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2.
Rev. bras. med. fam. comunidade ; 14(41): 1945, 02/2019.
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-1008690

RESUMO

Este artigo apresenta algumas características organizativas e operacionais da Atenção Primária à Saúde (APS) inglesa. Seu objetivo é evidenciar pontos relevantes no funcionamento das clínicas da APS que facilitam o equilíbrio dinâmico entre o atendimento à demanda espontânea e as ações programáticas em saúde. Ele tem como base um estudo etnográfico, realizado no Reino Unido no período de 2013/14, no qual se analisou o modelo de pagamento por desempenho no país. Os tópicos abordados incluem: (a) composição das equipes da APS inglesa; (b) organograma funcional de uma clínica de APS; (c) consulta de 10 minutos dos médicos de família e horário de funcionamento da clínica; (d) recepção; (e) equipe de enfermagem; e (f) sistema de tecnologia da informação. Cada um desses itens possui referências para as quais é possível explorar websites e tutoriais de modo a compreender melhor alguns aspectos das clínicas da APS inglesa. O Reino Unido profissionalizou o acesso dos pacientes aos serviços da APS. Isto ocorreu por meio de um contingente maior de pessoal administrativo, menor proporção população/médico de família, maior autonomia da equipe de enfermagem e um robusto sistema de tecnologia da informação. No Brasil, a Estratégia Saúde da Família (ESF) necessita percorrer caminho semelhante a fim de aprimorar a qualidade da APS no país


This article presents some organizational and operational characteristics of UK Primary Health Care (PHC). The objective is to show relevant points in the functioning of PHC clinics that facilitate the dynamic balance between same-day appointments and programmatic health actions. It derives from empirical material of an ethnographic study, conducted in the United Kingdom in the period of 2013/14, which analyzed the pay-for-performance model in the country. The issues covered include: (a) composition of English PHC teams; (b) PHC clinic functional organogram; (c) 10 minute consultation of family physician and clinic opening hours; (d) reception; (e) nursing team; and (f) information technology system. The supporting references allow to simultaneously explore websites and tutorials to better understand some aspects of the English PHC dynamics. The UK has professionalized patients' access to PHC. This has entailed larger number of administrative personnel, a smaller population/family physician ratio, greater autonomy of the nursing team and a robust information technology system. In Brazil, the Family Health Strategy (FHS) needs to follow a similar path in order to improve the primary healthcare quality in the country


Este artículo presenta algunas características organizativas y operativas de la atención primaria de salud (APS) en el Reino Unido. El objetivo es presentar los puntos relevantes en las clínicas de la APS que articulados facilitan el equilibrio dinámico entre citas el mismo día y acciones programáticas de salud. Tiene como base material empírico de un estudio etnográfico, realizado en el Reino Unido en el período de 2013/14, que analizó el modelo de pago por desempeño en el país. Los temas cubiertos incluyen: (a) la composición de los equipos de APS inglesa; b) organograma funcional de una clínica de APS; (c) consulta de 10 minutos consulta del médico de familia y horario de funcionamiento de las clínicas de APS; (d) recepción; (e) equipo de enfermería; y (f) sistema de tecnología de la información. Las referencias de apoyo permiten explorar simultáneamente webpage y tutoriales para comprender mejor algunos aspectos de la dinámica de la APS. El Reino Unido ha profe ionalizado el acceso de los pacientes a la APS. Esto ha implicado un mayor número de personal administrativo, una proporción menor de población/médicos de familia, una mayor autonomía del equipo de enfermería y un sistema robusto de tecnología de la información. En Brasil, la Estrategia de Salud Familiar (ESF) necesita seguir un camino similar para mejorar la calidad de la APS en el país.

4.
Interface (Botucatu, Online) ; 23: e180435, 2019. tab, graf
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-1012475

RESUMO

A prevenção tem sido medicalizada gerando danos iatrogênicos frequentes. Isso demanda prevenção quaternária (P4): evitar medicalização/intervencionismo desnecessários e danos iatrogênicos correlatos. Apresentamos, neste artigo, uma articulação conceitual orientadora da P4 na prevenção. Geoffrey Rose distinguiu entre medidas preventivas "redutivas" (reduzem riscos derivados da vida moderna, como sedentarismo e ultraprocessados na alimentação) e "aditivas" (adicionam fatores artificiais protetores, como vacinações, rastreamentos, fármacos hipolipemiantes). O grande potencial de danos das medidas preventivas aditivas exige aplicação sistemática do princípio da precaução. Este orienta que, havendo dúvidas científicas sobre danos potenciais significativos de uma atividade, o Estado deve ativamente evitá-los, por meio de atribuição do ônus da prova de eficácia/segurança da atividade aos proponentes, exploração de alternativas inofensivas e aumento da participação pública na decisão. Tal aplicação, crucial para a P4 na prevenção, amiúde não ocorre em práticas preventivas de alta prevalência e iatrogenia.


La prevención se ha medicalizado generando daños iatrogénicos frecuentes. Eso demanda prevención cuaternaria (P4): evitar medicalización/intervencionismo innecesarios y daños iatrogénicos correlacionados. En este artículo presentamos una articulación conceptual orientadora de la P٤ en la prevención. Geoffrey Rose distinguió entre medidas preventivas "reductivas" (reducen riesgos derivados de la vida moderna, como sedentarismo y ultraprocesados en la alimentación) y "adictivas" (añaden factores artificiales protectores como vacunaciones, rastreos, fármacos hipolipemiantes). El gran potencial de daños de las medidas preventivas adictivas exige aplicación sistemática del principio de la precaución. Este orienta a que, habiendo dudas científicas sobre daños potenciales significativos de una actividad, el Estado debe activamente evitarlos por medio de atribución del peso de la prueba de eficacia/seguridad de la actividad a los proponentes, exploración de alternativas inofensivas y aumento de la participación pública en la decisión. Tal aplicación, crucial para la P4 en la prevención, a menudo no ocurre en prácticas preventivas de alta prevalencia y iatrogenia.


