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1.
Diagn. tratamento ; 28(3): 117-20, jul-set de 2023.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1517919

ABSTRACT

Indivíduos transgêneros (ou trans) apresentam diferença entre a sua identidade de gênero e o sexo que lhe foi atribuído ao nascimento, o que provoca sofrimento grave, nomeado como disforia de gênero, estado que apresenta melhora após a transição para o gênero autor-reconhecido. Pessoas transgêneras apresentam os piores marcadores de saúde mental entre os LGBTQIA+. O objetivo deste texto é levantar aspectos psicossociais e sexuais de indivíduos transgêneros e trazer algumas recomendações para profissionais de saúde. Os tratamentos disponibilizados para essa população são os de afirmação de gênero (supressão da puberdade, tratamento hormonal cruzado, cirurgia reconstrutiva torácica e cirurgias genitais afirmativas de gênero). Muitas vezes, as alterações corporais conseguem diminuir os sintomas de disforia, melhorando a qualidade de vida. Porém, para muitos deles, apenas a mudança do papel social de gênero é suficiente. As disfunções sexuais mais frequentes experimentadas por mulheres e homens trans são dificuldades para iniciar e buscar contato sexual (mulheres, 26%, homens, 32%) e para atingir o orgasmo (29% e 15%). A atenção à saúde transgênera deve conter cuidados inter e multidisciplinares holísticos, envolvendo endocrinologia, cirurgia, voz e comunicação, atenção primária, saúde reprodutiva, saúde sexual e mental para acompanhar intervenções de afirmação de gênero, bem como prevenção, cuidado e gerenciamento de doenças crônicas. Indivíduos transgêneros enfrentam, além de todas as questões que afligem a sociedade contemporânea, a invisibilidade reforçada principalmente pela falta de conhecimento e pelos preconceitos. Faz-se necessário um atendimento que seja acolhedor, educativo, não preconceituoso e que respeite a individualidade daqueles que carregam em suas histórias sofrimento e violência.


Subject(s)
Sexual Dysfunction, Physiological , Health Personnel , Sex Reassignment Surgery , Gender Dysphoria , Sexual and Gender Minorities , Gender Identity
2.
Psicol. ciênc. prof ; 43: e250825, 2023. tab
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1448939

ABSTRACT

As identidades transmasculinas ganharam visibilidade social e acadêmica no Brasil a partir de 2010, contudo, as questões subjetivas dos homens trans ainda são pouco debatidas, em particular temas associados aos relacionamentos afetivos na experiência desses sujeitos. Este estudo qualitativo tem por objetivo identificar as percepções e expectativas dos homens trans acerca dos relacionamentos afetivo-sexuais no cenário pós-transição de gênero. Participaram da pesquisa 15 homens transexuais hormonizados, com idades entre 20 e 41 anos. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada nas modalidades presencial e on-line. Empregou-se análise temática reflexiva, que resultou em dois temas analíticos. Os resultados apontam que os homens trans, ao contrário de suas expectativas iniciais, percebem que tiveram menos oportunidades de relacionamentos afetivo-sexuais depois de sua transição de gênero. Os participantes atribuem essa dificuldade especialmente ao fato de não terem se submetido à cirurgia de redesignação sexual. O desconforto é acentuado por sua materialidade corpórea divergente da cisnormatividade, sistema regulador que associa pessoas pertencentes ao gênero masculino à presença de um pênis. Outra fonte de desconforto é o repúdio social, que alimenta a abjeção, exotização e fetichização dos corpos transmasculinos. Também são descritas as especificidades do relacionamento dos homens trans com mulheres cisgênero, heterossexuais e lésbicas. Os resultados evidenciam que a fixação persistente no genital, como referente e signo determinante do gênero e da sexualidade, modula e regula a busca e o encontro de parceira(o) íntima(o).(AU)


Transmasculine identities have gained social and academic visibility in Brazil since 2010, but subjective issues, especially those associated with affective relationships, are still little discussed. This qualitative study sought to identify trans men's perceptions and expectations regarding post-transition affective-sexual relationships. A total of 15 transsexual men undergoing hormone therapy, aged between 20 and 41 years, participated in the research. Data were collected by means of in-person and online semi-structured interviews and analysed using reflexive thematic analysis, which resulted in two analytical themes. Results show that trans men, differently from their initial expectations, perceive fewer opportunities for affective-sexual relationships after their gender transition. The participants attribute this difficulty, especially, to the fact that they have not undergone sexual reassignment surgery. Discomfort isaccentuated by their bodily materiality diverging from cisnormativity, the regulatory system that associates people belonging to the male gender with the presence of a penis. Another source of discomfort is the social repudiation, which reinforces the abjection, exoticization, and fetishization of transmasculine bodies. The specifics of trans men's relationships with cisgender, heterosexual, and lesbian women are also described. The results show that the persistent fixation on the genital, as a referent and determinant sign of gender and sexuality, modulates and regulates the search for and encounter of intimate partners.(AU)


Las identidades transmasculinas han ganado visibilidad social y académica en Brasil desde 2010, sin embargo, las cuestiones subjetivas de los hombres trans son aún poco discutidas, en particular las cuestiones asociadas a las relaciones afectivas en la experiencia de estos sujetos. Este estudio cualitativo tiene como objetivo identificar las percepciones y expectativas de los hombres trans sobre las relaciones afectivo-sexuales después de la transición de género. Participaron en la investigación 15 hombres transexuales hormonados, de edades comprendidas entre los 20 y los 41 años. La recopilación de datos se realizó mediante una entrevista semiestructurada en las modalidades presencial y en línea. Se realizó un análisis temático reflexivo, que dio como resultado dos temas analíticos. Los resultados muestran que los hombres trans, al contrario de sus expectativas iniciales, perciben que han tenido menos oportunidades de relaciones afectivo-sexuales después de su transición de género. Los participantes atribuyen esta dificultad especialmente al hecho de no haberse sometido a cirugía de reasignación sexual. La incomodidad se acentúa por su materialidad corpórea divergente de la cisnormatividad, un sistema normativo según el cual las personas pertenecientes al género masculino deben tener pene. Otra fuente de malestar es el repudio social, que alimenta la abyección, la exotización y la fetichización de los cuerpos transmasculinos. También se describen las especificidades de las relaciones de los hombres trans con las mujeres heterosexuales, cisgénero y lesbianas. Los resultados muestran que la persistente fijación en los genitales, como referente y signo determinante del género y la sexualidad, modula y regula la búsqueda y el encuentro de parejas íntimas.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Adult , Young Adult , Transsexualism , Marriage , Spouses , Transgender Persons , Gender Identity , Personality Development , Prejudice , Psychology , Psychology, Social , Psychosexual Development , Self Care , Self Concept , Sexual Behavior , Gonadal Steroid Hormones , Single Person , Social Identification , Social Problems , Sociology , Voice , Behavior and Behavior Mechanisms , Body Image , Bisexuality , Family , Homosexuality , Mental Health , Surveys and Questionnaires , Civil Rights , Mammaplasty , Marital Status , Interview , Coitus , Homosexuality, Female , Affect , Access to Information , Delivery of Health Care , Ego , Erotica , Gender and Health , User Embracement , Reproductive Physiological Phenomena , Masculinity , Reproductive Health , Sexual Health , Homophobia , Pessimism , Gender Dysphoria , Gender-Based Violence , Political Activism , Gender Diversity , Monosexuality , Cisgender Persons , Gender Binarism , Gender Stereotyping , Gender Performativity , Gender-Specific Needs , Burnout, Psychological , Sadness , Respect , Body Dissatisfaction , Psychological Distress , Intersex Persons , Social Comparison , Social Inclusion , Gender Equity , Gender Role , Health Disparate Minority and Vulnerable Populations , Health Policy , Human Rights , Identification, Psychological , Identity Crisis , Individuation , Introversion, Psychological
3.
Psicol. ciênc. prof ; 43: e243741, 2023.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1431125

