Your browser doesn't support javascript.
loading
Mostrar: 20 | 50 | 100
Resultados 1 - 3 de 3
Filtrar
Mais filtros










Filtros aplicados
Intervalo de ano de publicação
1.
Niterói; s.n; 2019. 97 p. ilus, tab.
Tese em Português | LILACS, BDENF - Enfermagem | ID: biblio-1023450

RESUMO

Introdução: O fator de crescimento epidérmico (EGF) é um biomaterial de origem peptídica que atua na pele estimulando a angiogênese e ativando os fibroblastos, favorecendo, assim, o processo de cicatrização. Porém, são necessários estudos que abordem a avaliação microbiológica de feridas tratadas com esse produto. Objetivo: Avaliar a colonização por S. aureus e P. aeruginosa em feridas de pacientes diabéticos tratadas com fator de crescimento epidérmico (EGF) em comparação àquelas tratadas com gel de carboximetilcelulose a 2%. Método: Estudo de coorte prospectivo, realizada a partir da coleta de material biológico de feridas por meio de swab estéril. A exposição do estudo foi o uso de EGF como tratamento. As análises laboratoriais incluiram técnicas de cultura para isolamento de P. aeruginosa e S. aureus a partir dos swabs, espectrometria de massas MALDI-TOF para confirmação ao nível de espécie, testes de suscetibilidade aos antimicrobianos, reações em cadeia da polimerase e ensaios para avaliação da capacidade de formação de biofilme pelas cepas isoladas. Resultados: Foram acompanhandos 25 pacientes, dos quais 11 foram tratados com hidrogel e 14 foram tratados com EGF. Os pacientes tinham características sociodemográficas e clínicas semelhantes em ambos os grupos. Foram isoladas 13 cepas de S. aureus (8 de feridas tratadas com hidrogel e 5 de feridas tratadas com EGF) e 15 cepas de P. aeruginosa (4 de feridas tratadas com hidrogel e 11 de feridas tratadas com EGF). Não há diferença estatística significativa entre a resistência aos antimicrobianos nas cepas de S. aureus e de P. aeruginosa isoladas de feridas tratadas com EGF ou com hidrogel. Apesar disso, foram isoladas três cepas de MRSA e uma cepa de P. aeruginosa multirresistente. Em relação à formação de biofilme, sem discriminar as espécies de microrganismos, tem-se que 91,7% das cepas isoladas de feridas tratadas com hidrogel foram formadoras de biofilme, enquanto no grupo tratamento, apenas 50,0% das cepas foram formadoras de biofilme. Tal diferença é significativa sob o ponto de vista estatístico, com p-valor=0,039 no teste Exato de Fisher, razão de chances (OR) = 11,0 (IC = 1,1-106,4) e risco relativo (RR) = 1,83 (IC = 1,2-3,8). Assim, pode-se dizer que há 11 vezes mais chances (ou uma probabilidade 83% maior) de que cepas de S. aureus ou P. aeruginosa isoladas de feridas tratadas com hidrogel sejam formadoras de biofilme quando comparadas a cepas dessas espécies isoladas de feridas tratadas com EGF. Não há diferença estatística entre a carga microbiana de P. aeruginosa e de S. aureus em feridas tratadas com EGF ou com hidrogel. Não foram identificadas cepas com genes responsáveis pela síntese da leucocidina de Panton-Valentine em nenhum dos grupos acompanhados. Não há diferença estatística significativa na incidência de genes de virulência (exoU ou exoS) nas cepas de P. aeruginosa isoladas de feridas tratadas com EGF ou com hidrogel. Em condições estáticas, o EGF estimula o crescimento de P. aeruginosa e inibe o crescimento de S. aureus, tanto quando se avaliam o crescimento de células planctônicas quanto em biofilme. Conclusão: O EGF pode ser considerado um fator de proteção contra a colonização de feridas crônicas por cepas de S. aureus ou de P. aeruginosa com capacidade de formação de biofilme. Sugere-se o desenvolvimento de novos estudos com a inclusão de maior número de participantes, para que se obtenha uma amostra que viabilize a validade externa dos resultados, bem como, para que sejam elucidados os mecanismos moleculares envolvidos nos resultados encontrados sobre a formação de biofilme.


