Your browser doesn't support javascript.
Mostrar: 20 | 50 | 100
Resultados 1 - 20 de 191
Filtrar
Filtros adicionais











País/Região como assunto
Intervalo de ano
1.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 221-221, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1010327

RESUMO

INTRODUÇÃO: A Síndrome de Brugada é uma cardiopatia de origem genética (autossômica dominante) que predispõe a arritmias ventriculares que podem ser fatais. É provocada geralmente por uma mutação do gene SCN5A. Tem especial prevalência em indivíduos adultos e do sexo masculino. Também ocorre com mais frequência em indivíduos de origem asiática. Pode provocar morte súbita (através de taquicardia ventricular polimórfica), principalmente em indivíduos em repouso ou durante o sono. Em raras descrições na literatura, há relatos de mutação do gene CACNA1C como causador da síndrome. DESCRIÇÃO: Indivíduo do sexo masculino, nascido em 1954, hipertenso, dislipidêmico, tabagista, histórico familiar rico em morte súbita (mãe, irmãos e tios maternos, todos durante o sono). Encaminhado ao serviço em 2009 para estratificação de risco de morte súbita. Apresentava dor torácica tipo angina. Coronariografia apenas demonstrou lesão de 20% em artéria circunflexa. Eletrocardiograma com padrão típico de Síndrome de Brugada (tipo 1). Submetido a Estudo Eletrofisiológico no mesmo ano, sendo induzida Fibrilação Ventricular com um único extraestímulo em ápice de ventrículo direito. Indicado então implante de Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI). Medicado para doença coronariana, manteve-se assintomático do ponto de vista cardiovascular e permanece desta forma até hoje. Em 2017 obtivemos sua análise genética, evidenciando mutação no gene CACNA1C (que é mais descrita como causadora da síndrome de QT Longo tipo 8 ou Síndrome de Timothy). Sua última avaliação ambulatorial foi em janeiro de 2019, onde se encontrava estável clinicamente, sem registros de terapias do CDI, mantendo eletrocardiograma típico de Síndrome de Brugada. CONCLUSÕES: Descrevemos um caso raro de Síndrome de Brugada causada pela mutação no gene CACNA1C. (AU)


Assuntos
Humanos , Síndrome de Brugada , Genes
2.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 132-132, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1009423

RESUMO

INTRODUÇÃO: A presença de pré excitação ventricular em lactentes habitualmente está associado a taquicardias de origem supraventricular (Síndrome de Wolff Parkinson White). Muitas vezes pela maior tolerabilidade das altas frequências no período perinatal a primeira manifestação do quadro de WPW pode ser a disfunção ventricular secundaria a taquicardiomiopatia. Entretanto pacientes, principalmente lactentes, que nunca apresentaram taquicardia podem evoluir com disfunção ventricular secundária ao dissincronismo que se estabelece secundário a pré excitação em vias acessórias à direita. OBJETIVO: Descrever um caso de lactente portador de síndrome de pré excitação ventricular associado à disfunção ventricular provavelmente secundária a disssincronia interventricular. RELATO do CASO: Menina de 4 meses assintomática encaminhada ao serviço de cardiopatias congênitas por sopro sistólico classificado como inocente detectado pelo pediatra. Nunca havia apresentado taquicardia. Durante avaliação inicial observou-se a presença de pré excitação ventricular de localização médio septal direita (algoritmo de Arruda). O exame radiológico evidenciava moderada cardiomegalia e congestão pulmonar. O ecocardiograma convencional demonstrou dilatação importante do ventrículo esquerdo (volume 70 ml/m² de SC) com fração de ejeção do ventrículo esquerdo pelo método de Simpson 34%. A análise de dissincronia evidenciou intervalo de abertura entre a valva aórtica e pulmonar de 51ms (dissincronia interventricular) e intervalo entre septo e parede anterior de 180ms. Índice de Yu de 49 ms. Devido à baixa idade e riscos de da terapia invasiva para tratamento de vias acessórias médio septais especialmente em lactentes, optou-se pelo tratamento medicamentoso da insuficiência cardíaca e supressão farmacológica da via acessória com amiodarona. A paciente segue em tratamento medicamentoso com seguimento pediátrico pondero estatural adequado. CONCLUSÃO: 1) Pacientes portadores de vias acessórias manifestas a direita podem evoluir com dissincronia e posterior disfunção ventricular apesar da ausência de eventos arrítmicos 2) O tratamento clínico é opção por diretriz em pacientes estáveis com vias de alto risco abaixo de 5 anos. (AU)


Assuntos
Humanos , Disfunção Ventricular , Lactente
3.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 133-133, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1009434

