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FATORES INTERFERENTES NA OCORRÊNCIA DAS VIBRIOSES EM CAMARÃO MARINHO CULTIVADO (Litopenaeus vannamei, Boone 1931) NO LITORAL NORTE DE PERNAMBUCO

Alves, Carlos Andre Bezerra.
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-9329

Resumo

Enfermidade significa qualquer alteração adversa na saúde ou desempenho na produtividade dos animais. Em camarões, as moléstias podem ser desencadeadas quando ocorre um desequilíbrio entre as condições ambientais de viveiros, o estado de saúde dos camarões cultivados e os agentes potencialmente patogênicos, associado com o manejo empregado. Desta forma, objetivou-se avaliar as condições sanitárias e determinar quais os fatores relevantes no acometimento das vibrioses em camarões Litopenaeus vannamei cultivados. No período de dezembro de 2005 a novembro de 2006, foram coletadas e analisadas amostras de camarão, água e solo de viveiro, assim como informações técnicas sobre o manejo adotado em uma carcinicultura comercial situada no litoral norte de Pernambuco. Os parâmetros de manejo foram correlacionados através de modelos matemáticos (P < 0,05) com os demais dados da pesquisa. No tocante a bacteriologia, os camarões e a água foram examinados quanto à carga de vibrios. Concomitantemente, realizaram-se exames a fresco nos camarões para verificação de lesões macro e microscópicas outrora presente e exames histopatológicos, visando a confirmação da presença ou ausência de necrose. Todas as análises foram realizadas em laboratórios da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Constatou-se no exame a fresco que quanto maior o nível de alterações patológicas detectadas e quanto maior o número de vibrios na água, menor o número de vibrio nos camarões. Com relação à necrose muscular, pesquisada no exame histopatológico, observou-se que quanto maior o número de lesões maior o número de vibrios. Em relação as variáveis limnológicas da água, quanto maiores às concentrações de fosfato e os níveis de salinidade da água, maior e menor, respectivamente, o número de Vibrio spp.. No tocante as análises de oxigênio, quando foram detectados maiores níveis na água, menor foi o número de vibrios detectado nos camarões. Conclui-se que as espécies de vibrio isoladas na água dos viveiros e nos camarões, tanto ambientais quanto patogênicas, foram capazes de causar doenças nos animais quando detectadas altas contagens que os parâmetros físicos e químicos da água e do solo interferiram sobre a ocorrência de vibriose e que não existe relação entre o número de alterações observgadas no exame a fresco com o número de vibrios na água dos viveiros e no camarão
Biblioteca responsável: BR68.1