Your browser doesn't support javascript.
loading
Mostrar: 20 | 50 | 100
Resultados 1 - 2 de 2
Filtrar
Mais filtros










Intervalo de ano de publicação
1.
Rev. eletrônica enferm ; 18: 1-3, 20160331.
Artigo em Inglês, Português | LILACS, BDENF - Enfermagem | ID: biblio-832644

RESUMO

A infecção pelo vírus Zika é uma doença relativamente nova, com publicações limitadas a relatos de casos e investigações de surtos. Inicialmente foi descrita antes de 2007 na África e Ásia, posteriormente na Polinésia Francesa no Pacífico e, por fim, nas Américas, em 2015. O Brasil confirmou o primeiro caso de infecção pelo vírus Zika em março de 2015(1) e, desde outubro, tem registrado aumento explosivo do número de recém-nascidos com microcefalia e também aumento de condições neurológicas, incluindo a síndrome de Guillain-Barré. A forte suspeita de a infecção pelo vírus Zika estar relacionada a essas manifestações é que levaram o Comitê de Emergência de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde declarar, no dia 1º de fevereiro deste ano, que a propagação do vírus é um problema emergencial de saúde pública internacional, ou seja, um evento extraordinário, grave, inesperado e que, potencialmente, requer uma ação internacional coordenada(2-3). A ausência de outra explicação para o aumento dramático de casos de microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré, ambos concentrados em áreas recém-infectadas pelo vírus Zika, apoiam a recomendação de medidas agressivas para evitar/reduzir a infecção com o vírus Zika, especialmente entre mulheres grávidas e as em idade fértil. No mesmo documento, a Organização Mundial de Saúde recomenda vigilância de casos de microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré nas áreas de risco e pesquisas etiológicas desses eventos para determinar se a infecção pelo vírus Zika é causal e se há outros fatores de risco associados. As medidas de precauções adicionais são:(i)relacionadas à transmissão do vírus: vigilância epidemiológica, controle de vetor, medidas de proteção, informação e aconselhamento às mulheres grávidas e às que desejam engravidar; (ii)medidas de longo prazo: investimento em pesquisas voltadas para produção de vacina, diagnóstico acurado e tratamento, capacitação para cuidados com síndromes neurológicas e malformações congênitas; (iii)medidas para viajantes: aconselhamento, desinfestação de aeronaves e deaeroportos e; (iv)compartilhamento de informações. Alguns questionamentos têm sido feitos sobre a magnitude desta epidemia e a associação com microcefalia/desordens neurológicas(4-5). É razoável ponderar que exista histórico sub-registro de microcefalia no Sistema de Informações de Nascidos Vivos do Brasil. Também é esperado que após o alerta nacional, o número de casos suspeitos se eleve. Ou seja, o aumento ou a implementação de vigilância sempre resulta em maior sensibilidade de detecção de casos suspeitos/notificados, com aumento de falso-positivos. Por essas razões, é possível dizer que parte do aumento nos casos de microcefalia notificados pode ser atribuível à intensa vigilância. O que é inimaginável é que a prevalência de microcefalia no nordeste brasileiro seja 10-20 vezes maior que a de outros países(6). No momento, existem hipóteses que o vírus Zika possa ter papel etiológico e/ou fisiopatológico para esses eventos, usualmente raros. O que nos parece inquestionável, é a gravidade da situação. Gestores de saúde não podem esperar evidências científicas de alto nível. Calma e prudência para avaliar é aconselhável. Evitar conclusões prematuras, idem. Entretanto, diante da potencial ameaça, temos o dever de, pelo menos, proteger as mulheres grávidas e seus fetos. A situação atual nos coloca muitos desafios a enfrentar, e parece lógico que o Brasil protagonize o início das ações. Reconhecemos em nossa história tanto o sucesso no combate à febre amarela no início do século passado como nossa recente ineficiência no combate ao mosquito Aedes aegypti para o controle da dengue e da chikungunya. É preciso criar, renovar e fortalecer estratégias de controle e de proteção efetivas. O que temos de novo para vislumbrar melhor desfecho? Esforço internacional e financiamento de pesquisas para melhor combate ao vírus Zika e mobilização da população e dos profissionais de saúde frente à gravidade das doenças por ele provocadas e suas sequelas. Dificuldades? Muitas, sem dúvida. Além das dificuldades de controle do vetor já conhecidas no enfrentamento da dengue, circulam no Brasil outros mosquitos do gênero Aedes capazes de atuarem como vetores do vírus Zika(7-8), criando novas possibilidades de transmissão e disseminação da infecção. Porém, é clara a emergência de ações para, no mínimo, reduzir o impacto e o receio das malformações congênitas nas futuras gerações. O combate sem trégua ao mosquito deve ser o foco principal das nossas ações e isso implica em revermos nossas atitudes enquanto cidadãos. Não há espaço para o mero expectador. A batalha já iniciou e será longa! É chegada a hora de agir! É chegada a hora de toda a nação se mobilizar! É hora de mobilizar todo o país!


