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2.
Diagn. tratamento ; 24(4): [170-173], out - dez. 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1049394

RESUMO

Casais tendem a um declínio do interesse sexual, mais intenso na população feminina, acompanhado de menor satisfação conjugal. Mindfulness, ou consciência plena, é um estado caracterizado pela atenção centrada no momento. Possíveis mecanismos que tornam essa prática eficaz incluem: maior satisfação relacional, melhora na imagem corporal, maior consciência interoceptiva, diminuição do humor deprimido e da ansiedade. O treinamento na prática mindfulness baseia-se em oito sessões de grupo em que se associam diferentes procedimentos para a consciência corporal, tais como o escaneamento corporal, a respiração com atenção, a caminhada meditativa e os exercícios de compaixão e autocompaixão. Intervenções baseadas em mindfulness estimulam o foco nas sensações de excitação, o que pode melhorar a função sexual. A prática mindfulness desempenha papel importante no aumento da satisfação com o relacionamento conjugal e na habilidade do indivíduo em responder com menos emocionalidade ao estresse, além de favorecer a percepção positiva da relação, por melhorar a qualidade da comunicação durante uma interlocução. Atenção plena pode ajudar a amenizar interferências cognitivas durante a atividade sexual. O aumento da consciência corporal facilita a regulação emocional e comportamentos mais intencionais. A prática mindfulness atua nas barreiras psicológicas para uma experiência sexual satisfatória, diminuindo distrações relacionadas ao corpo e ao desempenho e melhorando a autoimagem genital, condições que favorecem a consciência interoceptiva e a satisfação conjugal.


Assuntos
Casamento , Disfunções Sexuais Psicogênicas , Saúde Sexual , Atenção Plena
4.
Diagn. tratamento ; 23(4): [147-151], out-dez 2018.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-987487

RESUMO

A crescente visibilidade da comunidade de indivíduos transgêneros tem despertado interesse entre os profissionais de saúde para uma prática baseada no conhecimento dessa população (competências clínicas, conhecimento das normas de cuidados) e, principalmente, em competência cultural. A existência de dois gêneros (masculino ou feminino) foi questionada por novo paradigma (conceito de sexo não binário e diversidade de expressão da identidade de gênero). Nesse novo paradigma, as opções de acompanhamento para aqueles que desejam adequação física e do papel social de gênero são: terapia hormonal e cirurgias para adequação de características sexuais secundárias ou mais amplas ­ com a clareza de que a não conformidade entre o sexo atribuído ao nascimento e a identidade de gênero não é, por si só, patológica. Intervenções físicas e psíquicas são feitas quando o indivíduo transgênero reporta sofrimento com essa condição, isto é, a disforia de gênero. Tais intervenções visam atender às necessidades próprias de cada indivíduo. Estigma, preconceito e discriminação criam um ambiente social hostil e estressante que contribui para maior vulnerabilidade e consequente comprometimento da saúde mental. Experiências adversas relacionadas com a expressão da identidade de gênero resultam em expectativas de vitimização ou rejeição futuras e consequente "transfobia" internalizada. Profissionais de saúde mental devem abordar os efeitos negativos desse estigma, ajudando esses indivíduos a encontrar uma expressão de gênero confortável e, se for o caso, facilitar as alterações de papel de gênero ou até mesmo a revelação dessa condição em seu contexto familiar e/ou social, dependendo do que for mais saudável e desejável, caso a caso.


Assuntos
Humanos , Psicodrama , Psicoterapia , Comportamento Sexual , Saúde Mental , Pessoas Transgênero , Disforia de Gênero
5.
Diagn. tratamento ; 21(1)mar. 2016.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-778677

