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1.
RECIIS (Online) ; 14(3): 619-632, jul.-set. 2020.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1121785

RESUMO

Este artigo investiga como a imprensa brasileira apresenta ao público a questão do sofrimento psíquico e do adoecimento mental de estudantes universitários. Para tanto, foi selecionado um corpus composto por 53 matérias jornalísticas obtidas nos principais veículos online do Brasil sobre o tema da saúde mental na universidade, no período de 2017 a 2019. Os textos foram analisados no sentido de identificar padrões nos modos de narrar o sofrimento estudantil, qual é o perfil dos estudantes que protagonizam as matérias, quem são os profissionais e especialistas autorizados a opinar sobre o tema e a partir de quais dados e saberes as reportagens fundamentam suas informações. O estudo indica que o sofrimento estudantil é codificado a partir da perspectiva da medicalização e poucas são as referências ao contexto socioeconômico e político no qual o mal-estar é gerado.


This article investigates how the Brazilian press covers the problem of psychological distress and mental disorders among university students. To this end, it was selected a corpus composed of 53 journalistic articles published by online media in Brazil on the subject of mental health at the university from 2017 to 2019. The texts were analyzed with the objective of identifying narrative patterns about student suffering, what is the profile of the students who appear in the articles, who are the professionals and experts whose opinions on the topic are considered legitimate and which data and knowledge are used by the articles to support their information. The study indicates that the student suffering is codified, in the analyzed articles, from the perspective of medicalization and there are few references to the socioeconomic and political context in which the malaise is caused.


Este artículo investiga cómo la prensa brasileña cubre el problema de lo sufrimiento psicológico y los trastornos mentales de los estudiantes universitarios. Con este fin, se seleccionó un corpus compuesto por 53 artículos periodísticos publicados por los medios online en Brasil sobre el tema de la salud mental en la universidad desde 2017 hasta 2019. Los textos fueron analizados con el objetivo de identificar patrones narrativos acerca del sufrimiento de los estudiantes, cual es el perfil de los estudiantes que se manifiestan en los artículos, cuales son los profesionales y expertos cuyas opiniones sobre el tema se consideran legítimas y qué datos y conocimientos utilizan los artículos para respaldar sus informaciones. El estudio indica que el sufrimiento del estudiante está codificado, en los artículos analizados, desde la perspectiva de la medicalización y hay pocas referencias al contexto socioeconómico en el que se produce el malestar.


Assuntos
Humanos , Estresse Psicológico , Universidades , Saúde Mental , Jornalismo , Medicalização , Fatores Socioeconômicos , Narração , Iniquidade Social
2.
Fractal rev. psicol ; 32(1): 91-98, abr. 2020. tab
Artigo em Português | LILACS, Index Psicologia - Periódicos técnico-científicos | ID: biblio-1098258

RESUMO

No Brasil, a medicalização do parto é apontada por diferentes autores e confirmada pelas estatísticas a respeito. Diante da importância deste tema, o presente trabalho teve por objetivo compreender a vivência do parto segundo relato de mulheres. Foram entrevistadas oito mulheres, de 23 a 32 anos, que tiveram pelo menos um filho pela rede pública de saúde por meio de roteiro semiestruturado. Os resultados apontaram a preferência pelo tipo de parto, o momento de ir para o hospital, a presença do acompanhante, o contato com o bebê no pós-parto, a falta de protagonismo feminino, o ambiente pouco acolhedor e a percepção sobre o atendimento. Foram apontados aspectos urgentes a serem revistos na assistência ao parto, como a falta de vínculo entre a mulher e a equipe de saúde e restrições em relação ao acompanhante, o que distancia a prática do que é definido como prioridade pela Política Nacional de Humanização.(AU)


In Brazil, many authors study the childbirth medicalization and the statics confirm it. This research aimed at learning about the childbirth experience by women attending in the public health system. Semi-structured interviews were conducted with eight womans, age 23-32 years, who gave birth in public health system was interviewed with semi-estructured script. The results showed preference of childbirth way, how the woman decided that was the moment to go to the hospital, the partner's presence, lack of empowerment, professional assistance and the first contact with the newborn. The woman showed in their histories that something must to change immediately in the childbirth experience, like: the lack of link between the woman and the health team and restrictions about the partner's presence. The reality is very different of the public policy.(AU)


Assuntos
Humanos , Feminino , Adulto , Saúde da Mulher , Parto Humanizado , Medicalização
3.
Fractal rev. psicol ; 32(1): 46-56, abr. 2020. tab
Artigo em Português | LILACS, Index Psicologia - Periódicos técnico-científicos | ID: biblio-1098264

