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1.
Physis (Rio J.) ; 29(2): e290209, 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1040753

RESUMO

Resumo O vitalismo canguilhemiano não é evidente, tampouco é uma forma mais conhecida desse tipo de pensamento; não nasce das antigas diatribes que, do século XVIII, invadiram as polêmicas do XIX. Canguilhem reabilita o vitalismo a partir de uma abordagem ontológica única, para a qual ele não hesita em referenciar-se nos antigos e, de modo geral, num Hipócrates que, lido sobretudo por meio da história escrita por Charles Singer, traz à tona outros temas, como a crítica ao conceito de homeostase revivido e nomeado por Walter Cannon. Canguilhem redimensiona a homeostase hipocrática que Cannon cientificizou, dando-lhe uma mobilidade que lhe é conceitualmente essencial, e redesenha o projeto do vitalismo, recusando-lhe a antítese do mecanicismo. Dessa forma, Canguilhem foi buscar ou se respaldar num Hipócrates lido pelos historiadores da medicina (e das ciências biomédicas). Este artigo procurou mapear a contribuição de longa duração de Georges Canguilhem para o discurso médico, bem como seu papel fundador de uma nova concepção de normalidade a partir da sua concepção de vitalismo, que, para ele, é herdeira de um "espírito hipocrático".


Abstract Canguilhem's vitalism is not obvious, neither does is consist of a more known form of this type of thinking; it does not come from the old diatribes that, coming from the 19th century, are still relevant to the 20th century's discussions. Canguilhem reclaims vitalism from a unique ontological approach, and does not hesitate to allude to the classics and, most of all, to a Hippocrates that, read mainly through the perspective of the history written by Charles Singer, brings to light other themes such as the critic to the concept of homeostasis revitalized and named by Walter Cannon. Canguilhem gives another perspective to Hippocrates' homeostasis, that was "scientified" by Cannon, giving it mobility that is considered essential to its concept and redraws the vitalism project, rejecting the place of mechanism antithesis. This paper aimed to map Canguilhem's longue durée contribution to the medical discourse, as well as his funding role of a new conception of normality formulated from his own interpretation of a vitalism that, in his point of view, comes from a "Hippocratic spirit".


Assuntos
Humanos , Vitalismo , Processo Saúde-Doença , Medicina/tendências , História Natural das Doenças
2.
Homeopatia Méx ; 87(712): 5-12, ene. - mar. 2018.
Artigo em Espanhol | LILACS, HomeoIndex - Homeopatia | ID: biblio-995352

RESUMO

Introducirse en el ámbito de la Homeopatía es estar dispuesto a la controversia, la polémica y el escepticismo. El concepto de energía vital, que constituye uno de sus pilares fundamentales, es cuestionado fuertemente por la comunidad científica y aprovechado para calificar a la medicina hahnemanniana como una pseudociencia y ligarla al esoterismo y al fraude. Desde sus orígenes, el de la energía vital se considera como un principio de alta conectividad, ya que la Homeopatía no puede entenderse sin él. Hoy día, este hecho es incuestionable y cuenta con el mayor respaldo, relacionando las filosofías más antiguas con las llamadas ciencias emergentes, como la teoría de sistemas, la mecánica cuántica y las ciencias de la tierra, que consideramos deben ser conocidas, divulgadas e incluidas en los planes de estudio de licenciatura y educación continua de graduados a la brevedad posible, para lograr un verdadero avance y reconocimiento dentro del espacio de la medicina y de la ciencia. En todo el universo, la energía y la materia son inseparables. Esta discusión debe terminar. (AU).