RESUMO

O ciclo ?ansiedade de antecipação, ato sexual tenso e pouco satisfatório, frustração, pouco interesse sexual e consequente evitação? envolve questões individuais e do casal. A terapia do casal está indicada e pode ser mais eficaz se fatores relacionais comprometem o vínculo conjugal e, consequentemente, a satisfação sexual. Excesso de intimidade emocional, gerando exclusão da abordagem de questões sexuais e do erotismo, diferenças de gênero, dificuldades comunicacionais no enfrentamento de conflitos e desequilíbrio do poder (divisão da responsabilidade pelo relacionamento, capacidade de se mostrar vulnerável e de sintonia às necessidades do outro e influência de cada um) são alguns fatores que comprometem o padrão relacional. Eventos traumáticos e padrões disfuncionais na família de origem ou em relacionamentos prévios podem aumentar a reatividade emocional. As abordagens terapêuticas podem ser: psicoeducativa, preventiva ou terapêutica. A primeira beneficia principalmente casais com potencial de mudança dos fatores de risco identificados. Um dos principais desafios é trabalhar a dinâmica de poder entre os parceiros e questões de gênero. Na terapia de casal, algumas estratégias são utilizadas: o psicodrama, facilitando a expressão de emoções e sentimentos, pelas técnicas de inversão de papéis e construção de esculturas, foco nos padrões de interação, expansão da consciência emocional do casal. Alguns princípios comuns no trabalho com casais são: alterar a visão do problema para uma perspectiva mais objetiva, contextualizada e didática; diminuir comportamentos disfuncionais desencadeados por estados emocionais, estimular comportamentos emocionais evitados e privados; aumentar padrões de comunicação construtivos e enfatizar aspectos fortes e ganhos.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Terapia de Casal , Casamento , Educação Sexual , Disfunções Sexuais Psicogênicas , Sexualidade
6.
Trends Psychiatry Psychother ; 37(4): 227-31, 2015.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-26689392

RESUMO

INTRODUCTION: The Clinical Outcome in Routine Evaluation - Outcome Measurement (CORE-OM) was developed in the 1990s, with the aim of assessing the efficacy and effectiveness of mental health treatments. OBJECTIVE: To adapt the CORE-OM for use in the Brazilian population. METHOD: The instrument was translated and adapted based on the international protocol developed by the CORE System Trust which contains seven steps: translation, semantic equivalence analysis, synthesis of the translated versions, pre-testing in the target population, data analysis and back translation. RESULTS: After semantic analysis, modifications were necessary in seven of the 34 original items. Changes were made to avoid repetition of words and the use of terms difficult to understand. Internal consistency analysis showed evidence of score stability in the CORE-OM adapted to Brazilian Portuguese. CONCLUSION: The instrument was successfully adapted to Brazilian Portuguese, and its semantic and conceptual properties were equivalent to those of the original instrument.


Assuntos
Avaliação de Resultados em Cuidados de Saúde/métodos , Psicoterapia/métodos , Adolescente , Adulto , Idoso , Brasil , Comparação Transcultural , Escolaridade , Feminino , Humanos , Masculino , Pessoa de Meia-Idade , Reprodutibilidade dos Testes , Autorrelato , Traduções , Adulto Jovem
7.
Diagn. tratamento ; 20(3)jul/ago/set.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-754800

RESUMO

Avanços na educação e na medicina têm promovido melhor qualidade e expectativa de vida, além de recursos para a preservação da vida sexual. A valorização da atividade sexual permanece, quando vivenciada com frequência e prazer. A maioria das dificuldades e disfunções sexuais aumenta com o envelhecimento porque fatores físicos e sociais tornam-se mais relevantes. Por outro lado, o sofrimento feminino com os problemas sexuais, exceto os relacionados à lubrificação, diminuem. A menor atividade sexual no envelhecimento, pela complexidade de fatores envolvidos, pode ser compreendida como consequência de transição fisiológica, psicológica e social. Mulheres mais velhas associam satisfação ou falta de interesse sexual à qualidade do relacionamento amoroso. A principal atividade heterossexual envolve penetração vaginal, diminuindo com o avançar da idade. Preliminares têm a frequência mantida. Depois dessas duas atividades, a terceira mais frequente em atividade sexual com parceria é o sexo oral. A atividade sexual em idade avançada apresenta mais beijos, abraços e toques sexuais. As atividades mais frequentes nessa faixa etária seguem a seguinte ordem: tocar e acariciar sem coito, masturbação e, por último, coito. Tocar e acariciar diminuem entre os 80 e 90 anos. O menor interesse sexual pode ser atribuído à avaliação negativa das alterações corporais e de aparência física na mulher idosa e à perda de relações íntimas. Saúde aumenta a expectativa de vida sexual ativa. A necessidade de amor, amizade e contato físico, assim como o medo da solidão permanecem ao longo da vida, tornando importante a caracterização dos fatores envolvidos na motivação sexual dessa população.