RESUMO

O DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) é um sistema diagnóstico e estatístico de classificação dos transtornos mentais, segundo o modelo categorial, destinado à prática clínica e à pesquisa em psiquiatria elaborado pela APA (American Psychiatric Association). Esse manual é constantemente revisado e reeditado no intuito de atualizar suas classificações psicodiagnósticas. Nesse sentido, o presente artigo objetivou efetuar uma análise comparativa entre as classes e as categorias diagnósticas dos quadros clínicos referentes às perturbações de ansiedade, às alterações do humor e às perturbações relativas à infância e adolescência vigentes no DSM-IV e no DSM-V, de modo a mapear quais entidades clínicas foram incluídas, excluídas ou fundidas, formando novas classes e categorias diagnósticas na versão mais atualizada do manual. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e documental de caráter qualitativo, por meio de um estudo descritivo e de uma análise de dados de cunho comparativo. Os resultados referentes à comparação das classes e categorias diagnósticas apontam significativos acréscimos nos três eixos analisados que abrem as portas para se debater as consequências da patologização e medicalização de condições próprias do humano, como a TPM, a tristeza, os comportamentos enérgicos das crianças e os rebeldes dos adolescentes.(AU)


The Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM) is a diagnostic and statistical system for classifying mental disorders according to the categorical model for clinical practice and research in psychiatry prepared by the APA (American Psychiatric Association). This manual is constantly revised and reissued to update its psychodiagnostic classifications. In this sense, the present article aimed to make a comparative analysis between the classes and the diagnostic categories of the clinical frameworks related to anxiety disorders, mood alterations and childhood and adolescent disorders in the DSM-IV and DSM-V, to map which clinical entities were included, excluded or merged, forming new diagnostic classes and categories in the most updated version of the manual. The methodology used was qualitative bibliographic and documentary research through a descriptive study and a comparative data analysis. The results regarding the comparison of diagnostic classes and categories point to significant increases in the three analyzed axes that open the doors to debate the consequences of the pathologization and medicalization of human conditions such as PMS, sadness, energetic behavior of children and rebels of teenagers.(AU)


Assuntos
Psicopatologia , Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais , Medicalização , Transtornos Mentais
4.
BMC Health Serv Res ; 20(1): 200, 2020 Mar 12.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-32164693

RESUMO

BACKGROUND: Female genital mutilation/cutting (FGM/C) negatively impacts the wellbeing of girls and women throughout their lifecycle. In Somalia, FGM/C prevalence is nearly universal (98%) among females aged 15-49 years, with infibulation prevalence at 77%. Whilst there is need to engage healthcare workers in the prevention and management of FGM/C, minimal information exists indicating healthcare systems' capacity to fulfil this role. This study explored factors impacting the capacity of the Somaliland healthcare system to prevent the medicalization, and manage the complications of, FGM/C. METHODS: A cross-sectional qualitative study using semi-structured key informant interviews, conducted in the Somali language, was undertaken in the Maroodi Jeex and Awdal regions of Somaliland, in rural and urban Borama and Hargeisa districts in December 2016. A total of 20 interviews were conducted with healthcare workers comprised of medical doctors, nurses, midwives and system administrators. Transcribed and translated interview data were analysed using the template analysis approach. RESULTS: Healthcare workers reported understanding the adverse impact of FGM/C on the health of girls and women. However, they faced multiple contextual challenges in their preventative and management roles at the individual level, e.g., they lacked specific formal training on the prevention and management of FGM/C complications and its medicalization; institutional level, e.g., many facilities lacked funding and equipment for effective FGM/C management; and policy level, e.g., no national policies exist on the management of FGM/C complications and against its medicalization. CONCLUSION: Healthcare systems in urban and rural Somaliland have limited capacity to prevent, diagnose and manage FGM/C. There is a need to strengthen healthcare workers' skill deficits through training and address gaps in the health system by incorporating the care of girls and women with FGM-related complications into primary healthcare services through multi-sectoral collaboration and coordination, establishing clinical guidelines for FGM/C management, providing related equipment, and enacting policies to prevent the medicalization of the practice.