Prevention has been medicalized leading to frequent iatrogenic harms. This calls for quaternary prevention (P4) in prevention: to avoid unnecessary medicalization/interventions and its associated iatrogenic harms. We present a conceptual articulation which guides P4 in prevention. Geoffrey Rose shows the difference between "reductive" preventive measures (reduce risks derived from modern life, such as reducing sedentary and ultraprocessed food) and "additive" (add protective artificial factors such as vaccinations, screenings, lipid-lowering drugs). The great potential harms of additive preventive measures require systematic application of the precautionary principle (PP). The PP advises that persisting scientific doubts about significant potential harms of preventive interventions, the State should actively discourage them by requiring the proponents to provide the appropriate evidence of their effectiveness/safety, exploring harmless alternatives, and increasing public participation in decision-making process. Unfortunately, this approach does not often occur in potentially iatrogenic preventive measures.

5.
Saúde debate ; 42(spe1): 361-378, Jul.-Set. 2018.
Artigo em Português | LILACS-Express | ID: biblio-979276

RESUMO

RESUMO Sistemas de saúde universais orientados pela Atenção Primária à Saúde (APS) apresentam melhores resultados para a população. Este artigo apresenta a situação do acesso ao cuidado na APS brasileira, seus problemas, desafios e estratégias para sua superação. Realizou-se uma revisão narrativa, incluindo estudos quali e quantitativos. O acesso na APS aumentou com a expansão da Estratégia Saúde da Família (ESF), mas ainda permanece insuficiente. As principais barreiras ao acesso incluem: subdimensionamento/subfinanciamento da APS, excesso de usuários vinculados às equipes da ESF, número reduzido de Médicos de Família e Comunidade (MFC), com pouca interiorização/fixação, burocratização e problemas funcionais dos serviços, como rigidez nos agendamentos e priorização de grupos específicos (hipertensos, puericultura etc.). Para melhorar o acesso, é necessário aumentar o investimento federal na ESF, priorizando-a e expandindo-a, reduzir os usuários vinculados às equipes, ampliar a formação médica em MFC, explorar a clínica da enfermagem, diversificar os meios de comunicação com usuários, explorar a cogestão da equipe e flexibilizar as agendas dos profissionais. Conclui-se que, para fortalecer a APS, é estratégico estimular o acesso na ESF vinculado ao cuidado longitudinal.


ABSTRACT Universal health systems oriented by Primary Health Care (PHC) present better population outcomes. This article addresses the situation of access to care in Brazilian PHC. A non-systematic narrative review was carried out, which included published studies and empirical experiences in several services and municipalities. Three thematic axes guide the present study: (1) Current access situation in Brazilian PHC; (2) Problems and challenges; and (3) Strategies for expanding access in PHC. Research shows that access to PHC increased with the expansion of the Family Health Strategy (FHS), but still remain insufficient. The main barriers to access include: undersizing and underfunding of PHC, excessive patient-list linked to FHS teams, reduced number of specialist physicians, difficulty in interiorizing/fixing FHS professionals, and excessive municipal autonomy in the management of PHC services. To improve and qualify the access in PHC, it is necessary to increase federal investments, expand FHS coverage, reduce patient-list linked to FHS teams, increase medical training in family and community medicine, optimize nursing clinics, diversify communication media with users, and enhance appointment flexibility. In conclusion, to strengthen PHC it is strategical to stimulate access to longitudinal care.

6.
Saúde Soc ; 26(3): 638-650, Jul.-Set. 2017. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-903886

RESUMO

Abstract This paper takes Geoffrey Rose's concepts on preventive strategy as the basis for theoretical framework to critically analyse the current approach to disease prevention. Rose's "continuum of risk and severity" has widened the scope for preventive actions and underpins two approaches: high-risk strategy (HRS) and population strategy (PS). Both of them produce paradoxes: HRS, despite having a good harm-benefit ratio, offers little impact on public health; PS has greater impact on public health, but offers minimal benefit at individual level. We argue that HRS is being misapplied by reducing cut-off points for preventive interventions to impact morbimortality attributed to specific diseases. This tends to medicalize prevention, producing more disease related phenomena through screening techniques, and inducing individual affective reactions, which require action in the present to secure better future health. This context has paved the way for speculative preventive medicine, which perceives health as a commodity but ignores its implications for public health services.


Resumo Este artigo aborda os conceitos de Geoffrey Rose sobre estratégia preventiva como base para análise teórico-crítica da abordagem atual para a prevenção de doenças. A proposta de Rose de um "continuum de risco e severidade" ampliou as possibilidades das ações preventivas ao classificar duas abordagens: a estratégia de alto risco (EAR) e a estratégia populacional (EP). Ambas produzem paradoxos: a EAR, apesar de apresentar boa relação dano-benefício, oferece pouco impacto para a saúde pública; a EP tem maior impacto sobre a saúde pública, mas oferece benefícios mínimos em nível individual. Argumentamos que a EAR tem sido mal utilizada ao reduzir pontos de corte para intervenções preventivas para impactar a morbimortalidade atribuída a doenças específicas. Isso tende a medicalizar a prevenção, produzindo mais fenômenos relacionados à doença por meio de técnicas de rastreamento, induzindo reações afetivas individuais que exigem ação no presente para garantir melhor saúde no futuro. Tal contexto abre caminho para a prática de uma medicina preventiva especulativa, que percebe a saúde como mercadoria, mas ignora suas implicações para os serviços de saúde pública.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Saúde Pública , Medicina Baseada em Evidências , Mercantilização , Prevenção de Doenças , Medicalização , Prevenção Quaternária
7.
Cad Saude Publica ; 32(10): e00012316, 2016 Oct 20.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-27783750