Assuntos
Envelhecimento , Casamento , Qualidade de Vida , Sexualidade , Saúde da Mulher
8.
Diagn. tratamento ; 19(3)set. 2014.
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: lil-720037

RESUMO

Uma das principais dificuldades sexuais femininas é a falta de interesse/desejo sexual. Entre os fatores de risco, destacam-se o tempo de duração do relacionamento, a pouca satisfação no relacionamento afetivo, menor valorização da vida sexual, condições médicas e respectivos tratamentos. Embora a diminuição do desejo atinja todas as faixas etárias, mulheres jovens apresentam maior desconforto com essacondição. As particularidades da função sexual feminina foram reconhecidas em modelo em que o desejo por intimidade, ao invés de umimpulso biológico, é considerado o deflagrador da resposta sexual. Esse modelo se caracteriza como circular, no qual elementos emocionais e físicos favorecem a disponibilidade da mulher para a experiência sexual. Em mulheres jovens, falta de desejo e sofrimento sexual estão correlacionados. Apesar das dificuldades sexuais se agravarem com a idade, o sofrimento sexual (pessoal e relacional) parece diminuir. A duração do relacionamento está negativamente associada com a frequência de iniciativa sexual e com a satisfação da mulher e do parceiro.A manutenção do desejo é mais provável para os casais que buscam ativamente novas e positivas experiências (lazer, desenvolvimento pessoal). Algumas mulheres atribuem o declínio do desejo sexual à institucionalização do casamento, à familiaridade excessiva com o parceiroe à dessexualização do papel de esposa, mãe e profissional. Mulheres com baixo desejo relatam incômodo, principalmente porque percebem que esse decréscimo afeta o parceiro. Aspectos fisiológicos, emocionais, ambientais, comportamentais, socioculturais e, principalmente, os relacionais comprometem a experiência do desejo sexual na mulher jovem em relacionamentos estáveis.

9.
Diagn. tratamento ; 18(4): 161-163, dez. 2013.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-694514

RESUMO

A função sexual humana é multidimensional. Numa dimensão psicológica, envolve autoestima, confiança e respeito pela parceria. Na social, tabus, conhecimento e atitudes relativos à sexualidade, religiosidade e valores. Na dimensão relacional, a disponibilidade da parceria e a qualidade do relacionamento são mais importantes. Por essa complexidade de fatores de risco, homens e mulheres idosos necessitam de apoio multidisciplinar, inclusive atenção psicológica para preservar a satisfação sexual. Como os aspectos psicológicos e relacionais são preponderantes no desencadeamento das disfunções sexuais, a terapêutica deve atuar nas dimensões psicossociais da mulher, do homem e do casal. O conceito de ?reabilitação sexual? torna-se mais apropriado do que ?tratamento sexual?, quando morbidades físicas e psicológicas crônicas interferem na função sexual, condição bastante comum no envelhecimento. A psicoterapia e as intervenções psicoeducativas desempenham papel importante nesses casos e têm apresentado bons resultados. Intervenções focadas em habilidades comunicacionais e exercícios de sensibilização corporal são também alternativas de tratamento. O maior desafio para o futuro será a capacitação do profissional de saúde para abordar confortavelmente os temas sexualidade e envelhecimento.


