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1.
Diagn. tratamento ; 24(4): [170-173], out - dez. 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1049394

RESUMO

Casais tendem a um declínio do interesse sexual, mais intenso na população feminina, acompanhado de menor satisfação conjugal. Mindfulness, ou consciência plena, é um estado caracterizado pela atenção centrada no momento. Possíveis mecanismos que tornam essa prática eficaz incluem: maior satisfação relacional, melhora na imagem corporal, maior consciência interoceptiva, diminuição do humor deprimido e da ansiedade. O treinamento na prática mindfulness baseia-se em oito sessões de grupo em que se associam diferentes procedimentos para a consciência corporal, tais como o escaneamento corporal, a respiração com atenção, a caminhada meditativa e os exercícios de compaixão e autocompaixão. Intervenções baseadas em mindfulness estimulam o foco nas sensações de excitação, o que pode melhorar a função sexual. A prática mindfulness desempenha papel importante no aumento da satisfação com o relacionamento conjugal e na habilidade do indivíduo em responder com menos emocionalidade ao estresse, além de favorecer a percepção positiva da relação, por melhorar a qualidade da comunicação durante uma interlocução. Atenção plena pode ajudar a amenizar interferências cognitivas durante a atividade sexual. O aumento da consciência corporal facilita a regulação emocional e comportamentos mais intencionais. A prática mindfulness atua nas barreiras psicológicas para uma experiência sexual satisfatória, diminuindo distrações relacionadas ao corpo e ao desempenho e melhorando a autoimagem genital, condições que favorecem a consciência interoceptiva e a satisfação conjugal.


Assuntos
Casamento , Disfunções Sexuais Psicogênicas , Saúde Sexual , Atenção Plena
2.
Diagn. tratamento ; 24(3): [106-110], jul - set. 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1026698

RESUMO

As parafilias, antes conhecidas como perversões sexuais, foram, ao longo da história, ora consideradas patologias ora não. Em 2013, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) estabeleceu a distinção entre parafilias e transtornos parafílicos (TP), a partir da qual somente os últimos passaram a ser considerados doenças e, portanto, passíveis de tratamento. A presença de comorbidades e a farmacologia das medicações utilizadas são de fundamental importância na escolha da abordagem dos TP. Drogas que inibem a atividade sexual (como antidopaminérgicos, serotoninérgicos, antiandrógenos e outras) podem ser prescritas conforme comorbidades sexuais, psiquiátricas ou sistêmicas. Tratar um transtorno exibicionista associado à doença de Wilson e a uma psicose orgânica é diferente de tratar este mesmo TP associado a hipotireoidismo e depressão, por exemplo. É recomendado que o comportamento parafílico seja inibido sem impedir que o sujeito mantenha a função sexual. No entanto, quando o risco de agressão sexual é maior, muitos autores indicam inibição mais intensa, por meio de antiandrógenos potentes, a chamada "castração química", a qual não está autorizada no Brasil.


Assuntos
Transtornos Parafílicos , Comorbidade , Sexualidade , Tratamento Farmacológico , Ética
3.
J. bras. psiquiatr ; 68(2): 110-120, abr.-jun. 2019. tab, graf
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-1019988

RESUMO

RESUMO Objetivo Revisar sistematicamente as informações disponíveis acerca da função sexual e/ou disfunção sexual em pacientes com transtorno depressivo maior (TDM) e/ou distimia (DIS). Métodos Foi realizada uma busca sistematizada na base eletrônica Medline por estudos que avaliavam a função/disfunção sexual em pacientes com TDM e DIS. Foram incluídos estudos publicados até junho de 2017. Artigos relevantes presentes nas referências dos artigos foram pesquisados manualmente e incluídos nesta revisão. Resultados Vinte estudos foram elegíveis para análise. Foi observada uma grande diversidade de resultados decorrente da heterogeneidade dos delineamentos empregados e devido aos diferentes métodos de avaliação utilizados. De forma geral, os dados provenientes demonstraram uma redução das principais funções sexuais em pacientes com TDM e DIS, tais como: libido (31%-32%), drive (31%-87%), excitação (29%-85%), ereção (18%-46%), lubrificação (18%-79%) e orgasmo (26%-81%). Aumento de libido (15%-22%) também foi descrito em alguns estudos. Conclusão A disfunção sexual é altamente prevalente na DIS e no TDM. Foram notadas diversas alterações de funcionamento sexual na população estudada. Discrepâncias acerca de suas prevalências podem ter ocorrido devido às variadas metodologias de análise utilizadas nos estudos.