RESUMO

This article contends that the distinction between clinical care (illness) and prevention of future disease is essential to the practice of quaternary prevention. The authors argue that the ongoing entanglement of clinical care and prevention transforms healthy into "sick" people through changes in disease classification criteria and/or cut-off points for defining high-risk states. This diverts health care resources away from those in need of care and increases the risk of iatrogenic harm in healthy people. The distinction in focus is based on: (a) management of uncertainty (more flexible when caring for ill persons); (b) guarantee of benefit (required only in prevention); (c) harm tolerance (nil or minimal in prevention). This implies attitudinal differences in the decision-making process: greater skepticism, scientism and resistance towards preventive action. These should be based on high-quality scientific evidence of end-outcomes that displays a net positive harm/benefit ratio.


Assuntos
Padrões de Prática Médica , Serviços Preventivos de Saúde/métodos , Humanos
8.
Cad. saúde pública ; 32(10): e00012316, Oct. 2016. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS | ID: lil-797006

RESUMO

Abstract: This article contends that the distinction between clinical care (illness) and prevention of future disease is essential to the practice of quaternary prevention. The authors argue that the ongoing entanglement of clinical care and prevention transforms healthy into "sick" people through changes in disease classification criteria and/or cut-off points for defining high-risk states. This diverts health care resources away from those in need of care and increases the risk of iatrogenic harm in healthy people. The distinction in focus is based on: (a) management of uncertainty (more flexible when caring for ill persons); (b) guarantee of benefit (required only in prevention); (c) harm tolerance (nil or minimal in prevention). This implies attitudinal differences in the decision-making process: greater skepticism, scientism and resistance towards preventive action. These should be based on high-quality scientific evidence of end-outcomes that displays a net positive harm/benefit ratio.


Resumo: O artigo propõe que a distinção entre os cuidados clínicos (para a doença atual) e a prevenção de doenças futuras é essencial para a prática da prevenção quaternária. Os autores argumentam que uma confusão persistente vem transformando pessoas saudáveis em "doentes" através de mudanças nos critérios de classificação de doenças e/ou de pontos de corte para definir estados de risco elevado. Isso desvia os recursos para atenção em saúde dos mais necessitados e aumenta o risco de dano iatrogênico a pessoas saudáveis. A distinção se baseia em: (a) o manejo da incerteza (mais flexível no cuidado de doentes); (b) a garantia de benefício (exigida apenas no caso da prevenção) e (c) tolerância para o dano (nula ou mínima na prevenção). Isso implica em diferenças de atitude no processo decisório: maior ceticismo, cientificismo e resistência em relação à ação preventiva. Tais aspectos devem ser embasados em evidências científicas de alta qualidade em relação aos desfechos, e que apresentem correlação positiva entre dano e benefício.


Resumen: Este artículo sostiene que la distinción entre el cuidado médico (enfermedad) y la prevención de futuras enfermedades es esencial para la práctica de la prevención cuaternaria. Los autores discuten que el conflicto en curso entre los cuidados médicos y la prevención transforma las personas sanas en enfermas, debido a los cambios en los criterios de clasificación y/o puntos de corte para definir situaciones de alto riesgo. Esto produce una desviación de los recursos sanitarios de quienes necesitan realmente el cuidado médico, e incrementa el riesgo de daño iatrogénico en personas sanas. Esta distinción está basada en: (a) gestión de la incertidumbre (más flexible cuando se cuida de personas enfermas); (b) garantía de beneficio (requerida sólo en prevención); (c) tolerancia al daño (nula o mínima en prevención). Esto implica diferencias actitudinales en el proceso de toma de decisiones: gran escepticismo, cientificismo y resistencia a la acción preventiva. Estos aspectos deberían estar basados en evidencia científica de alta calidad sobre los resultados finales que muestren una razón positiva entre daño y beneficio.


Assuntos
Humanos , Padrões de Prática Médica , Serviços Preventivos de Saúde/métodos
9.
Rev. bras. med. fam. comunidade ; 10(35): 1-3, abr.-jun. 2015.
Artigo em Inglês, Português | LILACS, Coleciona SUS | ID: biblio-878718

