Your browser doesn't support javascript.

Portal de Pesquisa da BVS Veterinária

Informação e Conhecimento para a Saúde

Home > Pesquisa > ()
Imprimir Exportar

Formato de exportação:

Exportar

Exportar:

Email
Adicionar mais destinatários

Enviar resultado
| |

Salinidade da água na adaptabilidade de ovinos e respectivos dejetos no crescimento de plântulas de milho

Santos, Nilmara Mercia De Souza Sa.
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-372

Resumo

Objetivou-se com este estudo avaliar o comportamento ingestivo e digestivo, as variáveis fisiológicas, parâmetros sanguíneos e ambientais de ovinos da raça Morada Nova recebendo água com diferentes níveis de salinidade. Adicionalmente utilizaram-se os dejetos oriundos dos animais em cultivo de milho caatingueiro (Zea mays L.) com a finalidade de avaliar a influência da salinidade no percentual de germinação, velocidade de emergência, altura, biomassa da parte aérea e da raiz das plântulas. O trabalho com os animais foi conduzido no setor de metabolismo animal, pertencente a Embrapa Semiarido, localizada em Petrolina/PE, situada na região Nordeste do Brasil. Foram utilizados 32 ovinos não castrados da raça Morada Nova em confinamento em baias individuais, com peso corporal médio inicial de 17 kg. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e oito repetições. A ração fornecida era isoproteica e isoenergética na proporção de 50:50, constituída por feno de capim buffel, concentrado a base de farelo de milho e soja. As águas salinas eram constituídas por água e cloreto de sódio, nas concentrações 640- baixo, 3.188- médio, 5.740- alto e 8.326 mg/l –muito alto de teor de sólidos dissolvidos totais. As variáveis fisiológicas, comportamento ingestivo e parâmetros sanguíneos foram avaliadas em função dos horários utilizando-se teste de média e em função dos tratamentos utilizando-se análise de regressão linear ou quadrática, por meio de programa estatístico. Foi verificado que o aumento da salinidade na água não influenciou (P>0,05) os tempos despendidos em ingestão, ruminação e ócio no período de 24 horas, porém houve efeito de turno. Não houve efeito sobre a frequência de urina e fezes, mas houve efeito na freqüência de água (P>0,05) sem implicar maior ingestão. As concentrações séricas de Sódio (Na) e Potássio (K) não diferiram (P>0,05) entre os tratamentos. Nas respostas fisiológicas, não houve efeito (P>0,05) nas variáveis Pressão Arterial (PA), Frequência Respiratória (FR), Frequência Cardíaca (FC) e Temperatura Superficial (TS). Houve efeito (P>0,05) na variável Temperatura Retal (TR), entretanto as médias apresentaram-se dentro da faixa de normalidade para ovinos que é de 39°C. O aumento dos níveis de salinidade na água de beber, apresentou efeito quadrático para as variáveis frequência de ingestão de água e temperatura retal dos animais, porém não houve comprometimento do comportamento ingestivo, parâmetros fisiológicos e sanguíneos. O trabalho com as mudas foi desenvolvido em casa de vegetação no setor de produção de mudas localizado na Embrapa Semiárido. Foram cultivadas 40 mudas com 3 sementes por saco. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e dez repetições. Foram avaliadas quatro níveis de sódio nos substratos, sendo cada nível caracterizado pela homogeinização dos dejetos oriundos dos oito animais de cada tratamento do trabalho com águas salinas. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de médias. Foi verificado que o índice de velocidade de emergência, o percentual de germinação e altura da planta diminuíram à medida que o nível de sódio aumentou no substrato, no entanto, tanto a biomassa da parte aérea como a da raiz não sofreram modificações. Palavras chave: Bem estar. Pequenos ruminantes. Salinidade. Zea mays
Biblioteca responsável: BR68.1