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Intoxicação por plantas que contêm swainsonina no Brasil

Alberto de Hospital Veterinário) Oliveira Júnior, Carlos; Faculdade de Veterinária) Riet-Correa, Gabriela; Hospital Veterinário) Riet-Correa, Franklin.
Ci. Rural; 43(4)2013.
Artigo em Português | VETINDEX-Express | ID: vti-708292

Resumo

Swainsonine-containing plants comprise a very important group of toxic plants in Brazil, including Ipomoea carnea subsp. fistulosa, Ipomoea riedelii, Ipomoea sericophyla, Ipomoea verbascoidea, Turbina cordata and Sida carpinifolia, which cause a glycoprotein storage disease in goats, and with less frequency in cattle, horses, sheep, and deer. A characteristic of swainsonine poisoning is that the animals that eat these plants develop the habit of eating them compulsively and, by social facilitation, induce other animals of the same species to eat them. Clinical signs of the poisoning are rough hair coat, weight loss, and nervous signs associated mainly with cerebellar and brain stem lesions. Weight losses or decreased weight gains still occurring also in animals with chronic clinical signs removed from the areas where the plants occur. Reproductive losses are also reported. Chronically affected animals, also without still ingesting the plant, are more susceptible to gastrointestinal parasites. Cerebellar atrophy has been observed grossly in chronic cases. Main histologic lesions are vacuolation of neurons, epithelial cells of the pancreas and kidney, thyroid follicular cells, hepatocytes, and macrophages of lymphoid organs. To control the poisoning animals must be removed immediately from the areas invaded by the plant. The only preventive measure to prevent the ingestion of the plant is their elimination from invaded areas or through conditioned food aversion.
No Brasil, as plantas que contêm swainsonina compõem um grupo muito importante de plantas tóxicas, incluindo Ipomoea carnea subsp. fistulosa, Ipomoea riedelii, Ipomoea sericophyla, Ipomoea verbascoidea, Turbina cordata e Sida carpinifolia, que causam armazenamento de oligossacarídeos em caprinos e, com menor frequência, em bovinos, equinos, ovinos e cervídeos. Uma característica das plantas que contêm swainsonina é que os animais que iniciam a ingerir essas plantas desenvolvem o hábito de ingeri-las compulsivamente e, por facilitação social, induzem a outros animais da mesma espécie a ingeri-las. Os animais intoxicados apresentam pêlos arrepiados, perda de peso e sinais nervosos associados, principalmente, a lesões cerebelares e do tronco encefálico. Infertilidade, abortos, nascimento de animais fracos e maior susceptibilidade aos parasitas gastrintestinais são descritas tanto em casos agudos quanto em animais que deixaram de ingerir a planta e permanecem com sinais, mesmo que discretos. Atrofia cerebelar pode ser observada macroscopicamente em animais cronicamente afetados. As alterações histológicas caracterizam-se por vacuolização de neurônios, células epiteliais do pâncreas e dos túbulos renais, células foliculares da tireoide, hepatócitos e macrófagos de órgãos linfóides. Para o controle da intoxicação, os animais devem ser retirados imediatamente do local onde ocorre a planta. A única medida profilática consiste em evitar a ingestão da planta, eliminando a mesma das áreas infectadas ou mediante aversão alimentar condicionada.
Biblioteca responsável: BR68.1