ABSTRACT

Este artigo reflete sobre os modos como a cisnormatividade, conceito impulsionado pelos transfeminismos, tem auxiliado na composição da psicologia de maneira histórica. Ao elaborar uma crítica sobre como a violência de gênero está expressivamente presente no território brasileiro, discute-se como tem sido pensada a saúde mental, esfera que, uma vez inserida nesse contexto mais amplo, está sendo convocada a produzir saídas criativas em relação aos sujeitos que são alvo de discriminações transfóbicas. Na busca de deslocar o olhar do indivíduo para o social, foi realizado um estudo bibliográfico para investigar os diferentes impactos que a cisnormatividade opera em nossos currículos psicológicos, gerando efeitos na prática e na própria profissão. A aposta está em reconhecer outras epistemologias como projetos éticos e políticos a uma psicologia contemporânea, e a contribuição transfeminista a "outra" clínica. É nesse sentido que este trabalho se destina a pensar um modo de cuidado que esteja baseado na singularidade, mas que, ao mesmo tempo, seja capaz de dedicar alguma atenção ao paradigma normativo que nos guia como terapeutas.(AU)


This article reflects on the ways that cisnormativity, a concept boosted by transfeminisms, has played a historical role in the composition of psychology. Elaborating a criticism on how gender violence is expressively present in the Brazilian territory, we discuss how mental health is conceived, a sphere that, inserted in this wider context, is invited to create creative solutions related to the subjects who are the target of transphobic discrimination. Trying to shift the focus from the individual to the collective, a bibliographical study was conducted to recognize the different impacts that cisnormativity has in our psychological curriculums, having effects on the practice and on the profession itself. The goal is to recognize other epistemologies as ethical and political projects for contemporary psychology and the transfeminist contribution to "another" clinic. It is in this sense that this work aims to think about a form of care that is based on singularity, but that can also pay attention to the normative paradigm that guides us as therapists.(AU)


Este artículo reflexiona sobre las formas en que la cisnormatividad, un concepto impulsado por los transfeminismos, ha tenido un papel en la composición de la psicología de manera histórica. Al elaborar una crítica sobre como la violencia de género está expresamente presente en el territorio brasileño, se discute cómo se ha pensado la salud mental, dominio que, una vez insertado en este contexto más amplio, es convocado a producir soluciones creativas con relación a los sujetos que son objeto de discriminación transfóbica. Al desviar el enfoque del individuo hacia lo social, se realizó un estudio bibliográfico para investigar los diferentes impactos que tiene la cisnormatividad en nuestros planes de estudios psicológicos, generando efectos en la práctica y en la propia profesión. El foco está en reconocer otras epistemologías como proyectos éticos y políticos para la psicología contemporánea y la contribución transfeminista a una "otra" clínica. En este sentido, este trabajo pretende pensar en una forma de cuidado que se basa en la singularidad, al mismo tiempo que sea capaz de dedicar cierta atención al paradigma normativo que a nosotras nos guía como terapeutas.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Psychology , Feminism , Sexism , Hospitals , Anxiety , Prejudice , Psychiatry , Psychoanalysis , Psychology, Social , Psychosexual Development , Religion , Reproduction , Reproductive and Urinary Physiological Phenomena , Science , Self Concept , Sex , Sexual Behavior , Sex Offenses , Social Adjustment , Social Change , Social Justice , Social Problems , Therapeutics , Transsexualism , Transvestism , Behavior and Behavior Mechanisms , Biology , Body Image , Adaptation, Psychological , Sex Characteristics , Civil Rights , Cultural Diversity , Sexuality , Address , Heterosexuality , Dehumanization , Aggression , Racial Groups , Sexual Development , Reproductive Rights , Gender and Health , Mental Health Assistance , Existentialism , Femininity , Masculinity , Sex Reassignment Procedures , Sex Reassignment Surgery , Sexual Health , Homophobia , Transgender Persons , Social Norms , Help-Seeking Behavior , Gender Dysphoria , Sexual and Gender Minorities , Social Construction of Gender , Cisgender Persons , Gender Binarism , Androcentrism , Gender Stereotyping , Gender Studies , Freedom , Respect , Psychological Distress , Empowerment , Intersex Persons , Psychosocial Intervention , Gender Equity , Gender Role , Genitalia , Health Disparate Minority and Vulnerable Populations , Citizenship , Guilt , Hate , Hostility , Identity Crisis , Individuation , Morale
4.
Distúrb. comun ; 34(3): 54938, set. 2022. tab, ilus
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1415299

ABSTRACT

Introdução: a mulher transgênero, pessoa que se identifica e performa na feminilidade, tem buscado cada vez mais a terapia vocal em razão da incongruência de gênero. Objetivo: conhecer as vivências e percepções dessas mulheres sobre saúde, disforia de gênero, voz e sociedade, identificar possíveis fatores desencadeadores de seus desconfortos e refletir sobre a atuação fonoaudiológica nesse contexto, visto que a saúde em visão ampla é biopsicossocial e a voz, uma construção subjetiva. Método: abordagem qualitativa transversal, com entrevista semiestruturada. Participantes encontradas pela técnica bola de neve e avaliação dos dados obtidos por análise de conteúdo. Resultados: participantes do Estado de São Paulo, sua maioria estuda e/ou trabalha. Hormônios são usados sem supervisão pela urgência de se alinhar com sua identidade de gênero. Experiências sociais negativas geram desconforto e insegurança, mostrando que o ponto de vista do outro prejudica a autopercepção. Assim, buscam a passabilidade para evitar o assédio. A voz foi vista como estopim para terem seus corpos e gênero questionados e a terapia vocal é vista como positiva, por trabalhar as potencialidades vocais, autopercepção e auto aceitação. Ter apoio de pares e referências transgênero positivas propiciam maior autoconfiança, aceitação e tranquilidade na confirmação de gênero. Considerações finais: aspectos psicossociais, cisheteronormatividade e demandas das pessoas transgênero devem ser considerados na atenção em saúde da pessoa transgênero, incluindo a terapia vocal, assim como a discussão sobre as demandas desse público deve ser proposta em sociedade a fim de promover saúde e inclusão a essa população.