RESUMO

INTRODUÇÃO: As taquicardias ventriculares fasciculares são facilmente confundidas com arritmias supraventriculares (TPSV). Entretanto a origem ventricular do evento e a não resposta a adenosina alimentam o evento arrítmico pelo remodelamento elétrico e pela manutenção do estresse catecolaminérgico. Apesar do padrão eletrocardiográfico clássico ainda há um grande desconhecimento quanto ao diagnóstico o que facilitaria a introdução da terapêutica farmacológica adequada como verapamil. Outro obstáculo ao tratamento das taquicardias ventriculares fasciculares em pediatria e a impossibilidade da utilização de bloqueadores de canais de cálcio não dihidropiridinicos em menores de 1 ano pelo risco de parada cardiorrespiratória em ritmo não chocável. OBJETIVO: Descrever uma série de casos em jovens portadores de taquicardia ventricular fascicular analisando os principais aspectos evolutivos no seguimento horizontal. RESULTADOS: Foram avaliados 9 pacientes (5 meninos e 4 meninas) portadores de taquicardia ventricular fascicular documentada ao eletrocardiograma. A idade média foi de 115 meses (variando entre 0 e 216 meses ­ mediana 144 meses). O seguimento clínico médio foi de 39,5meses (mediana 33 meses). Quanto ao aspecto eletrocardiográfico 88,9% possuía participação do fascículo póstero inferior esquerdo (morfologia de BRD com BDASE). O diagnóstico inicial foi de TPSV (taquicardia por reentrada AV) em 88,9% dos casos. A amiodarona foi a medicação de escolha em 66,6% dos pacientes e foi utilizada em combinação com outras medicações antiarrítmicas em 77,8% (betabloqueador) das vezes. O uso de verapamil foi a escolha terapêutica em 77,7% dos pacientes no ambulatório especializado (100% dos pacientes acima de 2 anos). A ablação foi o tratamento definitivo em 66,6% dos casos com taxa de sucesso de 83,3% (100% de sucesso acima dos 4 anos). Houve um óbito na série (11,1%) devido a múltiplas associações medicamentosas e falha ao tratamento invasivo. CONCLUSÃO: 1) A evolução clínica das TF é benigna com boa resposta ao tratamento clínico e à ablação; 2) Pacientes de menor idade (<2 anos) que não respondem ao uso de amiodarona podem ter evolução desfavorável pelos riscos da ablação e pela impossibilidade de utilizar verapamil; 3) A difusão do padrão eletrocardiográfico e treinamento de cardiologistas pediátricos e pediatras pode ser um passo fundamental para se evitar o uso desnecessário de medicações antiarrítmicas inefetivas. (AU)


Assuntos
Humanos , Taquicardia Ventricular , Adolescente
4.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 148-148, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1009572

RESUMO

INTRODUÇÃO: A baixa fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE) é a principal determinante de mau prognóstico em pacientes com doença de Chagas (DC). A disautonomia cardíaca é outra complicação que ocorre em todas as formas da DC. Os pacientes chagásicos com baixa FEVE podem apresentar maior grau de disautonomia e essa associação poderia determinar pior prognóstico nessa população. A turbulência da frequência cardíaca (TFC) é uma técnica que avalia atividade autonômica cardíaca pela análise de flutuações da frequência sinusal após uma extrassístole ventricular por meio dos componentes turbulence onset (TO) e turbulence slope (TS), sendo utilizada para estratificação do risco de morte súbita e de morte cardíaca. OBJETIVO: Avaliar se, em pacientes com DC, a queda da FEVE associa-se a alterações dos resultados da TFC. METODOLOGIA: 74 pacientes com DC (29 homens, idade 61±11 anos), consecutivos submetidos a Holter 24 h foram divididos em 2 grupos de acordo com a FEVE: reduzida (Grupo A, n = 18) e preservada (Grupo B, n = 56). Os valores da FEVE dos dois grupos foram correlacionados com os achados da TFC (maior TO e menor TS indicam TFC alterada) além de categorias de TFC: 0 indicando TO e TS normais; categorias 1 e 2 apenas uma ou as duas variáveis alteradas. RESULTADOS: Observou-se diferença significativa entre os grupos A e B quanto a FEVE (39±9 vs 65±5 %, p < 0,001). Comparados aos pacientes do grupo B, os do grupo A apresentavam maior quantidade de ectopias ventriculares (2.956±2.339 [mediana de 2.875] vs 1.485±1.985, [mediana de 815] p = 0,005) , maiores valores de TO (0,1556±1,9 vs -1,04±2,5 %, p = 0,032) e menores valores de TS (3,39±3,5 vs 5,59±5 ms/RR, p = 0,044 para os grupos A e B respectivamente). Entre os pacientes do grupo A, 77,8 % apresentavam categoria 1 (TO ou TS alterados) e/ou 2 (TO e TS alterados) de TFC, enquanto entre os pacientes do grupo B, 35,7 % apresentavam categoria 1 e/ou 2 de TFC (p = 0,002). Pela análise de regressão linear, quanto menor a FEVE maior a TO (r=0,26; p=0.023) e menor a TS (r=0,26; p=0,016). CONCLUSÕES: 1) Em pacientes com DC, quanto mais baixa a FEVE maior o grau de disautonomia; 2) Essa população apresenta maior quantidade de ectopias ventriculares, menor FEVE e maior disautonomia, confirmando serem pacientes de maior risco para morte súbita ou de morte por causas cardíacas. (AU)


Assuntos
Humanos , Disfunção Ventricular Esquerda , Disautonomias Primárias
5.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 149-149, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1009585