ABSTRACT Objective To review the available data on the evaluation of sexual function and/or sexual dysfunction in patients with major depressive disorder (MDD) and/or Dysthymia (DYS) without pharmacological and psychotherapeutic treatment. Methods A systematic electronic search was conducted in the Medline database for studies that evaluated sexual function/dysfunction in patients with MDD and DYS. We included studies published up to June 2017. Relevant articles present in the articles references were manually searched and included in this review. Results Twenty studies were eligible for analysis. It was observed a variety of results due to the heterogeneity of the studies and due to the different evaluation methods used. In general, the data from these studies demonstrated a reduction of the main sexual functions in patients with MDD and DYS such as: libido (31%-32%), drive (31%-87%), arousal (29%-85%), erection (18%-46%), lubrication (18%-79%) and orgasm (26%-81%). Increased libido (15%-22%) has also been described in some studies. Conclusion Sexual dysfunction is highly prevalent in DYS and in MDD. Several sexual functioning alterations were observed in this study population. Prevalence discrepancies may have occurred due to the varied methodologies used in the studies.

4.
Adv Rheumatol ; 59(1): 13, 2019 03 22.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-30902114

RESUMO

OBJECTIVE: To evaluate sexual function female adolescents and young adults with juvenile idiopathic arthritis (JIA) and healthy controls. METHODS: After exclusion, 21 female adolescent and young JIA patients and 25 healthy controls were selected for this study. Sexual function was assessed by the Sexual Quotient Questionnaire for Females (SQQ-F) score, which is a validated tool and adapted for Brazilian Portuguese language. Demographic data, JIA clinical/laboratory parameters and treatment were also assessed. RESULTS: The median current age [26.5 (17-38.1) vs. 29.3 (19.7-35.8) years, p = 0.700)] as well as age at the first sexual activity [18 (14-30) vs. 17 (10-24) years, p = 0.158] were similar in JIA patients and healthy controls. The median of SQQ-F score was alike in both groups [75.9 (50-92) vs. 78.2 (58-94), p = 0.529], as well as frequencies of sexual dysfunction (14% vs. 12%, p = 1.000). The frequencies of all sexual domains (desire/sexual fantasies, desire/interest, arousal/foreplay, arousal/lubrication, arousal/in tune with partner, penetration/relaxation, pain/penetration, desire/involvement, orgasm and general satisfaction scores) were similar in JIA patients and healthy controls (p > 0.05). CONCLUSIONS: To our knowledge, this was the first study using a validated sexual score in a chronic arthritis population suggesting a low frequency of overall sexual dysfunction in young JIA patients. Future multicenter studies with a large sample will be necessary to confirm this finding.

6.
Adv Rheumatol ; 59: 13, 2019. tab
Artigo em Inglês | LILACS-Express | ID: biblio-1088595

RESUMO

Abstract Objective: To evaluate sexual function female adolescents and young adults with juvenile idiopathic arthritis (JIA) and healthy controls. Methods: After exclusion, 21 female adolescent and young JIA patients and 25 healthy controls were selected for this study. Sexual function was assessed by the Sexual Quotient Questionnaire for Females (SQQ-F) score, which is a validated tool and adapted for Brazilian Portuguese language. Demographic data, JIA clinical/laboratory parameters and treatment were also assessed. Results: The median current age [26.5 (17-38.1) vs. 29.3 (19.7-35.8) years, p = 0.700)] as well as age at the first sexual activity [18 (14-30) vs. 17 (10-24) years, p = 0.158] were similar in JIA patients and healthy controls. The median of SQQ-F score was alike in both groups [75.9 (50-92) vs. 78.2 (58-94), p = 0.529], as well as frequencies of sexual dysfunction (14% vs. 12%, p = 1.000). The frequencies of all sexual domains (desire/sexual fantasies, desire/interest, arousal/foreplay, arousal/lubrication, arousal/in tune with partner, penetration/relaxation, pain/penetration, desire/involvement, orgasm and general satisfaction scores) were similar in JIA patients and healthy controls (p > 0.05). Conclusions: To our knowledge, this was the first study using a validated sexual score in a chronic arthritis population suggesting a low frequency of overall sexual dysfunction in young JIA patients. Future multicenter studies with a large sample will be necessary to confirm this finding.

