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4.
Arq. bras. cardiol ; 114(5): 943-987, maio 2020. tab, graf
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, CONASS, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1146965

RESUMO

INTRODUÇÃO: Está cientificamente comprovado, sendo algo incorporado ao senso comum, que ser fisicamente ativo contribui para preservar e recuperar a boa saúde do corpo e da mente. Os efeitos favoráveis da reabilitação cardiovascular (RCV) com ênfase nos exercícios físicos têm sido consistentemente documentados, inclusive em meta-análises de estudos clínicos randomizados, que demonstram significativas reduções da morbimortalidade cardiovascular e global,1 bem como da taxa de hospitalização,1,2 com expressivo ganho de qualidade de vida,1,2 justificando a sua consensual e enfática recomendação pelas principais sociedades médicas mundiais.3-6 O sedentarismo, que apresenta elevada prevalência no Brasil e no mundo, está fortemente relacionado às doenças cardiovasculares (DCV) e à mortalidade precoce.7,8 Em contrapartida, maiores volumes de atividade física são positivamente associados à melhor qualidade e à maior expectativa de vida,9-13 existindo uma forte e inversa associação dos diferentes componentes da aptidão física com a mortalidade por todas as causas e com a ocorrência de eventos cardiovasculares desfavoráveis. Ou seja, quanto menor o nível de aptidão física, maior tende ser a taxa de mortalidade.14-21 Portanto, o principal objetivo da RCV com ênfase nos exercícios físicos é propiciar uma melhora dos componentes da aptidão física, tanto aeróbico quanto não aeróbicos (força/ potência muscular, flexibilidade, equilíbrio), algo que exige a combinação de diferentes modalidades de treinamento. Assim, a RCV deve proporcionar os mais elevados níveis de aptidão física passíveis de obtenção, de modo a reduzir o risco de eventos cardiovasculares e promover todos os outros benefícios a serem auferidos pela prática regular de exercícios físicos, culminando com a redução da mortalidade geral.


Assuntos
Reabilitação , Doenças Cardiovasculares , Aptidão Física , Reabilitação Cardíaca , Atividade Motora
5.
Revista do DERC ; 25(4): 123-129, nov., 2019. tab.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1049374

RESUMO

Os bloqueios atrioventriculares (AV) são raramente observados durante o teste de esforço (TE), em especial na fase de exercício. Poucas são as informações que podemos obter desses bloqueios em diretrizes ou livros específicos sobre exercício físico ou TE, o que motivou a realização desse trabalho. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, cujos objetivos são descrever as bases fisiológicas da condução AV no exercício e os possíveis mecanismos envolvidos na gênese dos bloqueios AV no TE, bem como suas implicações prognósticas. E ainda, os autores ressaltam a importância da indicação do TE na elucidação diagnóstica dessas alterações eletrocardiográficas, uma vez que seus sintomas podem simular diversas condições clínicas, inclusive a isquemia miocárdica. (AU)


Assuntos
Exercício Físico , Teste de Esforço , Bloqueio Atrioventricular , Bloqueio Cardíaco
8.
Arq. bras. cardiol ; 113(2 supl.1): 97-97, set., 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1017200

RESUMO

FUNDAMENTO: A avaliação dos átrios de atletas e esportistas através da ressonância magnética foi pouco realizada até o presente momento, o que implica na necessidade do reconhecimento de padrões de normalidade dessas câmaras cardíacas para essa população. OBJETIVOS: realizar a avaliação morfofuncional biatrial em atletas e esportistas de endurance e compará-las com indivíduos sedentários e hígidos da mesma faixa etária e gênero; MÉTODOS: Estudo observacional e retrospectivo realizado no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Foram analisadas ressonâncias magnéticas de 25 atletas e esportistas, do gênero masculino, com idade entre 30 e 60 anos e comparadas com as de 10 sedentários, de mesmo gênero e faixa etária. Para ambos os átrios foram avaliados volumes diastólicos final (VDF) e sistólico final (VSF) e fração de ejeção, além da espessura de septo interatrial (SIA) e diâmetro anteroposterior do átrio esquerdo (AE). RESULTADOS: Apresentaram diferença estatística: VDF de átrio direito (AD) de 105,56 mL ±24,86 para atletas e 69,90 mL ±8,9 para sedentários... (AU)


Assuntos
Humanos , Masculino , Adulto , Pessoa de Meia-Idade , Espectroscopia de Ressonância Magnética , Atletas , Coração
9.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 158-158, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1009800

