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Cad. Bras. Ter. Ocup ; 30: e3031, 2022.
Artigo em Português | LILACS-Express | LILACS, Index Psicologia - Periódicos | ID: biblio-1364617

RESUMO

Resumo Este ensaio objetiva refletir sobre o exercício profissional de terapeutas ocupacionais tomando como referencial teórico a concepção de cotidiano com base em Agnes Heller. Na terapia ocupacional, a discussão sobre cotidiano e vida cotidiana revela uma ênfase no seu uso como uma chave de leitura e de intervenção para pensar a vida das pessoas, grupos ou populações destinatárias das ações profissionais; assim, o foco tem sido sempre o cotidiano do outro. Propomos, neste artigo, um deslocamento reflexivo e problematizamos o cotidiano do profissional em si, entendendo que os limites e possibilidades no/do trabalho são tensionados no espaço da vida cotidiana em que o exercício profissional acontece e é atravessado pelas estruturas da cotidianidade. Discutimos o próprio cotidiano como locus de resistência à alienação e à possibilidade de suspensões temporárias da cotidianidade por meio de um trabalho crítico, capaz de articular as dimensões técnica, ética e política do exercício profissional, de transitar entre as esferas individual e coletiva na leitura e intervenção sobre as demandas profissionais, de superar a dicotomia teoria e prática e, assim, reafirmar o compromisso com a transformação da sociedade, em que lutas por redistribuição e reconhecimento produzam justiça e participação social.


Abstract This essay aims to reflect on the professional practice of occupational therapists taking as a theoretical reference the conception of everyday life by Agnes Heller. In occupational therapy, the discussion about everyday life and everyday life reveals an emphasis on its use as a key to reading and intervention to think about the lives of people, groups or populations that are recipients of professional actions; thus, the focus has always been the daily life of the other. We propose, in this article, a reflexive shift and we problematize the daily life of the professional themself, understanding that the limits and possibilities in/of work are tensioned in the space of everyday life in which professional practice takes place and is crossed by the structures of everyday life. We discuss daily life itself as a locus of resistance to alienation and the possibility of temporary suspensions of daily life through critical work, capable of articulating the technical, ethical and political dimensions of professional practice, of moving between the individual and collective spheres in reading and intervention on professional demands, to overcome the theory and practice dichotomy and, thus, reaffirm the commitment to the transformation of society, in which struggles for redistribution and recognition produce justice and social participation.

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