7.
Diagn. tratamento ; 23(4): [147-151], out-dez 2018.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-987487

RESUMO

A crescente visibilidade da comunidade de indivíduos transgêneros tem despertado interesse entre os profissionais de saúde para uma prática baseada no conhecimento dessa população (competências clínicas, conhecimento das normas de cuidados) e, principalmente, em competência cultural. A existência de dois gêneros (masculino ou feminino) foi questionada por novo paradigma (conceito de sexo não binário e diversidade de expressão da identidade de gênero). Nesse novo paradigma, as opções de acompanhamento para aqueles que desejam adequação física e do papel social de gênero são: terapia hormonal e cirurgias para adequação de características sexuais secundárias ou mais amplas ­ com a clareza de que a não conformidade entre o sexo atribuído ao nascimento e a identidade de gênero não é, por si só, patológica. Intervenções físicas e psíquicas são feitas quando o indivíduo transgênero reporta sofrimento com essa condição, isto é, a disforia de gênero. Tais intervenções visam atender às necessidades próprias de cada indivíduo. Estigma, preconceito e discriminação criam um ambiente social hostil e estressante que contribui para maior vulnerabilidade e consequente comprometimento da saúde mental. Experiências adversas relacionadas com a expressão da identidade de gênero resultam em expectativas de vitimização ou rejeição futuras e consequente "transfobia" internalizada. Profissionais de saúde mental devem abordar os efeitos negativos desse estigma, ajudando esses indivíduos a encontrar uma expressão de gênero confortável e, se for o caso, facilitar as alterações de papel de gênero ou até mesmo a revelação dessa condição em seu contexto familiar e/ou social, dependendo do que for mais saudável e desejável, caso a caso.


Assuntos
Humanos , Psicodrama , Psicoterapia , Comportamento Sexual , Saúde Mental , Pessoas Transgênero , Disforia de Gênero
8.
Diagn. tratamento ; 23(1): 24-27, 06/04/2018.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-882169

RESUMO

Em diversos estudos, as mulheres são definidas como mais propensas a atitudes pró-sociais, em comparação aos homens. Especula-se que essas diferenças de comportamento se devem às influências sociais. Entretanto, pesquisadores da Universidade de Zurich creditam essa diferença a questões de ordem biológica. O presente artigo consiste em síntese e comentário desse estudo, intitulado "The dopaminergic reward system underpins gender differences in social preferences", o qual verificou que o sistema de recompensa dopaminérgico das mulheres reage mais fortemente a comportamentos pró-sociais e o dos homens a comportamentos não sociais. Estudos anteriores já haviam demonstrado diferenças nas preferências entre os gêneros de bebês recém-nascidos e a influência no nível de testosterona fetal na tendência de crianças para sistematizar (analisar e construir sistemas) ou "empatizar" (perceber informações não verbais no comportamento). Diferenças de gênero entre habilidades e tendências comportamentais podem ter uma base biológica subjacente para além de influências sociais. Esta base incluiria a atuação hormonal no período gestacional e uma consequente diferenciação de funcionamento das estruturas cerebrais, em especial do sistema de recompensa e do sistema límbico.


Assuntos
Comportamento de Escolha , Corpo Estriado , Dopaminérgicos , Identidade de Gênero , Recompensa
9.
Sci Rep ; 8(1): 736, 2018 01 15.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-29335438

RESUMO

Many previous magnetic resonance imaging (MRI) studies have documented sex differences in brain morphology, but the patterns of sexual brain differences in transgender women - male sex assigned at birth - with a diagnosis of gender dysphoria (TW) have been rarely investigated to date. We acquired T1-weighted MRI data for the following four (n = 80) groups: treatment-naïve TW (TNTW), TW treated with cross-sex hormones for at least one year (TTW), cisgender men, and cisgender women (cisgender individuals as controls). Differences in whole-brain and regional white matter volume and grey matter volume (GMV) were assessed using voxel-based morphometry. We found lower global brain volumes and regional GMVs in a large portion of the posterior-superior frontal cortex in the cisgender women group than in the TTW and cisgender men groups. Additionally, both transgender groups exhibited lower bilateral insular GMVs than the cisgender women group. Our results highlight differences in the insula in both transgender groups; such differences may be characteristic of TW. Furthermore, these alterations in the insula could be related to the neural network of body perception and reflect the distress that accompanies gender dysphoria.