Steeping into the Homeopathic field, is having an attitude toward controversy, polemics and skepticism. The vital energy concept, that is one of its main fundaments, is strongly questioned by scientific community, up to the point of being considered as a pseudoscience and linked to esoterism and fraud. Since the beginning, vital energy was considered as a high connectivity principle because we cannot understand Homeopathy without it. Nowadays this fact is unquestionable, and has the major support by connecting the most ancient philosophies with the emerging sciences like systemic theory, quantum mechanics and earth's sciences, that must be known, divulgated and included as soon as possible in academic degree and graduated continuous education in order to achieve a real evolution and respect into the medical environment and the science. In the whole universe, energy and matter are connected. This discussion must be ended. (AU)


Assuntos
Vitalismo , Energia Vital em Homeopatia , Homeopatia
3.
Homeopatia Méx ; 84(696): 5-12, Mayo-jun. 2015. ilus
Artigo em Espanhol | LILACS | ID: lil-786709

RESUMO

El dinamismo vital ha tenido diversas interpretaciones a lo largo del tiempo. El maestro Samuel Hahnemann ha sido pionero al dar una primera concepción a la fuerza y al sistema que controlan el equilibrio en el organismo. Visionario para su tiempo y sin las herramientas que ahora acompañan a la biología molecular, élsupo conjeturar que existía un procesamiento complejo en cada una de las células que nos conforman como seres vivos y que, gracias al avance tecnológico, hoy recibe el nombre de dogma central de la biología molecular, mismo que se encuentra compuesto por la replicación del ADN, la transcripción del ARN y la traducciónde las proteínas, asegurando así la ejecución de la vida mediante un mecanismo siempre dinámico...


The vital dynamism has undergone various interpretations over time. The teacher Samuel Hahnemann pioneered the first notion about both the strength and the system that control the body balance. Visionary for his time and without the tools now accompanying the molecular biology, he envisioned that there existed a complex processing in every cell making us up as living beings, and that thanks to technological breakthroughs, today it is called the central dogma of molecular biology, which is composed of the replication of DNA, RNA transcription and protein translation, thus ensuring the realization of life through an ever dynamic mechanism...


Assuntos
Humanos , Transcrição Genética , Energia Vital em Homeopatia , Vitalismo , DNA , RNA
4.
São Paulo; Marcus Zulian Teixeira; 3 ed; 2015. 450 p.
Monografia em Português | LILACS, HomeoIndex - Homeopatia | ID: biblio-909922

RESUMO

Além da materialidade grosseira do corpo físico, sempre se acreditou na existência de uma natureza imaterial do homem, assumindo várias conotações ao longo das diversas épocas e civilizações humanas. Em todas as filosofias e religiões, termos como alma, espírito, mente, força vital, etc. são citados, representando uma entidade energética-espiritual com ascendência sobre a entidade orgânica-material. Além disso, atribui-se ao Espírito (Alma) uma natureza eterna, imortal, ao contrário da existência limitada e passageira do corpo físico. Até o século XIX, existia na Medicina a noção de uma força vital responsável pela manutenção do equilíbrio das funções orgânicas e da saúde, sendo substituída, no século XX, pelos princípios cartesianos que localizaram a causa das doenças nos órgãos, nos tecidos e nas células. Dentre as especialidades médicas atuais, a Homeopatia apresenta em seu corpo doutrinário concepções científicas e filosóficas. Dentre essas, propaga a noção de que o binômio saúdedoença se fundamenta num substrato material-energético (corpo físico-força vital). Apesar de utilizar esse conceito filosófico para tentar explicar a gênese profunda das enfermidades, apresenta um modelo terapêutico fundamentado nos conhecimentos experimentais e científicos da Medicina moderna. Nessa obra, procuramos estudar comparativamente as diversas escolas médicas (Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Ayurvédica e Medicina Antroposófica) e filosóficas (Hinduismo, Ocultismo, Teosofia, Rosacruz, Cabala e Espiritismo) que valorizam os veículos sutis de manifestação da individualidade humana (princípio vital, mente, alma, espírito, etc.), evidenciando, através das inúmeras semelhanças conceituais encontradas, que este conhecimento metafísico se originou de uma fonte primordial comum, incorporando-se à cultura de todas as civilizações primevas. Através das inúmeras citações e referências bibliográficas desta obra, o leitor poderá se aprofundar no estudo desta natureza imaterial humana, sem que alimentemos a pretensão de esgotar um assunto de tamanha complexidade e importância para o entendimento do homem e de seu papel no atual ciclo de evolução da Terra.