Assuntos
Circuncisão Feminina/efeitos adversos , Assistência à Saúde/organização & administração , Medicalização , Complicações Pós-Operatórias/prevenção & controle , Adolescente , Adulto , Circuncisão Feminina/estatística & dados numéricos , Estudos Transversais , Feminino , Pessoal de Saúde/psicologia , Pessoal de Saúde/estatística & dados numéricos , Pesquisa sobre Serviços de Saúde , Humanos , Masculino , Pessoa de Meia-Idade , Gravidez , Pesquisa Qualitativa , Somália , Adulto Jovem
5.
PLoS One ; 15(3): e0228410, 2020.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-32119680

RESUMO

Although female genital mutilation/cutting (FGM/C) has declined, it is pervasive albeit changing form among communities in Kenya. Transformation of FGM/C include medicalization although poorly understood has increased undermining abandonment efforts for the practice. We sought to understand drivers of medicalization in FGM/C among selected Kenyan communities. A qualitative study involving participants from Abagusii, Somali and Kuria communities and key informants with health care providers from four Kenyan counties was conducted. Data were collected using in-depth interviews (n = 54), key informant interviews (n = 56) and 45 focus group discussions. Data were transcribed and analyzed thematically using NVivo version 12. We found families practiced FGM/C for reasons including conformity to culture/tradition, religion, marriageability, fear of negative sanctions, and rite of passage. Medicalized FGM/C was only reported by participants from the Abagusii and Somali communities. Few Kuria participants shared that medicalized FGM/C was against their culture and would attract sanctions. Medicalized FGM/C was perceived to have few health complications, shorter healing, and enables families to hide from law. To avoid arrest or sanctions, medicalized FGM/C was performed at home/private clinics. Desire to mitigate health complications and income were cited as reasons for health providers performing of FGM/C. Medicalization was believed to perpetuate the practice as it was perceived as modernized FGM/C. FGM/C remains pervasive in the studied Kenyan communities albeit changed form and context. Findings suggest medicalization sustain FGM/C by allowing families and health providers to conform to social norms underpinning FGM/C while addressing risks of FGM/C complications and legal prohibitions. This underscores the need for more nuanced approaches targeting health providers, families and communities to promote abandonment of FGM/C while addressing medicalization.


Assuntos
Circuncisão Feminina/estatística & dados numéricos , Medicalização/tendências , Adolescente , Adulto , Feminino , Grupos Focais , Pessoal de Saúde , Humanos , Quênia , Pessoa de Meia-Idade , Pesquisa Qualitativa , Religião , Normas Sociais , Somália , Adulto Jovem
8.
Psicol. esc. educ ; 24: e219948, 2020.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1091853

RESUMO

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que buscou caracterizar a percepção de estudantes do 3º ano do ensino médio de escolas públicas, privadas e profissionalizantes e de cursinhos públicos e privados sobre o uso de medicamentos para aprimoramento cognitivo. A pesquisa contou com 534 estudantes das cidades de Juazeiro do Norte (CE), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP), e utilizou um questionário voltado à percepção desses estudantes sobre o uso de medicamentos que prometiam melhorar o aproveitamento nos estudos, se já tinham ouvido falar deles, se conheciam usuários e se fariam uso deles. A maioria considerou positivo o uso desses medicamentos, mostrou curiosidade em relação à substância e afirmou que faria uso, caso tivesse acesso, para garantir energia e concentração nas atividades. Os resultados deste estudo ressaltam a importância de se compreender a percepção dos jovens sobre este tema para que se possa orientar futuras intervenções.


En este artículo se presenta los resultados de una investigación que buscó caracterizar la percepción de estudiantes del 3er curso de la enseñanza secundaria de escuelas públicas, privadas y de formación profesional y de cursillos públicos y privados sobre el uso de medicamentos para perfeccionamiento cognitivo. La investigación contó con 534 estudiantes de las ciudades de Juazeiro do Norte (CE), Fortaleza (CE) y São Paulo (SP), y se utilizó un cuestionario volcado a la percepción de esos estudiantes sobre el uso de medicamentos que prometían mejorar el aprovechamiento en los estudios, si ya habían oído hablar de ellos, si conocían usuarios y si harían uso de ellos. La mayor parte consideró positivo el uso de esos medicamentos, demostró curiosidad en relación a la substancia y afirmó que haría uso, caso tuvieran acceso, para garantizar energía y concentración en las actividades. Los resultados de este estudio resaltan la importancia de comprenderse la percepción de los jóvenes sobre este tema para que se pueda orientar futuras intervenciones.


This paper presents the results of a research that aimed to characterize the perception of third year high school students from public, private and vocational schools and from public and private courses about the use of drugs for cognitive enhancement. The research involved 534 students from the cities of Juazeiro do Norte (CE), Fortaleza (CE) and São Paulo (SP). It used a questionnaire aimed at the perception of these students about the use of medicines that promised to improve their use in the studies, if they had heard of them, if they knew users and if they would make use of them. Most considered positive the use of these drugs, showed curiosity about the substance and stated that they would use, if they had access, to ensure energy and concentration in activities. The results of this study underscore the importance of understanding the perception of young people about this topic in order to guide future interventions.