Assuntos
Disfunções Sexuais Fisiológicas , Envelhecimento , Processos Psicoterapêuticos
10.
Diagn. tratamento ; 18(3): 124-127, set. 2013. tab
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-684826

RESUMO

A dor genital feminina tem sido objeto de estudos, o que resultou em mudança na sua classificação pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). A noção da dispareunia ser desordem unitária identificada como disfunção sexual não tem sido confirmada. Há síndromes de dispareunia, sendo a superficial muito semelhante ao vaginismo. A definição do vaginismo, baseada principalmente na ocorrência do espasmo vaginal, também não tem sido confirmada. O DSM-V engloba os dois transtornos, classificando-os como desordem da dor genitopélvica, cuja definição baseia-se em cinco dimensões: índice de sucesso da penetração vaginal, dor com a penetração vaginal, medo da penetração vaginal ou dor genitopélvica durante a penetração vaginal, disfunção da musculatura do assoalho pélvico e comorbidades médicas. Com o envelhecimento da mulher, a prevalência de queixa de dor sexual aumenta. Deficiência de estrogênio é a principal causa de alterações urogenitais atróficas, sendo, portanto, a terapia estrogênica a melhor escolha terapêutica para essa população. Essa condição pode afetar o relacionamento com o parceiro, impactando negativamente a atividade sexual. O parceiro pode evitar o contato com receio de causar dor, podendo diminuir sua iniciativa para a atividade sexual ou até mesmo diminuir seu interesse. Também a preocupação com a dor pode distrair ambos, podendo levá-los a outras disfunções sexuais. Mulheres com dor genital superficial tendem a apresentar baixas autoestima e estima corporal, imagem corporal alterada, insegurança, preocupações excessivas e comportamentos de evitação. Dada a causalidade multidimensional, o diagnóstico e o tratamento devem ser conduzidos por equipe multidisciplinar e incluir uma cuidadosa avaliação da etiologia do quadro.


Assuntos
Humanos , Feminino , Disfunções Sexuais Fisiológicas , Sexualidade , Dispareunia , Vaginismo , Vulvodinia
11.
Diagn. tratamento ; 17(4)out.-dez. 2012. tab
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-666969

RESUMO

A expressão sexual de indivíduos mais velhos e saudáveis é menos conhecida do que o impacto negativo das doenças e de seus tratamentos relacionados à função sexual. Por outro lado, a regularidade da atividade sexual garante bem-estar físico e psicológico, além de contribuir para a redução de problemas físicos e de saúde mental, associados ao envelhecimento. A alta prevalência de comorbidades em homens idosos e a associação dessa condição com o comprometimento da função sexual confirmam o prejuízo crescente do interesse e da satisfação sexual. O mesmo ocorre entre as mulheres nessa faixa etária, com o aumento de dor à penetração e a diminuição do desejo sexual. Disfunção erétil pode ser um indicador de doença subjacente. Fatores orgânicos e relacionais passam a ter um impacto maior durante o envelhecimento. O comprometimento progressivo da função sexual feminina é influenciado por fatores psicológicos, relacionais, sociais, culturais e biológicos. A revisão de literatura específica demonstra que são mais estudados os aspectos biológicos do envelhecimento e o respectivo tratamento, enquanto que os voltados para os fatores psicossociais e relacionais queafetam essa população são insuficientes. Os estudos de que dispomos apontam evidências suficientes do impacto de variáveis biológicas e algumas evidências dos aspectos psicossociais e relacionais sobre a função sexual feminina e masculina. No estágio atual do conhecimento, já se reconhece a relevância da reabilitação da função sexual, o quefavorece o fortalecimento da saúde numa perspectiva integral. A iniciativa deve partir do profissional de saúde, que pode ajudar a definir expectativas realistas.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Adulto , Pessoa de Meia-Idade , Comportamento Sexual/estatística & dados numéricos , Comportamento Sexual/fisiologia , Envelhecimento/fisiologia
12.
Diagn. tratamento ; 17(3)set. 2012. ilus
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-652292