Introduction: the transgender woman, a person who identifies and performs in femininity, has increasingly looked for vocal therapy due to gender incongruence. Objective: to know the experiences and perceptions of these women about health, gender dysphoria, voice and society, to identify possible triggering factors of their discomforts and reflect on the speech therapy performance in this context, since health, in a broad view, is biopsychosocial, while voice, is a subjective construction. Method: Cross-sectional qualitative approach, with semi-structured interviews. Participants were found by the snowball technique and evaluation of the data was obtained by content analysis. Results: participants from the State of São Paulo, most of them study and/or work. They use hormones unsupervised due to the urgency of aligning with their gender identity. Negative social experiences generate discomfort and insecurity, showing that the other's point of view impairs self-perception. Thus, they seek passability to avoid harassment. The voice was seen as a trigger to have their bodies and gender questioned, and vocal therapy is seen as positive, for working on vocal potentialities, self-perception, and self-acceptance. Having peer support and positive transgender references provide greater self-confidence, acceptance, and reassurance in gender confirmation. Final considerations: psychosocial aspects, cisheteronormativity and demands of transgender people should be considered in transgender health care, including vocal therapy, as well as discussion about the demands of this public should be proposed in society in order to promote health and inclusion to this population.


Introducción: la mujer transexual, persona que se identifica y se desenvuelve en la feminidad, ha buscado cada vez más la terapia vocal debido a la incongruencia de género. Objetivo: conocer sus experiencias y percepciones sobre la salud, disforia de género, voz y sociedad, identificar posibles factores desencadenantes de sus malestares y reflexionar sobre la actuación fonoaudiológica en este contexto, ya que la salud en sentido amplio es biopsicosocial y la voz, una construcción subjetiva. Método: Enfoque cualitativo transversal, con entrevista semiestructurada. Participantes encontradas mediante la técnica snow ball y la evaluación de los datos obtenidos mediante el análisis de contenido. Resultados: participantes del Estado de São Paulo, la mayoría de ellas estudian y/o trabajan. Utilizan hormonas sin supervisión por la urgencia para alinearse con su identidad de género. Las experiencias sociales negativas generan malestar e inseguridad, lo que demuestra que el punto de vista del otro perjudica la autopercepción. Buscan la pasabilidad para evitar el acoso. La voz fue vista como un detonante para que se cuestionen sus cuerpos y género y la terapia vocal es vista como positiva, para trabajar las potencialidades vocales, autopercepción y autoaceptación. El apoyo de las compañeras y referencias transgénero positivas proporciona una mayor confianza, aceptación y seguridad en la confirmación del género. Consideraciones finales: los aspectos psicosociales, la cisheteronormatividad y las demandas de las personas transgénero deben ser consideradas en la atención a sus salud, así como la discusión sobre sus demandas debe ser propuesta para promover la salud y la inclusión a esta población.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Voice , Health , Transgender Persons/psychology , Gender Dysphoria , Social Perception , Voice Training , Cross-Sectional Studies , Qualitative Research , Speech, Language and Hearing Sciences
5.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 44(3): 258-263, Mar. 2022. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1387879

ABSTRACT

Abstract Objective To identify the age when individuals first perceive gender incongruence (GI) and to compare sociodemographic data of female-to-male (FtM) and male-tofemale (MtF) transgender individuals assisted at an outpatient service. Methods The present cross-sectional study was conducted through a review of the medical records of individuals diagnosed with GI at a single specialized outpatient service in the city of Ribeirão Preto, state of São Paulo, Brazil. Results A total of 193 medical records from 2010 to 2018 were evaluated, and 109 (56.5%) patients had GI since childhood. The FtM transgender individuals perceived GI in childhood more often than the MtF transgender individuals (odds ratio [OR]: 2.06, 95% confidence interval [95%CI]: 1.11-3.81) Unattended hormone use was highest among the MtF group (69.6% versus 32.3%; OR: 4.78, 95%CI: 2.53-9.03). All of the individuals who were engaged in prostitution or were diagnosed with a sexuallytransmitted infection, including HIV, were in the MtF group. Conclusion Despite the more prevalent perception of GI in childhood among the FtM group, social issues were more prevalent among the MtF group, which may be the result of social marginalization.


Resumo Objetivo Identificar o período da vida emque indivíduos indentificaram pela primeira vez sua incongruência de gênero (IG), e comparar os dados sociodemográficos de homens e mulheres transgêneros (trans) atendidos em um ambulatório. Métodos Estudo transversal realizado por meio de revisão dos prontuários de pessoas com IG em ambulatório especializado de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Resultados Foram avaliados 193 prontuários de 2010 a 2018, e 109 (56.5%) pacientes apresentavamIG desde a infância. Homens trans perceberam a IG na infância com mais frequência do que as mulheres trans (razão de probabilidades [RP]: 2.06, intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 1.11-3.81). O uso de hormônio sem supervisão foi maior entre as mulheres trans (69.6% versus 32.3%; RP: 4.78; IC95%: 2.53-9.03). Todos as pessoas que estavam inseridas na prostituição ou que apresentavam algum diagnóstico de infecção sexualmente transmissível, incluindo o HIV, eram mulherestrans. Conclusão Apesar da percepção mais prevalente da IG na infância entre homens trans, os agravos sociais foram mais prevalentes entre as mulheres trans, o que pode ser resultado da marginalização social.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Sexually Transmitted Diseases/diagnosis , Sex Workers , Gender Dysphoria , Sexual and Gender Minorities
6.
urol. colomb. (Bogotá. En línea) ; 31(2): 49-55, 2022. ilus
Article in English | LILACS, COLNAL | ID: biblio-1411982

ABSTRACT

Objective Research on gender dysphoria (GD) has been growing over the last decades with increasing interest in understanding and characterizing the causal relationships between psychological, genetics, hormonal, and sociocultural factors. Changes and acceptance of this condition as non-pathologic have led to significant changes in general perspective and its management over time. Our objective is to carry out a bibliometric analysis to know the publication trends and quality of evidence related to gender dysphoria. Methods A systematic search and critical review of the literature was carried out between January 1900 and December 2018 to perform a bibliometric analysis. Research was done in the following databases: OVID, PubMed, EMBASE, Scopus, Web of Science and Google Scholar. The medical subject headings (MeSh) terms used were: gender dysphoria; and surgery and psychology. The results were plotted using the VOSviewer version 1.6.8. Statistical analyses were performed with the IBM SPSS, Version 25.0. Results A total of 1,239 manuscripts were identified, out of which 1,041 were selected. The average number of cited times per year per manuscript is 1.84 (interquartile range [IQR] 0-2.33). The average impact index was 47.8 (IQR 20-111.6). The median of total citations per manuscript was 3 (IQR 0-33.1), and the highest number of citations per manuscript was 484. Most publications focus on the psychological aspects of GD, and there is a significant amount of manuscripts related to social and anthropological issues. Most articles have a low level of scientific evidence. Conclusion There is a great amount of published literature on GD; however, there is a significant level of disagreement in many respects on this topic. Regarding surgical gender-affirmation, there is a lack of information supported by high level of evidence to uphold the emerging expansion of medical practices.