RESUMO

INTRODUÇÃO: A reabilitação cardiovascular é de grande importância nos pacientes coronariopatas. OBJETIVO: Acompanhamento de paciente com miocardiopatia isquêmica grave em tratamento clínico otimizado e em programa de reabilitação cardiovascular. DESCRIÇÃO DE CASO: Paciente M.E.S., sexo feminino, 60 anos, 58 kg, 1,56 m, IMC 23,8 kg/m². Características clínicas: hipertensão arterial, dislipidemia, glicemia de jejum alterada, angina aos médios esforços, doença pulmonar obstrutiva crônica, ex-tabagista, cirurgia de revascularização do miocárdio com mamária interna esquerda (MIE) para descendente anterior, ponte de veia safena para coronária direita em 1999. Em uso de:AAS, Atorvastatina, Enalapril, Carvedilol, Monocordil, Vastarel e Glifage XR. Em cintilografia do miocárdio realizada em fevereiro de 2017 apresentou hipocaptação transitória acentuada nas paredes inferosseptal, inferior, ápice, anterosseptal, anterior e inferolateral do ventrículo esquerdo, compatível com isquemia (carga isquêmica 43%). Realizada cinecoronariografia de Fev/2017: coronária direita (CD) oclusão total (OT), tronco coronário esquerdo normal, descendente anterior OT 1/3 proximal com circulação intracoronariana grau 1, circunflexa 40% 1/3 proximal emitindo circulação intercoronariana para CD grau 2; ponte safena para coronária direita com oclusão total na origem, mamária interna esquerda para descendente anterior pérvia, bom fluxo, fino calibre. Ventrículo Esquerdo com hipocinesia moderada infero-médio-apical. Optado por manter em tratamento clínico por impossibilidade de realizar abordagem percutânea ou cirúrgica. Após um ano em programa de reabilitação cardiovascular, evolui assintomática, com cintilografia do miocárdio evidenciando hipocaptação transitória na parede inferior do ventrículo esquerdo, compatível com isquemia (carga isquêmica 9%). CONCLUSÃO: Os resultados demonstram o benefício da reabilitação cardiovascular em conjunto com tratamento clínico otimizado em paciente com miocardiopatia isquêmica grave, com diminuição da carga isquêmica e melhora dos sintomas clínicos. (AU)


Assuntos
Humanos , Reabilitação Cardíaca , Cardiomiopatias
10.
Int. j. cardiovasc. sci. (Impr.) ; 30(1): f:11-l:19, jan.-fev. 2017. tab, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-833653

RESUMO

Fundamento: O bloqueio do ramo esquerdo (BRE) tem importância prognóstica em portadores de insuficiência cardíaca congestiva. Todavia, a sua influência não está bem estabelecida em pacientes com função ventricular sistólica preservada. Objetivo: Avaliar as implicações da presença do BRE no desempenho cardiovascular em pacientes com função sistólica do ventrículo esquerdo (FEVE) preservada. Métodos: Foram submetidos ao teste de esforço cardiopulmonar (TECP), 26 portadores de BRE (61,3 ± 8,2 anos) e 23 indivíduos saudáveis (58 ± 6,8 anos), com FEVE > 0,5. Resultados: A análise do TECP revelou: consumo de oxigênio (VO2) pico predito no grupo BRE foi de 87,2 ± 15,0% versus 105,0 ± 15,6% (p < 0,0001); pulso de oxigênio pico predito no grupo BRE foi de 98,6 ± 18,6% versus 109,9 ± 13,5%, (p = 0,02); VO2 predito limiar anaeróbico no grupo BRE foi de 67,9 ± 13,6 % versus 70,2 ± 12,8% (p = 0,55); ∆VO2 /∆carga no grupo BRE foi de 15,5 ± 5,51 versus 20,7 ± 7,3 ml.min-1.watts-1 (p = 0,006); relação ventilação/produção de dióxido de carbono (VE/VCO2 slope) no grupo BRE foi de 29,8 ± 2,9 versus 26,2 ± 2,9 (p = 0,0001) e tempo de recuperação do VO2 no grupo BRE foi de 85,2 ± 11,8 versus 71,5 ± 11,0 segundos (p = 0,0001). O BRE foi marcador independente para o aumento do VE/VCO2 slope. Conclusão: A presença de BRE em indivíduos com FEVE preservada não comprometeu o desempenho cardiovascular, mas houve aumento do VE/VCO2 slope em relação ao grupo controle