Assuntos
Ensino Fundamental e Médio , Medicalização
10.
Saúde Soc ; 29(1): e190936, 2020. tab
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1101910

RESUMO

Resumo O consumo de medicamentos para aprimorar processos mentais, como memória, concentração e estado de alerta, tem se expandido. As chamadas smart drugs e fármacos nootrópicos são utilizados na expectativa de obter melhor desempenho em tarefas profissionais e acadêmicas. Este artigo analisa a difusão do uso de medicamentos para aprimoramento cognitivo, a partir de um blog brasileiro chamado Cérebro Turbinado, com ênfase na discussão da categoria "nootrópicos". A metodologia adotada foi a pesquisa socioantropológica documental, baseada em materiais de divulgação científica que integram o conteúdo do blog, criado em 2015 por um estudante de medicina de uma universidade pública. O blog apresenta os nootrópicos como opções mais acessíveis, seguras e igualmente eficazes em comparação com os medicamentos psicotrópicos utilizados como smart drugs. Editor e leitores produzem um saber coletivo para otimizar o desempenho cerebral. As experiências pessoais evidenciam a maneira como os indivíduos interpretam seus estados corporais e os relacionam com os medicamentos. Na esteira dos processos de farmacologização da sociedade, a produção de modos de subjetividade baseadas em uma concepção individualista dos processos de saúde/doença/incapacidade, apoiada na compreensão neuromolecular do cérebro, fundamenta-se no compartilhamento de práticas e conhecimentos sobre tais substâncias.


Abstract The use of drugs to improve mental processes, such as memory, concentration and alertness, has been increasing. Nicknamed "smart drugs", nootropic drugs are used with the expectation that better performance can be achieved in professional and academic tasks. This analyzes the spread of cognitive enhancement drugs according to a Brazilian blog called Cérebro Turbinado focusing on the discussion of the nootropic drugs category. This is a documentary socio-anthropological research grounded on the scientific outreach materials that integrate the blog content, created in 2015 by a medical student from a public university. The blog presents nootropics as the most affordable, safe and equally effective options for psychotropic drugs used as smart drugs. Editor and readers turn to the production of collective knowledge to optimize brain performance. The narratives of personal experiences highlight the way individuals interpret their body states and relate them to medication. In the wake of society's medicalization processes, the production of subjectivity modes based on an individualistic conception of health/disease/disability processes, supported by neuromolecular understanding of the brain, is grounded on the sharing of practices and knowledge about such substances.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Psicofarmacologia , Automedicação , Nootrópicos , Melhoramento Biomédico , Medicalização/tendências
11.
Pap. psicol ; 40(3): 211-216, sept.-dic. 2019.
Artigo em Espanhol | IBECS | ID: ibc-186996

RESUMO

La promoción y prevención en salud mental son crecientemente reconocidas como estrategias fundamentales. Se ha demostrado que programas promocionales y preventivos en esta área pueden ser efectivos. Existe la expectativa de que la diseminación de estos programas pueda ayudar a disminuir la brecha entre necesidades de atención en salud mental y recursos disponibles. Junto con describir estos antecedentes, este artículo analiza algunos desafíos centrales para que esta área pueda tener el desarrollo esperado. Se plantea que si este desarrollo se realiza desde la lógica del modelo médico puede contribuir a generar respuestas inadecuadas y, paradójicamente, a incrementar las necesidades de recursos en salud mental. Se analiza el riesgo que implicaría el uso masivo y recurrente del tamizaje de trastornos mentales desde una concepción medicalizadora. Se propone que el desarrollo de la promoción y prevención en salud mental es un desafío mayor y necesario pero que debe atender a las advertencias de lo que se denomina prevención cuaternaria


Mental health promotion and prevention are increasingly recognized as essential strategies. It has been shown that promotional and preventive programs in this area can be effective. It is expected that spreading these programs may help to decrease the gap between the assistance needs in mental health and the resources available. Besides describing this background, this article analyzes some of the main challenges necessary to achieve the desired development in this area. It is hypothesized that, if this development is carried out based on the logic of the medical model, it may contribute to creating inappropriate answers and, paradoxically, to increasing the need for resources in mental health. We analyze the risk involved in the massive and recurrent use of mental disorder screening based on a medicalizing conception. Finally, we propose that developing promotion and prevention in mental health is a great and necessary challenge, but it must take into consideration the warnings arising from what is known as quaternary prevention


Assuntos
Humanos , Saúde Mental , Promoção da Saúde , Medicalização , Comportamentos Relacionados com a Saúde
12.
Saúde Soc ; 28(4): 14-24, out.-dez. 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1058997