Objetivo La investigación sobre la disforia de género (DG) ha crecido en las últimas décadas con un interés creciente por comprender y caracterizar las relaciones causales entre factores psicológicos, genéticos, hormonales y socioculturales. La aceptación de esta condición como no patológica ha llevado a cambios significativos en la perspectiva general y su manejo a lo largo del tiempo. Nuestro objetivo es realizar un análisis bibliométrico para evaluar las tendencias de publicación y la calidad de evidencias relacionadas con la disforia de género. Métodos Se realizó una búsqueda sistemática y revisión crítica de la literatura entre enero de 1900 y diciembre de 2018 para hacer un análisis bibliométrico. Se utilizaron los criterios de los Ítems de Informe Preferido para Revisiones Sistemáticas y Metaanálisis (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis, PRISMA, en inglés), y la investigación se realizó en las siguientes bases de datos: OVID, PubMed, EMBASE, Scopus, Web of Science y Google Scholar. Los términos de encabezados de temas médicos (medical subject headings, MeSh, en inglés) utilizados fueron: disforia de género; y cirugía y psicología. Los resultados se trazaron utilizando VOSviewer, versión 1.6.8. Los análisis estadísticos se realizaron con el IBM SPSS, versión 25.0. Resultados Se identificaron un total de 1.239 manuscritos, y se seleccionaron 1.041. El número promedio de citas por año por manuscrito fue de 1,84 (rango intercuartil [RIC]: 0­2,33). El índice de impacto promedio fue de 47,8 (RIC: 20­111,6). La mediana del total de citas por manuscrito fue de 3 (RIC: 0­33.1), y el mayor número de citas por manuscrito fue de 484. La mayoría de las publicaciones se centran en los aspectos psicológicos de la DG, y hay una cantidad significativa de manuscritos relacionados con temas sociales y antropológicos. La mayoría de los artículos tienen un bajo nivel de evidencia científica. Conclusión Existe una gran cantidad de literatura publicada sobre disforia de género; sin embargo, existe un nivel significativo de desacuerdo en muchos aspectos sobre este tema. Con respecto a la afirmación quirúrgica, hace falta información respaldada por un alto nivel de evidencia que argumente la expansión emergente de las prácticas médicas.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Bibliometrics , Gender Dysphoria , Publications , Comprehension , Alkalies , Gender Identity , Methods
7.
Sex., salud soc. (Rio J.) ; (38): e22306, 2022.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1390437

ABSTRACT

Resumo A categoria "criança trans" passou a aparecer com mais recorrência em manuais diagnósticos ao longo dos últimos oito anos. Embora a transexualidade antes fosse entendida como uma questão geral, possível de ser encontrada em diferentes etapas da vida, essa identidade passou a ser descrita enquanto um gênero específico para meninos e meninas. Assim, a transexualidade "na" infância converteu-se em uma transexualidade "da" infância, deslocamento responsável por produzir efeitos expressivos. Ao passo que a criança trans era registrada na literatura médica como um sujeito que demandava tratamentos em saúde mental, esse movimento fez com que fossem fabricadas determinadas fronteiras entre infância e adultez. A proposta deste artigo é perseguir alguns caminhos que demonstram como a estratificação etária da transexualidade recorreu a um engessamento do gênero.


Abstract The category "trans children" has appeared more frequently in diagnostic manuals over the past eight years. Although transsexuality was once understood as a general issue that could be found at different stages of life, this identity has come to be described as a gender specifically for boys and girls. Thus, transsexuality "in" childhood was understood as being "of" childhood, displacement responsible for producing expressive effects. While the trans child was recorded in the medical literature as a subject that required mental health treatments, this movement led to the establishment of certain boundaries between childhood and adulthood. This article's purpose is to follow some paths that illustrate how age stratification of transsexuality resorted to gender crystallization.


Resumen La categoría "niño trans" empezó a aparecer de forma recurrente en los manuales diagnósticos a lo largo de los últimos ocho años. Aunque la transexualidad fuera entendida como una cuestión general, posible de ser encontrada en diferentes etapas de la vida, esta identidad pasó a ser descrita como un género específico para niños y niñas. De esta manera, la transexualidad "en" la niñez fue entendida como transexualidad "de" la niñez, desplazamiento responsable por producir efectos expresivos. A la vez que el niño trans fue registrado en la literatura médica como un sujeto que demandaba tratamiento para la salud mental, este movimiento fabricó determinadas fronteras entre la niñez y la adultez. La proposta del presente artículo es perseguir algunos caminos que ilustran cómo la estratificación por edad recurrió a un retesamiento del género.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Child , Transsexualism/diagnosis , Transgender Persons , Gender Dysphoria , Mental Disorders
8.
Fisioter. Mov. (Online) ; 35: e35107, 2022. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1364861

ABSTRACT

Abstract Introduction: Chest binders are an important resource for building masculinity in transgender men without mastectomy, although they can cause respiratory and thoracic damage if misused. Objective: To analyze the association between chest binding and chest complaints in transgender men. Methods: This was a quantitative cross-sectional study conducted at the Trans Space of the Hospital das Clínicas de Pernambuco and the LGBTQI Patrícia Gomes outpatient clinic of the Lessa de Andrade polyclinic in Recife (Pernambuco State, northeastern Brazil). Sixty transgender men aged >18 years were included, and data on sociodemographics, general health, chest binding, and respiratory complaints in the thoracic region were collected. Descriptive analysis was performed, and prevalence ratios (PR) were estimated with a confidence interval (CI) of 95% to associate between binder use and complaints in the chest region. Results: The average was 27.25 years, of which 81.7% did not undergo mastectomy and 53.3% used chest binders. The use of chest binders was significantly associated with complaints in the chest region (PR = 2.73), difficulty breathing (PR = 2.27), and chest pain (PR = 1.82). Conclusion: This study demonstrated a higher prevalence of complaints in the chest and respiratory region in transgender men who use chest binders. This reinforces the need to broaden the view on the health of this population. Gender construction strategies are essential for the quality of life and mental health of transgender men, and binders are an important ally in this process.


Resumo Introdução: O uso de binder é um importante recurso para a construção da masculinidade nos homens transexuais não mastectomizados, contudo, pode acarretar danos respiratórios e torácicos se usado de forma inadequada. Objetivo: Analisar a associação entre o uso de binder e as queixas torácicas em homens transexuais. Métodos: Estudo transversal quantitativo realizado no Espaço Trans do Hospital das Clínicas de Pernambuco e no ambulatório LGBTQI Patrícia Gomes da Policlínica Lessa de Andrade, em Recife, PE. Foram incluídos 60 homens transexuais, com idade acima de 18 anos, e foram coletadas informações sociodemográficas, de saúde geral, uso de binder e queixas na região torácica. Foi realizada a análise descritiva e estimadas as razões de prevalência (RP) com intervalo de confiança (IC) de 95% para a associação entre o uso de binder e queixas na região do tórax. Resultados: A média foi de 27,25 anos; destes, 81,7% não realizaram mastectomia e 53,3% faziam uso de binder. O uso de binder teve associação significativa com queixas na região do tórax (RP = 2,73), dificuldade para respirar (RP = 2,27) e dor no tórax (RP = 1,82). Conclusão: Este estudo demonstrou que há prevalência maior de queixas na região do tórax e queixas respiratórias nos homens transexuais que fazem uso de binder. Isto reforça a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde dessa população. Estratégias de construção de gênero são essenciais para a qualidade de vida e saúde mental de homens transexuais, sendo o uso de binder um importante aliado neste processo.