Assuntos
Hormônios Esteroides Gonadais/administração & dosagem , Substância Cinzenta/anatomia & histologia , Pessoas Transgênero , Substância Branca/anatomia & histologia , Adulto , Antropometria , Feminino , Humanos , Imagem por Ressonância Magnética , Pessoa de Meia-Idade , Adulto Jovem
10.
In. Jesus, Neuza Maria de; Soares Junior, José Maria; Moraes, Sandra Dircinha Teixeira de Araújo. Adolescência e Saúde 4: Construindo saberes, unindo forças, consolidando direitos. São Paulo, Instituto de Saúde, 2018. p.63-65.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-HMLMBACERVO, SESSP-HMLMBPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-37924
11.
In. Jesus, Neuza Maria de; Soares Junior, José Maria; Moraes, Sandra Dircinha Teixeira de Araújo. Adolescência e Saúde 4: Construindo saberes, unindo forças, consolidando direitos. São Paulo, Instituto de Saúde, 2018. p.63-65.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-HMLMBACERVO, SESSP-HMLMBPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1086487
12.
Diagn. tratamento ; 22(4): 176-179, Out.-dez. 2017.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-875488

RESUMO

Genericamente, os indivíduos que apresentam incongruência na percepção do próprio gênero, em relação ao gênero que lhes foi atribuído ao nascimento, são denominados transgêneros. Aqueles que se identificam como transgêneros apresentam maiores índices de depressão, ansiedade, angústia, ideação suicida e tentativas de suicídio, em relação à população em geral. Apesar dessas diferenças, muitos transgêneros relatam preocupações e dificuldades em buscar serviços de saúde, por estes não contarem com preparo para atender essas demandas. Diversos estudos procuraram identificar como é realizada a abordagem das particularidades desse grupo de pessoas pelos profissionais da saúde. Essas pesquisas relatam atitudes que poderiam parecer ou serem consideradas discriminatórias e fóbicas por parte dos especialistas, e salientam que essas atitudes podem dever-se a falta de conhecimento, treinamento e educação durante os cursos de formação profissional. Vários desses estudos apontam a importância de disciplinas específicas constarem na graduação, assim como nos programas de educação continuada. Fornecer cuidados de saúde sensíveis a suas singularidades e otimizar as transições físicas que permitam a essas pessoas sentirem maior conforto com o gênero com o qual se identificam são aspectos que merecem atenção por parte dos profissionais da saúde.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Educação , Pessoal de Saúde , Acesso aos Serviços de Saúde , Programa , Pessoas Transgênero
13.
Sex Med ; 5(3): e148-e155, 2017 Sep.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-28823312