Background: Left bundle branch block (LBBB) has prognostic significance in patients with congestive heart failure. However, its influence is not well established in patients with preserved systolic ventricular function. Objective: To evaluate the implications of LBBB presence in the cardiovascular performance of patients with preserved left ventricular systolic function (LVEF). Methods: 26 LBBB patients (61.3 ± 8.2 years of age) and 23 healthy individuals (58 ± 6.8 years of age) with LVEF > 0.5 underwent cardiopulmonary exercise testing (CPET). Results: CPET analysis revealed: peak oxygen consumption (VO2) predicted in the LBBB group was 87.2 ± 15.0% versus 105.0 ± 15.6% (p<0.0001); peak oxygen pulse predicted in LBBB group was 98.6 ± 18.6% vs 109.9 ± 13.5% (p = 0.02); VO2 predicted anaerobic threshold in LBBB group was 67.9 ± 13.6% vs 70.2 ± 12.8% (p = 0.55); ΔVO2 /Δload in the LBBB group was 15.5 ± 5.51 versus 20.7 ± 7.3 ml.min-1.watts-1 (p = 0.006); ventilation / carbon dioxide production (VE/VCO2 slope) in LBBB group was 29.8 ± 2.9 versus 26.2 ± 2.9 (p = 0.0001) and VO2 recovery time in the LBBB group was 85.2 ± 11.8 vs. 71.5 ± 11.0 seconds (p = 0.0001). LBBB was an independent marker for VE/VCO2 slope increase. Conclusion: LBBB presence in individuals with preserved LVEF did not affect cardiovascular performance, but there was an increase of the VE/VCO2 slope in comparison to the control group


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Pessoa de Meia-Idade , Bloqueio de Ramo/complicações , Bloqueio de Ramo/diagnóstico , Teste de Esforço/métodos , Consumo de Oxigênio , Volume Sistólico , Função Ventricular Esquerda , Índice de Massa Corporal , Ecocardiografia/métodos , Exercício Físico , Insuficiência Cardíaca/complicações , Insuficiência Cardíaca/diagnóstico , Ventrículos do Coração , Análise Multivariada , Estudo Observacional , Análise Estatística
12.
In. Sousa, Amanda Guerra Moraes Rego; Timerman, Ari; Sousa, José Eduardo Moraes Rego. Tratado sobre doença arterial coronária. São Paulo, Atheneu, 2017. p.361-386, ilus, tab.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1084727
13.
Arq Bras Cardiol ; 107(5): 467-481, 2016 Nov.
Artigo em Inglês, Português | MEDLINE | ID: mdl-27982272

RESUMO

Cardiopulmonary exercise test (CPET) has been gaining importance as a method of functional assessment in Brazil and worldwide. In its most frequent applications, CPET consists in applying a gradually increasing intensity exercise until exhaustion or until the appearance of limiting symptoms and/or signs. The following parameters are measured: ventilation; oxygen consumption (VO2); carbon dioxide production (VCO2); and the other variables of conventional exercise testing. In addition, in specific situations, pulse oximetry and flow-volume loops during and after exertion are measured. The CPET provides joint data analysis that allows complete assessment of the cardiovascular, respiratory, muscular and metabolic systems during exertion, being considered gold standard for cardiorespiratory functional assessment.1-6 The CPET allows defining mechanisms related to low functional capacity that can cause symptoms, such as dyspnea, and correlate them with changes in the cardiovascular, pulmonary and skeletal muscle systems. Furthermore, it can be used to provide the prognostic assessment of patients with heart or lung diseases, and in the preoperative period, in addition to aiding in a more careful exercise prescription to healthy subjects, athletes and patients with heart or lung diseases. Similarly to CPET clinical use, its research also increases, with the publication of several scientific contributions from Brazilian researchers in high-impact journals. Therefore, this study aimed at providing a comprehensive review on the applicability of CPET to different clinical situations, in addition to serving as a practical guide for the interpretation of that test. Resumo O teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) vem ganhando importância crescente como método de avaliação funcional tanto no Brasil quanto no Mundo. Nas suas aplicações mais frequentes, o teste consiste em submeter o indivíduo a um exercício de intensidade gradativamente crescente até a exaustão ou o surgimento de sintomas e/ou sinais limitantes. Neste exame se mensura a ventilação (VE), o consumo de oxigênio (VO2), a produção de gás carbônico (VCO2) e as demais variáveis de um teste de exercício convencional. Adicionalmente, podem ser verificadas, em situações específicas, a oximetria de pulso e as alças fluxo-volume antes, durante e após o esforço. A análise integrada dos dados permite a completa avaliação dos sistemas cardiovascular, respiratório, muscular e metabólico no esforço, sendo considerado padrão-ouro na avaliação funcional cardiorrespiratória.1-6 O TCPE permite definir mecanismos relacionados à baixa capacidade funcional, os quais podem ser causadores de sintomas como a dispneia, correlacionando-os com alterações dos sistemas cardiovascular, pulmonar e musculoesquelético. Também pode ser de grande aplicabilidade na avaliação prognóstica em cardiopatas, pneumopatas e em pré-operatório, além de auxiliar na prescrição mais criteriosa do exercício em sujeitos normais, em atletas, em cardiopatas e em pneumopatas. Assim como ocorre com o uso clínico, a pesquisa nesse campo também cresce e várias contribuições científicas de pesquisadores nacionais são publicadas em periódicos de alto fator de impacto. Sendo assim, o objetivo deste documento é fornecer uma revisão ampla da aplicabilidade do TCPE nas diferentes situações clínicas, bem como servir como guia prático na interpretação desse teste propedêutico.


