Your browser doesn't support javascript.

Portal de Pesquisa da BVS Veterinária

Informação e Conhecimento para a Saúde

Home > Pesquisa > ()
Imprimir Exportar

Formato de exportação:

Exportar

Exportar:

Email
Adicionar mais destinatários

Enviar resultado
| |

RESPOSTAS AGUDAS HEMATOLÓGICAS, MUSCULARES E CARDÍACAS DE RATOS SOB CONDIÇÃO DE OVERREACHING

JULIANA APARECIDA CERQUEIRA.
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-219834

Resumo

A síndrome do overtraining (SOT) é condição resultante do desequilíbrio entre intensidade de treinamento e tempo de recuperação, ocasionando redução do desempenho e fadiga. Objetivou-se investigar biomarcadores séricos musculares e perfil hematológico de ratos Wistar submetidos a um protocolo treino para provocar as condições FOR (functional overreaching) ou NFOR/SOT (nonfunctional overreaching) (PT). A amostragem inicial foi de 49 animais. Estes foram aleatoriamente distribuídos em 3 grupos iniciais: grupo sedentário (S, n=16), que não realizou nenhuma atividade física; grupo semissedentário (SSED, n=16), que realizou programa de condicionamento leve; grupo treinado (TR, n=33), que foi submetido a PT de 12 semanas. Para avaliação da aptidão física, os ratos foram submetidos a sete testes máximos de performance (TMP). No TMP-7, os animais do grupo TR foram subdivididos em dois grupos (FOR: n=19 e NFOR: n=14), identificados pela diferença da inclinação () obtida a partir da regressão linear dos desempenhos individuais nos TMP-2, 3, 4, 5, 6 e 7. Após o TMP-7, 8 ratos de cada grupo foram submetidos à eutanásia para obtenção de amostras. Realizou-se hemograma e citometria de fluxo de hemácias. Quantificaram-se as atividades séricas da creatina fosfoquinase (CK), aspartato aminotransferase (AST), lactato desidrogenase (LHD) e mioglobina. Avaliou-se as atividades da troponina cardíaca I (cTnI), isoenzima MB da creatinaquinase (CK-MB), lactato desidrogenase (LHD) e mioglobina. Foi determinada a relação miocardiossomática. Foram quantificados nos miocárdios a respiração mitocondrial máxima, atividade da citrato sintase (CS), e proteína indicadora de estresse (HSP70). Aplicou-se análise de variância de uma via (ANOVA One Way). Constatou-se valores superiores nos grupos SED e SSED em relação ao FOR para contagem de hemácias (RBC), hemoglobina (Hb) e hematócrito (Hct). O volume corpuscular médio (VCM) foi superior no grupo NFOR em comparação a SED e SSED. A contagem total de linfócitos foi maior no grupo NFOR em relação ao grupo FOR. A citometria de eritrócitos, a população 2 (P2) de RBC do grupo NFOR foi superior ao FOR. Não houve diferença entre os grupos para de CK, LDH e mioglobina. A AST do grupo SED foi menor que os demais grupos. Não houve diferença nas atividades séricas dos biomarcadores cardíacos entre os grupos. A relação miocardiossomática de NFOR foi superior aos demais grupos. O ganho de peso corporal foi semelhante entre FOR e NFOR, sendo este menor em relação a SSED. Não houve diferença da respiração máxima mitocondrial entre os grupos. A CS foi maior grupo NFOR em relação ao SED. A HSP70 foi maior no grupo SED, semelhante entre SSED e NFOR e menor no grupo FOR. A redução das variáveis eritrocitárias nos grupos FOR e NFOR foram associadas à expansão do volume plasmático e hemólise provocada por traumas inerentes ao desafio esportivo. A resposta leucocitária do grupo FOR pode estar relacionada à diminuição da resposta do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal a agentes estressantes. A citometria de fluxo das hemácias mostrou-se promissora na diferenciação de FOR e NFOR. O condicionamento prévio pode ter atenuado a resposta dos biomarcadores musculares nos grupos treinados. À bioquímica sérica cardíaca evidenciou uma possível atenuação dos biomarcadores, como mecanismo adaptativo. O aumento da massa cardíaca em NFOR pode estar associado à hipertrofia deste órgão ou ao menor ganho de peso corporal. A avaliação da função mitocondrial evidenciou alterações adaptativas na célula muscular cardíaca em resposta ao protocolo de endurance, encorajando estudos complementares.
Overtraining syndrome (SOT) is a condition resulting from the imbalance between training intensity and recovery time, causing reduced performance and fatigue. The objective was to investigate serum muscle biomarkers and hematological profile of Wistar rats submitted to a training protocol to provoke the FOR (functional overreaching) or NFOR / SOT (nonfunctional overreaching) (PT) conditions. The initial sample was 49 animals. These were randomly assigned into 3 initial groups: sedentary group (S, n = 16), who did not perform any physical activity; semi-sedentary group (SSED, n = 16), which carried out a light conditioning program; trained group (TR, n = 33), who underwent PT for 12 weeks. To assess physical fitness, the rats were subjected to seven maximum performance tests (TMP). In the TMP-7, the animals in the TR group were subdivided into two groups (FOR: n = 19 and NFOR: n = 14), identified by the difference in the slope () obtained from the linear regression of individual performances in the TMP-2 , 3, 4, 5, 6 and 7. After TMP-7, 8 rats from each group were euthanized to obtain samples. CBC and erytrocyte flow cytometry were performed. The serum activities of creatine phosphokinase (CK), aspartate aminotransferase (AST), lactate dehydrogenase (LHD) and myoglobin were quantified. The activities of cardiac troponin I (cTnI), MB isoenzyme creatine kinase (CK-MB), lactate dehydrogenase (LHD) and myoglobin were evaluated. The myocardiosomatic relationship was determined. Maximal mitochondrial respiration, citrate synthase activity (CS), and stress indicator protein (HSP70) were quantified in the myocardium. One-way analysis of variance (ANOVA One Way) was applied. Higher values were found in the SED and SSED groups in relation to the FOR for red blood cell count (RBC), hemoglobin (Hb) and hematocrit (Hct). The mean corpuscular volume (VCM) was higher in the NFOR group compared to SED and SSED. The total lymphocyte count was higher in the NFOR group compared to the FOR group. The erythrocyte cytometry, population 2 (P2) of RBC of the NFOR group was higher than the FOR. There was no difference between groups for CK, LDH and myoglobin. The AST of the SED group was lower than the other groups. There was no difference in the serum activities of cardiac biomarkers between the groups. The myocardiosomatic ratio of NFOR was higher than the other groups. The body weight gain was similar between FOR and NFOR, which was lower in relation to SSED. There was no difference in maximum mitochondrial breathing between groups. CS was the largest NFOR group in relation to SED. HSP70 was higher in the SED group, similar between SSED and NFOR and lower in the FOR group. The reduction of erythrocyte variables in the FOR and NFOR groups was associated with the expansion of plasma volume and hemolysis caused by traumas inherent to the sports challenge. The leukocyte response of the FOR group may be related to the decreased response of the hypothalamic-pituitary-adrenal axis to stressors. RBC flow cytometry has shown promise in differentiating FOR and NFOR. The previous conditioning may have attenuated the response of the muscle biomarkers in the trained groups. Serum cardiac biochemistry showed a possible attenuation of biomarkers as an adaptive mechanism. The increase in cardiac mass in NFOR may be associated with hypertrophy of this organ or with lower body weight gain. The assessment of mitochondrial function showed adaptive changes in the cardiac muscle cell in response to the endurance protocol, encouraging further studies.
Biblioteca responsável: BR68.1