Your browser doesn't support javascript.
Mostrar: 20 | 50 | 100
Resultados 1 - 20 de 55
Filtrar
Mais filtros










Intervalo de ano de publicação
1.
Arq Bras Cardiol ; 113(4): 787-891, 2019 Nov 04.
Artigo em Inglês, Português | MEDLINE | ID: mdl-31691761
2.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-31753789

RESUMO

BACKGROUND AND AIM: Obesity-related decline in high-density lipoprotein (HDL) functions such as cholesterol efflux capacity (CEC) has supported the notion that this lipoprotein dysfunction may contribute for atherogenesis among obese patients. We investigated if potentially other HDL protective actions may be affected with weight gain and these changes may occur even before the obesity range in a cross-sectional analysis. METHODS AND RESULTS: Lipid profile, body mass index (BMI), biochemical measurements, and carotid intima-media thickness (cIMT) were obtained in this cross-sectional study with 899 asymptomatic individuals. Lipoproteins were separated by ultracentrifugation and HDL physical-chemical characterization, CEC, antioxidant activity, anti-inflammatory activity, HDL-mediated platelet aggregation inhibition were measured in a randomly-selected subgroup (n = 101). Individuals with increased HDL-C had an attenuated increase in cIMT with elevation of BMI (interaction effect ß = -0.054; CI 95% -0.0815, -0.0301). CEC, HDL-C, HDL size and HDL-antioxidant activity were negatively associated with cIMT. BMI was inversely correlated with HDL-mediated inhibition of platelet aggregation (Spearman's rho -0.157, p < 0.03) and CEC (Spearman's rho -0.32, p < 0.001), but surprisingly it was directly correlated with the antioxidant activity (Spearman's rho 0.194, p = 0.052). Thus, even in non-obese, non-diabetic individuals, increased BMI is associated with a wide change in protective functions of HDL, reducing CEC and increasing antioxidant activity. In these subjects, decreased HDL concentration, size or function are related to increased atherosclerotic burden. CONCLUSION: Our findings demonstrate that in non-obese, non-diabetic individuals, the increasing values of BMI are associated with impaired protective functions of HDL and concomitant increase in atherosclerotic burden.

3.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 115-115, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1008872

RESUMO

INTRODUÇÃO. A obesidade se associa a declínio na capacidade de efluxo de colesterol (CEC) mediada por HDL. Embora esse dado tenha apoiado a noção de que a disfunção do HDL contribui para a aterogênese em pacientes obesos, a perda funcional da HDL também pode envolver outros domínios funcionais e se estabelecer mesmo antes dos valores limiares para obesidade, ou seja, ainda em valores compatíveis com sobrepeso. MÉTODOS. Perfil lipídico, índice de massa corporal (IMC), medidas bioquímicas e espessura médio-intimal (cIMT) foram obtidos neste estudo transversal com 899 indivíduos assintomáticos. Funções de HDL e caracterização físico-química de HDL foram medidas em um subgrupo (n=101). RESULTADOS. Foi identificada interação do IMC sobre a associação entre HDL-C e cIMT (ß=-1,8; p<0,0001). Enquanto que, de forma geral, o HDL-C reduzido foi associado ao aumento da cIMT, os indivíduos com níveis elevados de HDL-C apresentaram associação atenuada entre o IMC e cIMT. Foi encontrada uma associação negativa entre CEC e cIMT (ß=-0,2; p<0,047) e entre atividade antioxidante de HDL e cIMT (ß=-0,2; p<0,038) mesmo após ajuste para idade, sexo, IMC, HDL-C e insulina no plasma. O IMC foi inversamente associado à inibição da agregação plaquetária mediada por HDL (r=-0,2, p<0,03) e CEC (r=-0,3, p<0,001), mas diretamente associada à atividade antioxidante (r=0,2, p<0,047). Uma variável composta de CEC e atividade antioxidante transformadas em z-score permaneceu aproximadamente constante à medida em que o tamanho de HDL se altera em função do excesso de peso. Valores crescentes dessa variável composta foram associados à cIMT (R2 polinomial=0,26, p<0,001), sugerindo que a alteração do tamanho da HDL pode representar uma adaptação biológica bem-sucedida ao excesso de peso. CONCLUSÃO. O aumento do IMC está associado à disfunção global da HDL, que contribui para aumentar a carga aterosclerótica. Nesse cenário, a alteração do tamanho da HDL não justifica o aumento do desenvolvimento da doença aterosclerótica. (AU)