RESUMO

A Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC) nesta edição especial de Volume 10 número 35, aborda o tema da Prevenção Quaternária (P4), que passou a fazer parte dos descritores da Bireme (DeCS) em 06/04/2015, graças a iniciativa da RBMFC.2,3 Assim, novas palavras começam a ganhar forma e força como discurso contra-hegemônico dentro da própria medicina por meio da 'liderança moral e intelectual'4 de pesquisadores e médicos práticos. A ilustração da capa, intitulada 'Palavras da Prevenção' faz referência à importância de certos termos no campo da prevenção, bem como aos vários temas discutidos na presente edição. De certa forma, é por meio da linguagem e do uso das palavras que se sustenta a prática da medicina de família, calcada na relação médico-paciente. Esta se constitui como um dos cernes da especialidade e tem a palavra como potencializadora de atividades de prevenção quaternária. As palavras, muitas vezes, podem causar iatrogenia, ao se rotular ou transformar potenciais riscos em 'doença', e assim gerar dúvidas e medos nos pacientes pela produção de pseudodoenças. Mas é também por meio das palavras que se pode tranquilizar e produzir efeitos terapêuticos positivos nos pacientes. Portanto, a palavra como um dos pilares da comunicação, necessita ser adequadamente trabalhada para facilitar o entendimento entre profissionais de saúde e pacientes durante a troca de informações. É a partir da relação médico-paciente, espaço de entrecruzamento das palavras, que se constrói no cotidiano a prevenção quaternária. A presente edição especial é uma construção coletiva liderada brilhantemente pelo editor convidado, Dr. Marc Jamoulle, idealizador do conceito da P4. O entusiasmo e dinamismo do Dr. Jamoulle em fortalecer uma rede internacional de pesquisadores e médicos de família preocupados com os excessos da medicina foi fundamental para a materialização desta edição. Se da dimensão epidemiológica e dos ensaios clínicos surgiram provas científicas quanto aos efeitos danosos do sobrediagnóstico e sobretratamento, foi do campo da prática dos médicos de família que surgiu o conceito da prevenção quaternária. Hoffman e Wilkes afirmam que a 'P4 oferece um novo paradigma, ao insistir que o dano médico está longe de ser algo trivial ou uma preocupação secundária'. A prevenção quaternária é a resposta prática, concreta e possível para o enfrentamento cotidiano de uma epidemia iatrogênica velada resultante do intervencionismo da biomedicina e do domínio da informação. Nesse sentido, esta edição aborda alguns dos temas relativos à prática médica ao discutir os fenômenos decorrentes dos excessos da medicina, rotulados pelo prefixo em inglês 'over'. A seção de artigos originais inicia a temática da P4 no campo da semântica com os artigos de Jamoulle et al. The words of prevention, part I: changing the model e The words of prevention, part II: ten terms in the realm of quaternary prevention. O primeiro artigo revisita os conceitos e definições das prevenções primária, secundária, terciária e quaternária destacando a necessidade de mudança de paradigma de uma perspectiva temporal-linear para uma perspectiva co-construtivista, fundamentada na relação com o outro. Já o segundo artigo, sinaliza para a necessidade da inclusão nas bases de dados científicas de termos importantes para o campo da medicina, tais como: sobrediagnóstico e sobretratamento, incidentalomas, sobrerrastreamento, desprescrição, sobremedicalização, entre outros. Alguns desses termos mereceram aprofundamento: Gómez Santana et al. discorrem sobre o uso criterioso da desprescrição como medida de prevenção quaternária; Pizzanelli define e aborda questões importantes relativas ao tema do sobrerrastreamento; e Mariño traz uma revisão sobre o tema dos incidentalomas e suas implicações na prática médica. Já Cardoso, discute e contextualiza o tema da medicalização (e sobremedicalização) e os desafios da prática da P4, visto que de certa forma, todos esses neologismos tem como base o excesso da prática e da extrapolação da 'jurisdição' médica. (continua)...


The Brazilian Journal of Family and Community Medicine (RBMFC) in this special issue, Volume 10, Number 35, addresses the subject of Quaternary Prevention (P4), which became part of the Bireme descriptors (DeCS) on 06/04/2015, thanks to the initiative of RBMFC.2,3 Thus, new words begin to take shape and strength as a counter-hegemonic discourse within the medicine through the 'moral and intellectual'4 leadership of researchers and practical doctors. The cover illustration entitled 'Words of Prevention' refers to the importance of certain terms in prevention, as well as to the various topics discussed in this issue. It is through language and the use of words that practice of family medicine is underpinned, based on the doctor-patient relationship. As this constitutes one of the cores of the specialty, words can be a potentiator of quaternary prevention activities. The words can often be iatrogenic when labelling or turning potential risk factors into 'diseases', and thus generating doubts and fears in patients by producing pseudo-diseases. But it is also through words that patients can be reassured, resulting in positive therapeutic effects. So, word as one of the pillars of communication needs to be properly worked to facilitate understanding between health professionals and patients during the exchange of information. It is from the doctor-patient relationship, as an everyday intersection space of words, that quaternary prevention is built. This special issue is a collective construction led brilliantly by guest editor, Dr. Marc Jamoulle, the P4's concept creator. The enthusiasm and dynamism of Dr. Jamoulle to strengthen an international network of researchers and family physicians concerned about the excesses of medicine was critical to the realization of this edition. If from the epidemiological and clinical trials dimension emerged the scientific evidence about the harmful effects of overdiagnosis and overtreatment, it was from family doctors' practice dimension that emerged the concept of P4. Hoffman and Wilkes state that 'P4 offers a new paradigm, by insisting that medical harm is far from a trivial, or secondary, concern'. Quaternary prevention is the practical, concrete and possible answer for facing daily a hidden iatrogenic epidemic resulting from the biomedical interventionism and the domination of information. In this sense, this edition addresses some of the issues related to medical practice when discussing the phenomena resulting from the excesses of medicine, labelled by the English prefix 'over'. The original articles' section introduces the P4 theme through the field of semantics with the papers of Jamoulle et al. 'The words of prevention, part I: changing the model' and 'The words of prevention, part II: ten terms in the realm of quaternary prevention'. The first article revisits the concepts and definitions of primary, secondary, tertiary, and quaternary preventions, stressing the need for a paradigm shift from a time-linear to a co-constructivist perspective, based on the relationship with the other. The second article points out the need to include in scientific databases important terms to the field of medicine, such as overdiagnosis and overtreatment, incidentalomas, overscreening, deprescription, overmedicalization, among others. Some of these terms deserved further analysis: Gómez Santana et al. address the judicious use of deprescription as a measure of quaternary prevention; Pizzanelli defines and tackles important issues related to overscreening; and Mariño provides a review on the subject of incidentalomas and its implications in medical practice, whereas Cardoso, discusses and contextualises the issue of medicalization (and overmedicalization) and the challenges of the P4 practice, since in a way, all these neologisms are based on the excess of doctors' practice and 'jurisdiction' extrapolations.