RESUMO

INTRODUÇÃO: A fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca (FAPO) ocorre em 25% a 40% dos pacientes (P) após revascularização miocárdica (CRM), sendo mais frequente nos primeiros cinco dias. Há vários fatores envolvidos na gênese da FAPO, entre os quais o processo inflamatório e distúrbio hidroeletrolítico estão fortemente associados. O Stroke Risk Analysis (SRA) é um método eletrocardiográfico que utiliza a plotagem de Poincaré dos intervalos RR para detectar ectopias que são gatilhos para fibrilação atrial (figura) e tem sido útil para identificar P com risco de fibrilação atrial ambulatorialmente. Plotagem de Poincaré obtido pelo SRA. Em A, indivíduo sem ectopias, em ritmo sinusal (gráfico em formato de "taco de beisebol"). Em B, pontos esparsos ("outliers") indicam presença de ectopias e maior risco de FA. Ordenadas: intervalo RRn+1; abcissa intervalo RRn. OBJETIVO: Verificar a eficácia do SRA na detecção de FAPO após a CRM. MÉTODOS: 114 P, sem história prévia de fibrilação atrial, foram submetidos a CRM. No 1º dia de pós-operatório, o Holter de 7 dias foi instalado e permaneceu até o quinto dia. Os P que apresentaram FAPO os traçados de até 24h antes do início da arritmia foram divididos em trechos de 1h. Já os P que não apresentaram FAPO, o traçado do 2º dia PO foi dividido em trechos de 1h. Os trechos de gravação foram transferidos para uma central de análise e submetidos ao protocolo do SRA. Foi considerada correlação positiva a presença de "outliers" no gráfico de Poincaré. RESULTADOS: Dos 114 P (83 ♂ e 31♀; média de idade de 61± 7,9 anos, variando entre 43 e 84 anos), FAPO foi documentada em 34 P (30 %). O total de registros de Holter dessa população correspondeu a 660 períodos de uma hora. Dos 80 P sem FA, foram obtidos 641 registros de uma hora. No grupo FA+ a sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo foram de: 0,71/ 0,84 / 0,81 / 0,72 / respectivamente. CONCLUSÕES: O SRA é uma ferramenta de fácil execução e que pode ser empregada para predição de FAPO. (AU)


Assuntos
Humanos , Fibrilação Atrial , Revascularização Miocárdica
6.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 153-153, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1009591

RESUMO

INTRODUÇÃO: A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a doença cardiovascular genética de maior prevalência na prática clínica. As principais complicações dessa cardiopatia são a insuficiência cardíaca, fibrilação atrial (FA) e morte súbita. O surgimento de FA resulta em pior prognóstico pelo aumento da mortalidade e do risco de eventos tromboembólicos e acidente vascular encefálico. Assim, a identificação precoce de fatores risco para FA pode ser útil para prevenção e tratamento (anticoagulação). O ECG pode ser uma ferramenta importante nesse sentido, conforme demonstrado para outras condições clínicas como hipertensão arterial sistêmica ou doença valvar. OBJETIVO: Avaliar índices eletrocardiográficos para identificar risco de FA em CMH. MÉTODOS: Estudo descritivo que incluiu 68 pacientes (41 ♂; 27♀; média de idade ±56a) com diagnóstico confirmado CMH. Houve a formação de 2 grupos: grupo A (GA) 39 indivíduos com história clínica de FA/flutter atrial; grupo B (GB) 29 sem arritmias atriais. Foram avaliados os seguintes marcadores eletrocardiográficos: durações máxima e mínima da onda P (Pmax, Pmin); dispersão de onda P (Pdisp); variabilidade da onda P (Pvar); relação duração de P/intervalo PR (PPRi); intervalo Tpico-Tfim (TpTf); duração dos complexos QRS (QRSd); amplitude da onda P em aVR. As variáveis eletrocardiográficas foram obtidas manualmente por 1 investigador por meio de compasso eletrônico com aumento do ganho e registro de 400%. RESULTADOS: A onda Pmax foi maior no GA em relação ao GB (137±23ms vs:124±22ms; p = 0,019), ocorrendo o mesmo com Pdisp (51±21ms vs 40±15ms; p = 0,029) e a Pvar (16±7,7 vs. 12,8±5,3p=0,042). A QRSd foi maior no GA vs GB (120 ±34ms vs 105±31ms; p = 0,045). Os achados relacionados ao tamanho e volume de átrio esquerdo em ecocardiograma comprovaram relação direta com estabelecimento de arritmia (tamAE GA:47,23± 7mm vs GB: 42 ± 8mm ; p = 0,015 e volAE GA: 63±48mL/ m² vs GB:48 ±16mL/ m² ; p = 0,04), enquanto a espessura septal indicou uma tendência (GA:17,6 ± 4,8mm vs GB: 15,34 ± 5,3mm ;p=0,056). As variáveis PPRi, TpTf e amplitude de P em aVR não foram diferentes entre os GA e GB. CONCLUSÕES: a) Pmax, Pdisp, Pvar, QRSd, são significativamente maiores em pacientes com CMH com maior risco de FA; b) a relação PPRi, as variáveis que analisam a repolarização ventricular e a amplitude da onda P em aVR foram similares nos GA e GB c) essas variáveis eletrocardiográficas são úteis na prática clínica para identificação de risco para FA na CMH. (AU)


Assuntos
Humanos , Fibrilação Atrial , Cardiomiopatia Hipertrófica
7.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 198-198, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1010244