Assuntos
Ganho de Peso , HDL-Colesterol
4.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(2): 126-132, abr.-jun. 2019. ilus, tab
Artigo em Português | LILACS, Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1009412

RESUMO

A doença aterosclerótica tem evolução lenta, o que dá a oportunidade de intervir no estilo de vida e até farmacologicamente na tentativa de aumentar a expectativa de vida livre de eventos. Para esse fim, habitualmente utilizam-se modelos de estratificação de risco baseada em modelos clássicos, como os critérios de Framingham, mas há um número representativo de eventos que acontecem em casos considerados de baixo risco. As principais dúvidas surgem nos casos considerados de risco intermediário, e, nessa situação, os exames de imagem podem auxiliar a identificar e tratar adequadamente casos de maior gravidade. Habitualmente, as avaliações são feitas por ultrassom das artérias carótidas (ACa) e pela medida do escore de cálcio por tomografia, cada um com suas particularidades e limitações técnicas. O desempenho dos métodos depende, em grande parte, do equipamento disponível e da expertise da equipe médica envolvida. Contudo, há claras vantagens da pesquisa de placas nas ACa e da quantificação da calcificação nas artérias carótidas (CAC) sobre a avaliação da espessura médio intimal (IMT - do inglês intima-media thickness), enquanto a pesquisa do grau de calcificação coronariana é recomendada em recentes diretrizes internacionais. Ao mesmo tempo, persistem algumas dúvidas se os exames têm desempenho distinto na estratificação de risco de infarto e acidente vascular cerebral


Atherosclerotic disease is a slowly progressive condition, thereby providing the opportunity to intervene in the patient's lifestyle, and even pharmacologically, in an attempt to increase event-free life expectancy. To this end, risk stratification models based on classic criteria such as the Framingham criteria are generally used to stratify the individual patient risk, but there is a considerable number of events that occur in cases considered low risk. The main uncertainty arises in cases considered intermediate risk, and in these situations, imaging tests can help identify and appropriately treat cases of greater severity. The assessments are generally performed using carotid artery ultrasound and the measurement of calcium score by computed tomography, with each method having its own particularities and technical limitations. The performance of the methods largely depends on the available equipment and the expertise of the medical staff involved. However, there are clear advantages of plaque research in carotid arteries (ACA) and of the quantification of calcification in the carotid arteries (CAC) over the evaluation of intima - medial thickness (IMT), while investigation of the degree of coronary calcification is recommended in recent international guidelines. Meanwhile, questions remain as to whether the techniques perform differently in the risk stratification of infarction and stroke


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Biomarcadores , Fatores de Risco , Aterosclerose/diagnóstico por imagem , Placa Aterosclerótica/diagnóstico por imagem , Qualidade de Vida , Diagnóstico por Imagem/métodos , Artérias Carótidas/diagnóstico por imagem , Tomografia Computadorizada por Raios X/métodos , Calcificação Vascular/diagnóstico por imagem , Espessura Intima-Media Carotídea , Infarto do Miocárdio
6.
Rev. Soc. Bras. Clín. Méd ; 16(2): 108-112, 20180000. tab, graf
Artigo em Português | LILACS, Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-913371