Background: Chronic wounds are a health problem worldwide, especially diabetic wounds and venous ulcers. Epidermal growth factor (EGF) is a biomaterial of peptide origin that acts on the skin stimulating the angiogenesis and activating the fibroblasts, favoring, thus, the process of cicatrization. However, studies are required that address the microbiological evaluation of wounds treated with this product. Objective: To evaluate the colonization by S. aureus and P. aeruginosa in wounds of diabetic patients treated with epidermal growth factor (EGF) in comparison to those treated with 2% carboxymethylcellulose gel. Method: A prospective cohort study, carried out from the collection of biological wound material by sterile swab. The study's exposure was the use of EGF as a treatment. Laboratory analyzes included culture techniques for isolation of P. aeruginosa and S. aureus, MALDI-TOF mass spectrometry for species-level confirmation, antimicrobial susceptibility testing, polymerase chain reactions and assays for evaluation of the capacity of biofilm formation by the isolated strains. Results: Twenty-five patients were followed, of whom 11 were treated with hydrogel and 14 were treated with EGF. Patients had similar sociodemographic and clinical characteristics in both groups. 13 S. aureus strains (8 of hydrogel treated wounds and 5 of EGF treated wounds) and 15 P. aeruginosa strains (4 of hydrogel treated wounds and 11 of EGF treated wounds) were isolated. There is no statistically significant difference between antimicrobial resistance in S. aureus and P. aeruginosa strains isolated from EGF or hydrogel treated wounds. Despite this, three strains of MRSA and one strain of multidrug resistant P. aeruginosa were isolated. In relation to biofilm formation, without discriminating the species of microorganisms, 91.7% of the strains isolated from wounds treated with hydrogel were biofilm-forming, while in the treatment group only 50.0% of the strains were biofilm-forming. This difference is statistically significant, with p-value = 0.039 in Fisher's exact test, odds ratio (OR) = 11.0 (CI = 1.1-106.4) and relative risk (RR). = 1.83 (CI = 1.2-3.8). Thus, it can be said that there are 11 times more likely (or 83%) that strains of S. aureus or P. aeruginosa isolated from hydrogel-treated wounds form biofilm when compared to strains of these isolated wound species. treated with EGF. There is no statistical difference between the microbial load of P. aeruginosa and S. aureus on wounds treated with EGF or with hydrogel. Strains with genes responsible for the synthesis of Panton-Valentine leucocidin were not identified in any of the groups followed. There is no significant statistical difference in the incidence of virulence genes (exoU or exoS) in strains of P. aeruginosa isolated from wounds treated with EGF or with hydrogel. Under static conditions, EGF stimulates the growth of P. aeruginosa and inhibits the growth of S. aureus, both when evaluating planktonic cell growth and biofilm growth. Conclusion: EGF can be considered a protective factor against colonization of chronic wounds by S. aureus or P. aeruginosa strains with biofilm formation capacity. It is suggested the development of new studies with the inclusion of a larger number of participants, so as to obtain a sample that enables the external validity of the results, as well as to elucidate the molecular mechanisms involved in the results found about biofilm formation.


Assuntos
Pseudomonas aeruginosa , Staphylococcus aureus , Úlcera , Infecção dos Ferimentos , Enfermagem , Pé Diabético , Biofilmes , Fator de Crescimento Epidérmico , Microbiologia
2.
Niterói; s.n; 2018. 107 f p.
Tese em Português | LILACS, BDENF - Enfermagem | ID: biblio-905543

RESUMO

Este estudo teve como objetivo analisar a efetividade clínica do gel contendo fator de crescimento epidérmico recombinante humano (rhEGF) no processo de reparo tecidual de feridas crônicas, comparado com o Gel de Carboximetilcelulose a 2%. Material e Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado e cego com intervenção terapêutica realizado em um hospital universitário. O período de coleta foi de novembro de 2016 a janeiro de 2018. A amostra foi constituída de 19 pacientes. A randomização foi realizada por meio do software Excel 2010, alocando os participantes de forma aleatória em grupo intervenção (EGF) e controle (Gel de Carboximetilcelulose a 2%). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina, sob o protocolo nº 1602.173 de 16 de junho de 2016. Os dados foram analisados no Excel 2010, BioSat 5.0 e SPSS 20.0. Os participantes foram na sua maioria do sexo masculino (74%) com idade média de 62,8 anos. Em relação às doenças de base, associadas a maior parte dos participantes (47%) apresentavam Hipertensão Arterial Sistólica (HAS) e Insuficiência Venosa Crônica (IVC) associada a Diabetes Mellitus. Em relação às características clínicas das feridas, o grupo Intervenção (EGF) apresentou redução da área da ferida estatisticamente significativa (p=0.019) ao longo das 12 semanas de tratamento. Já o grupo Controle apresentou redução da área da ferida, mas não estatisticamente significativa (p=0,216). Ao comparar ambos os tratamentos na consulta 1, 6 e 12, observou-se que não houve diferença estatisticamente significativa na redução da área da lesão (p=o.751). Quanto ao tipo de tecido o grupo Intervenção apresentou aumento dos tecidos de granulação e de epitelização e redução do esfacelo e do exsudato, não sendo estatisticamente significativo. No grupo Controle (Gel de Carboximetilcelulose a 2%) observou-se aumento do tecido de granulação e epitelização e diminuição dos tecidos desvitalizados e do exsudato (p=0.048). Em relação aos aspectos clínicos do exsudato presente no leito da lesão, nas 12 semanas de tratamento ambos os grupos foram estatisticamente significativos. Quanto aos eventos adversos, nenhum dos participantes apresentou eventos adversos graves ou locais como dor de forte intensidade, eczema e prurido, durante o período de seguimento do estudo. Ambos os tratamentos se mostraram seguros e eficazes no tratamento de feridas crônicas, não houve perdas e exclusões de participantes após a randomização