RESUMO

INTRODUÇÃO: A síndrome de Jervell e Lange-Nielsen (JLNS) é caracterizada por perda auditiva neurossensoria congênita e QTc longo, geralmente acima de 500 ms. A prolongação do intervalo QTc está associada a taquiarritmias, incluindo taquicardia ventricular, torsade de pointes e fibrilação ventricular, que podem culminar em síncope ou morte súbita. A apresentação clássica do JLNS é uma criança surda que experimenta episódios sincopais durante períodos de estresse, exercício ou susto. Cerca de metade dos indivíduos com JLNS apresentaram eventos cardíacos antes dos três anos de idade. Mais de metade das crianças não tratadas com JLNS morrem antes dos 15 anos de idade. O diagnóstico de JLNS é estabelecido em uma criança com surdez neurossensorial congênita, intervalo QT longo e presença de variantes patogênicas em KCNQ1 ou KCNE1. DESCRIÇÃO: menor sexo feminino, nascida por cesárea de emergência por bradicardia em março/2015. Eletrocardiograma ao nascimento evidenciou intervalo QT corrigido prolongado (em torno de 600 ms), mas criança clinicamente estável. Holter sem registro de arritmias, apenas com registro do intervalo QT prolongado e sem outras aparentes alterações em seu desenvolvimento neuro-psico-motor. Colhida na ocasião análise genética, que foi encaminhada para outro serviço. Vinha clinicamente estável em uso de beta-bloqueador (propranolol) e com Holter sem registro de arritmias até que aos oito meses de vida (nov/2015), apresentou episódio de convulsão, sendo internada. Optou-se então pelo implante de cardioversor-desfibrilador (CDI), que ocorreu sem intercorrências. Infelizmente, durante o pós-operatório a criança evoluiu com quadro infeccioso que culminou com seu óbito em 21/12/2015. Somente mais de um ano depois de sua morte, tivemos acesso ao resultado da análise genética, que evidenciou mutação recessiva no gene KCNQ1, evidenciando se tratar de JLNS, apesar de não se ter percebido alterações como surdez na criança. CONCLUSÕES: JLNS é uma grave afecção genética que pode levar a arritmias fatais e relatamos um caso que apresentou uma evolução típica. (AU)


Assuntos
Humanos , Criança , Síndrome de Jervell-Lange Nielsen
8.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 198-198, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1010249

RESUMO

INTRODUÇÃO: As síncopes em crianças correspondem em sua maioria a casos dramáticos que trazem grande ansiedade aos cuidadores e as equipes médicas. Apesar de frequentes na população pediátrica, a diferenciação entre quadros neuromediados e cardíacos necessita de uma cuidadosa interpretação do quadro clínico, exame físico e complementação laboratorial. Síncopes de origem cardíaca, principalmente as geradas por síndromes eletrogenéticas, podem ser o prenuncio real de morte e devem merecer total atenção de pediatras e cardiologistas. OBJETIVO: Descrever o caso de uma paciente pré-adolescente portadora de síncope e histórico familiar de morte súbita. RELATO DE CASO: Menina de 9 anos previamente hígida e com quadro de síncope hà 2 anos com pródromos de tontura durante atividade recreativa. Apresentava história familiar de morte inexplicada em parentes de primeiro grau (4 casos durante a adolescência/adulto jovem) todos durante momentos de stress emocional. Foi avaliada em serviço especializado em arritmia pediátrica. Apresentava coração estruturalmente normal assim como padrão normal de eletrocardiograma em repouso (Figura 1). Durante avaliação, apresentava queixa de tontura e foi realizado teste ergométrico. o mesmo demonstrava extrassístoles ventriculares polimórficas que progrediram para taquicardia ventricular polimórfica de padrão bidirecional no pico do esforço. (Figura 2). Foi introduzido e otimizado a dose do betabloqueador (Propranolol 60 mg/dia) com remissão do quadro arrítmico nos exames de controle. Segue assintomática em avaliação para implante de cardiodesfibrilador implantável devido à gravidade do quadro familiar. CONCLUSÕES: 1) Apesar da presença de pródromos, as síncopes de origem arrítmica devem ser suspeitadas em jovens com ocorrência durante a atividade física. 2) A anamnese, o exame físico e o histórico familiar são essenciais nos casos de síndromes elétricas, sendo entidades raras, como a TVC (1:10000 casos), potencialmente fatais de não estabelecer o diagnóstico. 3) O teste de esforço, mesmo em jovens, é essencial para o diagnóstico de taquicardias induzidas por catecolamina, servindo de diagnóstico e controle após o uso de terapia betabloqueadora. (AU)


Assuntos
Humanos , Síncope , Ergometria , Taquicardia Ventricular , Diagnóstico
9.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 29(Suppl. 2b): 273-273, Jun. 2019.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1014982