RESUMO

Resumo Discute-se a construção de dispositivos para produção de atenção psicossocial, que são baseados na proposta de Gestão Autônoma da Medicação em Unidades Básicas de Saúde em São Paulo, onde foram constituídos grupos com base em cogestão e compartilhamento de experiências, formados por usuários de medicação psiquiátrica. Os trabalhadores moderaram esses grupos e participaram de oficinas de apoio semanais durante 15 meses. Este processo deu visibilidade a uma condição problemática complexa na qual se conjugam a crescente prescrição maciça de drogas psiquiátricas ao longo dos anos na atenção básica e a concentração da responsabilidade sanitária em saúde mental nos serviços de atenção especializada. A construção destes dispositivos permitiu uma produção comum de cuidado e de apoio fora do campo da medicalização, que desestabilizou barreiras à autonomia, postas pela verticalidade das práticas das equipes de saúde, pelas relações de dominação dos trabalhadores sobre os usuários e pelas relações de poder construídas em torno do saber especializado. O campo comum estabelecido por usuários e trabalhadores nestes processos coletivos tem ampliado a noção de apoio presente no campo da saúde pública brasileira.


Abstract This study discusses the construction of devices for the production of psychosocial care, which are based on the proposal of Gaining Autonomy & Medication Management in Primary Health Units in São Paulo, where groups were formed based on co-management and sharing of experiences, formed by psychiatric medication users. Workers moderated these groups and attended weekly support workshops for 15 months. This process has given visibility to a complex problematic condition in which the increasing mass prescription of psychiatric drugs over the years in primary care and the concentration of health responsibility on mental health in specialized care services are combined. The construction of these devices allowed a common production of care and support outside the field of medicalization, which destabilized barriers to autonomy, posed by the verticality of health team practices, the workers' domination relations over users and the power relations built around specialized knowledge. The common ground established by users and workers in these collective processes has broadened the notion of support in the Brazilian public health field.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Atenção Primária à Saúde , Psiquiatria , Centros de Saúde , Saúde Mental , Autonomia Pessoal , Medicalização
13.
PLoS One ; 14(12): e0226261, 2019.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-31841543

RESUMO

BACKGROUND: After the early detection of cervical intraepithelial neoplasia (CIN), medical surveillance of the precancerous lesions is carried out to control risk factors to avoid the development of cervical cancer. OBJECTIVE: To explore the effects of medical surveillance on the personal and social lives of women undergoing CIN follow-up and treatment. METHODOLOGY: A generic qualitative study using a poststructuralist perspective of risk management was carried out in a gynecology clinic in a public hospital of the Galician Health Care System (Spain). Participants were selected through purposive sampling. The sample consisted of 21 women with a confirmed diagnosis of CIN. Semistructured interviews were recorded and transcribed, and a thematic analysis was carried out, including researcher triangulation to verify the results of the analysis. FINDINGS: Two main themes emerged from the participants' experiences: CIN medical surveillance encounters and risk management strategies are shaped by the biomedical discourse, and the effects of "risk treatment" for patients include (a) profound changes expected of patients, (b) increased patient risk management, and (c) resistance to risk management. While doctors' surveillance aimed to prevent the development of cervical cancer, women felt they were sick because they had to follow strict recommendations over an unspecified period of time and live with the possibility of a life-threatening disease. Clinical risk management resulted in the medicalization of women's personal and social lives and produced great uncertainty. CONCLUSIONS: This study is the first to conceptualize CIN medical surveillance as an illness experience for patients. It also problematizes the effects of preventative practices in women's lives. Patients deal with great uncertainty, as CIN medical surveillance performed by gynecologists simultaneously trivializes the changes expected of patients and underestimates the effects of medical recommendations on patients' personal wellbeing and social relations.