RESUMO

OBJETIVO: Descrever o perfil de pacientes com e sem apneia obstrutiva do sono. MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, observacional, realizado em centro terciário de cardiologia, por meio da análise de 255 prontuários de pacientes consecutivos submetidos à polissonografia em um laboratório do sono do hospital. Os pacientes foram divididos de acordo com a presença de apneia obstrutiva do sono clinicamente significativa (índice de apneia e hipopneia ≥15 eventos/hora). Dentre as informações analisadas, estavam: características clínicas; dados antropométricos; antecedentes pessoais; medicamentos em uso; doença aterosclerótica; exames laboratoriais e polissonografia. RESULTADO: A prevalência da apneia obstrutiva do sono foi de 35,6%; deste porcentual, 90,1% apresentaram hipertensão arterial sistêmica; 70,3%, dislipidemias; 36,3%, tabagismo; e 35,2%, diabetes. Não houve diferença estatística com relação à maior parte dos parâmetros analisados, mas os pacientes com apneia obstrutiva do sono eram, em sua maioria, do sexo feminino, com idade mais avançada e maior índice de massa corporal, quando comparados aos indivíduos sem apneia obstrutiva do sono. CONCLUSÃO: Foi alta a prevalência de apneia obstrutiva do sono em indivíduos portadores de diversos fatores de risco cardiovasculares. Esta condição deve sempre ser pesquisada em indivíduos de maior risco cardiovascular.(AU)


OBJECTIVE: To describe the profile of patients with and without obstructive sleep apnea. METHODS: This is a cross-sectional, descriptive and observational study that was conducted in a tertiary cardiology center through the analysis of 255 records of consecutive patients who underwent polysomnography in a sleep laboratory of the hospital. Patients were divided according to the presence of clinically significant obstructive sleep apnea (apnea-hypopnea index ≥15 events/ hour). The analyses included: clinical features, anthropometric data, personal background, ongoing medication, atherosclerotic disease, laboratory tests and polysomnography. RESULTS: The prevalence of obstructive sleep apnea was 35.6%; of these, 90.1% had hypertension, 70.3% dyslipidemias, 36.3% were smokers, and 35.2% had diabetes. There was no statistical difference in most of the parameters analyzed; however, patients with obstructive sleep apnea were mostly female, older and with higher BMI when compared to individuals without obstructive sleep apnea. CONCLUSION: The prevalence of obstructive sleep apnea was high in individuals with various cardiovascular risk factors. Therefore, it is a condition that should always be investigated in patients with higher cardiovascular risk.(AU)


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Adulto , Pessoa de Meia-Idade , Idoso , Polissonografia/métodos , Apneia Obstrutiva do Sono/diagnóstico , Apneia Obstrutiva do Sono/epidemiologia , Hipertensão/complicações , Obesidade/complicações , Fatores de Risco
7.
J Hum Hypertens ; 32(7): 518-523, 2018 Jul.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-29789691

RESUMO

Obstructive sleep apnoea (OSA) is the main secondary form associated with resistant hypertension (RH), but it is largely underdiagnosed and consequently undertreated in clinical practice. The Berlin questionnaire (BQ) is a useful tool among general population, but seems to not perform well among patients with RH. Recently, NoSAS score was validated in a large population, however, has not been tested in the cardiovascular scenario. Thus, we aimed to compare BQ versus the NoSAS score as screening tools for OSA in RH. In the present study, patients with confirmed diagnosis of RH were invited to perform polysomnography. OSA was diagnosed by an apnoea-hypopnoea index (AHI) ≥15 events/h. BQ and NoSAS were applied in a blinded way. We calculated the sensitivity, specificity, positive predictive value (PPV), negative predictive value (NPV) and area under the curve (AUC) of the two sleep questionnaires to detect OSA in RH. The frequency of OSA was 64%. The BQ presented a better sensitivity (91 vs. 72%) and higher values of NPV (67 vs. 54%) than NoSAS score. In contrast, the NoSAS score had higher specificity for excluding OSA (58 vs. 33%) and higher PPV (75 vs. 70%). Compared to the BQ, NoSAS score had a better AUC (0.55 vs. 0.64) but these values are in the fail to poor accuracy range. In conclusion, both BQ and NoSAS score had low accuracy for detecting OSA in RH. Considering the high frequency of OSA, objective sleep study may be considered in these patients.

