foi muito maior do que nas demais cinco cultivares, sugerindo que essas três cultivares teriam maior suscetibilidade à incidência e dano de larvas de vaquinha. Nesse mesmo tipo de experimento, entre as cultivares de mesa, ocorreu diferença significativa na cultivar Baronesa e na linhagem C-12261580, sendo as duas com maiores médias de furos por tubérculo, indicando a possibilidade de serem mais suscetíveis à incidência e dano de larvas de vaquinha. As demais cultivares e linhagens constituíram um grupo em que não foi possível detectar diferenças entre si. A cultivar Baronesa foi a que teve maior número médio de furos por tubérculo. As cultivares para indústria podem ser separadas em dois grupos extremos quanto à incidência de larvas e danos causados pela vaquinha em condições naturais. As cultivares que tiveram menor incidência, independentemente do tamanho do tubérculo, foram Catucha, Baraka e Atlantic. As que tiveram maior incidência foram Asterix e Bintje. Nas cultivares de mesa, a linhagem C-1485687 e a cultivar Cristal foram as que tiveram maior quantidade de tubérculos enquadrados na categoria sem furo, diferindo das demais. A linhagem C-1485687 foi a menos atacada pelas larvas de vaquinha, sugerindo a menor suscetibilidade à incidência dessa praga. Conclui-se que existem diferenças quanto à incidência de larvas de vaquinha entre as cultivares e linhagens de batata, tanto para indústria como para mesa.
Biblioteca responsável: BR68.1