Assuntos
Neoplasia Intraepitelial Cervical , Medicalização , Aceitação pelo Paciente de Cuidados de Saúde , Percepção , Vigilância da População , Neoplasias do Colo do Útero , Adulto , Idoso , Atitude Frente a Saúde , Neoplasia Intraepitelial Cervical/diagnóstico , Neoplasia Intraepitelial Cervical/epidemiologia , Neoplasia Intraepitelial Cervical/psicologia , Neoplasia Intraepitelial Cervical/terapia , Continuidade da Assistência ao Paciente/normas , Progressão da Doença , Detecção Precoce de Câncer/métodos , Detecção Precoce de Câncer/psicologia , Feminino , Seguimentos , Humanos , Programas de Rastreamento/métodos , Programas de Rastreamento/psicologia , Pessoa de Meia-Idade , Infecções por Papillomavirus/diagnóstico , Infecções por Papillomavirus/epidemiologia , Infecções por Papillomavirus/patologia , Infecções por Papillomavirus/psicologia , Aceitação pelo Paciente de Cuidados de Saúde/psicologia , Aceitação pelo Paciente de Cuidados de Saúde/estatística & dados numéricos , Padrões de Prática Médica/normas , Lesões Pré-Cancerosas/diagnóstico , Lesões Pré-Cancerosas/epidemiologia , Lesões Pré-Cancerosas/psicologia , Lesões Pré-Cancerosas/terapia , Fatores de Risco , Gestão de Riscos/métodos , Gestão de Riscos/normas , Comportamento Social , Neoplasias do Colo do Útero/diagnóstico , Neoplasias do Colo do Útero/epidemiologia , Neoplasias do Colo do Útero/psicologia , Neoplasias do Colo do Útero/terapia , Adulto Jovem
14.
Estud. psicol. (Natal) ; 24(4): 393-401, Out.-Dec. 2019.
Artigo em Português | LILACS, Index Psicologia - Periódicos técnico-científicos | ID: biblio-1098251

RESUMO

O presente estudo visa compreender quais os sentidos atribuídos à medicalização dos cuidados preconizados à saúde mental na infância por profissionais de saúde que atendem crianças e adolescentes em serviços de saúde. Desse modo, buscou-se dar visibilidade às produções de sentido através da Análise de Discurso. Almejamos compreender quais os significados que emergem nos depoimentos desses profissionais, quando questionados, através de entrevistas semiestruturadas, sobre as formas cuidados destinados à infância frente ao tratamento medicamentoso. Os sentidos mais frequentes referem à medicalização como instância primeira e imediata de cuidados destinados à infância. A lógica medicalizante prepondera devido ao desempoderamento e fragilidades das figuras parentais por um lado e, por outro, o acesso à informação tem sido fundamental para repensar a relação entre consumo, indústria farmacêutica e saúde mental.


This study aimed to understand which senses are attributed to the medicalization of care recommended to mental health in childhood by professionals who serve children and adolescents in health services. For this investigation, the methodology it was used the Discourse Analysis, thus giving visibility to the productions of meaning of each patient. The aim of this study was to understand the reasons that emerge in the speech of these professionals, when questioned, through semi-structured interviews, about the ways of care destined for childhood in relation to medicine's treatment. The findings show that the medications are pointed out as the first form of care intended for childhood. The logic that was found in this research points to the use of medicines as a means to supply the absence of one of the family figures, as well as access to information that would call into check for consumption, the pharmaceutical industry and mental health.


El presente estudio tiene como objetivo comprender los significados atribuidos a la medicalización de la atención recomendada para la salud mental infantil por profesionales de la salud que ayudan a niños y adolescentes en los servicios de salud. Por lo tanto, buscamos dar visibilidad a la producción de significado a través del análisis del discurso. Nuestro objetivo es comprender los significados que surgen en los testimonios de estos profesionales, cuando se les pregunta, a través de entrevistas semiestructuradas, sobre las formas de atención destinadas a los niños frente al tratamiento farmacológico. Los significados más frecuentes se refieren a la medicalización como la primera instancia inmediata de cuidado de niños. La lógica medicalizante prevalece debido a la falta de poder y las debilidades de las figuras parentales, por un lado, y, por otro, el acceso a la información ha sido fundamental para repensar la relación entre el consumo, la industria farmacéutica y la salud mental.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Cuidado da Criança , Saúde Mental , Pessoal de Saúde , Discurso , Medicalização , Brasil , Entrevista , Pesquisa Qualitativa
15.
Rev. latinoam. bioét ; 19(2): 111-122, jul.-dic. 2019. tab
Artigo em Espanhol | LILACS | ID: biblio-1115728

RESUMO

Resumen: La discapacidad ha tenido diferentes conceptualizaciones, incluyendo aportes religiosos, científicos, médicos y sociales. El modelo médico es fundamental en la prevención y la rehabilitación adecuada, sin embargo, es también un gran generador de discapacidad. El objetivo de este trabajo es presentar la relación del modelo médico de discapacidad y el enfoque biomédico como generadores de discapacidad y proponer una aproximación teórica a nuevos modelos y enfoques que permitan un abordaje ético-ontológico. El presente es un artículo de exposición en dos etapas: en la primera se hizo una revisión de literatura sobre discapacidad. En la segunda, se presentan los resultados de la discusión entre los autores para comparar e identificar argumentos y contraargumentos de los modelos tradicionales, con respecto a las nuevas formas de análisis con una visión desde la bioética. Una de las principales conclusiones de este análisis es que el modelo médico ha hecho aportes fundamentales en la conceptualización y clasificación de la discapacidad; sin embargo, el enfoque mono -causal positivista termina favoreciendo la medicalización, la discapacidad y demanda más recursos. La discapacidad es un asunto en evolución en el que interactúan las deficiencias individuales y las barreras personales y ambientales, por lo que es necesario superar el paradigma médico y fortalecer el biopsicosocial.


