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Qualidade de frangos de corte ao abate pela relação entre peso, doença de gumboro e algumas enfermidades associadas

Pereira, Virginia Leo De Almeida.
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-6411

Resumo

O setor avícola tem cada vez mais importância no contexto do agronegócio brasileiro. A preocupação com a segurança alimentar e a saúde animal tem acompanhado e favorecido essa evolução. Entretanto, problemas, como a imunodepressão, continuam a provocar grandes prejuízos na avicultura industrial, por propiciar infecções secundárias, interferir na eficiência dos programas vacinais e aumentar o uso de antibióticos. Dentre as causas de imunodepressão em aves, destaca-se a Doença Infecciosa da Bolsa (DIB). O presente estudo epidemiológico transversal teve como objetivo relacionar o peso de frangos de corte no dia de abate com os seguintes fatores preditivos: alterações na bolsa de Fabrício observadas pela histopatologia e pela avaliação dos índices morfométricos (peso da bolsa/peso corporal - PB/PC e peso da bolsa / tamanho da bolsa - PB/TB); resposta sorológica pelo ELISA; e presença de outras enfermidades como a coccidiose, aerossaculite, pericardite, verminose. Foram utilizados 130 frangos de corte em idade de abate, examinados, pesados e com uma amostra de sangue colhida. A bolsa de Fabrício foi medida, pesada e armazenada, metade em formalina a 10% para histopatologia, e metade congelada para a RT/PCR. Os índices PB/TB e PB/PC foram calculados. As lesões histológicas foram classificadas de acordo com a severidade: escore 0 = sem lesões; escore1: discretas lesões, leve hiperplasia, discreta rarefação linfóide folicular; 2= sinais de inflamação, edema, atrofia de folículos, rarefação linfóide, degeneração e necrose folicular ; escore 3 = atrofia severa, cistos foliculares e epiteliais, necrose e fibrose. Aves com lesões intestinais foram investigadas para diagnóstico de coccidiose. Os resultados mostraram que lesões na bolsa favoreceram o aparecimento de enfermidades como coccidiose, aerossaculite, lesão na cabeça do fêmur, verminose, hemorragia na ponta da asa, lesão no coxim plantar de frangos de corte em idade de abate (p<0,05). Essas doenças obtiveram relação significativa com o peso dos frangos ao abate (p<0,05). Lesões na bolsa de Fabrício favoreceram a coccidiose e ambos foram fatores preditivos significativos no peso de frangos de corte (p<0,05). Os índices PB/PC e TB/PB foram fatores preditivos de lesões na bolsa (p<0,05). Apesar de vacinados, os frangos de corte em idade de abate sofreram desafio pelo VDIB, confirmado pelo RT/PCR, sem sinais clínicos, mas com quadro de imunodepressão demonstrado por alterações na bolsa de Fabrício, lesões microscópicas e favorecimento ao aparecimento de outras enfermidades que depreciaram o peso dessas aves
Biblioteca responsável: BR68.1