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Comparação da toxicidade de Vicia villosa e Vicia sativa na alimentação de Bovinos

LUCIANE ORBEM VERONEZI.
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-204087

Resumo

VERONEZI, Luciane Orbem. Comparação da toxicidade de Vicia villosa e Vicia sativa na alimentação de Bovinos. 2016. 69 p. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária, Patologia Animal). Instituto de Veterinária. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2016. No presente estudo caracterizou-se a epidemiologia, os sinais clínicos, as lesões macroscópicas e microscópicas da intoxicação espontânea e experimental por Vicia villosa, bem como a avaliação da possível toxicidade de Vicia sativa em bovinos. A doença granulomatosa sistêmica (DGS ervilhaca-associada) foi verificada em 7 propriedades distribuídas nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, onde a alimentação principal era aveia e/ou azevém consorciados com V. villosa e/ou de azevém consorciado com V. villosa e em menor quantidade V. sativa. Todos os bovinos que desenvolveram a doença eram vacas, em lactação e da raça Holandês. A DGS ervilhaca-associada foi reproduzida em seis vacas holandesas em lactação, através do fornecimento de V. villosa verde no cocho e em pastagens de V. villosa e azevém. Nos demais grupos experimentais (grupo 3, V. villosa/V. sativa/vacas, pastejo; grupo 4, V. sativa/vacas, pastejo; grupo 5, V. villosa/V. sativa/novilhas e grupo 6, V. villosa/novilhas, pastejo) não verificou-se alterações clínicas e patológicas relacionadas a DGS ervilhaca-associada. Das seis vacas que desenvolveram a doença granulomatosa sistêmica, uma vaca apresentou quadro clínico leve (grupo 2/vaca 6/V.villosa, pastejo), quatro vacas desenvolveram o quadro moderado da doença (grupo 1, vacas 1 e 2/V. villosa/cocho e grupo 2, vacas 4 e 5/V.villosa/pastejo) e apenas em uma vaca verificou-se o quadro grave da doença (grupo 2, vaca 3/V.villosa/pastejo). V. villosa foi tóxica para bovinos, produzindo doença granulomatosa crônica quando ingerida em quantidades superiores a 38,2g/kg/dia, por um período de 71 ou, em pastoreio direto por um período superior a 28 dias. As principais manifestações clínicas consistiam em áreas de alopecia e crostas na pele, coceira, febre, conjuntivite, diarreia, queda na produção de leite e perda de peso. Macroscopicamente verificaram-se múltiplos nódulos branco-acinzentados principalmente em linfonodos, rins e coração, e na histologia estes caracterizavam um infiltrado granulomatoso composto por macrófagos, linfócitos, células gigantes, células epitelioides, plasmócitos e eosinófilos. As pastagens de V. villosa quando ingerida por bovinos jovens, por um período 68 dias não produziu alterações clínicas. As pastagens de V. sativa quando ingerida por vacas de alta produção leiteira por um período de 76 dias não produziu doença granulomatosa crônica. A ingestão de V. villosa por períodos prolongados conduziu a baixos índices produtivos como: baixa produção leiteira, baixos índices reprodutivos e pode predispor o surgimento de doenças infeciosas. Na análise bromatológica determinou-se a presença de fitato, em pequenas quantidades, nas amostras de Vicia utilizadas na experimentação, em diferentes fases do seu crescimento. Os resultados das análises bioquímicas de amostras de sangue e fezes evidenciaram baixas quantidades séricas de zinco e excessivas perdas fecais de Ca e Zn nos animais intoxicados por V. villosa que desenvolveram a doença granulomatosa na forma moderada e grave, indicando um possível envolvimento de distúrbios de ordem metabólica na patogenia da doença.
VERONEZI, Luciane Orbem. Comparison of the toxicity of Vicia villosa and Vicia sativa in feed for cattle. 2016. 69 p. Thesis (PhD in Veterinary Medicine, Animal Pathology). Veterinary Institute. Veterinay Medicine Department, Federal Rural University of Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2016. In this study the epidemiology, clinical signs, macroscopic and microscopic lesions related to spontaneous and experimental intoxication by Vicia villosa and the evaluation of the possible toxicity of Vicia villosa in cattle were characterized. The systematic granulomatous disease (SGD associated with vetch) was verified in 7 localities distributed in Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul States, with main feed that includes oats and/or ryegrass in association and V. villosa and/or ryegrass associated with Vicia sativa, and in lower quantity. All cattle that developed the disease were cows, lactating and Dutch. The SGD associated with vetch was reproduced in six lactating Dutch cows, by supplying green V. villosa in the trough and V. villosa and ryegrass pasture. In the other experimental groups (group 3, V. villosa / V. sativa/cows, grazing; group 4, V. sativa/cows, grazing; group 5, V. villosa/V. sativa/heifers and group 6, V. villosa/heifers, grazing) do not verified clinical and pathological alterations related to the SGD associated with vetch. Six cows developed the SGD, one cow presented a leigh clinical condition (group 2/cow 6/V. villosa, pasture), four cows developed a moderated clinical condition (group 1, cows 1 and 2/V. villosa/trough and group 2, cows 4 and 5/V. villosa, grazing), and just one cow presented a severe clinical condition (group 2, cow 3/V. villosa/pasture. V. villosa was toxic to cattle and produced a chronic granulomatous disease when ingested in amounts greater than 38.2 g/kg/day for 71 days, or in direct grazing for a period of more than 28 days The main clinical signs consisted of alopecia and cutaneous crusts, pruritus, fever, conjunctivitis, diarrhea, reduction of milk production and weight loss. Macroscopically, multiple white-grayish nodules were observed, specifically in the lymph nodes, kidneys and heart, and histology revealed a granulomatous infiltrate composed of macrophages, lymphocytes, giant cells, epithelioid cells, plasma cells and eosinophils. When ingested by young cattle, the V. villosa pasture, for a period of 68 days, do not produce clinical modifications. When ingested by cows with high milk yield, the V. sativa pasture, for a period of 78 days, does not produce chronic granulomatous disease. Ingestion of V. villosa for a long time led to low production rates, such as low milk production, low reproduction rates and predisposition to infection diseases. In the bromatological analysis, the presence of phytate, in low levels, in the samples of Vicia used in experimental works, in different phases of the culture was determined. The biochemical blood and feces results showing lower amounts of serum sinc and loss of Ca and Zn feces in animals poisoned by V. villosa, that developed granulomatous disease in severe and moderate conditions, possibly indicated the presence of a metabolic disorder in the pathogen of the disease.
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