RESUMO

INTRODUCTION: Spinal cord injury (SCI) is usually a sudden traumatic event and has a negative effect on sexual function. AIM: To evaluate the characteristics of sexual activity in men with SCI and identify predictors of being sexually active and having a satisfactory sex life. METHODS: We assessed sexual activity profiles of men with SCI from a Brazilian tertiary rehabilitation center from February to August 2012. All patients older than 18 years with SCI for longer than 1 year were invited to participate. We analyzed age, time since SCI, patient age at SCI, employment status, partner status, completeness of lesion, functional independence, urinary continence, and Sexual Health Inventory for Men (SHIM) score. MAIN OUTCOME MEASURES: The SHIM was used to assess erectile function (EF). Satisfaction with sex life was analyzed as a dichotomous variable. Predictors of an active and satisfactory sex life were identified using univariable and multivariable analyses. RESULTS: We evaluated 295 men with mean age of 40.7 ± 14.5 years. Most patients had a complete SCI (65.1%) and 159 (53.9%) were incontinent. The median SHIM score was 5 (interquartile range = 0-16) and only 71 men (24.1%) had a SHIM score of at least 17. Of these men, 159 (53.9%) were sexually active. Only 63 men (39.6%) were satisfied with their sex life after SCI. In univariable analysis, all variables were associated with an active sex life. Those with a SHIM score of at least 17 had a greater likelihood of being sexually active (odds ratio = 116, 95% confidence interval = 14-432). EF was the only parameter associated with a satisfactory sex life (odds ratio = 1.3, 95% confidence interval = 1.2-1.4). CONCLUSIONS: Most men with SCI were sexually inactive and/or dissatisfied with their sex life. Age, duration of SCI, completeness of SCI, continence, having a partner, and good EF were identified as predictors of an active sex life. However, only EF was a predictor of a satisfactory sex life. Gomes CM, Miranda EP, de Bessa J, et al. Erectile Function Predicts Sexual Satisfaction in Men With Spinal Cord Injury. Sex Med 2017;5:e148-e155.

14.
Rev. bras. reumatol ; 57(2): 134-140, Mar.-Apr. 2017. tab
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-844216

RESUMO

Abstract Introduction: To date, there are no descriptions in the literature on gynecologic and sexual function evaluation in female patients with dermatomyositis (DM) and polymyositis (PM). Objective: To assess sexual function in female patients with DM/PM. Patients and methods: This is a monocentric, cross-sectional study in which 23 patients (16 DM and 7 PM), with ages between 18 and 40 years, were compared to 23 healthy women of the same age group. Characteristics on sexual function were obtained by applying the questionnaires Female Sexual Quotient (FSQ) and Female Sexual Function Index (FSFI) validated for the Brazilian Portuguese language. Results: The mean age of patients was comparable to controls (32.7 ± 5.3 vs. 31.7 ± 6.7 years), as well as the distribution of ethnicity and socioeconomic class. As for gynecological characteristics, patients and healthy controls did not differ with respect to age at menarche and percentages of dysmenorrhea, menorrhagia, premenstrual syndrome, pain at mid-cycle, mucocervical secretion, and vaginal discharge. The FSQ score, as well as all domains of the FSFI questionnaire (desire, arousal, lubrication, orgasm and satisfaction), were significantly decreased in patients vs. controls, with 60.9% of patients showing some degree of sexual dysfunction. Conclusions: This was the first study to identify sexual dysfunction in patients with DM/PM. Therefore, a multidisciplinary approach is essential for patients with idiopathic inflammatory myopathies, in order to provide prevention and care for their sexual life, providing a better quality of life, both for patients and their partners.


Resumo Introdução: Até o presente momento, não há descrições na literatura da avaliação ginecológica e da função sexual em pacientes do sexo feminino com dermatomiosite (DM) e polimiosite (PM). Objetivos: Avaliar a função sexual em pacientes do sexo feminino com DM/PM. Casuística e métodos: Estudo transversal unicêntrico em que 23 pacientes (16 DM e sete PM), entre 18 e 40 anos, foram comparadas com 23 mulheres saudáveis, com a mesma faixa etária. As características sobre a função sexual foram obtidas por meio da aplicação dos questionários Female Sexual Quotient (FSQ) e Female Sexual Function Index (FSFI) validados para a língua portuguesa do Brasil. Resultados: A média de idade das pacientes foi comparável à dos controles (32,7 ± 5,3 vs. 31,7 ± 6,7 anos), assim como a distribuição de etnia e da classe socioeconômica. Quanto às características ginecológicas, pacientes e controles saudáveis não apresentaram diferenças em relação à idade na menarca e às porcentagens de dismenorreia, menorragia, síndrome pré-menstrual, dor no meio do ciclo, secreção mucocervical e corrimento vaginal. O escore de pontuação do FSQ, assim como todos os domínios do questionário do FSFI (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação), estavam significantemente diminuídos nas pacientes comparativamente com os controles, 60,9% das pacientes apresentavam algum grau de disfunção sexual. Conclusões: Este foi o primeiro estudo que identificou disfunção sexual nas pacientes com DM/PM. Assim, uma abordagem multidisciplinar é essencial para pacientes com miopatias inflamatórias idiopáticas para fornecer medidas de prevenção e cuidados para sua vida sexual e propiciar uma melhor qualidade de vida das pacientes e de seus parceiros.