Assuntos
Filosofia Homeopática , Homeopatia , Vitalismo
5.
São Paulo; Teixeira, Marcus Zulian; 2 ed; 2015. 339 p.
Monografia em Português | LILACS, HomeoIndex - Homeopatia | ID: biblio-909924

RESUMO

Além da materialidade grosseira do corpo físico, sempre se acreditou na existência de uma natureza imaterial do homem, assumindo várias conotações ao longo das diversas épocas e civilizações humanas. Em todas as filosofias e religiões, termos como alma, espírito, mente, força vital, etc. são citados, representando uma entidade energética-espiritual com ascendência sobre a entidade orgânica-material. Além disso, atribui-se ao Espírito (Alma) uma natureza eterna, imortal, ao contrário da existência limitada e passageira do corpo físico. Até o século XIX, existia na Medicina a noção de uma força vital responsável pela manutenção do equilíbrio das funções orgânicas e da saúde, sendo substituída, no século XX, pelos princípios cartesianos que localizaram a causa das doenças nos órgãos, nos tecidos e nas células. Dentre as especialidades médicas atuais, a Homeopatia apresenta em seu corpo doutrinário concepções científicas e filosóficas. Dentre essas, propaga a noção de que o binômio saúdedoença se fundamenta num substrato material-energético (corpo físico-força vital). Apesar de utilizar esse conceito filosófico para tentar explicar a gênese profunda das enfermidades, apresenta um modelo terapêutico fundamentado nos conhecimentos experimentais e científicos da Medicina moderna. Nessa obra, procuramos estudar comparativamente as diversas escolas médicas (Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Ayurvédica e Medicina Antroposófica) e filosóficas (Hinduismo, Ocultismo, Teosofia, Rosacruz, Cabala e Espiritismo) que valorizam os veículos sutis de manifestação da individualidade humana (princípio vital, mente, alma, espírito, etc.), evidenciando, através das inúmeras semelhanças conceituais encontradas, que este conhecimento metafísico se originou de uma fonte primordial comum, incorporando-se à cultura de todas as civilizações primevas. Através das inúmeras citações e referências bibliográficas desta obra, o leitor poderá se aprofundar no estudo desta natureza imaterial humana, sem que alimentemos a pretensão de esgotar um assunto de tamanha complexidade e importância para o entendimento do homem e de seu papel no atual ciclo de evolução da Terra.


Assuntos
Filosofia Homeopática , Vitalismo
6.
Physis (Rio J.) ; 24(1): 291-310, Jan-Mar/2014.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-709893

RESUMO

Reflexões acerca de definições de conceitos de saúde e doença tendem a ser sempre atuais e pertinentes, visto que revelam, em diferentes épocas, o que as sociedades tendem a valorar de forma positiva e negativa, além de representarem importantes categorias nas imposições de normas sociais à vida. Consideramos que Canguilhem e Winnicott são autores que insistem no caráter relacional, e não essencial, dos processos que definem estados de saúde e doença, além do fato de enfatizarem discussões sobre o que seria o indivíduo saudável. Desta forma, propomos como objetivo geral promover um estudo sobre as teorias dos referidos autores, examinando mais especificamente as concepções que defendem o tema da saúde, assim como investigar algumas articulações entre ambas as teorias e posteriormente discutir a possibilidade de o conceito canguilhemiano de normatividade vital trazer potencialidades e novas contribuições para uma prática clínica winnicottiana...


Reflections on definitions of concepts of health and illness tend to be always current and relevant, as they reveal, at different times, what societies tend to value positively and negatively, and are important categories on the demand of social norms to life. We believe that Canguilhem and Winnicott are authors who insist on the relational, and not essential character of processes that defines states of health and disease, besides emphasizing discussions about what would be the healthy individual. Thus, we propose a general objective to promote a study on the theories of these authors, specifically examining the concepts that advocate the subject of health, as well as investigating some connections between both theories and then discuss the possibility of the Canguilhemian concept of vital normativity to bring potentialities and new contributions to a Winnicottian clinical practice...


Assuntos
Processo Saúde-Doença , Conhecimento , Vitalismo
8.
Pesqui. homeopática ; 26(1): 17-20, jan.-jun. 2011.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-614005

RESUMO

O autor apresenta uma revisão histórica sobre a importante questão do vitalismo proposta por Hahnemann até a visão da atualidade.