RESUMO

INTRODUÇÃO: O treinamento físico melhora a capacidade funcional e a qualidade de vida em pacientes com insuficiência cardíaca crônica (IC). Entretanto, devido à baixa disponibilidade de centros de reabilitação cardíaca e limitações pessoais (custos de transporte, tempo, preferências), a inclusão e a adesão ao treinamento físico supervisionado são baixas, sendo proposto o treinamento domiciliar como alternativa. OBJETIVO: Comparar os efeitos de dois programas de treinamento: um domiciliar e um supervisionado ao longo de 12 semanas sobre a capacidade funcional, atividade física diária e qualidade de vida em pacientes com IC. MÉTODOS: Foram incluídos 23 pacientes com IC (classe funcional NYHA II e III, fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≤40%) randomizados em Grupo Domiciliar (GD, n=11) ou Grupo Supervisionado (GS, n=12). Os pacientes realizaram, ao longo de 12 semanas exercícios aeróbios (60-70% da frequência cardíaca de reserva): caminhada para o GD e cicloergômetro para o GS combinados a exercícios resistidos (50% de uma repetição máxima). As variáveis-desfecho foram: pico de consumo de oxigênio e ventilação máxima do teste cardiopulmonar, distância percorrida no teste da caminhada de seis minutos, força muscular do quadríceps, pressão inspiratória máxima, número de passos/dia e qualidade de vida. RESULTADOS: Após 12 semanas,GD e GS apresentaram aumentos significantes (p=0,025) no pico de consumo de oxigênio (0,8 e 3,7 ml/kg/min, respectivamente), na ventilação máxima (11,5 e 15,6 l/min, respectivamente), na distância percorrida (40 e 25 m, respectivamente), na porcentagem de força muscular do quadríceps (21% e 11%, respectivamente) e na qualidade de vida avaliada por meio do questionário Minnesota Living with Heart Failure (1 e 13, respectivamente), sem diferenças entre GD e GS. Entretanto, o GS mostrou melhora na força muscular inspiratória (p=0,042), aumento no número de passos/dia (p=0,001) e no componente de saúde mental do questionário SF-36 (p=0,001) superior ao GD. CONCLUSÕES: O treinamento domiciliar pode ser uma alternativa ao treinamento supervisionado para melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida em pacientes com IC. Além desses benefícios, o treinamento supervisionado foi superior em aumentar a força muscular inspiratória, o número de passos/dia e melhorar os aspectos de saúde mental em pacientes com IC. (AU)


Assuntos
Humanos , Exercício , Insuficiência Cardíaca
10.
J Neurophysiol ; 120(5): 2649-2653, 2018 Nov 01.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-30407902

RESUMO

We investigated the relation between swimming exercise and fear memory extinction. Rats that performed regular swimming exercise over 6 wk underwent fear conditioning. Twenty-eight days later, they were submitted to extinction tests. Swimming rats had enhanced extinction process throughout the 5 days of the extinction test compared with sedentary rats. This suggests that the swimming exercise accelerated the process of aversive memory extinction, reducing the expression of conditioned fear behavior. These results encourage further studies addressing the anxiolytic effects of exercise, with potential implications for anxiety disorders such as posttraumatic stress disorder. NEW & NOTEWORTHY We have shown that rats that performed regular swimming exercise over 6 wk had enhanced extinction process compared with sedentary animals. The swimming exercise may accelerate the process of aversive memory extinction, reducing the expression of conditioned fear behavior.

11.
J Neurophysiol ; 2018 Sep 19.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-30230992

RESUMO

We investigated the relation between swimming exercise and fear memory extinction. Rats that performed regular swimming exercise over six weeks underwent a fear conditioning. Twenty-eight days later, they were submitted to extinction tests. Swimming rats had enhanced extinction process throughout the 5 days of the extinction test when compared to sedentary ones (Exercise vs. Fear Conditioning vs. Test days interaction effect. This suggests that the swimming exercise accelerated the process of aversive memory extinction, reducing the expression of conditioned fear behavior. These results encourage further studies addressing the anxiolytic effects of exercise, with potential implications for anxiety disorders such as post-traumatic stress disorder.

12.
Braz J Cardiovasc Surg ; 33(4): 418-423, 2018 Jul-Aug.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-30184040

RESUMO

Tetralogy of Fallot (ToF) is one of the most prevalent congenital heart disease. Its surgical corrections may haemodinamically correct a disease, but the incisions may create scars that will originate ventricular arrhythmias. Even though life threatening arrhythmias are not common, some patients present unstable ventricular tachycardia (VT) of ectopic ventricular beats triggering heart failure and symptoms. We describe the treatment of a 16-years-old woman with late ToF repair and drug refractory Implantable cardioverter defibrillator (ICD) shocks. The patient underwent successful ablation of VT using X-ray and anatomic landmarks without the use of electroanatomical mapping. We were able to reduce drugs after one month of ablation and improve quality of life and symptoms. In this paper we describe the indications and perform a brief review of the key points for successful radiofrequency catheter ablation of VT in ToF patients.

13.
Rev. bras. cir. cardiovasc ; 33(4): 418-423, July-Aug. 2018. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS-Express | ID: biblio-958433

RESUMO

Abstract Tetralogy of Fallot (ToF) is one of the most prevalent congenital heart disease. Its surgical corrections may haemodinamically correct a disease, but the incisions may create scars that will originate ventricular arrhythmias. Even though life threatening arrhythmias are not common, some patients present unstable ventricular tachycardia (VT) of ectopic ventricular beats triggering heart failure and symptoms. We describe the treatment of a 16-years-old woman with late ToF repair and drug refractory Implantable cardioverter defibrillator (ICD) shocks. The patient underwent successful ablation of VT using X-ray and anatomic landmarks without the use of electroanatomical mapping. We were able to reduce drugs after one month of ablation and improve quality of life and symptoms. In this paper we describe the indications and perform a brief review of the key points for successful radiofrequency catheter ablation of VT in ToF patients.