Assuntos
Humanos , Feminino , Adulto , Adulto Jovem , Disfunções Sexuais Fisiológicas/complicações , Disfunções Sexuais Fisiológicas/fisiopatologia , Inquéritos e Questionários , Polimiosite/complicações , Polimiosite/fisiopatologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/complicações , Disfunções Sexuais Psicogênicas/fisiopatologia , Dermatomiosite/complicações , Dermatomiosite/fisiopatologia , Qualidade de Vida , Disfunções Sexuais Fisiológicas/psicologia , Disfunções Sexuais Fisiológicas/epidemiologia , Brasil/epidemiologia , Comorbidade , Estudos Transversais , Polimiosite/psicologia , Polimiosite/epidemiologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/psicologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/epidemiologia , Dermatomiosite/psicologia , Dermatomiosite/epidemiologia
15.
Rev Bras Reumatol Engl Ed ; 57(2): 134-140, 2017.
Artigo em Inglês, Português | MEDLINE | ID: mdl-28343618

RESUMO

INTRODUCTION: To date, there are no descriptions in the literature on gynecologic and sexual function evaluation in female patients with dermatomyositis (DM) and polymyositis (PM). OBJECTIVE: To assess sexual function in female patients with DM/PM. PATIENTS AND METHODS: This is a monocentric, cross-sectional study in which 23 patients (16 DM and 7 PM), with ages between 18 and 40 years, were compared to 23 healthy women of the same age group. Characteristics on sexual function were obtained by applying the questionnaires Female Sexual Quotient (FSQ) and Female Sexual Function Index (FSFI) validated for the Brazilian Portuguese language. RESULTS: The mean age of patients was comparable to controls (32.7±5.3 vs. 31.7±6.7 years), as well as the distribution of ethnicity and socioeconomic class. As for gynecological characteristics, patients and healthy controls did not differ with respect to age at menarche and percentages of dysmenorrhea, menorrhagia, premenstrual syndrome, pain at mid-cycle, mucocervical secretion, and vaginal discharge. The FSQ score, as well as all domains of the FSFI questionnaire (desire, arousal, lubrication, orgasm and satisfaction), were significantly decreased in patients vs. controls, with 60.9% of patients showing some degree of sexual dysfunction. CONCLUSIONS: This was the first study to identify sexual dysfunction in patients with DM/PM. Therefore, a multidisciplinary approach is essential for patients with idiopathic inflammatory myopathies, in order to provide prevention and care for their sexual life, providing a better quality of life, both for patients and their partners.


Assuntos
Dermatomiosite/complicações , Dermatomiosite/fisiopatologia , Polimiosite/complicações , Polimiosite/fisiopatologia , Disfunções Sexuais Fisiológicas/complicações , Disfunções Sexuais Fisiológicas/fisiopatologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/complicações , Disfunções Sexuais Psicogênicas/fisiopatologia , Inquéritos e Questionários , Adulto , Brasil/epidemiologia , Comorbidade , Estudos Transversais , Dermatomiosite/epidemiologia , Dermatomiosite/psicologia , Feminino , Humanos , Polimiosite/epidemiologia , Polimiosite/psicologia , Qualidade de Vida , Disfunções Sexuais Fisiológicas/epidemiologia , Disfunções Sexuais Fisiológicas/psicologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/epidemiologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/psicologia , Adulto Jovem
16.
Rev. bras. psicodrama ; 24(2): 2-16, dez. 2016. tab
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-844155

RESUMO

Indivíduos transexuais foram divididos em dois grupos, para o seguimento psicoterapêutico semanal, no Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), desde 2011; o primeiro grupo, constituído por mulheres transexuais (MTS) - sexo masculino e que se identificam com o gênero feminino, e o segundo por homens transexuais (HTS) - sexo feminino e que se identificam com o gênero masculino. Foram levantados dados clínicos e psicodinâmicos desses grupos. Verificou-se ao longo dos anos a relevância dessa abordagem para dirimir conflitos e sofrimento associados com essa condição, além de terem sido notadas particularidades, durante o manejo dos grupos, relacionadas ao gênero com o qual os indivíduos se identificam.