Assuntos
Humanos , Energia Vital em Homeopatia/história , Homeopatia , Vitalismo
9.
Rev. homeopatia (Säo Paulo) ; 74(3,n.esp): 17-17, 2011.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-620739

RESUMO

Esta pesquisa tematiza o conceito saúde na perspectiva dos modelos médicos vitalistas, situando-se no eixo da dimensão doutrina médica das racionalidades médicas, e temcomo objeto de estudo os vitalismos de Hahnemann e Nietzsche. A partir dolevantamento e análise bibliográfica de textos e da abordagem disciplinar histórica e filosófica, teve como objetivos analisar os conceitos de vida, saúde, doença e cura presentes nos pensamentos desses autores, traçar correspondências e explicitar asdiferenças dos pensamentos envolvidos. Como apoios teóricos, utilizaram-se ostrabalhos de Canguilhem, Luz e Foucault.


Assuntos
Filosofia Homeopática , Vitalismo
10.
Rev. homeopatia (Säo Paulo) ; 74(3,n.esp): 11-11, 2011.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-620745

RESUMO

O vitalismo tem sido, até estudos recentes, negligenciado pela historiografia, sendoescassamente mencionado nos principais livros de referência sobre a história dasciências do século XVIII. Até a segunda metade do século XX, o vitalismo era nomáximo apresentado como uma retrógrada corrente anti-iluminista, e historiadores,filósofos e pensadores do Iluminismo consideravam a doutrina mecanicista como aherdeira da “Revolução Científica”, bem como a corrente dominante no mundo das“ciências da vida” ao longo de todo século XVIII.


Assuntos
Vitalismo
11.
Rev. homeopatia (Säo Paulo) ; 73(1/2): 80-80, 2010.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-552713

RESUMO

Tese de doutorado em Saúde Coletiva, apresentada a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Esta pesquisa tematiza o conceito saúde na perspectiva dos modelos médicos vitalistas, situando-se no eixo da dimensão doutrina médica das Racionalidades Médicas e tem como objeto de estudo os vitalismos de Hahnemann e Nietzsche. A partir do levantamento e análise bibliográfica de textos e da abordagem disciplinar histórica e filosófica, teve como objetivos analisar os conceitos de vida, saúde, doença e cura presentes nos pensamentos destes autores, traçar correspondências e explicitar as diferenças dos pensamentos envolvidos. Como apoios teóricos os trabalhos de Canguilhem, Luz e Foucault. Partindo da ênfase na atitude vital do sujeito em seu processo de saúde-doença-convalescença-cura que ambos pensadores destacam buscou-se avaliar as hipóteses de o vitalismo hahnemanniano se assemelhar ao nietzscheano e se seria possível afirmar que a busca da “grande saúde” equivaleria à meta do tratamento homeopático ao contemplar a “liberdade do espírito” na conquista da ampliação da normatividade vital. Concluiu-se que os vitalismos de Hahnemann e Nietzsche são semelhantes na medida em que as bases de seus pensamentos ressaltam a vida enquanto um jogo de forças e luta, onde enfatizam a irredutibilidade dos fenômenos dos vivos às propriedades físico-químicas; a concepção dos seres humanos como totalidades únicas e singulares nas quais há um jogo de forças atuantes, promovendo diferentes saúdes no mesmo indivíduo, de acordo com as variadas fases da vida; e as hierarquias existentes entre as forças, resultando em análises diagnósticas, possibilidades de intervenção terapêutica e acompanhamento do processo saúde-doença.


Assuntos
Homeopatia , Vitalismo
12.
Homeopatia Méx ; 79(665): 5-24, 2010. ilus, tab
Artigo em Espanhol | LILACS | ID: lil-561009

RESUMO

En cuanto entendamos que es la Energía universal, que es la Energía vital, cuál es su Mecanismo de acción en los seres vivos, entonces sabremos y entenderemos realmente qué es la Homeopatía.