14.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 28(3)jul.-ago. 2018. ilus, tab, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-916542

RESUMO

O sistema cardiovascular é responsável pelo fluxo circulatório adequado, o qual depende do volume sistólico e frequência cardíaca (FC). Quando insuficientes, causa hipofluxo cerebral e incapacidade de realizar atividades. A bradicardia é causada por: a) disfunção sinusal, manifestada por FC inapropriadas, pausas ou síndrome de taqui-bradicardia, síncopes, tonturas e intolerância aos esforços, sem risco à vida; b) distúrbio da condução atrioventricular (bloqueios atrioventriculares - BAV): de primeiro, segundo (Mobitz I, Mobitz II e avançado) e terceiro grau (Total) . O BAV de primeiro grau e do tipo Mobitz I tem bom prognóstico. O BAV Mobitz II, avançado e total, mesmo oligossintomático ou transitório, sem causas removíveis, tem maior morbimortalidade; c) distúrbios neuromediados e a síncope reflexa são desencadeados por posição ortostática ou exposição à estresse emocional e a síndrome do seio carotídeo associada à estimulação da carótida. A FC baixa pode estar associada a um maior risco, sendo que os sinais e sintomas indicam gravidade. Na urgência, deve-se tratar as causas subjacentes assegurar o bom funcionamento das vias aéreas administrar O2 monitorar ritmo, FC, pressão arterial, e, também, o acesso venoso. É importante analisar o ritmo, exame físico e histórico, além de pesquisar e tratar os fatores contribuintes. Caso haja sinais de baixa perfusão, deve-se administrar atropina. A estimulação por marcapasso transcutâneo é indicada, caso a atropina seja ineficaz. Além disso, deve-se considerar a adrenalina ou dopamina e estimulação transvenosa


The cardiovascular system is responsible for adequate circulatory flow, which depends on systolic volume and heart rate (HR). When insufficient, it causes cerebral hypoflow and inability to perform activities. Bradycardia is caused by: a) sinus dysfunction, manifested by inappropriate HR, pauses or tachycardia-bradycardia syndrome, syncope, dizziness and intolerance to exertion, without risk to life; b) atrioventricular conduction disorder (atrioventricular (AV) blocks): first, second (Mobitz type I, Mobitz type II and advanced) and third degree (complete). First-degree and Mobitz type I AV block both have good prognosis. Mobitz type II, advanced and complete AV block, even oligosymptomatic or transient, without removable causes, have higher morbidity and mortality; c) neuromediated disorders and reflex syncope are triggered by orthostatic position or exposure to emotional stress and carotid sinus syndrome, associated with carotid stimulation. Low HR may be associated with increased risk, and signs and symptoms indicate severity. In emergency conditions the underlying causes should be treated to ensure good functioning of the airways; administer O2; monitor cardiac rhythm, HR, blood pressure, and venous access. It is important to analyze rhythm, and conduct a physical examination and clinical history, and to check for and treat contributing factors. If there are signs of low perfusion, atropine should be administered. Simulation by transcutaneous pacemaker is indicated if atropine is ineffective. Epinephrine or dopamine and transvenous stimulation should also be considered


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Arritmias Cardíacas/terapia , Bradicardia/terapia , Emergências , Unidades de Terapia Intensiva , Perfusão/métodos , Fatores Etários , Fibrilação Atrial/complicações , Fibrilação Atrial/terapia , Bloqueio Atrioventricular/complicações , Bloqueio Atrioventricular/terapia , Atropina/administração & dosagem , Dopamina/uso terapêutico , Eletrocardiografia/métodos , Frequência Cardíaca , Hipertensão/complicações , Marca-Passo Artificial , Fatores de Risco , Síncope Vasovagal/complicações , Taquicardia Sinusal
15.
Clin Cardiol ; 41(6): 837-842, 2018 Jun.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-29671882

RESUMO

BACKGROUND: Hypertrophic cardiomyopathy (HCM), a genetically transmitted disease, is the most common genetic cardiovascular disease. Current strategies to stratify risk are expensive and concentrated in wealthy centers. Twelve-lead electrocardiography (ECG) is inexpensive, universally available, and can be readily used for Selvester QRS scoring, which estimates scar size. This study aimed to establish the relation between ECG scar quantification and myocardial fibrosis (extent of myocardial delayed enhancement) in multidetector computed tomography (MDCT). HYPOTHESIS: There is a significant association between ECG scar quantification and the extent of myocardial delayed enhancement in MDCT. METHODS: Seventy-five patients with HCM underwent a routine clinical evaluation and echocardiography, 12-lead ECG, and MDCT study. Patients with and without an implantable cardioverter-defibrillator were included. RESULTS: The estimated Selvester QRS score of myocardial fibrosis was correlated significantly (R = 0.70; P < 0.01) with the quantified MDCT fibrosis. Compared with MDCT, the QRS score had 84.8% sensitivity and 88.8% specificity. Myocardial fibrosis was present in 88% of these patients with HCM (fibrotic mass, 9.87 ±10.8 g) comprising 5.66% ±6.16% of the total myocardial mass seen on the MDCT images. The Selvester QRS score reliably predicted the fibrotic mass in 76% of patients, which estimated 8.44% ±7.39% of the total myocardial mass. CONCLUSIONS: The Selvester QRS score provides reliable quantification of myocardial fibrosis and was well correlated with MDCT in patients with HCM.