This study aimed at the clinical effectiveness of the gel containing a human recombinant epidermal factor (rhEGF) in the tissue repair process in chronic wounds compared to Gel 2% carboxymethylcellulose. Material and Method: This is a randomized, controlled, controlled clinical trial conducted at a university hospital. The collection period was from November 2016 to January 2018. The date was 19 patients. Randomization was performed using Excel 2010 software, allocating participants randomly into intervention group (EGF) and control (Carboxymethyl Cellulose Gel 2%). This study was orthopedic in the date of 1602.173 of June 16, 2016. Data were published in Excel 2010, BioSat 5.0 and SPSS 20.0. The participants were mostly male (74%) with a mean of 62.8 years. In relation to the underlying diseases, they were associated with Chronic Venous Insufficiency (CVI) associated with Diabetes Mellitus (47%). Regarding clinical units of wounds, the Intervention Group (EGF) decreased in the area of health statistically significant (p = 0.019) over the 12 weeks of treatment. The control group, however, presented a reduction of the wound area, but not statistically significant (p = 0.216). To compare also the treatment at consultation 1, 6 and 12, clarify the ability to reduce the area of the lesion (p = 0,751). Regarding the type of tissue of the series Intervention group, granulation and epithelialization tissues and reduction of the sphincter and the exercise, not being statistically significant. In the control group (Gels Carboxymethylcellulose 2%) was observed increase of granulation tissue and epithelialization and reduction of devitalized tissue and exudate (p = 0.048). Regarding the clinical issues of the present study, there have been 12 weeks of treatment in statistically significant groups. Adverse events, to which adverse events graves or places such as the intensity of time, eczema and itching were submitted during the follow-up period of the study. Both treatments appear to be safe and do not proceed fiercely when there is no loss and exclusion of participants after randomization


Assuntos
Pé Diabético , Fator de Crescimento Epidérmico , Úlcera da Perna , Cicatrização
3.
Artigo em Português | BDENF - Enfermagem | ID: biblio-1024642

RESUMO

Objetiva-se descrever o processo de cicatrização de pacientes com úlceras diabéticas tratadas com fator de crescimento epidérmico recombinante humano (rhEGF), e a colonização por Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Estudo de casos de pacientes com úlceras diabéticas tratadas com rhEGF acompanhados ambulatorialmente em um hospital universitário. A coleta de dados ocorreu entre abril e agosto de 2017, com a obtenção de características clínicas, incluindo mensuração das áreas e registros fotográficos das lesões, bem como, coleta de material biológico por swab. A análise de dados foi feita por estatística descritiva. O cálculo da taxa apontou 100% de cicatrização no paciente 1 e 30% no paciente 2. Em relação ao tecido presente no leito da ferida, nota-se um aumento do tecido de granulação e epitelização e uma diminuição do tecido de esfacelo. Quanto ao exsudato, houve uma redução na quantidade presente na ferida ao fim do estudo. Não foram observados sinais clínicos de infecção nas feridas, os resultados das análises microbiológicas indicaram que a colonização microbiana por S. aureus e P. aeruginosa manteve-se no paciente 1 e foi minimizada no paciente 2. Concluise que a aplicação do rhEGF foi favorável na cicatrização de úlceras diabéticas e no controle microbiológico


The aim is to describe the healing process of patients with diabetic ulcers treated with recombinant human epidermal growth factor (rhEGF), and colonization by Staphylococcus aureus and Pseudomonas aeruginosa. Case study of patients with diabetic ulcers treated with rhEGF with outpatients in a university hospital. Data collection took place between April and August 2017, obtaining clinical characteristics, including measurement of areas and photographic records of the lesions, as well as collection of biological material by swab. The data analysis was done by descriptive statistics. The calculation of the rate indicated 100% healing in patient 1 and 30% in patient 2. In relation to the tissue present in the wound bed, there is an increase of granulation tissue and epithelization and a decrease of the shedding tissue. As for the exudate, there was reduction in the amount present in the wound at the end of the study. No clinical signs of infection were observed in the wounds. The results of the microbiological analyzes indicated that microbial colonization by S. aureus and P. aeruginosa was maintained in patient 1 and was minimized in patient 2. It concluded that the application of rhEGF was favorable in cicatrization of diabetic ulcers and in microbiological control


Assuntos
Humanos , Pseudomonas aeruginosa , Staphylococcus aureus , Enfermagem , Pé Diabético , Fator de Crescimento Epidérmico
SELEÇÃO DE REFERÊNCIAS
DETALHE DA PESQUISA