8.
Mol Metab ; 11: 137-144, 2018 May.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-29503145

RESUMO

OBJECTIVE: Statin intolerance, whether real or perceived, is a growing issue in clinical practice. Our aim was to evaluate the effects of reduced-dose statin therapy complemented with nutraceuticals. METHODS: First phase: Initially, 53 type 2 diabetic statin-treated patients received a supplementation with fish oil (1.7 g EPA + DHA/day), chocolate containing plant sterols (2.2 g/day), and green tea (two sachets/day) for 6 weeks. Second phase: "Good responders" to supplementation were identified after multivariate analysis (n = 10), and recruited for a pilot protocol of statin dose reduction. "Good responders" were then provided with supplementation for 12 weeks: standard statin therapy was kept during the first 6 weeks and reduced by 50% from weeks 6-12. RESULTS: First phase: After 6 weeks of supplementation, plasma LDL-C (-13.7% ± 3.7, P = .002) and C-reactive protein (-35.5% ± 5.9, P = .03) were reduced. Analysis of lathosterol and campesterol in plasma suggested that intensity of LDL-C reduction was influenced by cholesterol absorption rate rather than its synthesis. Second phase: no difference was observed for plasma lipids, inflammation, cholesterol efflux capacity, or HDL particles after statin dose reduction when compared to standard therapy. CONCLUSIONS: Although limited by the small sample size, our study demonstrates the potential for a new therapeutic approach combining lower statin dose and specific dietary compounds. Further studies should elucidate "good responders" profile as a tool for personalized medicine. This may be particularly helpful in the many patients with or at risk for CVD who cannot tolerate high dose statin therapy. TRIAL REGISTRATION: ClinicalTrials.gov, NCT02732223.

9.
Clin Endocrinol (Oxf) ; 88(3): 388-396, 2018 Mar.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-29280189

RESUMO

BACKGROUND: The combinations of adipokines and body mass parameters to estimate carotid atherosclerotic disease have not been completely delineated. OBJECTIVE: To test the combinations of well-established, easily accessible body mass indices and circulating biomarkers to identify increased carotid intima-media thickness (cIMT) in a primary prevention setting. DESIGN AND PATIENTS: In a cross-sectional analysis of 339 asymptomatic individuals with no history of cardiovascular events, inflammatory and insulin sensitivity biomarkers as well as adipokine levels were measured and combined with body mass parameters to evaluate the best marker for increased cIMT. RESULTS: As isolated parameters, body mass index (BMI) and adiponectin best identified abnormal cIMT (P = .04). Adiponectin levels were also linked to the relationship between BMI and cIMT (ß = 0.0371; P = .01). Twenty-nine individuals with increased cIMT were missed by BMI alone but detected by combining BMI and adiponectin measurements. When compared with BMI alone, the combination of adiponectin plus BMI improved the c-statistic (0.549-0.567) and the integrated discrimination improvement index (0.01725; P = .021). Segregation of individuals by the combined use of BMI + adiponectin is associated with significant differences in insulin sensitivity, glomerular filtration rate, systemic inflammatory activity, dyslipidaemia and cIMT. CONCLUSIONS: Combining plasma adiponectin measurements and BMI improves estimation of cIMT as compared to anthropometric parameters.