Assuntos
Cardiomiopatia Hipertrófica/diagnóstico por imagem , Cicatriz/diagnóstico por imagem , Eletrocardiografia , Tomografia Computadorizada Multidetectores , Miocárdio/patologia , Adulto , Cardiomiopatia Hipertrófica/patologia , Cardiomiopatia Hipertrófica/fisiopatologia , Cicatriz/patologia , Cicatriz/fisiopatologia , Feminino , Fibrose , Humanos , Masculino , Pessoa de Meia-Idade , Variações Dependentes do Observador , Valor Preditivo dos Testes , Prognóstico , Reprodutibilidade dos Testes , Índice de Gravidade de Doença
16.
RELAMPA, Rev. Lat.-Am. Marcapasso Arritm ; 31(2)abr.-jun. 2018. ilus, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-913972

RESUMO

O eletrocardiograma corresponde ao registro gráfico da atividade elétrica cardíaca. As ondas que o compõem são obtidas por meio de cabos-eletrodos posicionados de maneira convencional na superfície corpórea, e, por essa razão, apresentam características tanto de duração como de morfologia bem estabelecidas. Quaisquer modificações dessas ondas podem indicar alterações da atividade elétrica, de átrios e/ou de ventrículos. Esse conceito é importante não somente para se diagnosticar um desarranjo muscular, mas também para se estadiar uma doença e estabelecer o prognóstico. A fibrilação atrial é uma arritmia frequente, cuja incidência aumenta com a idade e com o acúmulo de fatores de risco relacionados a sua origem. Várias doenças que surgem ao longo da vida agridem o tecido atrial, causando desarranjos elétrico e estrutural atriais, que podem se manifestar como modificações das características das ondas p, tais como morfologia e duração, bem como de sua relação com o intervalo PR. Essas alterações, quando detectadas, podem ser úteis na identificação precoce dos pacientes mais propensos a terem fibrilação atrial, e sua presença, associada a escores clínicos que definem indivíduos mais "doentes", tem se mostrado um aliado útil no manuseio clínico dessa população. Este trabalho tem como objetivo atualizar esses conceitos para a prática clínica


The electrocardiogram is a graphical recording of cardiac electrical activity. The waves in an electrocardiogram are obtained by means of electrode-cables positioned in a conventional way on the body surface and for this reason, their characteristics, including both duration and morphology, are well established. Any changes in these waves may indicate electrical activity changes of the atria and/or ventricles. This concept is important not only for diagnosing heart muscle disease but also for staging the disease and establishing prognosis. Atrial fibrillation is a frequent arrhythmia whose incidence increases with age and with the accumulation of risk factors related to its origin. Several diseases which develop throughout a patient's lifetime cause atrial tissue lesions and atrial electrical and structural derangements whose manifestations may be modifications of p wave characteristics such as its morphology and duration, as well as its relationship with the PR interval. These changes, when detected, may be useful for the early identification of patients most likely to have atrial fibrillation and their presence, along with clinical scores that define "sicker" individuals, have been shown to be a useful ally in the clinical management of this population. The purpose of this study is to update these concepts for the clinical practice


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Pessoa de Meia-Idade , Fibrilação Atrial/diagnóstico , Fibrilação Atrial/fisiopatologia , Eletrocardiografia/métodos , Pacientes , Fatores de Risco , Arritmias Cardíacas/diagnóstico , Canais de Cálcio , Diagnóstico por Imagem/métodos , Átrios do Coração/diagnóstico por imagem , Ventrículos do Coração/diagnóstico por imagem , Obesidade , Onda p , Prognóstico , Tabagismo
17.
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-38651

RESUMO

O sistema cardiovascular é responsável pelo fluxo circulatório adequado, o qual depende do volume sistólico e frequência cardíaca (FC). Quando insuficientes, causa hipofluxo cerebral e incapacidade de realizar atividades. A bradicardia é causada por: a) disfunção sinusal, manifestada por FC inapropriadas, pausas ou síndrome detaqui-bradicardia, síncopes, tonturas e intolerância aos esforços, sem risco à vida; b) distúrbio da condução atrioventricular (bloqueios atrioventriculares - BAV): de primeiro, segundo (Mobitz I, Mobitz II e avançado) e terceiro grau (Total). O BAV de primeiro grau e do tipo Mobitz I tem bom prognóstico. O BAV Mobitz II, avançado e total, mesmo oligossintomático ou transitório, sem causas removíveis, tem maior morbimortalidade; c) distúrbios neuromediados e a síncope reflexa são desencadeados por posição ortostática ou exposição à estresse emocional e a síndrome do seio carotídeo associada à estimulação da carótida. A FC baixa pode estar associada a um maior risco, sendo que os sinais e sintomas indicam gravidade. Na urgência, deve-se tratar as causas subjacentes assegurar o bom funcionamento das vias aéreas administrar O2 monitorar ritmo, FC, pressão arterial, e, também, o acesso (AU)venoso. É importante analisar o ritmo, exame físico e histórico, além de pesquisar e tratar os fatores contribuintes. Caso haja sinais de baixa perfusão, deve-se administrar atropina. A estimulação por marcapasso transcutâneo é indicada, caso a atropina seja ineficaz. Além disso, deve-se considerar a adrenalina ou dopamina e estimulação transvenosa.


