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Gilberto Freyre e o Estado Novo: a trajetória de uma relação ambígua

Mesquita, Gustavo.
Cad. Desenvolv.; 8(12): 207-229, jan./jun. 2013.
Artigo em Português | BVS Pensamento Social, FIOCRUZ | ID: bps-2008
Em 1937, Gilberto Freyre participou da campanha de José Américo de Almeida para presidente da República como intelectual responsável por traduzir as ideias do regionalismo para os eleitores mediante a imprensa. A atitude indicava publicamente sua preferência emum momento de profundos confrontos ideológicos ele aderiu à campanha eleitoral do candidato que defendia os interesses da classe agroexportadora perante o Estado. Acontece que, com o fim do pleito decorrente do golpe de Getúlio Vargas e a instauração do EstadoNovo, o sociólogo passou a preparar, com muita habilidade política, sua transição para o apoio ao regime autoritário, isto é, aproximou-se da elite do regime recém-instaurado para negociar o discurso da brasilidadeconstruído paulatinamente em sua obra históricosociológica. Desse modo, ele pôde negociar interesses diretamente com a elite do governo Vargas. Com os acordos resultantes desse negócio, regionalismo e nacionalismo se tornaram o denominador comum de um mesmo conceito de “cultura brasileira”, caracterizado, sobretudo, pela diversidade como elemento positivo do “povo”. Os nexos entre região e nação foram repensados do ponto de vista do mesmo conceito. Entretanto, em 1945, o pacto celebrado entre as partes,embora parecesse consolidado institucionalmente, sofreu interrupções com a luta nacional pela deposiçãodo ditador. Neste texto procuro, com base em livros, cartas e artigos de jornal escritos pelo sociólogo, reconstruir os acontecimentos que marcaram a trajetória de Gilberto Freyre em relação ao Estado Novo.(AU)
Biblioteca responsável: BR1273.1