Subject(s)
Humans , Male , Transsexualism , Transgender Persons , Gender Dysphoria , Chest Pain , Health Centers , Masculinity , Coral Reefs , Mastectomy
9.
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1369794

ABSTRACT

Las temáticas referentes a la identidad de género han ganado amplia atención en las últimas décadas. Desde las primeras descripciones clásicas del autismo, ha existido interés en el estudio del proceso identitario en dicha población. En este contexto, la comprensión del desarrollo psicosexual de niños, niñas y adolescentes (NNA) con condición del espectro autista (CEA) ha cobrado relevancia dada la evidencia sugerente de una relación entre CEA y diversidad de género incluida disforia de género (DG). Este documento pretende realizar una revisión del tema desde una perspectiva del desarrollo.


Issues related to gender identity have gained wide attention in recent decades. Since the first classical descriptions of autism, there has been interest in the study of the identity process in this population. In this context, the understanding of the psychosexual development of boys, girls and adolescents (NNA) with autism spectrum condition (ASC) has gained relevance given the suggestive evidence of a relationship between ASC and gender diversity (including gender dysphoria (GD) This document aims to carry out a review of the subject from a developmental perspective.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Child , Adolescent , Psychosexual Development , Autism Spectrum Disorder/psychology , Gender Dysphoria/psychology , Gender Identity
10.
urol. colomb. (Bogotá. En línea) ; 30(4): 286-292, 15/12/2021. tab
Article in English | LILACS, COLNAL | ID: biblio-1369058

ABSTRACT

Introduction Although there is an increasing experience in the management of transgender individuals, this has not been thoroughly explored in children. The need to establish a comprehensive and transdisciplinary management is of critical importance. In order to solve this issue, we want to report the results of a cohort of individuals with gender dysphoria (GD) seen by our transdisciplinary group from a social and clinical and health access perspective. Methods A 10-year retrospective case series of all patients that had been seen by our transdisciplinary team was reviewed. The main demographic characteristics were described, as well as impact variables in terms of diagnosis and treatment of these individuals. A social description of each individual was described. Frequency, distribution, and central tendency measures were evaluated for data presentation. IBM SPSS Statistics for Windows, version 24.0 (IBM Corp, Armonk, NY) software was used. Results Four cases of GD were included. Three had male to female dysphoria and one female to male. The median reported age of GD awareness was 6 years old (between 4 and 8 years old), and the median time between GD awareness and the 1st medical evaluation was 7 years for all individuals. The median age at gender role expression was 12 years old (between 10 and 14 years old). All patients had already assumed their experienced gender role before the 1st evaluation by our group. The median age at the 1st evaluation by our group was 13 years old (between 10 and 16 years old); three of the patients were evaluated after initiation of puberty. In the present study, individuals with GD demonstrated having health care access barriers for their transition process. Referral times are high, and individuals with GD are cared after pubertal development, which is related to suboptimal outcomes. The spectrum of GD is broad, and management must be individualized according to expectations. Conclusion Individuals with GD face multiple access barriers that limit their possibility of being seen by a transdisciplinary team. This reflects in longer waiting times that negatively impact medical management. Gender dysphoria is a wide spectrum, and individuals should be evaluated individually by a transdisciplinary team.


Introducción En las ultimas décadas se ha ganado más experiencia en el manejo de individuos con disforia de genero (DG). Sin embargo, en la población pediátrica esto aun no se ha explorado completamente. La necesidad de ofrecer un manejo cuidadoso y transdisciplinario es de gran importancia. El objetivo de este estudio es presentar la experiencia de nuestro grupo transdisciplinario (GT) en el abordaje de pacientes con DG desde el punto de vista medico y social. Materiales y métodos Se realizó un análisis descriptivo de los casos de DG en menores de 18 años tratados en los últimos 10 años por el GT de Desórdenes del Desarrollo e Identidad Sexual. Se usaron medidas de frecuencia y tendencia central para la presentación de datos mediante el programa SPSS, versión 24.0. Se realizó un análisis descriptivo de las variables: familia y dinámica social; evaluación psiquiátrica; expectativas; barreras de acceso; y abordaje del GT. Resultados Se presentan cuatro casos de DG, tres hombre-mujer y uno mujer-hombre. La edad a la primera sensación de disforia (PSD) fue en promedio 5,7 años, y el tiempo medio entre la PSD y la primera evaluación médica (PEM) fue de 6,25 años. La edad promedio a la primera evaluación por el grupo (PEG) fue de 13,25 años; 3 individuos tenían pubertad avanzada y 1, incipiente. Dos individuos habían recibido atención médica antes de la PEG. Se identificó que, al momento de la valoración por el grupo, los individuos contaban con el apoyo de sus familiares, y el entorno escolar era cada vez más incluyente; en ninguno se identificó enfermedad psiquiátrica, y a todos se indicó acompañamiento por psicoterapia. La expectativa con el proceso fue heterogénea con respecto a procedimientos quirúrgicos, manejos hormonales y rol de género, dependiendo de las características físicas que generaban disforia (caracteres sexuales secundarios, genitales). Las barreras de acceso fueron el desconocimiento de los especialistas en primeras valoraciones y las administrativas. La decisión del grupo con respecto al manejo hormonal y quirúrgico, así como acompañamiento psicológico se individualizó para cada paciente. Conclusiones Los individuos con DG presentan barreras de acceso a soporte médico para su proceso de transición. Los tiempos de atención son prolongados; por ende, son atendidos después de desarrollar la pubertad, lo cual se relaciona con desenlaces subóptimos. El espectro de la DG es amplio y se debe individualizar el manejo según las expectativas.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Child , Sex Characteristics , Gender Dysphoria , Surgical Procedures, Operative , Therapeutics , Puberty , Environment , Transgender Persons , Gender Role , Genitalia , Mental Disorders
11.
Rev. chil. neuro-psiquiatr ; 59(3): 234-247, sept. 2021. tab
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1388393

ABSTRACT

Resumen Este artículo tiene como objetivo revisar las implicaciones de la identidad de género en la construcción psíquica y la salud mental, sin pretender ser una revisión exhaustiva, dada la complejidad del tema. Se realiza un recorrido por las definiciones conceptuales de la identidad de género, pasando por algunos modelos explicativos de la misma, como una forma de comprender esta experiencia. Además, se abordará la realidad transgénero como factor de estrés psicosocial y, desde una perspectiva clínica, sus repercusiones psíquicas, enfatizando la diferenciación de las identidades trans con la entidad diagnóstica llamada disforia de género. Finalmente, se caracterizará la disforia de género, con énfasis en el malestar subjetivo secundario a la discordancia de género, sus relaciones con otros diagnósticos psiquiátricos, sus repercusiones psicosociales y las barreras de atención médica que este grupo de personas experimenta.


This article aims to review the implications of gender identity in psychic construction and mental health, without intending to be an exhaustive review, given the complexity of this issue. A tour of the conceptual definitions of gender identity is made, going through some explanatory models of it, as a way to understand this experience. Also, transgender reality as a psychosocial stress factor will be addressed and, from a clinical perspective, its psychic repercussions, emphasizing the differentiation of trans identities with the diagnostic entity called gender dysphoria. Finally, gender dysphoria will be characterized, focusing on the subjective disconfort secondary to gender discordance, its relationships with other psychiatric diagnoses, its psychosocial repercussions and the health care barriers that this group of people experiences.