Assuntos
Relações Médico-Paciente , Prevenção Quaternária
10.
Rev. bras. med. fam. comunidade ; 10(35): 1-10, abr.-jun. 2015. ilus
Artigo em Inglês, Português | LILACS, Coleciona SUS | ID: biblio-879077

RESUMO

O objetivo deste artigo é apresentar as bases clínicas e conceituais para se operacionalizar a prevenção quaternária na prática dos serviços de Atenção Primária à Saúde e no ambiente de ensino e/ou programa de residência em medicina de família. Utilizou-se o modelo aprimorado de Calgary-Cambridge como substrato organizativo da consulta médica, de modo a inserir a prevenção quaternária em dois momentos: diagnóstico e plano de cuidados. Para fortalecer a prevenção quaternária nesses dois momentos da consulta discute-se: a) os eixos conceituais das doenças (anatomopatológico, fisiopatológico, semiológico e epidemiológico); b) as abordagens explicativas do fenômeno do adoecimento (ontológica e dinâmica); e c) o sofrimento em relação ao tempo (presente e futuro), diferenciando o sofrimento vivenciado no presente das preocupações com a saúde futura. Conclui-se que apesar das limitações da proposta, a formalização da prevenção quaternária no processo de consulta pode auxiliar a reduzir o automatismo diagnóstico e prescritivo que muito tem medicalizado as expressões do adoecer no cotidiano dos serviços da atenção primária à saúde.


The aim of this paper is to present the clinical and conceptual basis to operationalize quaternary prevention in primary healthcare services and teaching contexts and/or residency programmes in family medicine. The enhanced Calgary-Cambridge model of medical consultation is used as an organizational matrix to insert quaternary prevention in two moments: diagnosis and care plan. To strengthen quaternary prevention in these two consultation moments, the discussion explores: a) conceptual disease axes (pathological, physiopathological, semiological and epidemiological); b) illness explanatory approaches (ontological and dynamic); and c) suffering in relation to time (present and future), differentiating present lived suffering from concerns about future health. We conclude that despite limitations of the proposed framework, formalising quaternary prevention in the consultation process can help reduce the diagnostic and prescribing automatism, which has medicalized many illness expressions in the routines of primary health care services.


El objetivo de este artículo es presentar las bases clínicas y conceptuales para operacionalizar la prevención cuaternaria en la práctica de los servicios de Atención Primaria de Salud y contextos de educación y/o programas de residencia en medicina familiar. Se utilizó el modelo mejorado de Calgary-Cambridge como sustrato organizativo de la consulta médica para insertar la prevención cuaternaria en dos etapas: diagnóstico y plan de atención a la salud. Para reforzar la prevención cuaternaria en estos dos momentos de la consulta la discusión explora: a) los ejes conceptuales de las enfermedades (anatomopatológico, fisiopatológico, semiológico y epidemiológico); b) los enfoques explicativos de las enfermedades (ontológico y dinámico); y c) el sufrimiento con respecto al tiempo (presente y futuro), para diferenciar el sufrimiento vivido en el presente de las preocupaciones con la salud futura. Se concluye que a pesar de las limitaciones de la propuesta, la formalización de la prevención cuaternaria en el proceso de la consulta puede ayudar a reducir el automatismo diagnóstico y prescriptivo que mucho tiene medicalizado las expresiones del padecimiento en el cotidiano de los servicios de atención primaria de salud.


Assuntos
Medicina de Família e Comunidade , Medicalização , Relações Médico-Paciente , Atenção Primária à Saúde , Prevenção Quaternária
11.
Saúde Soc ; 24(1): 165-179, Jan-Mar/2015. tab, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-744752

RESUMO

This article presents some guidelines for organizing the working process in Primary Health Care (PHC) and Family Health Strategy (FHS) concerning the challenges of providing access and balancing the everyday healthcare services activities which includes health promotion and prevention of diseases, as well as access for those suffering ill-health. Firstly, it addresses some specific ideas about the importance of access to the quality of the health care services, followed by a brief critique - based on Geoffrey Rose's concepts - to the high-risk preventive strategy that has had high impact on health care organizational routines. Secondly, it contextualizes health promotion and its relations to individual health care in PHC/FHS, discussing the synergic potential of care and health promotion in their individual and collective dimensions to transcend the biomedical-mechanistic model. Finally, based on the above topics and concerning their operational consequences, as well as using a concrete example, it outlines general guidelines for organizing the working process and the agenda of doctors and nurses in the FHS, in order to facilitate both balance and synergy between access to health care and prevention/promotion, aiming to strengthen the FHS as local coordinator of care and main entrance of the Brazilian National Health System.


Este artigo propõe algumas diretrizes para a organização do trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS) e na Estratégia Saúde da Família (ESF), relacionadas aos desafios de prover acesso e equilibrar no cotidiano dos serviços ações de prevenção de agravos e promoção da saúde com o cuidado ao adoecimento. Primeiramente, apresenta algumas ideias específicas sobre a importância do acesso para a qualidade dos serviços de saúde, seguidas de uma crítica sintética - fundamentada nos conceitos de Geoffrey Rose - à estratégia preventiva de alto risco, que tem tido alto impacto na organização das rotinas assistenciais. A seguir, contextualiza a promoção da saúde relacionada ao cuidado individual na APS/ESF, discutindo o potencial sinérgico do cuidado e da promoção da saúde, em suas dimensões individuais e coletivas, para transcender o modelo biomédico/mecanicista. Finalmente, apoiado nos tópicos anteriores, no que tange aos seus desdobramentos operacionais e utilizando um exemplo concreto, propõe algumas diretrizes para a organização do trabalho e das agendas de médicos e enfermeiros da ESF, de modo a viabilizar equilíbrio e sinergia entre acesso ao cuidado e prevenção/promoção, com vistas ao fortalecimento da ESF como coordenadora local do cuidado e principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Estratégia Saúde da Família , Administração em Saúde , Planejamento em Saúde , Promoção da Saúde , Acesso aos Serviços de Saúde , Atenção Primária à Saúde , Políticas Públicas de Saúde , Qualidade da Assistência à Saúde , Sistema Único de Saúde
12.
Rev. bras. med. fam. comunidade ; 10(34): 1-2, jan./mar. 2015.
Artigo em Português | LILACS, Coleciona SUS | ID: biblio-879260