Assuntos
Arritmias Cardíacas , Bradicardia , Hipotensão , Emergências , Marca-Passo Artificial
18.
RELAMPA, Rev. Lat.-Am. Marcapasso Arritm ; 31(2): 45-51, 2018. ilus, tab
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-37464

RESUMO

O eletrocardiograma corresponde ao registro gráfico da atividade elétrica cardíaca. As ondas que o compõem são obtidas por meio de cabos-eletrodos posicionados de maneira convencional na superfície corpórea, e, por essa razão, apresentam características tanto de duração como de morfologia bem estabelecidas. Quaisquer modificações dessas ondas podem indicar alterações da atividade elétrica, de átrios e/ou de ventrículos. Esse conceito é importante não somente para se diagnosticar um desarranjo muscular, mas também para se estadiar uma doença e estabelecer o prognóstico. A fibrilação atrial é uma arritmia frequente, cuja incidência aumenta com a idade e com o acúmulo de fatores de risco relacionados a sua origem. Várias doenças que surgem ao longo da vida agridem o tecido atrial, causando desarranjos elétrico e estrutural atriais, que podem se manifestar como modificações das características das ondas p, tais como morfologia e duração, bem como de sua relação com o intervalo PR. Essas alterações, quando detectadas, podem ser úteis na identificação precoce dos pacientes mais propensos a terem fibrilação atrial, e sua presença, associada a escores clínicos que definem indivíduos mais "doentes", tem se mostrado um aliado útil no manuseio clínico dessa população. Este trabalho tem como objetivo atualizar esses conceitos para a prática clínica. (AU)


Assuntos
Fibrilação Atrial , Eletrocardiografia , Onda p
19.
Ann Hum Genet ; 81(3): 99-105, 2017 May.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-28422282

RESUMO

Atrial fibrillation (AF) is the most common arrhythmia after cardiac surgery. From a pathophysiological point of view, a myriad of factors such as trauma, atrial dilation, ischemia, mechanical myopericarditis, autonomic imbalance, loss of connexins, AF nest remodeling, inflammation, sutures, and dysfunction caused by postextracorporeal circulation can contribute to postoperative atrial fibrillation (POAF) resulting in a longer hospital stay and consequently higher cost. Recent studies showed that short fragments of RNA, called microRNA (miRNA), can contribute to the development of several cardiovascular diseases, including AF. The aim of this study was to evaluate the levels of circulating miRNAs (miR-1, -23a, and -26a) that can be involved in POAF. Patients submitted to coronary artery bypass graft surgery were grouped in POAF (24 patients) and without POAF (24 patients). Results showed older age, longer clamp-time, and more days in the intensive care unit as well as a longer total hospital stay in the POAF group. Preoperative levels of circulating miRNAs were similar. Analysis of miRNAs revealed significantly lower circulating levels of miRNA-23a (P = 0.02) and -26a (P = 0.01) in the POAF group during the postoperative period. Receiver operating characteristic (ROC) analysis showed the area under the ROC curve of miR-23a and miR-26a for predicting FA was 0.63 (95% confidence interval [CI]: 0.51-0.74; P = 0.02) and 0.66 (95% CI: 0.55-0.77; P = 0.01), respectively. Our data suggests that circulating miRNA-23a and -26a may be involved in the underlying biology of postoperative AF development.


Assuntos
Fibrilação Atrial/sangue , Fibrilação Atrial/genética , Ponte de Artéria Coronária , MicroRNAs/sangue , Fibrilação Atrial/cirurgia , Estudos de Casos e Controles , Feminino , Humanos , Masculino , Pessoa de Meia-Idade , Curva ROC , Resultado do Tratamento
20.
In. Sousa, Amanda Guerra de Moraes Rego; Abizaid, Andrea Claudia Leão de Souza; Amato, Vivian Lerner; Meneghelo, Romeu Sérgio; Sousa, José Eduardo Moraes Rego. Nova série monografias Dante Pazzanese Fundação Adib Jatene 2017. Rio de Janeiro, Elsevier, 2017. p.231-272, ilus, tab.
Monografia em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-35037

RESUMO

A doença de Chagas ainda é uma enfermidade bastante prevalente, principalmente em países subdesenvolvidos (inclusive o Brasil), e acarreta morbimortalidade importante e prejuízo sociais econômicas e para a saúde da população - dentre os quais se encontra a morte súbita. A morte súbita é responsável por cerca de 50% das mortes de causa cardíaca...(AU)


Assuntos
Doença de Chagas , Técnicas e Procedimentos Diagnósticos , Risco
SELEÇÃO DE REFERÊNCIAS
DETALHE DA PESQUISA