Abstract: Disability has had different conceptualizations, which have included religious, scientific, medical and social contributions. The medical model is fundamental for appropriate prevention and rehabilitation. The goal of this paper is to show the relationship of the disability medical model and the biomedical approach as generators of disability and to propose a theoretical approach to new models and perspectives that allow for an ethical-ontological approach. This is an expository article presented in two stages: in the first one a literature review on disability was carried out. In the second one, the results of the discussion are presented amongst the authors to compare and identify arguments and counterarguments of the traditional models, with regards to the forms of analysis with a view from bioethics. One of the main conclusions of this analysis is that the medical model has made fundamental contributions to the conceptualization of disability; however, the positivistic monocausal approach ends up favoring medicalization, disability and it demands more resources. Disability is a subject in evolution where the individual deficiencies and the personal and environmental barriers interact, therefore it is necessary to overcome the medical paradigm and to strengthen the biopsychosocial.


Resumo: O conceito de deficiência recebeu diferentes contribuições, incluindo as religiosas, científicas, médicas e sociais. O modelo médico é fundamental na prevenção e reabilitação adequada, no entanto, é também um grande gerador de deficiências. O objetivo deste trabalho é apresentar a relação do modelo médico de deficiência e do enfoque biomédico como geradores de deficiência e propor uma aproximação teórica para novos modelos e enfoques que permitam uma abordagem ético-ontológica. Trata-se de um artigo de exposição em duas etapas: na primeira, foi feita uma revisão da literatura sobre deficiência. Na segunda, são apresentados os resultados da discussão entre os autores para comparar e identificar argumentos e contra-argumentos dos modelos tradicionais, no que diz respeito às novas formas de análise a partir da bioética. Uma das principais conclusões dessa análise é que o modelo médico fez contribuições fundamentais na conceituação e classificação da deficiência. No entanto, o enfoque monocausal positivista acaba favorecendo a medicalização e a deficiência, além de demandar mais recursos. A deficiência é uma questão em evolução, na qual as carências individuais e as barreiras pessoais e ambientais interagem, sendo necessário superar o paradigma médico e fortalecer o biopsicossocial.


Assuntos
Humanos , Temas Bioéticos/história , Medicalização , Pessoas com Deficiência , Estudos sobre Deficiências , Prevenção Quaternária
16.
Cult Med Psychiatry ; 43(4): 596-612, 2019 Dec.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-31729687

RESUMO

Depression has become a major public health concern in Kerala, South India. Media and mental health professionals often attribute the rise of depression and suicide to a discontent around modern transformations and the flipside of the "Kerala model of development". Kerala's primary health care system of health governance, surveillance and care with its backbone of community and multi-purpose health workers is currently being expanded to target inner feelings, emotional suffering and existential despair, as a result of complex global, national and local processes of making visible and stabilizing depression as a public health category. Rather than relying on NGOs and foreign funding, mental health policy planners in Kerala engage the state of Kerala. Using the case of a junior health inspector's counseling, I argue that the reconfiguration of suffering from an existential part of life and symptom of adversity into a medical condition can also lead to mobilization of (gendered) care in a context of familial marginalization and neglect. In this context, individual bodies are healed by restoring social bodies. Medicalization does not necessarily silence social inequalities and marginalization but can become productive in providing an idiom to critique a family's moral economy.


Assuntos
Depressão , Política de Saúde , Medicalização , Saúde Mental , Atenção Primária à Saúde/organização & administração , Estresse Psicológico , Humanos , Índia , Marginalização Social , Fatores Socioeconômicos
17.
Int J Law Psychiatry ; 66: 101478, 2019.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-31706402

RESUMO

Over the last decade, trans* issues have increasingly gained attention all around the globe. While this increased social recognition has mostly resulted in higher acceptance rates of gender non-conformity, world-wide data show that trans* persons still remain among the most vulnerable groups in society. One of the most pressing issues facing trans* persons, is their inherent psycho-pathologisation and medicalisation in society and law. Indeed, in modern history, trans* issues have been predominantly addressed through the lens of medicine and psychiatry, which has had a clear impact on the legal capacity of gender non-conforming persons. Although this contribution shows that a human rights movement towards depathologisation and demedicalisation of gender non-conformity is rapidly getting up steam in several parts of the world, it needs to be questioned whether the current human rights approach is getting it 'right'. In this regard, it is argued that the present focus on trans* depathologisation and demedicalisation should only be the first step towards the full inclusion of all trans* persons in law and society.