RESUMO

É com muita satisfação que publicamos o número 34, volume 10, da Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC), inaugurando o ano de 2015. A partir deste número, estamos indexados na base LILACS de forma condicional, a decisão final estando dependente dos próximos dois números da revista. Para consolidar essa conquista e buscar novas indexações, estaremos ao longo deste ano implementando novas melhorias, como reformulação do corpo editorial, qualificação do processo de revisão por pares, aumento do número de artigos publicados, adaptações no layout, criação de novas seções (p.ex., resenhas e clube de revista) e publicação 'Online First' (disponibilização online dos artigos após sua aprovação, antes de sua efetiva publicação). Essa iniciativa visa dar mais dinamismo ao periódico e sintonizar com as tendências internacionais de produção de artigos científicos. Assim, a RBMFC passará a publicar os artigos aprovados pelo corpo editorial de forma mais continuada na medida em que os artigos tenham seus processos de editoração finalizados. Desse modo, a edição trimestral será composta pela seleção do conjunto de artigos já publicados. Os PDFs dos artigos passarão a estar disponíveis no website www.rbmfc.org.br com links para os artigos online. Estamos dessa forma buscando garantir um fluxo de publicação mais contínuo dos temas mais pesquisados na área da Atenção Primária à Saúde e medicina de família. Cada artigo online possui um identificador único, ou DOI. Este identificador deve ser usado ao serem citados quaisquer artigos publicados pela RBMFC. A forma da citação, como no exemplo a seguir http://dx.doi.org/10.5712/ rbmfc10(34)1111 aparece em todos os artigos já publicados pela RBMFC. No entanto, a revista não fará mais a numeração continuada de páginas que impossibilitava tal adequação ao dinamismo exigido atualmente pelos periódicos científicos. Essas inovações ocorrerão de forma gradual ao longo deste ano (...)


Assuntos
Medicina de Família e Comunidade , Jornais como Assunto
13.
Rev. bras. med. fam. comunidade ; 10(34): 1-7, jan./mar. 2015.
Artigo em Português | LILACS, Coleciona SUS | ID: biblio-879363

RESUMO

O objetivo deste artigo é apresentar uma proposta de incorporação gradual e sistêmica das obstetrizes e enfermeiras obstetras ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à Atenção Primária à Saúde (APS). A proposta nasceu do contato com a experiência britânica, baseada nas midwives, brevemente descrita. No Brasil, essas profissionais realizariam progressivamente a atenção ao pré-natal, parto e puerpério imediato de risco habitual das gestantes de determinada região, em parceria com as equipes da APS. Assim, poderia ser estabelecido um nicho próprio de realização, monitoramento e avaliação desse cuidado, baseado no ciclo vital específico de cuidados contínuos com as gestantes, em estreita relação com a APS. Existem condições técnicas e institucionais favoráveis para o desenvolvimento desse tipo de proposta, necessitando-se superar os entraves políticos. Sua concretização é uma estratégia potente para a redução dos altos índices de violência obstétrica, especialmente as expressivas taxas de cesáreas no Brasil, contribuindo para a humanização do parto no SUS.


The objective of this paper is to present a proposal for a gradual and systemic incorporation of midwives and obstetric nurses into the Brazilian Unified Health System (SUS) and Primary Health Care (PHC). The proposal was born from contact with the British experience, based on midwives, which is briefly described. In Brazil, these professionals would progressively take over the prenatal, delivery and postpartum care for pregnant women of usual risk in a region, in partnership with the PHC teams. This creates a specific niche for practicing, monitoring and evaluating the pregnancy care, based on the specific life cycle continued care with the user closely linked to the PHC team. There are technical and institutional conditions favorable to the development of this type of proposal, but there is a need to overcome the political obstacles. Its realization is a powerful strategy to reduce the high rates of obstetric violence, especially the significant cesarean rates in Brazil, contributing to humanization of childbirth in the SUS.


El objetivo de este artículo es presentar una propuesta de incorporación gradual y sistemática de las obstetrices y enfermeras obstetras al Sistema Único de Salud (SUS) y la atención primaria de salud (APS). La propuesta nació del contacto con la experiencia Británica, basada en las midwives, y que se describe brevemente. En Brasil, estos profesionales realizarían progresivamente la atención al prenatal, parto y postparto de riesgo habitual de las mujeres embarazadas en una región, en colaboración con los equipos de APS. Así, podría ser establecido un nicho específico de realización, monitoreo y evaluación de este cuidado, basado en el ciclo vital específico de atención continúa con la usuaria en estrecha colaboración con la APS. Hay condiciones técnicas e institucionales favorables para el desarrollo de este tipo de propuesta, necesitando superarse los obstáculos políticos. Su realización es una poderosa estrategia para reducir los altos índices de violencia obstétrica, especialmente las expresivas tasas de cesárea en Brasil, lo que contribuye a la humanización del parto en el SUS.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Humanização da Assistência , Parto Humanizado , Enfermagem Obstétrica , Cuidado Pré-Natal , Violência contra a Mulher
15.
Rev. bras. med. fam. comunidade ; 9(33): 315-316, out./dez. 2014.
Artigo em Português | Coleciona SUS | ID: biblio-879220