RESUMO

Disfunção sexual feminina refere-se à alteração do interesse pela atividade sexual, à dificuldade com a excitação subjetiva e/ou genital e em desencadear o desejo durante o envolvimento sexual, à disfunção do orgasmo e da dor à relação sexual, bem como à impossibilidade de relaxamento vaginal (para permitir a penetração). O conceito atual de função sexual valoriza o aspecto responsivo do desejo feminino, desencadeado por estímulo e contexto sexual adequados. O diagnóstico deve considerar história médica, psicossocial e sexual, contexto atual, passado e do início da dificuldade, resposta sexual atual e participação do parceiro. Medo de perder o controle, de resultados negativos,dificuldade em permanecer atenta ao momento presente e falta ou informação insuficiente sobre a resposta sexual feminina são frequentes. Para tratar as disfunções sexuais femininas, recomenda-se abordagem multidisciplinar, visto que apenas o tratamento medicamentoso é insuficiente. Inicia-se pela melhora do bem-estar emocional e físico. Segue-se a abordagem da resposta sexual, anatomia e fisiologia genital básicas, orientação sobre atividades e estimulação sexual diferentes do coito e técnicas que facilitem a excitação. Idade e expectativas realistas devem ser abordadas. Algumas intervenções aumentam a conscientização das sensações prazerosas e dos sinais sexuais emitidos pelo corpo,promovem a exploração do corpo e da genitália. Exercícios de autoconsciência têm apresentado bons resultados, assim como modalidades tradicionais de terapia sexual. Terapias de tempo limitado têm mostrado eficiência a custo menor do que processos terapêuticos prolongados. Muitas mulheres podem melhorar a atividade sexual apenas com a criação de um contexto apropriado para a aquisição de informações básicas sobre o funcionamento e a resposta sexual, enquanto outras precisam de intervenções psicoterapêuticas mais complexas.


Assuntos
Humanos , Feminino , Disfunções Sexuais Psicogênicas/diagnóstico , Disfunções Sexuais Psicogênicas/psicologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/terapia , Literatura Erótica , Psicoterapia , Sexualidade/psicologia
13.
Diagn. tratamento ; 16(4)dez. 2011.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-614359

RESUMO

Introdução: Estudos epidemiológicos apontam alta prevalência de dificuldades sexuais na população geral. Alterações na resposta sexual são acentuadas com a idade.Objetivo: Avaliar resultados de intervenção psicoterapêutica na saúde sexual, comparando, antes e após a intervenção, a qualidade de vida e a função sexual de mulheres na transição menopáusica.Método: Participaram 14 pacientes, que responderam aos questionários Índice de Função Sexual Feminina (Female Sexual Function Index, FSFI) e instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida (QV). O modelo de intervenção foi psicoterapia de grupo tematizada e de tempo limitado para disfunções sexuais, com adaptações para a transição menopáusica.Resultados: FSFI e seus domínios desejo, orgasmo e satisfação apresentaram alterações estatisticamente significantes (P < 0,05), enquanto o índice de QV não teve alterações significantes (P > 0,05). Houve tendência de aumento no índice de função sexual e correlações positivas entre escores do FSFI e QV, após a psicoterapia.Discussão: Tendência de melhora na função sexual sugere fortalecimento da saúde sexual. Componentes cognitivos e afetivos, atenção à atividade sexual e à região e responsividade genital, bem como a construção de contexto e habilidades relacionais podem ter influído na maior disponibilidade das pacientes para tal atividade. A correlação entre melhora da função sexual e qualidade de vida confirma condições emocionais como fatores de risco para as disfunções sexuais.Conclusão: Os índices de função sexual feminina, mas não o de qualidade de vida, apresentam variação estatisticamente significante após intervenção psicoterapêutica. Houve correlação positiva entre melhora da função sexual e da qualidade de vida.


Assuntos
Humanos , Feminino , Adulto , Pessoa de Meia-Idade , Climatério/metabolismo , Climatério/psicologia , Menopausa/metabolismo , Menopausa/psicologia , Saúde Sexual e Reprodutiva
14.
Diagn. tratamento ; 16(2)abr. 2011.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-592285