Assuntos
Identidade de Gênero , Direitos Humanos , Pessoas Transgênero , Feminino , Direitos Humanos/legislação & jurisprudência , Humanos , Masculino , Medicalização , Competência Mental , Pessoas Transgênero/legislação & jurisprudência , Pessoas Transgênero/psicologia
19.
Reprod Health ; 16(1): 158, 2019 Nov 01.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-31675972

RESUMO

BACKGROUND: Although Female Genital Mutilation/Cutting (FGM/C) is internationally considered a harmful practice, it is increasingly being medicalized allegedly to reduce its negative health effects, and is thus suggested as a harm reduction strategy in response to these perceived health risks. In many countries where FGM/C is traditionally practiced, the prevalence rates of medicalization are increasing, and in countries of migration, such as the United Kingdom, the United States of America or Sweden, court cases or the repeated issuing of statements in favor of presumed minimal forms of FGM/C to replace more invasive forms, has raised the debate between the medical harm reduction arguments and the human rights approach. MAIN BODY: The purpose of this paper is to discuss the arguments associated with the medicalization of FGM/C, a trend that could undermine the achievement of Sustainable Development Goal 5.3. The paper uses four country case studies, Egypt, Indonesia, Kenya and UK, to discuss the reasons for engaging in medicalized forms of FGM/C, or not, and explores the ongoing public discourse in those countries concerning harm reduction versus human rights, and the contradiction between medical ethics, national criminal justice systems and international conventions. The discussion is structured around four key hotly contested ethical dilemmas. Firstly, that the WHO definition of medicalized FGM/C is too narrow allowing medicalized FGM to be justified by many healthcare professionals as a form of harm reduction which contradicts the medical oath of do no harm. Secondly, that medicalized FGM/C is a human rights abuse with lifelong consequences, no matter who performs it. Thirdly, that health care professionals who perform medicalized FGM/C are sustaining cultural norms that they themselves support and are also gaining financially. Fourthly, the contradiction between protecting traditional cultural rights in legal constitutions versus human rights legislation, which criminalizes FGM/C. CONCLUSION: More research needs to be done in order to understand the complexities that are facilitating the medicalization of FGM/C as well as how policy strategies can be strengthened to have a greater de-medicalization impact. Tackling medicalization of FGM/C will accelerate the achievement of the Sustainable Development Goal of ending FGM by 2030.


Assuntos
Circuncisão Feminina/legislação & jurisprudência , Circuncisão Feminina/estatística & dados numéricos , Países Desenvolvidos/estatística & dados numéricos , Países em Desenvolvimento/estatística & dados numéricos , Direitos Humanos , Medicalização/normas , Feminino , Saúde Global , Humanos
20.
Sante Publique ; Vol. 31(3): 427-432, 2019.
Artigo em Francês | MEDLINE | ID: mdl-31640330

RESUMO

OBJECTIVE: To estimate the screening coverage of neonatal bilateral permanent deafness (NBPD) among neonates in the region of Paris (Île-de-France), between 2012 and 2017, using data from the Program for Medicalization of Information System (PMSI). METHOD: The study population covers hospital stays of newborns (0 to 28 days of life) in the region of Paris between 2012 and 2017. The data were extracted from PMSI database using DIAMANT system. The annual screening coverage rate is estimated by the ratio between the number of newborn stays with the code Z13.51 and one of the two specific medical procedures for NBPD screening and the number of live births recorded in health facilities. RESULTS: In 2017, 133 152 newborn stays with a Z13.51 code were counted in the Ile-de-France region, out of 178 011 live births; less than 75% of newborns. Hospital stays including a medical procedure CDQP009 or CDQP017 represent a proportion of 16.3% in 2017. The annual estimated rate of screening coverage of NBPD using the PMSI (89,8%, taking into account the different coding practices) is lower than the one calculated from data of the FPDPHE (95,5%) and national/regional target rate set by the National screening Program. CONCLUSION: Our methodology and the observed results revealed that an annual NBPD screening coverage rate could be estimated, if the National plan and coding practices requirements follow the guidelines. Harmonization of coding practices and data quality assurance are essential to be able to build an indicator of NBPD screening coverage based on routinely collected data (PMSI, SNDS), which can contribute to the monitoring of the implementation of the screening program for the neonates.


Assuntos
Surdez/diagnóstico , Triagem Neonatal , Bases de Dados Factuais , Humanos , Recém-Nascido , Sistemas de Informação , Medicalização , Paris
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