Assuntos
Teste de Esforço/normas , Insuficiência Cardíaca/diagnóstico , Pneumopatias/diagnóstico , Consumo de Oxigênio/fisiologia , Ventilação Pulmonar/fisiologia , Diagnóstico Diferencial , Dispneia/diagnóstico , Teste de Esforço/métodos , Insuficiência Cardíaca/fisiopatologia , Humanos , Hipertensão Pulmonar/diagnóstico , Pneumopatias/fisiopatologia , Prognóstico , Circulação Pulmonar , Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica/diagnóstico , Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica/fisiopatologia , Espirometria , Disfunção Ventricular Esquerda/fisiopatologia
14.
Arq. bras. cardiol ; 107(5): 467-481, Nov. 2016. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS-Express | LILACS, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-827864

RESUMO

Abstract Cardiopulmonary exercise test (CPET) has been gaining importance as a method of functional assessment in Brazil and worldwide. In its most frequent applications, CPET consists in applying a gradually increasing intensity exercise until exhaustion or until the appearance of limiting symptoms and/or signs. The following parameters are measured: ventilation; oxygen consumption (VO2); carbon dioxide production (VCO2); and the other variables of conventional exercise testing. In addition, in specific situations, pulse oximetry and flow-volume loops during and after exertion are measured. The CPET provides joint data analysis that allows complete assessment of the cardiovascular, respiratory, muscular and metabolic systems during exertion, being considered gold standard for cardiorespiratory functional assessment.1-6 The CPET allows defining mechanisms related to low functional capacity that can cause symptoms, such as dyspnea, and correlate them with changes in the cardiovascular, pulmonary and skeletal muscle systems. Furthermore, it can be used to provide the prognostic assessment of patients with heart or lung diseases, and in the preoperative period, in addition to aiding in a more careful exercise prescription to healthy subjects, athletes and patients with heart or lung diseases. Similarly to CPET clinical use, its research also increases, with the publication of several scientific contributions from Brazilian researchers in high-impact journals. Therefore, this study aimed at providing a comprehensive review on the applicability of CPET to different clinical situations, in addition to serving as a practical guide for the interpretation of that test.


Resumo O teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) vem ganhando importância crescente como método de avaliação funcional tanto no Brasil quanto no Mundo. Nas suas aplicações mais frequentes, o teste consiste em submeter o indivíduo a um exercício de intensidade gradativamente crescente até a exaustão ou o surgimento de sintomas e/ou sinais limitantes. Neste exame se mensura a ventilação (VE), o consumo de oxigênio (VO2), a produção de gás carbônico (VCO2) e as demais variáveis de um teste de exercício convencional. Adicionalmente, podem ser verificadas, em situações específicas, a oximetria de pulso e as alças fluxo-volume antes, durante e após o esforço. A análise integrada dos dados permite a completa avaliação dos sistemas cardiovascular, respiratório, muscular e metabólico no esforço, sendo considerado padrão-ouro na avaliação funcional cardiorrespiratória.1-6 O TCPE permite definir mecanismos relacionados à baixa capacidade funcional, os quais podem ser causadores de sintomas como a dispneia, correlacionando-os com alterações dos sistemas cardiovascular, pulmonar e musculoesquelético. Também pode ser de grande aplicabilidade na avaliação prognóstica em cardiopatas, pneumopatas e em pré-operatório, além de auxiliar na prescrição mais criteriosa do exercício em sujeitos normais, em atletas, em cardiopatas e em pneumopatas. Assim como ocorre com o uso clínico, a pesquisa nesse campo também cresce e várias contribuições científicas de pesquisadores nacionais são publicadas em periódicos de alto fator de impacto. Sendo assim, o objetivo deste documento é fornecer uma revisão ampla da aplicabilidade do TCPE nas diferentes situações clínicas, bem como servir como guia prático na interpretação desse teste propedêutico.