Subject(s)
Humans , Mental Health , Gender Identity , Transgender Persons , Gender Dysphoria
12.
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1411807

ABSTRACT

En la población con incongruencia de género (IG) hay un alto número de personas con Trastornos del Espectro Autista (TEA). Existe reciente y escaso conocimiento respecto de la co-ocurrencia de estas entidades, por lo que los objetivos de este estudio son, en primer lugar, realizar una revisión bibliográfica en relación a la prevalencia, etiología, desarrollo, salud mental en la población adolescente con esta co-ocurrencia IG, TEA y género diverso y a partir de esta descripción poder, en segundo lugar, entregar sugerencias para profesionales respecto del apoyo en evaluación e intervención de estas condiciones. Método: Se realizó una búsqueda en PUBMED, Scielo y Google académico, artículos en inglés y español, desde el año 2005 a 2021. Resultados: Se informa de una prevalencia de 5,0 a 26% aproximadamente de personas TEA en población IG, sobre todo en mujeres asignadas al nacer. En la evaluación se requiere profesionales que conozcan tanto el área de IG y TEA. No debe excluirse a las personas con TEA de las intervenciones médicas y se debe realizar seguimiento de las dificultades sensoriales. Conclusiones: Es importante apoyar a estas (os, es) adolescentes en la afirmación de sus necesidades de género de manera individual y/o grupal, al igual que a sus familias.


Abstract. Introduction: In the population with gender incongruence (GI), there is a high prevalence of people with autism spectrum disorder (ASD). However, there is scarce and fairly recent knowledge about its co-occurrence. As a result, the purpose of this study is, first, to make a bibliographic review regarding the prevalence, etiology, development, mental health of the adolescent population with a co-occurrence of GI, ASD, and gender diversity, and from this description, to provide suggestions to professionals to support assessments and interventions when facing these conditions. Methods: A search was made in PUBMED, Scielo, and Google Scholar, for articles in English and Spanish, from 2005 to 2021. Results: A prevalence of approximately 5.0 to 26% is reported, of people with ASD in the GI population, especially among women assigned at birth. In the assessment, professionals that know both areas are required. People with ASD must not be excluded from medical interventions, and a follow-up must be made on sensory issues. Conclusions: It is important to support these adolescents, as well as their families, in the affirmation of their gender needs, whether individually and/or in groups.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Autism Spectrum Disorder/psychology , Autism Spectrum Disorder/epidemiology , Gender Dysphoria/psychology , Gender Dysphoria/epidemiology , Mental Health , Prevalence
13.
Trends psychiatry psychother. (Impr.) ; 43(1): 37-46, Jan.-Mar. 2021. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1156985

ABSTRACT

Abstract Introduction Gender dysphoria (GD) is characterized by a marked incongruence between experienced gender and one's gender assigned at birth. Transsexual individuals present a higher prevalence of psychiatric disorders when compared to non-transsexual populations, and it has been proposed that minority stress, i.e., discrimination or prejudice, has a relevant impact on these outcomes. Transsexuals also show increased chances of having experienced maltreatment during childhood. Interleukin (IL)-1β, IL-6, IL-10 and tumor necrosis factor-alpha (TNF-α) are inflammatory cytokines that regulate our immune system. Imbalanced levels in such cytokines are linked to history of childhood maltreatment and psychiatric disorders. We compared differences in IL-1β, IL-6, IL-10 and TNF-α levels and exposure to traumatic events in childhood and adulthood in individuals with and without GD (DSM-5). Methods Cross-sectional controlled study comparing 34 transsexual women and 31 non-transsexual men. They underwent a thorough structured interview, assessing sociodemographic information, mood and anxiety symptoms, childhood maltreatment, explicit discrimination and suicidal ideation. Inflammatory cytokine levels (IL-1β, IL-6, IL-10 and TNF-α) were measured by multiplex immunoassay. Results Individuals with GD experienced more discrimination (p = 0.002) and childhood maltreatment (p = 0.046) than non-transsexual men. Higher suicidal ideation (p < 0.001) and previous suicide attempt (p = 0.001) rates were observed in transsexual women. However, no differences were observed in the levels of any cytokine. Conclusions These results suggest that transsexual women are more exposed to stressful events from childhood to adulthood than non-transsexual men and that GD per se does not play a role in inflammatory markers.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Infant, Newborn , Child , Adolescent , Adult , Young Adult , Gender Dysphoria , Prejudice , Cross-Sectional Studies , Cytokines , Inflammation/epidemiology
15.
Rev. latinoam. enferm. (Online) ; 29: e3459, 2021. graf
Article in English | BDENF, LILACS | ID: biblio-1280483

ABSTRACT

Objective: to analyze teachers' conceptions about transgenderity in childhood and to identify the possibilities and limits of working with these children in the school context. Method: a qualitative research study, carried out with 23 teachers from two municipal elementary schools. Semi-structured interviews were used to produce empirical material. As an analytical resource, the content analysis technique, thematic modality, was used. Results: six thematic categories emerged in the set of empirical material: There is transgenderity in childhood; The construction of gender identity and roles in childhood; The experience of trans children in the school context; Trans children: How to deal with?; Discussing the differences in the classroom: Is this the way?; and Dilemmas of school and family interaction. It was found that the gender dichotomy is reinforced in the classroom, causing tensions and stereotyped divisions for male and female roles. Various forms of violence have been reproduced by classmates and teachers, who, due to lack of knowledge or to unpreparedness, reinforce concepts and attitudes that lead to the maintenance of exclusion. Conclusion: the schools find it difficult to promote the inclusion of trans children. It is necessary to create strategies aimed at raising awareness and training the professionals who make up the school environment, especially teachers in the initial grades.


Objetivo: analisar as concepções de professores sobre a transgeneridade na infância e identificar as possibilidades e os limites de trabalho com essas crianças no contexto escolar. Método: pesquisa qualitativa, realizada com 23 professores de duas escolas municipais de ensino fundamental. Para produção do material empírico, empregaram-se entrevistas semiestruturadas. Como recurso analítico recorreu-se à técnica de análise de conteúdo, modalidade temática. Resultados: no conjunto do material empírico, emergiram seis categorias temáticas: Transgeneridade na infância existe; A construção de identidade e papéis de gênero na infância; A vivência de crianças trans no contexto escolar; Crianças trans: como lidar?; Discutir as diferenças em sala de aula: é o caminho?; Dilemas da interação escola e família. Constatou-se que a dicotomia de gênero é reforçada na sala de aula, ocasionando tensões e divisões estereotipadas para os papéis masculino e feminino. Diversas formas de violência vêm sendo reproduzidas por coleguinhas e professores, que por falta de conhecimento ou despreparo reforçam concepções e atitudes que levam à manutenção da exclusão. Conclusão: as escolas têm dificuldades para promover a inclusão de crianças trans. Faz-se necessária a criação de estratégias voltadas para a sensibilização e capacitação dos profissionais que compõem o ambiente escolar, sobretudo os professores das séries iniciais.


