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Otite média e externa bilateral em cães. estudo comparativo do perfil microbiológico e susceptibilidade a antimicrobianos das especíeis prevalentes

Oliveira, Lis Christina De.
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-6293

Resumo

A otite resulta da inflamação do conduto auditivo e representa 8-15% dos casos atendidos na prática veterinária. Com o objetivo de delinear e comparar o perfil de isolamento de microrganismos a partir dos ouvidos médio e externo de cães com otite foi realizado este estudo. No período de agosto/2003 a março/2004 foram analisados 64 cães com otite externa e média associadas e 50 cães com otite externa bilateral. Como controle foi estudada a microbiota de 50 cães com conduto auditivo hígido. A coleta de amostras foi realizada no Centro de Controle de Zoonozes de Fortaleza-CE e a análise microbiológica no Setor de Microbiologia do Depto. de Patologia e Medicina Legal/UFC. As amostras do ouvido externo foram coletadas com auxílio de swab estéril e as do ouvido médio através da técnica de osteotomia de bula timpânica. A cultura e identificação de microrganismos foram realizadas segundo metodologia estabelecida e os testes de susceptibilidade através do método de difusão em ágar (NCCLS). Em cães otopatas as alterações mais freqüentes foram: escoriação no pavilhão auricular (72%), otalgia (12%) e alteração no posicionamento do pavilhão (12%). Em 62% dos animais a membrana timpânica se encontrava íntegra, embora mostrasse alguma alteração estrutural. A citologia mostrou-se eficiente em diagnosticar quadros de otite externa canina, porém falha no diagnóstico de otite média. A cultura foi positiva em 48% das amostras de ouvido médio e os agentes isolados com maior freqüência foram: Estafilococos coagulase-positivos (62,5%), bacilos Gram-negativos não fermentadores (10%), enterobactérias (5%) e Candida albicans (5%). Foi verificada diferença no número e variedade de espécies isoladas do ouvido externo quando comparado ao ouvido médio, onde predominaram: Bacillus sp. (27,1%), M. pachydermatis (23,4%) e S. intermedius (21,8%). Os agentes mais isolados nos ouvidos externos de cães com otite bilateral foram: Bacillus sp. (27,9% e 31%), M. pachydermatis (25,9% e 24%), S. intermedius (23,8% e 24,6%) e Enterobactérias (6% e 6,1%). Observou-se diferença significativa (p < 0,0001) na forma como os agentes se associam, revelando a individualidade de cada conduto auditivo nesses quadros. A presença de bactérias anaeróbias estritas não foi observada. Cepas de S. intermedius (n=83) mostraram resistência intermediária à maioria dos antimicrobianos testados e altos níveis de resistência a: penicilina (36,1%), ampicilina (27,7%), tetraciclina (27,7%), eritromicina (14,5%) e clindamicina (12,0%). Os resultados obtidos descrevem a variedade de agentes bacterianos e fúngicos associados aos quadros de otite canina e sugerem a necessidade de se adotar procedimentos sistemáticos e direcionados para o diagnóstico e tratamento de otopatias em cães. Palavras-chaves: otite externa, otite média, cães, resistência bacteriana a antimicrobianos
Biblioteca responsável: BR68.1