10.
Clin Endocrinol (Oxf) ; 88(3): 388-396, 2018.
Artigo em Inglês | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-36558

RESUMO

BACKGROUND: The combinations of adipokines and body mass parameters to estimate carotid atherosclerotic disease have not been completely delineated. OBJECTIVE: To test the combinations of well-established, easily accessible body mass indices and circulating biomarkers to identify increased carotid intima-media thickness (cIMT) in a primary prevention setting. DESIGN AND PATIENTS: In a cross-sectional analysis of 339 asymptomatic individuals with no history of cardiovascular events, inflammatory and insulin sensitivity biomarkers as well as adipokine levels were measured and combined with body mass parameters to evaluate the best marker for increased cIMT.RESULTS: As isolated parameters, body mass index (BMI) and adiponectin best identified abnormal cIMT (P = .04). Adiponectin levels were also linked to the relationship between BMI and cIMT (β = 0.0371; P = .01). Twenty-nine individuals with increased cIMT were missed by BMI alone but detected by combining BMI and adiponectin measurements. When compared with BMI alone, the combination of adiponectin plus BMI improved the c-statistic (0.549-0.567) and the integrated discrimination improvement index (0.01725; P = .021). Segregation of individuals by the combined use of BMI + adiponectin is associated with significant differences in insulin sensitivity, glomerular filtration rate, systemic inflammatory activity, dyslipidaemia and cIMT.(AU)


Assuntos
Adiponectina , Aterosclerose , Obesidade
11.
Arq. bras. cardiol ; 109(6,supl.1): 1-31, dez. 2017. tab
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-887990

RESUMO

Resumo Fundamentação: desde o primeiro posicionamento da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) sobre diabetes e prevenção cardiovascular, em 2014,1 importantes estudos têm sido publicados na área de prevenção cardiovascular e tratamento do diabetes,2 os quais contribuíram para a evolução na prevenção primária e secundária nos pacientes com diabetes. Ferramentas de estratificação de risco mais precisas, novos fármacos hipolipemiantes e novos antidiabéticos com efeitos cardiovasculares e redução da mortalidade, são parte desta nova abordagem para os pacientes com diabetes. O reconhecimento de que o diabetes é uma doença heterogênea foi fundamental, sendo claramente demonstrado que nem todos os pacientes diabéticos pertencem a categorias de risco alto ou muito alto. Um porcentual elevado é composto por pacientes jovens, sem os fatores de risco clássicos, os quais podem ser classificados adequadamente em categorias de risco intermediário ou mesmo em baixo risco cardiovascular. O presente posicionamento revisa as melhores evidências atualmente disponíveis e propõe uma abordagem prática, baseada em risco, para o tratamento de pacientes com diabetes. Estruturação: perante este desafio e reconhecendo a natureza multifacetada da doença, a SBD uniu-se à Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e à Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM), e formou um painel de especialistas, constituído por 28 cardiologistas e endocrinologistas, para revisar as melhores evidências disponíveis e elaborar uma diretriz contendo recomendações práticas para a estratificação de risco e prevenção da Doença Cardiovascular (DVC) no Diabetes Melito (DM). As principais inovações incluem: (1) considerações do impacto de novos hipolipemiantes e das novas medicações antidiabéticas no risco cardiovascular; (2) uma abordagem prática, baseada em fator de risco, para orientar o uso das estatinas, incluindo novas definições das metas da Lipoproteína de Baixa Densidade-colesterol (LDL-colesterol) e colesterol não Lipoproteína de Alta Densidade HDL; (3) uma abordagem baseada em evidências, para avaliar a isquemia miocárdica silenciosa (IMS) e a aterosclerose subclínica em pacientes com diabetes; (4) as abordagens mais atuais para o tratamento da hipertensão; e (5) recomendação de atualizações para o uso de terapia antiplaquetária. Esperamos que esta diretriz auxilie os médicos no cuidado dedicado aos pacientes com diabetes. Métodos: inicialmente, os membros do painel foram divididos em sete subcomitês para definirem os tópicos principais que necessitavam de uma posição atualizada das sociedades. Os membros do painel pesquisaram e buscaram no PubMed estudos clínicos randomizados e metanálises de estudos clínicos e estudos observacionais de boa qualidade, publicados entre 1997 e 2017, usando termos MeSH: [diabetes], [diabetes tipo 2], [doença cardiovascular], [estratificação de risco cardiovascular] [doença arterial coronária], [rastreamento], [isquemia silenciosa], [estatinas], [hipertensão], [ácido acetilsalicílico]. Estudos observacionais de baixa qualidade, metanálises com alta heterogeneidade e estudos transversais não foram incluídos, embora talvez tenham impactado no Nível de Evidência indicado. A opinião de especialistas foi usada quando os resultados das buscas não eram satisfatórios para um item específico. É importante salientar que este posicionamento não teve a intenção de incluir uma revisão sistemática rigorosa. Um manuscrito preliminar, destacando recomendações de graus e níveis de evidência (Quadro 1), foi esboçado. Este passo levou a várias discussões entre os membros dos subcomitês, que revisaram os achados e fizeram novas sugestões. O manuscrito foi, então, revisto pelo autor líder, encarregado da padronização do texto e da inclusão de pequenas alterações, sendo submetido à apreciação mais detalhada pelos membros dos comitês, buscando uma posição de consenso. Depois desta fase, o manuscrito foi enviado para a banca editorial e edição final, sendo encaminhado para publicação. Quadro 1 Graus de recomendações e níveis de evidências adotados nesta revisão Grau de recomendação Classe I A evidência é conclusiva ou, se não, existe consenso de que o procedimento ou tratamento é seguro e eficaz Classe II Há evidências contraditórias ou opiniões divergentes sobre segurança, eficácia, ou utilidade do tratamento ou procedimento Classe IIa As opiniões são favoráveis ao tratamento ou procedimento. A maioria dos especialistas aprova Classe IIb A eficácia é bem menos estabelecida, e as opiniões são divergentes Classe III Há evidências ou consenso de que o tratamento ou procedimento não é útil, eficaz, ou pode ser prejudicial Níveis de Evidência A Múltiplos estudos clínicos randomizados concordantes e bem elaborados ou metanálises robustas de estudos clínicos randomizados B Dados de metanálises menos robustas, um único estudo clínico randomizado ou estudos observacionais C Opinião dos especialistas