Assuntos
Energia Vital em Homeopatia/história , Proteínas Luminescentes , Vitalismo
13.
Rio de Janeiro; s.n; 20100000. 103 p.
Tese em Português | LILACS | ID: lil-616517

RESUMO

A dissertação comenta criticamente as interpretações recentes referentes ao vitalismo no século XVIII, dedicando atenção especial aos Nouveuax Éléments de la Science de l’Homme (publicado primeiramente em 1778), de Paul-Joseph Barthez (1734-1806). Até a segunda metade do século XX, como é primeiramente argumentado nesta dissertação, intérpretes do iluminismo entendiam a doutrina mecanicista como a herdeira direta da Revolução Científica, bem como a corrente dominante no mundo das “ciências da vida” ao longo de todo o século XVIII. Assim, na historiografia do século passado, o vitalismo era ou escassamente mencionado, ou visto como uma retrógrada corrente anti-iluminista. Mais recentemente, vários historiadores e pesquisadores da história das ciências no século XVIII (sobretudo Williams e Reill) entendem o iluminismo de um modo mais amplo e plural, considerando o “vitalismo iluminista” (um termo proposto por Reill) como parte integrante de um conceito mais dinâmico de iluminismo. A seguir, são apresentados a doutrina mecanicista e seus conceitos centrais, bem como as ideias de alguns dos principais representantes do mecanicismo no século XVII e início do XVIII, no caso, mais especificamente, do mecanicismo newtoniano. Em seguida, são expostos e comentados a doutrina vitalista e seus conceitos, no que é dado destaque ao vitalismo na Universidade de Montpellier. Nesse contexto, são comentados conceitos vitalistas, tal como apresentados nos Nouveuax Éléments de la Science de l’Homme, no qual Barthez propõe uma “nova fisiologia” baseada no “princípio vital”; nisso são apresentados sua metodologia de pesquisa, o conceito de “princípio vital”, as “forças sensitivas” e “motrizes” do princípio da vida, além dos conceitos de “simpatia”, “sinergia” e, por fim, o conceito de “temperamento”...


Assuntos
Energia Vital em Homeopatia/história , Medicina/tendências , Filosofia Médica , Vitalismo/história
14.
Rio de Janeiro; s.n; 2010. 215 p.
Tese em Português | LILACS | ID: lil-601252

RESUMO

Esta pesquisa tematiza o conceito saúde na perspectiva dos modelos médicos vitalistas, situando-se no eixo da dimensão doutrina médica das Racionalidades Médicas, e tem como objeto de estudo os vitalismos de Hahnemann e Nietzsche. A partir do levantamento e análise bibliográfica de textos e da abordagem disciplinar histórica e filosófica, teve como objetivos analisar os conceitos de vida, saúde, doença e cura presentes nos pensamentos desses autores, traçar correspondências e explicitar as diferenças dos pensamentos envolvidos. Como apoios teóricos os trabalhos de Canguilhem, Luz e Foucault. Partindo da ênfase na atitude vital do sujeito em seu processo de saúde doença convalescença-cura, que ambos pensadores destacam, buscou-se avaliar as hipóteses de o vitalismo hahnemanniano se assemelhar ao nietzscheano e se seria possível afirmar que a busca da “grande saúde” equivaleria à meta do tratamento homeopático ao contemplar a “liberdade do espírito” na conquista da ampliação da normatividade vital. Concluiu-se que os vitalismos de Hahnemann e Nietzsche são semelhantes na medida em que as bases de seus pensamentos ressaltam a vida enquanto um jogo de forças e luta, onde enfatizam a irredutibilidade dos fenômenos dos vivos às propriedades físico-químicas; a concepção dos seres humanos como totalidades únicas e singulares nas quais há um jogo de forças atuantes, promovendo diferentes saúdes no mesmo indivíduo, de acordo com as variadas fases da vida; e as hierarquias existentes entre as forças, resultando em análises diagnósticas, possibilidades de intervenção terapêutica e acompanhamento do processo saúde-doença. Correspondem a formas de olhar a vida humana de modo dinâmico, valorizando todos os aspectos físicos, mentais, emocionais e as interações/relações com o meio em que vive...