15.
Arq. bras. cardiol ; 106(2): 92-96, Feb. 2016. tab
Artigo em Português | LILACS, Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: lil-775097

RESUMO

Abstract Background: Prolonged aerobic exercise, such as running a marathon, produces supraphysiological stress that can affect the athlete's homeostasis. Some degree of transient myocardial dysfunction ("cardiac fatigue") can be observed for several days after the race. Objective: To verify if there are changes in the cardiopulmonary capacity, and cardiac inotropy and lusitropy in amateur marathoners after running a marathon. Methods: The sample comprised 6 male amateur runners. All of them underwent cardiopulmonary exercise testing (CPET) one week before the São Paulo Marathon, and 3 to 4 days after that race. They underwent echocardiography 24 hours prior to and immediately after the marathon. All subjects were instructed not to exercise, to maintain their regular diet, ingest the same usual amount of liquids, and rest at least 8 hours a day in the period preceding the CPET. Results: The athletes completed the marathon in 221.5 (207; 250) minutes. In the post-marathon CPET, there was a significant reduction in peak oxygen consumption and peak oxygen pulse compared to the results obtained before the race (50.75 and 46.35 mL.kg-1 .min-1; 19.4 and 18.1 mL.btm, respectively). The echocardiography showed a significant reduction in the s' wave (inotropic marker), but no significant change in the E/e' ratio (lusitropic marker). Conclusions: In amateur runners, the marathon seems to promote changes in the cardiopulmonary capacity identified within 4 days after the race, with a reduction in the cardiac contractility. Such changes suggest that some degree of "cardiac fatigue" can occur.


Resumo Fundamento: O exercício aeróbico prolongado, como correr uma maratona, produz um estresse suprafisiológico que pode ter impacto na homeostase do atleta. Algum grau de disfunção miocárdica transitória ("fadiga cardíaca") pode ser observado ao longo de vários dias após a prova. Objetivos: Verificar se ocorrem alterações na capacidade cardiopulmonar, no inotropismo e no lusitropismo cardíaco de maratonistas amadores após a realização de uma maratona. Métodos: A amostra foi composta por 6 corredores amadores masculinos. Todos realizaram teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) uma semana antes da Maratona de São Paulo e 3 a 4 dias após a mesma. Realizaram ecocardiograma 24 horas antes e imediatamente após a prova. Todos foram orientados a não se exercitar, manter dieta regular, ingerir a mesma quantidade habitual de líquidos e descansar pelo menos 8 horas ao dia no período anterior ao TCPE. Resultados: Os atletas completaram a maratona em 221,5 (207; 250) minutos. No TCPE pós-maratona, ocorreu redução significativa no consumo de oxigênio e no pulso de oxigênio de pico em relação àqueles obtidos antes da prova (50,75 e 46,35 ml.kg-1.min-1; 19,4 e 18,1 ml.btm, respectivamente). Ao ecocardiograma, encontramos redução significativa na onda s' (marcador do inotropismo). A relação E/e' não apresentou alteração significativa após a maratona (marcador do lusitropismo). Conclusões: Em atletas amadores, a maratona parece promover alterações na capacidade cardiopulmonar identificadas pelo menos em até 4 dias após a prova, com redução na contratilidade e, portanto, no inotropismo cardíaco. Tais modificações sugerem que algum grau de "fadiga cardíaca" possa ocorrer.