RESUMO

Com este número 33, concluímos o ano de 2014, que marcou os 10 anos da Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC). Em 5 de dezembro comemoramos o dia do Médico de Família e Comunidade (MFC), e, portanto, escolhemos como foto de capa a foto vencedora do concurso #OrgulhodeSerMFC. Os artigos deste número refletem os dois eixos centrais da revista: os aspectos clínicos da MFC e o campo interdisciplinar da Atenção Primária à Saúde (APS). Os artigos originais abordam temas como trabalho com agentes comunitários de saúde (ACS), percepção de um grupo de gestantes sobre mortalidade infantil, percepção de homens idosos sobre saúde e serviços de saúde e óbitos por acidentes de trânsito. Os dois relatos de experiência descrevem um grupo de abordagem do tabagismo e o programa teórico de núcleo de um importante e tradicional programa de residência de Medicina de Família e Comunidade. O caso clínico relata a abordagem na APS de dois casos de esclerose múltipla, que é uma doença de difícil diagnóstico, com manifestações iniciais bastante inespecíficas. O artigo de revisão aborda os bancos de leite humano, que cumprem importante papel na promoção do aleitamento materno, porém são geralmente pouco abordados nas consultas de pré-natal e puericultura. Apresentamos também uma entrevista com a médica de família e comunidade espanhola Pilar Astier, que fala sobre a APS na Espanha. Dentro da linha de publicar documentos importantes da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, estamos publicando o "Manifesto de Curitiba: pela Prevenção Quaternária e por uma Medicina sem conflitos de interesses", fruto do I Seminário Brasileiro de Prevenção Quaternária, que ocorreu em Curitiba em novembro do ano passado. A partir do número anterior (32), Michael Schmidt Duncan, que já era editor de artigos de revisão clínica, e Leonardo Ferreira Fontenelle, que já atuava como revisor na avaliação por pares, se juntaram a Armando Henrique Norman como editores-chefes, e Melissa Moura Mello entrou no lugar de Josane Norman como editora adjunta, coordenando o fluxo dos manuscritos na plataforma e realizando a revisão textual. Em 2014, publicamos 63 artigos, sendo 21 artigos originais, que relatam achados de pesquisa relevantes para a Medicina de Família e Comunidade ou para o campo da Atenção Primária à Saúde. Demos continuidade à política de seguir publicando também artigos de revisão, casos clínicos e relatos de experiência. Publicamos também quatro documentos importantes da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, incluindo o documento sobre Prevenção Quaternária do número atual. Ainda sobre o tema da Prevenção Quaternária, publicamos no segundo trimestre deste ano uma série de artigos de debate com uma visão crítica sobre a obrigatoriedade do rastreamento de câncer de mama no Uruguai. Inauguramos duas seções novas, que pretendemos tornar permanentes: artigos de revisão clínica e entrevistas. Também demos início a uma série especial de artigos sobre formação em Medicina de Família e Comunidade em outros países. Outra novidade em 2014 foi introduzir uma avaliação padronizada de metodologia quantitativa por um de nossos editores (Leonardo Fontenelle) para todos os artigos com esse perfil, após a primeira avaliação por pares. Essas iniciativas têm como objetivo qualificar os artigos publicados e aproximar cada vez mais a RBMFC do público alvo da revista. Tivemos um aumento no número de artigos submetidos na plataforma (132 até início de dezembro deste ano vs. 101 durante todo o ano de 2013). Para contornar o aumento no tempo de revisão decorrente disso e também com o objetivo de qualificar o processo de avaliação editorial e por pares, estamos introduzindo novos editores associados, que passarão a atuar mais ativamente a partir de 2015. Outra novidade que estamos preparando para o ano de 2015 é a publicação de um número especial dedicado à Prevenção Quaternária, organizado pelo médico de família e comunidade belga que cunhou o termo Prevenção Quaternária, Marc Jamoulle, e pelo nosso editor Armando Henrique Norman. Esse número especial terá forte participação internacional e esperamos que seja um marco na discussão teórica sobre esse tema. Gostaríamos de agradecer os leitores, que têm apoiado o crescimento da revista, bem como o trabalho incansável dos avaliadores, fundamental para garantirmos a qualidade dos artigos publicados. Por fim, parabenizamos os leitores Médicos de Família e Comunidade pelo seu dia e desejamos a todos um feliz natal e um próspero ano novo.


Assuntos
Medicina de Família e Comunidade
16.
Saúde Soc ; 23(3): 869-883, Jul-Sep/2014.
Artigo em Português | LILACS | ID: lil-725816

RESUMO

Este artigo apresenta hipóteses interpretativas sobre a ausência de regulamentação institucional do acesso – caracterizado por certo desvio e/ou subvalorização do mesmo – na atenção primária à saúde (APS) brasileira, especialmente na Estratégia Saúde da Família (ESF), no seu aspecto de prover acesso rápido ao cuidado clínico longitudinal aos adoecidos e ou demandantes. As hipóteses para esse problema foram contextualizadas em dois eixos: nas normativas do SUS e nas discussões presentes na área da saúde coletiva. No primeiro eixo apresenta-se uma discussão envolvendo a influência histórico-cultural norte-americana na saúde pública brasileira, a visão focalizada de APS como “cesta básica” de serviços, a priorização da promoção/prevenção nas diretrizes institucionais, o acolhimento (única diretriz estimuladora do acesso fácil na ESF/APS) e o dimensionamento da proporção usuários/equipes da ESF, o que fundamenta a defesa da expansão dessas equipes e o seu redimensionamento. No segundo eixo faz-se uma discussão crítica envolvendo o relativo isolamento brasileiro da experiência dos países desenvolvidos com APS forte, a influência da crítica das relações entre a biomedicina e o capitalismo, a ênfase na promoção e prevenção como objetivos prioritários de trabalho nas equipes da ESF/APS, o distanciamento do meio acadêmico das realidades dos serviços da ESF e a estratificação social que fomenta o uso subsidiado do sistema privado pelas camadas médias e elites brasileiras. Por fim, se propõe a revalorização do acesso fácil ao cuidado com longitudinalidade como fundamental para concretizar as quatro lógicas que devem convergir nas práticas da APS/ESF: ético-política, antropológica, epidemiológica e de determinação social da saúde-doença...