Assuntos
Humanos , Energia Vital em Homeopatia/história , Filosofia Homeopática/história , Filosofia Homeopática/tendências , História da Homeopatia/tendências , Homeopatia/métodos , Vitalismo/história , Cura em Homeopatia/história , Cura em Homeopatia/métodos , Cura em Homeopatia/tendências , Nível de Saúde , Vida
15.
Homeopatia Méx ; 77(652): 20-37, ene.-feb. 2008.
Artigo em Espanhol | LILACS | ID: lil-514400

RESUMO

Al hablar de eternidad necesariamente pensamos en algoinfinito, atemporal, no ligado al transcurso del tiempo, ni tampocoal pensamiento del hombre en determinados momentosde su historia. La medicina homeopática, legado del inmortalHahnemann, no se fundamenta en los sistemas y criteriosfugaces y acordes a la moda que respaldan a la medicinatradicional, se asienta sobre ocho principios, que en realidadson leyes universales, tan vigentes en el principio de lostiempos como en la actualidad. No se puede hablar ni pensaren la Homeopatía sin referirse al concepto del dinamismovital, la energía de la vida que anima al cuerpo material,sobre la que actúan los remedios homeopáticos. Este principio,el séptimo de nuestros fundamentos, es uno de losmás discutidos, sin embargo, ha sido vislumbrado por los grandespensadores de la humanidad a través de toda nuestrahistoria. Este pequeño ensayo trata de sacar a relucir las principalescoincidencias del pensamiento hahnemanniano eneste sentido, especialmente en lo relacionado con la historiade la medicina.


Assuntos
Homeopatia , Vitalismo/história
16.
Int. j. high dilution res ; 7(24): 140-146, 2008.
Artigo em Inglês | LILACS | ID: lil-529833

RESUMO

The present paper reviews Vitalism as the basis for S. Hahnemann’s initial formulation of Homeopathy through the lens of the notions of Vitalism and vital normativeness formulated in the 20th century by French physician and historian of science Georges Canguilhem. Hahnemann described disease as a disarrangement of the organism as a whole, carrying the mark of the individual affected. Similarly, Canguilhem stated that symptoms only have meaning within their specific context and express a global disturb. Hahnemann gave health a positive definition as the state of equilibrium of the vital force – the latter understood as an essential quality of matter composing living beings and corresponding to a conception of Vitalism that holds totality as self-organized. Canguilhem would define Vitalism as the simple acknowledgement of the originality of life regarding lifeless matter, and described life as a dynamic polarity. In this context, illness is seen as a way to compel the organism to seek a new equilibrium to maintain homeostasis, health and healing are both integral parts of the self-organization of living beings and dichotomy of the process health/disease is a mere linguistic artifact.


Este trabalho revê o Vitalismo como base da inicial formulação da Homeopatia por Hahnemann através das noções de Vitalismo e normatividade vital formulada no século XX pelo médico e historiador da ciência francês George Canquilhem. Hahneman descreve a doença como um desequilíbrio no organismo como um todo, carregando a marca da afecção individual. Similarmente, Canguilhem afirma que os sintomas somente têm siginificado dentro de seu específico contexto e expressa um distúrbio global. Hahnemann dá à saúde uma definição positiva como o estado de equilíbrio da força vital - mais tarde compreendida como uma qualidade essencial da matéria que compõe os seres vivos e que corresponde a uma concepção de Vitalismo que entende a totalidade como auto-organização. Canguilhem definiu o Vitalismo como o simples reconhecimento da originalidade da vida e a descreve como uma polaridade dinâmica. Neste contexto, doença é vista como um modo de compelir o organismo a conquistar um novo equilíbrio para sustentar a sua homeostase; saúde e cura são ambos parte integrante da auto-organização dos seres vivos e a dicotomia do processo saúde/doença é mero artefato de linguagem.


