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PLANTAS HALÓFITAS NATIVAS DO BRASIL: COMPOSTOS FENÓLICOS, PIGMENTOS, ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E USO NA ALIMENTAÇÃO DE CAMARÕES MARINHOS (Litopenaeus vannamei Boone, 1931)

MANUEL CEZAR MACEDO BARBOSA NOGUEIRA DE SOUZA.
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-215689

Resumo

O objetivo desta tese foi avaliar os efeitos da irrigação com água salina no crescimento, produtividade e composição química da biomassa de um grupo selecionado de seis halófitas brasileiras, além de testar suas capacidades antioxidantes e potenciais nutritivos na dieta do camarão marinho Litopenaeus vannamei. De forma a caracterizar a composição química das halófitas selecionadas, a extração de compostos fenólicos assistida por ultrassom foi otimizada (tempo de extração e poder ultrasônico) por planejamento composto central utilizando biomassa do aspargo marinho Salicornia neei cultivado com efluente de carcinicultura (capítulo I). As condições ótimas (315 W por 30 minutos), também aplicadas em outras halófitas, farelo de soja e arroz, resultaram num aumento de até 30% do conteúdo de compostos fenólicos extraídos. No Capítulo II foi verificado que os compostos fenólicos das halófitas apresentaram perfil de ácidos fenólicos e do flavonoide quercetina diversificado, mas todas as espécies apresentaram alta atividade antioxidante. Entretanto, algumas características inerentes às halófitas (como elevando conteúdo de metais) podem favorecer o comportamento pró-oxidante dos extratos das plantas. No Capítulo III foi determinado que dois novos genótipos (BTH1 e BTH2) de S. neei apresentaram alta tolerância ao estresse salino (até 769 mM NaCl) e distintas respostas cromáticas e de produção de metabólitos bioativos contra o estresse foto-oxidativo gerado pela salinidade. O genótipo BTH2 mostrou um maior desempenho, conteúdo (e diversidade) de ácidos fenólicos e capacidade antioxidante do que BTH1 quando produzidos no campo com efluentes de carcinicultura. O Capítulo IV mostra que a inserção da biomassa do genótipo BTH2 do aspargo marinho (S. neei) na ração de juvenis do L. vannamei não afeta a sobrevivência e o desempenho zootécnico dos animais. Adicionalmente, a inserção de até 30% de S. neei reduziu os níveis de peroxidação lipídica e alterou a coloração (tendendo ao vermelho e ao amarelo) da carne do camarão. No geral, as halófitas brasileiras estudadas apresentam um grande potencial para serem utilizadas na alimentação e em produtos à saúde de animais e homens. Este potencial foi particularmente demonstrado pelo genótipo BTH2 de S. neei, que demonstrou elevada produtividade com efluente salino de aquicultura
This thesis aimed to evaluate the effects of saltwater irrigation on growth, productivity and biomass chemical composition of a selected group of six Brazilian halophytes, as well as to test the antioxidant and nutritive potential of their biomass in the diet of the marine shrimp Litopenaeus vannamei. In order to characterize the chemical composition of the selected halophytes, the ultrasound-assisted extraction of free phenolic compounds (FPC) was optimized (extraction time and ultrasonic power) by rotational central composite design using Salicornia neei biomass grown with shrimp effluent (Chapter I). Optimized conditions (315 W for 30 minutes) were also applied to other halophytes, soybean meal and rice, resulting in an increase up to 30% of the FPC content. Chapter II reports that the FPC content of halophytes shows a diverse profile of phenolic acids and the flavonoid quercetin, but all species showed high antioxidant activities. However, some characteristics inherent to halophytes (such as elevated metal content) may favour the pro-oxidant behaviour of plant extracts. In Chapter III it was determined that two new genotypes (BTH1 and BTH2) of S. neei show high tolerance to salt stress (up to 769 mM NaCl) and distinct chromatic responses and production of bioactive metabolites against the oxidative stress generated by salt stress. Both genotypes displayed high antioxidant activity. The BTH2 genotype exhibited a higher performance, content (and diversity) of phenolic acids and antioxidant capacity than BTH1 when grown in the field with shrimp effluent. Chapter IV shows that the insertion of the biomass of the BTH2 genotype of the sea asparagus S. neei in the juvenile ration of the marine shrimp L. vannamei does not affect the survival and growth performance of the animals. Additionally, insertion of up to 30% of S. neei reduced lipid peroxidation levels and change colour (tending towards red and yellow) of shrimp meat. In general, the studied Brazilian halophytes have great potential to be used for feeding and insertion in care products of humans and animals. This potential was particularly shown by the BTH2 genotype of the marine asparagus S. neei, which showed high productivity when grown irrigated with saline effluent of the aquaculture
Biblioteca responsável: BR68.1