12.
Arq Bras Cardiol ; 109(2 Supl 1): 1-76, 2017 Jul.
Artigo em Português | MEDLINE | ID: mdl-28813069
13.
Chest ; 152(6): 1230-1238, 2017 Dec.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-28823814

RESUMO

BACKGROUND: Acute cardiogenic pulmonary edema (ACPE) is a life-threatening condition. OSA may be a modifiable risk factor for ACPE recurrence. This study was designed to evaluate the impact of OSA on the incidence of cardiovascular events following ACPE recovery. METHODS: Consecutive patients with confirmed ACPE from 3 centers underwent a sleep study following clinical stabilization. OSA was defined as an apnea-hypopnea index (AHI) ≥ 15 events/h. The mean follow-up was 1 year, and the primary outcome was ACPE recurrence. RESULTS: A total of 104 patients were included in the final analysis; 61% of the patients had OSA. A higher rate of ACPE recurrence (25 vs 6 episodes; P = .01) and a higher incidence of myocardial infarction (15 vs 0 episodes; P = .0004) were observed in patients with OSA than in those without OSA. All 17 deaths occurred in the OSA group (P = .0001). In a Cox proportional hazards regression analysis, OSA was independently associated with ACPE recurrence (hazard ratio [HR], 3.3 [95% CI, 1.2-8.8]; P = .01), incidence of myocardial infarction (HR, 2.3 [95% CI, 1.1-9.5]; P = .02), cardiovascular death (HR, 5.4 [95% CI, 1.4-48.4]; P = .004), and total death (HR, 6.5 [95% CI, 1.2-64.0]; P = .005). When the analysis was limited only to patients with OSA, levels of AHI and hypoxemic burden and rates of sleep-onset ACPE were significantly higher in those who presented with ACPE recurrence or who died than in those who did not experience these events. CONCLUSIONS: OSA is independently associated with higher rates of ACPE recurrence and both fatal and nonfatal cardiovascular events.