Transsexual individuals were divided into two groups to follow-up their weekly treatment at Program on Sexuality Studies (ProSex) of Psychiatry Department of University of São Paulo Medical School, since 2011. The first group is transsexual women (MTF) - persons of the male sex who identify themselves with the female gender, and the second group is transsexual men (FTM) - persons of the female sex who identify themselves with male gender. Clinical and psychodynamic data of these groups were collected. Over the years, it was observed that this approach is very relevant in order to settle conflicts and distress associated with this condition. Also some characteristics of the groups management was noted in relation to the gender with which the individuals identify themselves.


Personas transexuales han sido divididas en dos grupos para proceder al tratamiento psicoterápico semanal en el Programa de Estudios en Sexualidad (ProSex) del Instituto de Psiquiatría (IPq) del Hospital das Clínicas de la Faculdade de Medicina de la Universidad de São Paulo (HC-FMUSP) desde 2011; el primer grupo, compuesto por mujeres transexuales (MTS) - sexo masculino que se identifican con el género femenino, y el segundo grupo, compuesto por hombres transexuales (HTS) - sexo femenino que se identifican con el género masculino. Se levantaron datos clínicos y psicodinámicos de estos grupos. Durante los últimos años, fue comprobado la pertinencia de esto enfoque en dirimir los conflictos y el sufrimiento asociados a esta condición, además de notar las particularidades del manejo de los grupos relacionado con el género con lo que los individuos se identifican.

17.
Diagn. tratamento ; 21(4): 186-189, Out.-Dez. 2016.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-2510

RESUMO

A intervenção de profissionais de diferentes áreas é necessária para a avaliação e o tratamento efetivos de indivíduos que sofrem por disfunção sexual. O paradigma atual preconiza o modelo biopsicossocial para a compreensão e o tratamento dessas queixas. Contando com mais de cinco décadas, desde o seu advento, a terapia sexual permanece viva e incorpora à sua prática importantes achados recentes da Psicologia e da Medicina. O planejamento terapêutico deve ser elaborado após elucidação de fatores predisponentes, precipitadores e mantenedores do problema. Apesar de apresentar e publicar resultados promissores, as intervenções psicoterápicas para as disfunções sexuais devem ser mais estudadas a fim de preencherem os requisitos de uma prática baseada em evidências. O sucesso da terapia sexual não se mensura a partir da frequência sexual ou das mudanças no tempo de latência ejaculatória e da rigidez peniana. Mais do que resgatar a função sexual, interessa conseguir a minimização/supressão do sofrimento, o prazer e a satisfação sexual do paciente.


Assuntos
Humanos , Psicoterapia , Terapêutica , Sexualidade , Disfunções Sexuais Psicogênicas , Sexologia
18.
Transl Androl Urol ; 5(4): 460-9, 2016 Aug.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-27652218