Objetivo: analizar las concepciones de los docentes sobre la transgeneridad en la infancia e identificar las posibilidades y límites de trabajar con estos niños en el contexto escolar. Método: investigación cualitativa, realizada con 23 profesores de dos escuelas primarias municipales. Para la producción de material empírico se utilizaron entrevistas semiestructuradas. Como recurso analítico se utilizó la técnica de análisis de contenido, modalidad temática. Resultados: de todo el material empírico surgieron seis categorías temáticas: La transgeneridad en la infancia existe; Construcción de roles de identidad y género en la infancia; Experiencia de los niños trans en el contexto escolar; Niños trans: ¿cómo tratarlos? Discutir las diferencias en el aula: ¿es el camino?; Dilemas de la interacción escuela y familia. Se verificó que la dicotomía de género se refuerza en el aula, provocando tensiones y divisiones estereotipadas para los roles masculino y femenino. Compañeros y profesores vienen reproduciendo diversas formas de violencia, por desconocimiento o falta de preparación refuerzan conceptos y actitudes que sostienen la exclusión. Conclusión: las escuelas tienen dificultades para promover la inclusión de niños trans. Es necesario crear estrategias dirigidas a sensibilizar y capacitar a los profesionales que integran el entorno escolar, especialmente a los docentes en los grados iniciales.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Child , Schools , Child, Preschool , Child Rearing , Education, Primary and Secondary , Qualitative Research , Faculty , Transgender Persons , Gender Dysphoria , School Teachers , Gender Identity
16.
Rev. colomb. psiquiatr ; 49(3): 211-215, jul.-set. 2020.
Article in Spanish | LILACS, COLNAL | ID: biblio-1149830

ABSTRACT

RESUMEN Introducción: La disforia de género (DG) hace referencia a una marcada incongruencia entre la identidad de género y el sexo biológico, que genera un malestar clínico de al menos 6 meses de duración. Métodos: Reporte de caso y revisión no sistemática de la literatura. Presentación del caso: Mujer transgénero de 56 años, con historia de enfermedad coronaria y un segundo evento tromboembólico posterior a la automedicación de terapia hormonal. Después del tratamiento agudo de su afección cardiovascular, solicitó tratamiento para su DG. Discusión: La DG requiere un tratamiento multidisciplinario. La THC es el pilar del tratamiento. Se ha documentado que el uso de presentaciones orales de estrógenos puede aumentar el riesgo de eventos tromboembólicos en pacientes mayores de 40 años, principalmente cuando tienen factores de riesgo cardiovascular. Conclusiones: Se debe ofrecer un tratamiento integral a todas las personas con DG para aliviar el malestar psicológico, disminuir la comorbilidad psiquiátrica y mejorar su calidad de vida. Hasta el momento hay poca evidencia científica respecto a la THC en mujeres transgénero mayores de 40años, por lo que se recomienda una vigilancia multidisciplinaria, estrecha y rigurosa, en especial cuando hay riesgo cardiovascular.


ABSTRACT Introduction: Gender dysphoria (GD) refers to a marked incongruity between gender identity and biological sex. GD generates a significant clinical discomfort for at least six months. Methods: Case report and non-systematic literature review. Case presentation: A 56-year-old male-to-female patient, who had a history of coronary disease and a second thromboembolic event after hormone therapy (self-medicated). Once she had received acute management for the cardiovascular disease, she consulted for her GD. Discussion: GD requires multidisciplinary management. Cross-sex hormonal therapy is considered the main treatment. It has been documented that oral oestrogen preparations may increase the risk of thromboembolic events in patients over the age of 40, especially when they have cardiovascular risk factors. Conclusions: Comprehensive treatment should be offered to everyone who has GD, to relieve psychological distress, decrease psychiatric comorbidity and improve quality of life. To date, there is little scientific evidence regarding cross-sex hormonal therapy in transgender women over the age of 40; we therefore recommend multidisciplinary, close and rigorous monitoring, in particular when they have cardiovascular risk.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Estrogens , Gender Dysphoria , Gender Identity , Quality of Life , Self Medication , Dronabinol , Cardiovascular Diseases , Risk Factors , Coronary Disease , Psychological Distress
17.
Rev. argent. cir. plást ; 26(3): 127-133, 20200900. fig
Article in Spanish | LILACS, BINACIS | ID: biblio-1148269

ABSTRACT

La mastectomía bilateral en pacientes transexuales de mujer a hombre es uno de los primeros procedimientos quirúrgicos y cuyos resultados son la creación de una pared torácica para el paciente trans. Su anatomía diferente y sus componentes serán reubicados y correspondidos con el de un paciente femenino. Se obtiene, entonces, un tórax estéticamente agradable en el cual la base está en la ubicación del complejo areola pezón (CAP), que será reposicionado y se cambiará de tamaño acorde al sexo reasignado. La técnica quirúrgica elegida ha sido conservando la irrigación del pedículo inferior y con conservación del CAP, el cual luego será reposicionado y modificado con respecto a su tamaño. Y en segundo tiempo su conformación final. Revisión y actualización tanto de la estética como la satisfacción del paciente trans.


Bilateral mastectomy in female-to-male transsexual patients is one of the first surgical procedures and whose results are the creation of a thoracic wall for the trans patient, its different anatomical and its components will be relocated and matched with that of a patient female. An aesthetically pleasing thorax is then obtained in which the base is in the location of the nipple areola complex (CAP), it will be repositioned and it will be resized according to the reassigned sex. The surgical technique chosen has been conserving the irrigation of the lower pedicle and conserving the CAP, which will then be repositioned and modified with respect to its size. And in the second time its final conformation. Review and update of both the aesthetics and satisfaction of the trans patient.


Subject(s)
Humans , Female , Adult , Surgical Flaps , Mastectomy, Subcutaneous/methods , Treatment Outcome , Mammaplasty , Transgender Persons , Surgical Clearance , Gender Dysphoria/surgery
18.
Rev. bioét. (Impr.) ; 28(3): 432-439, jul.-set. 2020.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1137121

ABSTRACT

Resumo Cirurgias de feminização facial, que visam tornar o rosto de mulheres transexuais mais feminino, alteram tecidos moles e duros. Tais procedimentos envolvem inúmeros aspectos éticos, desde a cobertura por planos de saúde e serviço público até o direito à mudança de nome. Há também consequências forenses, no que diz respeito à eventual necessidade de identificar pessoas submetidas a esse tipo de cirurgia. Essas consequências, embora importantes, são pouco consideradas em estudos científicos. Com isso, neste trabalho são analisados alguns aspectos éticos e forenses decorrentes de cirurgias de feminização facial.


Abstract Facial feminization surgeries, which aim to render transsexuals' facial features more feminine, alter soft and hard tissues. These procedures involve ethical issues such as health insurance and public service coverage, and the right to legal name change. Forensic consequences, concerning eventual need to identify individuals who underwent this surgery, are important and require scientific studies. In this article, we analyze some ethical and forensic aspects resulting from facial feminization surgeries.