Assuntos
Doenças Cardiovasculares/complicações , Edema Pulmonar/etiologia , Medição de Risco , Apneia Obstrutiva do Sono/complicações , Doença Aguda , Idoso , Brasil/epidemiologia , Doenças Cardiovasculares/epidemiologia , Feminino , Humanos , Incidência , Masculino , Polissonografia , Prognóstico , Edema Pulmonar/epidemiologia , Recidiva , Estudos Retrospectivos , Fatores de Risco , Apneia Obstrutiva do Sono/mortalidade , Taxa de Sobrevida/tendências
14.
Faludi, André Arpad; Izar, Maria Cristina de Oliveira; Saraiva, José Francisco Kerr; Chacra, Ana Paula Marte; Bianco, Henrique Tria; Afiune Neto, Abrahão; Bertolami, Adriana; Pereira, Alexandre C.; Lottenberg, Ana Maria; Sposito, Andrei C.; Chagas, Antonio Carlos Palandri; Casella Filho, Antonio; Simão, Antônio Felipe; Alencar Filho, Aristóteles Comte de; Caramelli, Bruno; Magalhães, Carlos Costa; Negrão, Carlos Eduardo; Ferreira, Carlos Eduardo dos Santos; Scherr, Carlos; Feio, Claudine Maria Alves; Kovacs, Cristiane; Araújo, Daniel Branco de; Magnoni, Daniel; Calderaro, Daniela; Gualandro, Danielle Menosi; Mello Junior, Edgard Pessoa de; Alexandre, Elizabeth Regina Giunco; Sato, Emília Inoue; Moriguchi, Emilio Hideyuki; Rached, Fabiana Hanna; Santos, Fábio César dos; Cesena, Fernando Henpin Yue; Fonseca, Francisco Antonio Helfenstein; Fonseca, Henrique Andrade Rodrigues da; Xavier, Hermes Toros; Mota, Isabela Cardoso Pimentel; Giuliano, Isabela de Carlos Back; Issa, Jaqueline Scholz; Diament, Jayme; Pesquero, João Bosco; Santos, José Ernesto dos; Faria Neto, José Rocha; Melo Filho, José Xavier de; Kato, Juliana Tieko; Torres, Kerginaldo Paulo; Bertolami, Marcelo Chiara; Assad, Marcelo Heitor Vieira; Miname, Márcio Hiroshi; Scartezini, Marileia; Forti, Neusa Assumpta; Coelho, Otávio Rizzi; Maranhão, Raul Cavalcante; Santos Filho, Raul Dias dos; Alves, Renato Jorge; Cassani, Roberta Lara; Betti, Roberto Tadeu Barcellos; Carvalho, Tales de; Martinez, Tânia Leme da Rocha; Giraldez, Viviane Zorzanelli Rocha; Salgado Filho, Wilson.
Arq. bras. cardiol ; 109(2,supl.1): 1-76, ago. 2017. tab, graf
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-887919
15.
Diabetol Metab Syndr ; 9: 53, 2017.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-28725272