RESUMO

O câncer, bem como suas abordagens terapêuticas, afetam o bem-estar psicológico e a qualidade de vida do(a) paciente oncológico, de sua família e, especialmente, de sua(seu) parceira(o), podendo resultar em prejuízos significativos àfunção sexual, ao estado emocional e ao relacionamento. Na maioria das vezes, não são abordadas questões relativasà sexualidade no contexto clínico, valorizando-se apenas os resultados do tratamento, o controle de efeitos adversosnão sexuais e a sobrevida do(a) paciente. Alterações ou bloqueios em uma ou mais das fases do ciclo de resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo, resolução) podem desencadear disfunções sexuais. Para tal situação, concorrem elementos de ordem somática e/ou psíquica. Em pacientes com câncer, a presença de condições debilitantes ou incapacitantes, o uso de medicamentos que inibem a libido, as alterações físicas, as cirurgias e os estados emocionais negativos tendem a coexistir no curso da doença, no tratamento, no manejo da sintomatologia e no pós-tratamento. Por essa razão, disfunções sexuais são frequentes em pacientes oncológicos. As abordagens atuais para avaliação da disfunção sexual são baseadas em modelos que combinam aspectos psicológicos e biológicos. A maior sobrevida de pacientes com câncer, obtida pelos recentes avanços de diferentes abordagens terapêuticas, tornou essencial a intervenção ampla, visando o bem-estar físico,psicológico, social, relacional e sexual desses pacientes e suas parcerias. Um grande desafio é atender às questões relacionadas à sexualidade do(a) paciente e de sua parceria, para que ambos possam desenvolveraceitação e adaptação às alterações provocadas pelo câncer e às sequelas dos tratamentos.


Assuntos
Humanos , Neoplasias/patologia , Neoplasias/psicologia , Neoplasias/terapia , Sexualidade , Perfil de Impacto da Doença
15.
Diagn. tratamento ; 15(4)out.-dez. 2010.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-577623

RESUMO

As mudanças no epitélio e na musculatura vaginal decorrentes das alterações hormonais, acrescidas da diminuição na lubrificação genital provocam secura vaginal e, muitas vezes, dispareunia, condições que têm sido responsabilizadas pelo comprometimento da atividade sexual feminina na transição menopáusica. Porém, há várias outras condições a se considerar, como os sentimentos, conflitos e disfunção sexual do parceiro, bem-estar subjetivo e a incidência e intensidade dos sintomas menopausais. Devido à multiplicidade de fatores envolvidos no comprometimento da qualidade de vida da mulher climatérica, a oportunidade de abordar suas dificuldades, inclusive as sexuais, é parte fundamental na assistência à saúde. Para investigar as dificuldades sexuais, o profissional de saúde precisa identificar a qualidade do estímulo, o contexto sexual, os impedimentos para o casal conseguir prazer erótico, além de buscar soluções, principalmente por meio de informações relevantes. A psicoterapia pode ter um aspecto mais psicoeducativo, voltado à sensibilização para o reconhecimento das partes do corpo mais responsivas ao estímulo e consciência dos sinais fisiológicos da excitação e do orgasmo. Em relação à testosterona, as recomendações atuais sugerem decisão individualizada, com informações sobre riscos e benefícios, devendo ser considerados as indicações e acompanhamento cuidadoso da paciente. Os fitoestrogênios disponíveis em alimentos e extratos de soja não melhoram a frequência nem amenizam a gravidade dos sintomas menopausais, embora mostrem alguma tendência de melhora discreta, sem significância estatística. Na atualidade, a psicoterapia, a fisioterapia, práticas esportivas e cuidados com a saúde geral têm constituído valiosos aliados no enfrentamento da sintomatologia da transição menopáusica.


Assuntos
Humanos , Feminino , Pessoa de Meia-Idade , Comportamento Sexual/fisiologia , Comportamento Sexual/psicologia , Fitoterapia , Menopausa/fisiologia , Menopausa/psicologia , Testosterona/metabolismo
16.
Diagn. tratamento ; 14(1): 47-51, jan.-mar. 2009.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-552536

RESUMO

O novo modelo circular do ciclo de resposta sexual representa uma mudança de paradigma ao considerar que a motivação sexual pode ser desencadeada por fatores Em relacionamentos de longa duração, há tendência maior de desejo sexual não-espontâneo, influenciado não só pelo estímulo sexual, mas predominantemente pelo contexto.não necessariamente sexuais.A atividade sexual da mulher menopáusica e pós-menopáusica depende progressivamente de condições básicas, como bem-estar, saúde física e mental, qualidade do relacionamento e circunstâncias de vida. Em mulheres cirurgicamente menopausadas, transtorno do desejo sexual hipoativo tem sido prevalente.O transtorno do desejo sexual hipoativo aumenta com a idade, mas o desconforto com ele diminui.Os problemas desencadeados pela disfunção sexual masculina afetam mais a qualidade da vida sexual das parceiras do que a própria disfunção masculina.O processamento mental dos estímulos sexuais e do contexto pode tanto facilitar como dificultar ou até mesmo impedir a continuidade da resposta sexual.Faltam evidências que esclareçam detalhes dos efeitos hormonais sobre a estimulação sexual, a excitação sexual subjetiva, a intensidade do orgasmo e a sensibilidade sexual de áreas genitais e não-genitais, assim como o mecanismo de inter-relação entre os hormônios e as variáveis psicossexuais


