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1.
Rev. bras. oftalmol ; 78(4): 233-238, July-Aug. 2019. tab, graf
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-1013691

RESUMO

Resumo Objetivo: Avaliar a relação custo-utilidade do tratamento inicial com laser ou medicamentos do glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) no Brasil, considerando de um lado os custos totais e de outro lado o impacto na qualidade de vida dos pacientes. Métodos: O estudo foi realizado com base em um modelo de Markov, onde uma coorte teórica de portadores de GPAA em estágio inicial foi gerada. Os parâmetros usados no modelo foram obtidos na literatura e incluíram: custos médicos diretos (consultas, exames, tratamento); custos não médicos diretos (gasto com hospedagem, transporte, alimentação, acompanhante); custos indiretos (relacionados à incapacidade para o trabalho); valores de utilidade (qualidade de vida medida em QALY - quality-adjusted life year); e probabilidade de transição entre os estágios de saúde. Três estratégias de tratamento foram testadas no modelo: (1) sem tratamento; (2) tratamento inicial com colírios; (3) tratamento inicial com trabeculoplastia a laser. A medida de desfecho foi a razão de custo-utilidade incremental (RCUI). A robustez do modelo foi testada através de análise de sensibilidade. Resultados: As estratégias (2) e (3) de tratamento inicial do GPAA geraram ganhos em qualidade de vida em relação à (1) no Brasil. Iniciar o tratamento com laser gerou ganho médio de 1 QALY, enquanto que com medicamentos propiciou um ganho de 2 QALYs em média. Dentre as três estratégias testadas, a estratégia (2) foi a custo-efetiva e foi dominante sobre as demais, pois foi ao mesmo tempo a mais barata e a mais efetiva. Conclusão: Tanto a trabeculoplastia a laser quanto os medicamentos como tratamentos primários do GPAA inicial geraram ganhos significativos de qualidade de vida. A estratégia de se iniciar o tratamento com medicações foi custo-efetiva, quando se considera os custos totais. A alternativa de tratamento inicial através de trabeculoplastia a laser não foi custo-efetiva.


Abstract Objective: To evaluate the cost-utility relation of the initial treatment with laser or primary open-angle glaucoma medications (PLA) in Brazil, considering on the one hand the total costs and on the other side the impact on patients' quality of life. Methods: The study was performed based on a Markov model, where a theoretical cohort of early-stage GPAA carriers was generated. The parameters used in the model were obtained in the literature and included: direct medical costs (consultations, examinations, treatment); direct non-medical costs (accommodation, transportation, meals, companions); indirect costs (related to incapacity for work); utility values (quality of life measured in QALY - quality-adjusted life year); and probability of transition between stages of health. Three treatment strategies were tested in the model: (1) without treatment; (2) initial treatment with eye drops; (3) initial treatment with laser trabeculoplasty. The measure of outcome was the incremental cost-utility ratio (RCUI). The robustness of the model was tested through sensitivity analysis. Results: The strategies (2) and (3) of the initial treatment of POAG generated gains in quality of life in relation to (1) in Brazil. Initiating the laser treatment generated an average gain of 1 QALY, whereas with medication it gave a gain of 2 QALYs on average. Among the three strategies tested, strategy (2) was cost-effective and was dominant over the other strategies, since it was at the same time the cheapest and the most effective strategy. Conclusion: Both laser trabeculoplasty and medications as primary treatments of early-stage POAG have generated significant gains in quality of life. The strategy of starting treatment with medications was cost-effective, whereas laser trabeculoplasty strategy was not cost-effective, when non-medical costs (direct and indirect) are included.

2.
Rev. bras. oftalmol ; 78(3): 166-169, May-June 2019. tab, graf
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-1013674

RESUMO

RESUMO Objetivo: Identificar os custos não médicos diretos e indiretos em uma população de pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) em tratamento no Brasil. Métodos: A pesquisa dos custos neste estudo transversal foi realizada através de entrevista a uma população de pacientes portadores de GPAA em acompanhamento em um centro de referência para o tratamento do glaucoma na cidade de Juiz de Fora - MG. Para avaliação dos custos não médicos diretos, as seguintes variáveis foram investigadas: gasto com transporte, hospedagem, alimentação e acompanhante para cada consulta. Já na análise dos custos indiretos, avaliou-se: recebimento ou não de benefício social por causa do glaucoma (aposentadoria ou auxílio-doença) e qual o valor anual e perda de dias trabalhados pelo paciente e/ou pelo acompanhante. Os valores médios anuais foram calculados para todo o grupo e para cada estágio evolutivo do glaucoma. Resultados: Setenta e sete pacientes foram incluídos nesta análise (GPAA inicial: 26,0%; GPAA moderado: 24,7% e GPAA avançado: 49,3%). A média do custo não médico direto foi (em reais): 587,47; 660,52 e 708,54 para os glaucomas iniciais, moderados e avançados, respectivamente. Já a média do custo indireto foi: 20.156,75 (GPAA inicial); 26.988,16 (moderado) e 27.263,82 (avançado). Conclusão: Os custos não médicos diretos e indiretos relacionados ao GPAA no Brasil foram identificados. Os custos indiretos são superiores aos custos não médicos diretos e ambos tendem a aumentar com o avanço da doença.


ABSTRACT Objective: To identify direct and indirect non-medical costs in a population of patients with primary open-angle glaucoma (POAG) receiving treatment in Brazil. Methods: In this cross-sectional study, we obtained the costs through an interview with a population of patients with POAG at a glaucoma referral clinic in the city of Juiz de Fora - MG. In order to assess the direct non-medical costs, we investigated the following variables transportation expenses, lodging expenses, food and companion expenses for each visit. In the indirect costs analysis, we assessed the following variables: whether or not social benefits were received because of glaucoma (retirement or sickness benefit) and the annual value and loss of days worked by the patient and/or the companion. We calculated the mean annual values for the whole group and for each glaucoma stage. Results: Seventy-seven patients were included in this analysis (initial POAG: 26.0%, moderate POAG: 24.7% and advanced POAG 49.3%). The mean non-medical direct cost was (in reais): 587.47; 660.52 and 708.54 for the initial, moderate and advanced glaucomas, respectively. The mean indirect cost was: 20,156.75 (initial POAG); 26,988.16 (moderate POAG) and 27,263.82 (advanced POAG). Conclusion: We identified the direct and indirect non-medical costs related to POAG in Brazil. Indirect costs are higher than non-medical direct costs and both tend to increase with disease progression.

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