RESUMO

Ejaculatory function cannot be evaluated outside the dyadic process and without taking into account the men's and women's cognition of the condition and how their subjective perception impacts on the evaluation of the relationship and sexual quality. Although the distress of the sufferer and his partner has been a motivating factor in leading men with ejaculatory dysfunction to seek medical help, few objective or prospective evaluations of the effects on the couple have been reported. Specialized literature has been dealing with ejaculatory disorders in a heterogeneous manner. Comparatively, there are far more studies on premature ejaculation (PE) than on delayed ejaculation (DE) and even fewer studies on other male orgasm disorders. Therefore, the review focuses on the literature of the two most studied ejaculatory disorders. The matter presented in this article can also be considered for other ejaculatory disorders, since all of them relate to a failure of control, changing the intravaginal ejaculatory latency time (IELT), with consequences for men and their partners. There are multiple psychological explanations as to why a man develops PE or DE. Unfortunately, none of the theories evolve from evidence-based studies. The common final pathway of these factors is the irrational fear of ejaculating intravaginally. These sexual disorders may also cause personal distress for the sexual partner and decreased sexual satisfaction for the couple. An association between pre-existing anxiety disorders and sexual performance anxiety has been found in men and couples with ejaculatory dysfunction. This could reflect a process in which pre-existing anxiety triggers sexual dysfunction, causing performance anxiety and leading to a vicious cycle: anxiety, sexual dysfunction, more anxiety. Men with DE are similar to men with other sexual dysfunctions. They show the same elevated level of sexual dissatisfaction and they also show lower levels of coital frequency. To a lower extent, they use more masturbatory activity relative to controls. The burden of PE for the patient is revealed in three different levels: the emotional burden, the health burden, and the burden on the relationship. In terms of the emotional burden, there is often a sense of embarrassment and shame at not being able to satisfy their partner, and patients often have low self-esteem, feelings of inferiority, anxiety, anger, and disappointment. Men feel frustrated about their PE and how it affects their intimacy with their partners and the sexual relationship. In conclusion, ejaculatory dysfunction has a negative impact on both the man and his female partner and, consequently, it has implications for the couple as a whole. Additionally, ejaculatory dysfunction extending beyond a year elevates the risk of depression in these patients. Although partner perceptions of PE generally indicated less dysfunction than those of subjects, partner outcomes measures play a part in the assessment of PE. Ejaculatory dysfunction involves the integration of physiological, psychobehavioral, cultural, and relationship dimensions. All these elements need to be considered in the treatment.

19.
Diagn. tratamento ; 21(3): 142-145, jul.-set. 2016.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1378

RESUMO

Dada a alta prevalência do abuso sexual de mulheres, especificamente durante a infância e a adolescência, este artigo visa apresentar e comentar o estudo Sexual Conspecific Aggressive Response (SCAR): A Model of Sexual Trauma that Disrupts Maternal Learning and Plasticity in the Female Brain, de Shors e cols. O estudo em questão, que traz o primeiro modelo animal para investigar os mecanismos neuronais e comportamentais ativados no cérebro feminino como consequência da agressão sexual, verificou que ratas que sofreram abuso têm tanto o aprendizado de respostas condicionadas quanto o de comportamento materno comprometidos. Da mesma forma, outras publicações apontam que mulheres submetidas a abuso sexual durante a infância podem ter as mesmas dificuldades em decorrência dessa experiência estressante e traumática. Com base nesses achados, pode-se concluir que o impacto do abuso, para além das sequelas e do sofrimento pessoal das vítimas, pode ter alcance mais amplo, repercutindo sobre futuras gerações. Tal mecanismo de resposta, se confirmado em mulheres, ajudará no desenvolvimento de intervenções para recuperar meninas e jovens que sofreram violência sexual e trauma.


Assuntos
Animais , Feminino , Experimentação Animal , Abuso Sexual na Infância , Aprendizagem , Comportamento Materno
20.
Diagn. tratamento ; 21(2): 89-92, jun. 2016.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-784410

RESUMO

Os transtornos sexuais dolorosos estão classificados na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), no grupo das disfunções sexuais, tendo como base o modelo de ciclo de resposta sexual, criado por Masters e Johnson e adaptado por Kaplan. O artigo em pauta apresenta a evolução do diagnóstico e aspectos das classificações atuais, e a semelhança desses transtornos com outras condições dolorosas crônicas. Apesar de primordial, a investigação de causas orgânicas e o tratamento de patologias localizadas se mostrou insuficiente na compreensão da causa e das manifestações clínicas e no tratamento eficaz das mulheres acometidas. A observação clínica minuciosa, contemplando aspectos emocionais, comportamentos decorrentes da experiência da dor, condições psiquiátricas, como depressão e ansiedade, e relacionamento com parceria devem fazer parte da avaliação de todas essas pacientes. Os aspectos terapêuticos enfatizam a importância de uma equipe multidisciplinar, capaz de oferecer à mulher acompanhamento medicamentoso, psicoterápico, fisioterapêutico e psicoeducacional. A validação da experiência da dor, apesar de ausência de correlatos orgânicos, e a informação a respeito da repercussão de aspectos psico-lógicos na fisiopatologia do processo doloroso facilitam a implicação e postura ativa das pacientes no tratamento.


Assuntos
Disfunções Sexuais Fisiológicas , Dor Pélvica , Sexualidade , Dispareunia , Vaginismo
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