This article presents interpretative hypothesis about the absence of institutional rules for healthcare access to Primary Health Care (PHC) in Brazil, specifically in Family Health Strategy (FHS). Access now is characterized by deviation and/or undervaluation in its operational aspect of providing rapid access to longitudinal clinical care. The hypothesis for this problem has been contextualised along two main axes: SUS institutional norms and the internal debate within the Collective Health field. In the first axis we discuss the North-American influence on Brazilian public health and the understanding of PHC as a “basic package” of healthcare services; the priority given to health promotion in the institutional health policies, as well as the Embracement (the only policy to stimulate the easy access in PHC/FHS) and the sizing of users/FHS team ratio. All that gives support for expanding and resizing the users/FHS ratio. The second axis, discuss Brazil’s relative isolation from the experience of developed countries with strong PHC; the critique of the relationship between biomedicine and capitalism; the emphasis on health promotion and disease prevention as the priority working objectives in PHC/FHS; the distance kept by the academic environment of the reality of FHS services; Brazilian social stratification, which fosters the use of subsidized private health systems by elites and middle classes. Finally, we argue that easy access to longitudinal healthcare should be regarded as fundamental for achieving the four dimensions which must converge into the PHC/FHS action: the ethical-political, anthropological and epidemiological dimensions and the social determinants on health and disease...


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Saúde da Família , Estratégia Saúde da Família , Acesso aos Serviços de Saúde , Atenção Primária à Saúde , Saúde Pública , Sistema Único de Saúde , Política de Saúde , Promoção da Saúde , Processo Saúde-Doença , Políticas Públicas de Saúde , Acolhimento
17.
Saúde Soc ; 23(3): 869-883, Jul-Sep/2014.
Artigo em Português | CidSaúde - Cidades saudáveis | ID: cid-66859

RESUMO

Este artigo apresenta hipóteses interpretativas sobre a ausência de regulamentação institucional do acesso û caracterizado por certo desvio e/ou subvalorização do mesmo û na atenção primária à saúde (APS) brasileira, especialmente na Estratégia Saúde da Família (ESF), no seu aspecto de prover acesso rápido ao cuidado clínico longitudinal aos adoecidos e ou demandantes. As hipóteses para esse problema foram contextualizadas em dois eixos: nas normativas do SUS e nas discussões presentes na área da saúde coletiva. No primeiro eixo apresenta-se uma discussão envolvendo a influência histórico-cultural norte-americana na saúde pública brasileira, a visão focalizada de APS como ôcesta básicaö de serviços, a priorização da promoção/prevenção nas diretrizes institucionais, o acolhimento (única diretriz estimuladora do acesso fácil na ESF/APS) e o dimensionamento da proporção usuários/equipes da ESF, o que fundamenta a defesa da expansão dessas equipes e o seu redimensionamento. No segundo eixo faz-se uma discussão crítica envolvendo o relativo isolamento brasileiro da experiência dos países desenvolvidos com APS forte, a influência da crítica das relações entre a biomedicina e o capitalismo, a ênfase na promoção e prevenção como objetivos prioritários de trabalho nas equipes da ESF/APS, o distanciamento do meio acadêmico das realidades dos serviços da ESF e a estratificação social que fomenta o uso subsidiado do sistema privado pelas camadas médias e elites brasileiras. Por fim, se propõe a revalorização do acesso fácil ao cuidado com longitudinalidade como fundamental para concretizar as quatro lógicas que devem convergir nas práticas da APS/ESF: ético-política, antropológica, epidemiológica e de determinação social da saúde-doença.(AU)


Assuntos
Saúde da Família , Estratégia Saúde da Família , Atenção Primária à Saúde , Sistema Único de Saúde , Saúde Pública , Acesso aos Serviços de Saúde , Promoção da Saúde , Processo Saúde-Doença , Acolhimento , Políticas Públicas de Saúde , Política de Saúde
20.
Cad Saude Publica ; 30(1): 55-67, 2014 Jan.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-24627013

RESUMO

This article explores some effects of the British payment for performance model on general practitioners' principles and practice, which may contribute to issues related to financial incentive modalities and quality of primary healthcare services in low and middle-income countries. Aiming to investigate what general practitioners have to say about the effect of the British payment for performance on their professional ethos we carried out semi-structured interviews with 13 general practitioner educators and leaders working in academic medicine across the UK. The results show a shift towards a more biomedical practice model and fragmented care with nurse practitioners and other health care staff focused more on specific disease conditions. There has also been an increased medicalisation of the patient experience both through labelling and the tendency to prescribe medications rather than non-pharmacological interventions. Thus, the British payment for performance has gradually strengthened a scientific-bureaucratic model of medical practice which has had profound effects on the way family medicine is practiced in the UK.


Assuntos
Clínicos Gerais/economia , Atenção Primária à Saúde/economia , Qualidade da Assistência à Saúde , Inglaterra , Medicina de Família e Comunidade/economia , Medicina de Família e Comunidade/tendências , Feminino , Clínicos Gerais/tendências , Humanos , Masculino , Atenção Primária à Saúde/tendências , Relações Profissional-Paciente , Qualidade da Assistência à Saúde/economia
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