Assuntos
História do Século XX , Homeopatia , Vitalismo
17.
Physis (Rio J.) ; 17(3): 429-450, 2007.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-474567

RESUMO

Ao investigar o significado do conceito de physis em Aristóteles, Heidegger parece defender a idéia de que o corpo físico guarda em si um poder espontâneo de cura, correspondendo à conhecida noção da natura medicatrix. Contudo, em suas exposições nos seminários de Zollikon, ele deixa claro que a saúde e a enfermidade são apenas modos existenciais do Dasein como ser-no-mundo. Por isso, o corpo, com sua fisiologia e sua patologia, estão sempre submetidos ao domínio da essência ex-tática do Dasein; o homem jamais é natureza, como pressupõe a ontologia cartesiana. O artigo realiza um confronto entre essas duas abordagens de Heidegger. Mostra também as conseqüências de três determinações da saúde que são as únicas coerentes com a ontologia fundamental de Heidegger: a enfermidade é uma privação ontológica; a saúde é a potencialidade de ser do Dasein em sua essência ex-tática; o estresse e a enfermidade relacionam-se com o círculo hermenêutico de interpelações e respostas que o Dasein mantém em seu vínculo essencial com o mundo.


In his study about the meaning of the Aristotle's concept of physis, Heidegger seems to espouse the idea that human physical body keeps inside itself a spontaneous power of healing, that responds to the well-known notion of natura medicatrix. However, at the Zollikon seminars, he made clear that health and disease are nothing else than modes of Dasein's existential ways of being-in-the-world. Thus the body, its physiology and pathology are always submitted to the sway of the unfolding essence of Dasein; man never is nature as thinks the Cartesian ontology. This article carries through a confrontation between these two Heidegger's approaches to health. It also shows the consequences of three determinations of health in Heidegger's thought that are coherent with his fundamental ontology: a) disease is a an ontological privation; b) health is a potentiality of the being of Dasein in its unfolding essence; c) stress and disease relate to the hermeneutical circle of addresses and answers that Dasein upholds in its essential bond to the world.


Assuntos
Humanos , Filosofia Médica/história , Filosofia Médica , Saúde Pública/tendências , Vitalismo/história , Doença , Saúde , Natureza
18.
Physis (Rio J.) ; 17(3): 451-464, 2007.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-474568

RESUMO

Discutimos a epistemologia das ciências da vida e das ciências da saúde de Georges Canguilhem, revendo sua crítica à concepção mecanicista da normalidade e da patologia e seu posicionamento frente ao vitalismo. Sugerimos que, enfatizando o conceito de "normatividade da vida", Canguilhem teria apontado para uma superação da oposição entre mecanicismo e vitalismo. Para tal, fazemos uma breve comparação da "normatividade da vida" com o conceito contemporâneo de auto-organização de Michel Debrun, argumentando que a emergência da norma vital se situa num estágio secundário de um processo de (auto-)organização da vida e, portanto, tal normatividade não teria a conotação vitalista, erroneamente atribuída a Canguilhem.


We discuss the epistemology of the sciences of life and health elaborated by Georges Canguilhem. First we review his criticism to mechanicist concepts of normality and pathology, and his position regarding vitalism. We suggest that, when emphasizing the concept of "normativity of life", Canguilhem goes beyond the dichotomy of mechanism and vitalism. We make a brief comparison of his concept of "normativity of life" with the contemporary concept of "self-organization" proposed by Michel Debrun, arguing that the emergency of the vital norm occurs on the second stage of the process of life self-organization and therefore such normativity does not have the vitalist connotation erroneously attributed to Canguilhem.


Assuntos
Humanos , Conhecimento , Filosofia Médica , Vitalismo/história , Disciplinas das Ciências Biológicas/história , Ciências da Saúde
20.
Rev. colomb. filos. ciencia ; 1(2/3): 35-53, ene. 2000.
Artigo em Espanhol | LILACS | ID: lil-386019

RESUMO

The incorporaction of the subject in natural sciences or the revival of vitalism: the two classical rationalities Known as mechanistic and vitalist are examined according to the localization of the observers. Thus, the mechanistic approach is equated with an externalist perspective, while vitalism is shown to be congruent with an internalist outlook. The existence of natural internal observers , or agents that blong to the same scale of the observed objects, explanins the appearance of vialis approaches. Furthermore, an epistemological analysis of (form) is persented in order to explain the prevalence of the (formal cause) over the other aristotelian causes. The (formal cause) that explain an internal activity is recuperated as one examines the development of natural sciences.


Assuntos
Disciplinas das Ciências Biológicas , Variações Dependentes do Observador , Filosofia , Vitalismo
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