Assuntos
Humanos , Feminino , Mulheres
19.
Diagn. tratamento ; 11(1): 56-59, jan.-mar. 2006.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-550869

RESUMO

Os aspectos relacionados ao funcionamento sexual propriamente dito e também à experiência emocional e afetiva das dimensões psicossociais e relacionais da saúde sexual. Caracteriza-se, assim, uma abordagem biopsico-sociocultural da sexualidade, com atenção à intersubjetividade do casal, através da integração de diferentes áreas profissionais.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Sexualidade , Tonsila do Cerebelo
20.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-435540

RESUMO

Este artigo apresenta o desenvolvimento do conceito de normal e patológico em sexualidade, com base nos estudos populacionais de Kinsey, bem como a evolução do conceito de ciclo de resposta sexual, desde Masters e Johnson até Basson. Trata das classificações das disfunções sexuais, as quais têm como base o ciclo de resposta sexual. Os aspectos diagnósticos das disfunções sexuais femininas ressaltam a primazia da observação clínica minuciosa, enfatizando que o diagnóstico deve considerar o tempo de evolução do quadro, as condições do(a) parceiro(a) e as características do estímulo sexual (quanto ao foco, à duração e à intensidade). Além disso, a distinção entre disfunção primária ou secundária, generalizada ou situacional, bem como idade e experiência sexual da mulher, são parâmetros diagnósticos. Os aspectos terapêuticos referem a importância de uma equipe multidisciplinar, capaz de oferecer à mulher acompanhamento psicoterápico e medicamentoso (com antidepressivos, ansiolíticos, hormônios, entre outros), além de suporte psicoeducacional. Ressalta-se a necessidade de se avaliar caso a caso para a instituição de terapêutica individualizada. Embora os quadros de disfunções sexuais da mulher já sejam bem conhecidos, os recursos disponíveis para esse tratamento ainda são restritos. Novas pesquisas deverão contribuir para mudar essa realidade e fazer frente aos progressos terapêuticos relativos às disfunções sexuais masculinas.


This article discusses the development of the concepts of normal and pathological in sexuality from the perspective of the population studies by Kinsey, as well as the development of the concept of sexual response cycle, from Masters and Johnson to Basson. The article deals with the classification of sexual dysfunctions, based on the sexual response cycle. Aspects of the diagnosis of female sexual dysfunctions reveal the importance of a detailed clinical observation, emphasizing that the diagnosis should take into account the length of the evolution period, the circumstances of the partner, and features of sexual stimulation (regarding focus, duration and intensity). Moreover, the distinction between primary or secondary and generalized or occasional dysfunction, as well as the age of the female patient and her sexual experience are parameters for a diagnosis. Therapeutic aspects indicate the importance of a multidisciplinary team, capable of offering psychotherapeutic and medicine-oriented treatment (antidepressants, anxiolytics and hormones, among others), as well as psycho-educational support. The authors stress the importance of a case by case evaluation in order to make a therapeutic decision. Although female sexual dysfunctions are already well known, the available therapeutic resources are limited. New research shall contribute to change this reality, so that the treatment of female sexual dysfunctions keeps up with the advances in the treatment of male sexual dysfunctions.


Assuntos
Humanos , Feminino , Disfunções Sexuais Psicogênicas/diagnóstico , Sexualidade , Disfunções Sexuais Psicogênicas/classificação , Disfunções Sexuais Psicogênicas/patologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/psicologia , Disfunções Sexuais Psicogênicas/terapia , Mulheres
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