Resumen Las cirugías de feminización facial que pretenden volver más femeninos los rostros de mujeres transexuales producen cambios en los tecidos blandos y duros. Tales procedimientos involucran muchos aspectos éticos, desde la cobertura del seguro de salud y del servicio público hasta las discusiones sobre el derecho al cambio de nombre. Hay también consecuencias forenses en lo que se refiere a las posibles necesidades de identificación de las personas que se someten a esta cirugía. A pesar de su importancia, estas consecuencias son poco abordadas en estudios científicos. Así, en este artículo se analizan algunos aspectos éticos y forenses derivados de las cirugías de feminización facial.


Subject(s)
General Surgery , Sexuality , Forensic Sciences , Feminization , Gender Dysphoria
19.
Pers. bioet ; 24(1): 57-76, ene.-jun. 2020. tab
Article in Spanish | LILACS, COLNAL | ID: biblio-1279522

ABSTRACT

Resumen La disforia de género es una marcada incongruencia entre el sexo que se siente o expresa y el que se asigna al nacer, asociada a un malestar clínicamente significativo o deterioro en lo social, que puede darse en niños, adolescentes y adultos. En relación con los pacientes pediátricos, no existe actualmente consenso sobre su tratamiento, así como tampoco evidencia que apoye claramente un enfoque por sobre otro. En la literatura se describen principalmente tres tipos de abordaje en niños preadolescentes: modelo terapéutico, watchful waiting (espera atenta) y modelo afirmativo. En este trabajo se realiza una breve revisión de la literatura existente sobre la disforia de género, se describen los distintos abordajes en niños y se analizan las visiones antropológicas que los sustentan. Plantearemos que existen al menos dos modos de entender la identidad de género, lo que ha dado lugar, en gran medida, a las controversias en los tratamientos propuestos. Por ello, resulta de gran importancia comprender los supuestos antropológicos en que se fundamentan estos modelos, ya que a cada uno de ellos subyacen diferentes maneras de entender la relación sexo-género en la persona y, por tanto, el rol de la corporalidad y de la autoconsciencia en la identidad de género.


Abstract Gender dysphoria is a marked mismatch between the sex felt or expressed by an individual and that assigned to them at birth. It is associated with clinically significant discomfort or social impairment and can occur in children, adolescents, and adults. The literature mainly describes three approaches for preadolescents: therapeutic model, watchful waiting, and gender affirmative model. However, there is currently no consensus on its treatment nor any evidence that favors one approach over another. This paper provides a brief review of the existing literature on gender dysphoria, explains various approaches for children, and discusses the anthropological views behind them. We argue that at least two ways of understanding gender identity have given rise to disagreements over the proposed treatments. It is quite important to comprehend the anthropological assumptions on which these models are based since they underlie different conceptions of the person's sex-gender relationship and, therefore, the role of corporality and self-awareness in gender identity.


Resumo A disforia de gênero é uma marcada incongruência entre o sexo que se sente ou expressa e o que é designado ao nascer, associada a um malestar clinicamente significativo ou a uma deterioração no âmbito social, que pode ocorrer em crianças, adolescentes e adultos. Quanto aos pacientes pediátricos, não existe atualmente consenso em seu tratamento nem evidência que apoie com clareza uma abordagem sobre outro. Na literatura, são descritos três tipos de abordagem em crianças pré-adolescentes: modelo terapêutico, watchful waiting (observação vigilante) e modelo afirmativo. Neste trabalho, é realizada uma breve revisão da literatura sobre a disforia de gênero, são descritas as diferentes abordagens em crianças e são analisadas as visões antropológicas que as justificam. É provável que haja, pelo menos, dois modos de entender a identidade gênero, o que abre espaço a controvérsias nos tratamentos propostos. Por isso, é de grande importância compreender os pressupostos antropológicos nos quais esses modelos estão fundamentados, já que a cada um deles subjazem diferentes maneiras de entender a relação sexo-gênero na pessoa e, portanto, o papel da corporeidade e da autoconsciência na identidade de gênero.


Subject(s)
Therapeutics , Child, Preschool , Watchful Waiting , Gender Dysphoria , Gender Identity , Anthropology
20.
Rev. Pesqui. Fisioter ; 10(2): 288-300, Maio 2020. ilus, tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1223722

ABSTRACT

Este relato de caso de uma mulher transexual, 48 anos de idade, com 15 anos de pós cirurgia de redesignação sexual (CRS) sem queixas. Durante a avaliação inicial foram coletados os dados sociodemográficos, avaliação da dor através da escala visual analógica visual (EVA), a qualidade de vida pelo SF-36, a função sexual pelo QS-F. Foi realizada a avaliação do assoalho pélvico (AP) inspeção, palpação e força seguindo o esquema PERFECT. Após a avaliação foram identificadas estenose vaginal, falta de consciência perineal, fraqueza dos músculos do assoalho pélvico e relatou dor durante a relação sexual. INTERVENÇÃO: Foi sugerido um programa de exercícios através dos dilatadores vaginais, terapia comportamental, treino dos músculos do AP. O programa tinha por objetivo 10 sessões com 40 minutos de duração cada, duas vezes na semana. Ao final do programa foram coletadas a EVA, SF-36 e a avaliação do AP seguindo o esquema PERFECT. Entretanto, o QS-F não foi aplicado ao final do programa proposto devido a inatividade sexual da paciente por 3 meses, inclusive durante o tempo do programa. RESULTADOS: Após a avalição final a paciente apresentou melhora da consciência perineal, penetração via vaginal sem desconforto, entretanto, não houve melhora da força dos músculos do AP. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A CRS promove alteração anatômica, podendo ocasionar disfunções urogenitais e/ou sexuais. Neste estudo, a fisioterapia promoveu melhora da conscientização perineal e da estenose vaginal. Com tudo, são necessários mais estudos sobre a fisioterapia nesta população, garantindo assistência e acompanhamento de forma adequada durante este processo, reduzindo suas possíveis complicações tardias.


This case report of a transsexual woman, 48 years old, with 15 years after sex reassignment surgery (SRS) without complaints. During the initial assessment, socio-demographic data, pain assessment using the visual analog visual scale (VAS), quality of life by SF-36, sexual function by QS-F were collected. The pelvic floor (PF) assessment was performed for inspection, palpation and strength following the PERFECT scheme. After the evaluation, vaginal stenosis, lack of perineal awareness, weakness of the pelvic floor muscles were identified and pain was reported during intercourse. INTERVENTION: An exercise program through vaginal dilators, behavioral therapy, and PF muscle training was suggested. The program aimed at 10 sessions of 40 minutes each, twice a week. At the end of the program, VAS, SF-36 and PF evaluation were collected following the PERFECT scheme. However, the QS-F was not applied at the end of the proposed program due to the patient's sexual inactivity for 3 months, including during the program period. RESULTS: After the final evaluation, the patient showed improvement in perineal awareness, vaginal penetration without discomfort, however, there was no improvement in the strength of the AP muscles. FINAL REMARKS: The SRS promotes anatomical alteration, which can cause urogenital and / or sexual dysfunctions. In this study, physiotherapy promoted improvement in perineal awareness and vaginal stenosis. However, more studies on physiotherapy are needed in this population, ensuring assistance and adequate followup during this process, reducing possible late complications.


Subject(s)
Gender Dysphoria , Rehabilitation , Sex Reassignment Surgery
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