Assuntos
Humanos , Masculino , Adulto , Pessoa de Meia-Idade , Coração/fisiologia , Fadiga Muscular/fisiologia , Consumo de Oxigênio/fisiologia , Corrida/fisiologia , Ecocardiografia , Teste de Esforço , Contração Miocárdica/fisiologia , Valores de Referência , Estatísticas não Paramétricas , Fatores de Tempo , Função Ventricular
16.
Arq Bras Cardiol ; 106(2): 92-6, 2016 Feb.
Artigo em Inglês, Português | MEDLINE | ID: mdl-26760783

RESUMO

BACKGROUND: Prolonged aerobic exercise, such as running a marathon, produces supraphysiological stress that can affect the athlete's homeostasis. Some degree of transient myocardial dysfunction ("cardiac fatigue") can be observed for several days after the race. OBJECTIVE: To verify if there are changes in the cardiopulmonary capacity, and cardiac inotropy and lusitropy in amateur marathoners after running a marathon. METHODS: The sample comprised 6 male amateur runners. All of them underwent cardiopulmonary exercise testing (CPET) one week before the São Paulo Marathon, and 3 to 4 days after that race. They underwent echocardiography 24 hours prior to and immediately after the marathon. All subjects were instructed not to exercise, to maintain their regular diet, ingest the same usual amount of liquids, and rest at least 8 hours a day in the period preceding the CPET. RESULTS: The athletes completed the marathon in 221.5 (207; 250) minutes. In the post-marathon CPET, there was a significant reduction in peak oxygen consumption and peak oxygen pulse compared to the results obtained before the race (50.75 and 46.35 mL.kg-1 .min-1; 19.4 and 18.1 mL.btm, respectively). The echocardiography showed a significant reduction in the s' wave (inotropic marker), but no significant change in the E/e' ratio (lusitropic marker). CONCLUSIONS: In amateur runners, the marathon seems to promote changes in the cardiopulmonary capacity identified within 4 days after the race, with a reduction in the cardiac contractility. Such changes suggest that some degree of "cardiac fatigue" can occur.


Assuntos
Coração/fisiologia , Fadiga Muscular/fisiologia , Consumo de Oxigênio/fisiologia , Corrida/fisiologia , Adulto , Ecocardiografia , Teste de Esforço , Humanos , Masculino , Pessoa de Meia-Idade , Contração Miocárdica/fisiologia , Valores de Referência , Estatísticas não Paramétricas , Fatores de Tempo , Função Ventricular
17.
São Paulo; s.n; 2016. 110 p. ilus, tab.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1084438

RESUMO

A insuficiência cardíaca (IC) é uma complexa síndrome clínica, multifatorial, que reduz a sobrevida e aumenta morbidade. Representa uma das principais causas de hospitalização no Sistema Único de Saúde e lidera as internações por causas cardiovasculares, acontecendo sobretudo pacientes com faixa etária acima de 60 anos. O manejo da ICP por meio do controle de fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento adequado reduz a morbimortalidade...


Assuntos
Insuficiência Cardíaca , Terapia de Ressincronização Cardíaca
19.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 25(3): 93-97, jul.-set. 2015. tab, graf
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1066826

RESUMO

Objetivos: Verificar a distância do teste de caminhada de seis minutos (TC6) em pacientes após infarto agudo do miocárdio (IAM) não complicado, comparar variáveis do teste ergométrico (TE) com do TC6 e verificar quais influenciaram no TC6. Métodos: Incluímos 61 pacientes com IAM não complicado, 47 homens (78,7%), 56,38 ± 9,98 anos. O TE foi realizado após quatro a cinco dias de IAM e, um a dois dias após O TE foi realizado após quatro a cinco dias de IAM e, um a dois dias após o TE, os pacientes foram submetidos ao TC6. Utilizamos teste t de Student ou ilcoxon, correlação de Pearson ou Spearman e análise de covariância. P<0,05. Resultados: Todos os pacientes realizaram o TC6 sem complicações. A distância no TC6 foi 451,54 ± 88,30 m, consumo de oxigênio estimado pelo TE = 25,66 ± 8,78 ml/Kg/min e uma correlação fraca entre eles (r=0,353; p=0,006). Verificou-se redução da metragem com o aumento da idade (p=0,009), aumento do índice de massa corpórea (p=0,045) e sexo feminino (p < 0,001) na distância média do TC6. A frequência cardíaca e pressão arterial sistólica pico médias foram maiores no TE do que no TC6. Na recuperação, estes valores retornaram mais próximos aos valores basais no TC6 do que no TE, exceto para a pressão diastólica. Conclusão: O sexo, a idade e índice de massa corpórea influenciaram na distância média do TC6. As respostas cardiovasculares do TC6 foram menos intensas do que TE nos pacientes estudados.


Assuntos
Caminhada , Infarto do Miocárdio , Teste de Esforço
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