RESUMO

BACKGROUND: Since the first position statement on diabetes and cardiovascular prevention published in 2014 by the Brazilian Diabetes Society, the current view on primary and secondary prevention in diabetes has evolved as a result of new approaches on cardiovascular risk stratification, new cholesterol lowering drugs, and new anti-hyperglycemic drugs. Importantly, a pattern of risk heterogeneity has emerged, showing that not all diabetic patients are at high or very high risk. In fact, most younger patients who have no overt cardiovascular risk factors may be more adequately classified as being at intermediate or even low cardiovascular risk. Thus, there is a need for cardiovascular risk stratification in patients with diabetes. The present panel reviews the best current evidence and proposes a practical risk-based approach on treatment for patients with diabetes. MAIN BODY: The Brazilian Diabetes Society, the Brazilian Society of Cardiology, and the Brazilian Endocrinology and Metabolism Society gathered to form an expert panel including 28 cardiologists and endocrinologists to review the best available evidence and to draft up-to-date an evidence-based guideline with practical recommendations for risk stratification and prevention of cardiovascular disease in diabetes. The guideline includes 59 recommendations covering: (1) the impact of new anti-hyperglycemic drugs and new lipid lowering drugs on cardiovascular risk; (2) a guide to statin use, including new definitions of LDL-cholesterol and in non-HDL-cholesterol targets; (3) evaluation of silent myocardial ischemia and subclinical atherosclerosis in patients with diabetes; (4) hypertension treatment; and (5) the use of antiplatelet therapy. CONCLUSIONS: Diabetes is a heterogeneous disease. Although cardiovascular risk is increased in most patients, those without risk factors or evidence of sub-clinical atherosclerosis are at a lower risk. Optimal management must rely on an approach that will cover both cardiovascular disease prevention in individuals in the highest risk as well as protection from overtreatment in those at lower risk. Thus, cardiovascular prevention strategies should be individualized according to cardiovascular risk while intensification of treatment should focus on those at higher risk.

17.
In. Póvoa, Rui; Malachias, Marcus Vinícius Bolívar; Brandão, Andréa Araújo; Souza, Weimar Kunz Sebba Barroso de; Barbosa, Eduardo; Passarelli Júnior, Oswaldo. Hipertensão resistente na prática clínica. Rio de Janeiro, Elsevier, 2017. p.175-182, tab, graf.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-34786
18.
In. Sousa, Amanda Guerra Moraes Rego; Timerman, Ari; Sousa, José Eduardo Moraes Rego. Tratado sobre doença arterial coronária. São Paulo, Atheneu, 2017. p.447-64, ilus, tab.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-35340
19.
In. Sousa, Amanda Guerra Moraes Rego; Timerman, Ari; Sousa, José Eduardo Moraes Rego. Tratado sobre doença arterial coronária. São Paulo, Atheneu, 2017. p.53-60, tab.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-35371
20.
Chest ; 152(6): 1230-1238, 2017.
Artigo em Inglês | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-36552

RESUMO

BACKGROUND: Acute cardiogenic pulmonary edema (ACPE) is a life-threatening condition. OSA may be a modifiable risk factor for ACPE recurrence. This study was designed to evaluate the impact of OSA on the incidence of cardiovascular events following ACPE recovery. METHODS: Consecutive patients with confirmed ACPE from 3 centers underwent a sleep study following clinical stabilization. OSA was defined as an apnea-hypopnea index (AHI) ≥ 15 events/h. The mean follow-up was 1 year, and the primary outcome was ACPE recurrence. RESULTS: A total of 104 patients were included in the final analysis; 61% of the patients had OSA. A higher rate of ACPE recurrence (25 vs 6 episodes; P = .01) and a higher incidence of myocardial infarction (15 vs 0 episodes; P = .0004) were observed in patients with OSA than in those without OSA. All 17 deaths occurred in the OSA group (P = .0001). In a Cox proportional hazards regression analysis, OSA was independently associated with ACPE recurrence (hazard ratio [HR], 3.3 [95% CI, 1.2-8.8]; P = .01), incidence of myocardial infarction (HR, 2.3 [95% CI, 1.1-9.5]; P = .02), cardiovascular death (HR, 5.4 [95% CI, 1.4-48.4]; P = .004), and total death (HR, 6.5 [95% CI, 1.2-64.0]; P = .005). When the analysis was limited only to patients with OSA, levels of AHI and hypoxemic burden and rates of sleep-onset ACPE were significantly higher in those who presented with ACPE recurrence or who died than in those who did not experience these events...(AU)


Assuntos
Doenças Cardiovasculares , Mortalidade , Prognóstico , Edema Pulmonar , Síndromes da Apneia do Sono
SELEÇÃO DE REFERÊNCIAS
DETALHE DA PESQUISA