Infection from the Zika virus is a relatively new disease with limited publications reporting cases and research on outbreaks. It was initially described before 2007 in Africa and Asia, then later in the French Polynesia in the Pacific, and finally in the Americas, in 2015. Brazil confirmed its first case of infection from the Zika virus in March 2015(1) and since October 2015 it has recorded an explosive growth in the number of babies born with microcephaly and also an increase inneurological conditions, including Guillain-Barré syndrome. The strong suspicion that the infection from the Zika virus is related to these manifestations is what brought the Public Health Emergency Committee of the World Health Organization to declare on February 1st of 2016 that the spread of the virus is an emergency international public health problem, meaning that it is a serious, unexpected extraordinary event that could potentially require a coordinated international action(2-3). The absence of another explanation for the dramatic increase in cases of microcephaly and the Guillain-Barré syndrome, both concentrated in areas newly infected by the Zika virus, supports the recommendation of aggressive measures to prevent and reduce infection with the Zika virus, especially among pregnant women and those of reproductive age. In the same document, the World Health Organization recommends monitoring cases of microcephaly and the Guillain-Barré syndrome in the areas of risk and etiological studies of these events to determine whether infection by the Zika virus is causal and if there are other risk factors associated. Measures of additional precautions are as follows: (i)Related to the transmission of the virus: epidemiological surveillance, vector control, protection measures, information and counseling for pregnant women and to those who wish to get pregnant. (ii)Long-term measures: investment in research for vaccine production, accurate diagnosis and treatment, training for caring for neurological syndromes and congenital malformations. (iii)Measures for travelers: counseling, disinfestation of aircrafts and airports. (iv)Sharing of information. Some inquiries have been made about the magnitude of this epidemic and its association with microcephaly and neurological disorders(4-5). It is reasonable to consider that there is an underreporting of microcephaly in the records of the Live Births Information System in Brazil. It is also to be expected that, after the national alert, the number of suspected cases would rise. When there is an increase or the implementation of surveillance, this always results in higher sensitivity of detection of suspected/reported cases with an increase in false positives. For these reasons, it is possible to say that part of the increase in reported cases of microcephaly may be attributable to the current intense surveillance. What is inconceivable, however, is that the prevalence of microcephaly in northeastern Brazil is 10 to 20 times higher than in other countries(6). At present, there are hypotheses that the Zika virus may have an etiologic and/or pathophysiological role for these events, which is usually rare. What seems indisputable is the gravity of the situation. Health managers cannot wait for high-level scientific evidence. Care and prudence when assessing is advisable, and the same goes for avoiding premature conclusions. However, given the potential threat, we have a duty to at least protect pregnant women and their fetuses. The current situation poses many challenges that we need to face and it seems logical that Brazil take the lead in beginning the actions. We recognize in our history both the success in the fight against yellow fever early in the last century and also our recent inefficiency in the fight against the Aedes aegypti mosquito to control dengue and chikungunya. It is necessary to create, renew, and strengthen our control strategies for an effective protection. What do we have that is new to envision a better outcome? An international effort, funding for research to better fight the Zika virus, and mobilization of the population and health professionals considering the severity of the disease it causes and its consequences. Difficulties? Many, no doubt. In addition to the vector control difficulties already known in fighting dengue, other mosquitos of the genus Aedes circulating in Brazil can act as vectors of the Zika virus(7-8), which creates new possibilities for transmitting and spreading the infection. However, the need for emergency actions is clear, at least to reduce the impact and the fear of congenital malformations in future generations. A relentless fight against the mosquito should be the main focus of our actions and this implies in reviewing our attitudes as citizens. There is no room for mere spectators. The battle has begun and it will be a long one! It is time to act! It is time for the nation to work together! It is time to call the entire country to action!


Assuntos
Epidemias , Infecção por Zika virus , Zika virus/patogenicidade
2.
Rev. eletrônica enferm ; 18: 1-14, 20160331. ilus
Artigo em Inglês, Português | LILACS, BDENF - Enfermagem | ID: biblio-832645

RESUMO

A febre pelo vírus Zika é pouco conhecida, sendo que apenas 18% das infecções humanas têm manifestações clínicas. Nos últimos meses, o número de casos de microcefalia neonatal, possivelmente relacionados ao vírus Zika, cresceu significativamente no Brasil, emergindo como um problema de saúde mundial. O objetivo deste estudo foi buscar evidências na literatura, para reunir e sintetizar o conhecimento produzido sobre relação entre a infecção pelo vírus Zika durante a gestação e as consequências neonatais, por meio de revisão integrativa da literatura. A busca das referências nas bases BVS, PubMed, CINAHL, Web of Science e sites governamentais (Ministério da Saúde e FIOCRUZ) e da World Health Organization permitiu identificação de quatro artigos e quatro protocolos que se adequaram aos critérios estabelecidos. Os artigos possuem baixo nível de evidência, porém permitem constatar evidências da transmissão transplacentária do vírus Zika, porém ainda não há comprovação que o vírus Zika desencadeie a microcefalia.


Fever from the Zika virus is poorly known, with only 18% of human infections having clinical manifestations. In recent months, the number of cases of neonatal microcephaly, possibly related to the Zika virus, grew significantly in Brazil, emerging as a global health problem. The aim of this study was to seek evidences in the literature to gather and synthesize the knowledge produced on the relationship between the infection from the Zika virus during pregnancy and the neonatal consequences through an integrative literature review. The search for references was carried out in the databases of BVS, PubMed, CINAHL, Web of Science, in government sites (Ministry of Health and FIOCRUZ), and the World Health Organization, identifying four articles and four protocols that complied with the criteria established. The articles had a low level of evidence, but helped determine evidence of transplacental transmission of the Zika virus; however, there is still no evidence that the Zika virus triggers microcephaly


Assuntos
Humanos , Gravidez , Recém-Nascido , Enfermagem em Saúde Comunitária , Microcefalia/complicações , Infecção por Zika virus/complicações
SELEÇÃO DE REFERÊNCIAS
DETALHE DA PESQUISA