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1.
RECIIS (Online) ; 13(2): 314-329, abr.-jun. 2019. ilus
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1005604

RESUMO

A divulgação da décima primeira edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-11), em junho de 2018, mereceu atenção da imprensa internacional e nacional. Nessa versão, as identidades trans deixaram de ser classificadas como doença mental e foram categorizadas como incongruência de gênero no novo capítulo relacionado à saúde sexual. Considerando que práticas discursivas conformam e são conformadas por práticas sociais e que o processo de despatologização é marcado pelos conceitos de medicalização e biomedicalização, este trabalho identifica e analisa as fontes citadas na cobertura jornalística produzida no Brasil. O objetivo é entender, a partir dos atores sociais que foram selecionados, entrevistados e citados como fontes, os sentidos construídos pelos principais jornais do país sobre o tema. Observa-se que fontes institucionais do campo da saúde concorrem com outras do campo jurídico, com representantes de movimentos sociais e pessoas trans, que falam por si.


The release of the eleventh edition of the International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD-11) in June 2018 received international and national press coverage. In this version, transgender identities are no longer described as a mental health condition. Instead, they are classified as gender incongruence in the chapter on sexual health. Considering that discursive practices conform and are conformed by social practices and that the process of despatologization is marked by the concepts of medicalization and biomedicalization, this work identifies and analyzes the sources quoted in the journalistic coverage produced in Brazil. This study, focusing on social actors quoted as sources, aims to understand the meanings constructed by the main Brazilian newspaper about this subject. It concludes that institutional sources in the health field compete with others in the legal field, with members of social movements and trans people, who speak for themselves.


La divulgación de la undécima edición de la Clasificación Estadística Internacional de Enfermedades y Problemas relacionados con la Salud (CID-11), en junio de 2018, mereció atención de la prensa internacional y nacional. En esa revisión, las identidades trans dejaron de ser clasificadas como enfermedad mental y fueron categorizadas como incongruencia de género en el nuevo capítulo relacionado a la salud sexual. Considerando que las prácticas discursivas conforman y son conformadas por prácticas sociales y que el proceso de despatologización está marcado por los conceptos de medicalización y biomedicalización, este trabajo identifica y analiza las fuentes citadas en la cobertura periodística producida en Brasil. El objetivo es entender, a partir de los actores sociales que fueron seleccionados, oídos y citados como fuentes, los sentidos construidos por los principales diarios del país sobre el tema. Observa que fuentes institucionales del campo de la salud concurren con otras del campo jurídico, con representantes de movimientos sociales y personas trans, que hablan por sí.


Assuntos
Humanos , Jornalismo , Comunicação em Saúde , Medicalização , Pessoas Transgênero , Identidade de Gênero , Transexualismo , Brasil , Saúde Sexual , Minorias Sexuais e de Gênero
2.
RECIIS (Online) ; 13(1): 100-121, jan.-mar. 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-987921

RESUMO

Este artigo trata de algumas implicações da nova consciência de saúde e seus movimentos ­ de saúde holística e autocuidado ­ para a definição e solução de problemas relacionados à 'saúde'. O salutarismo representa um modo particular de considerar o problema da saúde e é característico desse novo tipo de consciência e de seus movimentos. Ele pode ser melhor entendido como uma forma de medicalização, no sentido de que ainda retém noções-chave da medicina. Assim como a medicina, o salutarismo situa o problema da saúde e da doença no nível do indivíduo, e as soluções são elaboradas no plano individual. Na medida em que o salutarismo dá contornos a crenças populares, continuaremos a ter uma concepção e estratégias de promoção de saúde apolíticas, e, portanto, sem efeitos. Além disso, ao conceder à saúde um estatuto de supervalor, uma metáfora para tudo o que há de bom na vida, o salutarismo reforça a privatização da luta por generalização do bem-estar.


This article considers some implications of the new health consciousness and movements ­ holistic health and self-care ­ for the definition of and solution to problems related to 'health'. Healthism represents a particular way of viewing the health problem, and is characteristic of the new health consciousness and movements. It can best be understood as a form of medicalization, meaning that it still retains key medical notions. Like medicine, healthism situates the problem of health and disease at the level of the individual. Solutions are formulated at that level as well. To the extent that healthism shapes popular beliefs, we will continue to have a non-political, and therefore, ultimately ineffective conception and strategy of health promotion. Further, by elevating health to a super value, a metaphor for all that is good in life, healthism reinforces the privatization of the struggle for generalized well-being.


Este artículo considera algunas implicaciones de la nueva conciencia de salud y movilización ­ salud holística y autocuidado ­ para la definición y solución de problemas relacionados con la 'salud'. El estilo de vida representa una forma particular de problema de salud, y es característico de la nueva conciencia de la salud y los movimientos. Puede entenderse mejor como una forma de medicalización, lo que significa que todavía conserva nociones médicas clave. Al igual que la medicina, la salud sitúa el problema de la enfermedad en el nivel del individuo. Las soluciones se formulan a ese nivel también. En la medida en que el sistema de salud moldee las creencias populares, seguiremos teniendo una no política, y por lo tanto, en última instancia ineficaz concepción y estrategia de promoción de la salud. Además, elevando la salud a un supervalor, una metáfora de todo eso es bueno en la vida, el saneamiento refuerza la privatización de la lucha por la generalización del bienestar.


Assuntos
Humanos , Autocuidado , Medicalização , Estilo de Vida Saudável , Promoção da Saúde , Segurança , Saúde , Doença , Saúde da População
3.
Women Birth ; 32(2): e173-e181, 2019 Apr.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-31007207

RESUMO

BACKGROUND: Pregnancy and childbirth hold broader cultural and societal implications and entail more than simply a natural event. Today, these otherwise natural phenomena are driven by the development of surveillance medicine in a risk-averse society. This affects how both healthcare professionals and women perceive medicalisation and is influencing changes in clinical practice surrounding childbirth. AIM: The aim of the study was to explore the phenomenon of the medicalisation of pregnancy and childbirth in Slovenia as perceived and experienced by healthcare professionals, namely midwives and obstetricians. METHODS: A descriptive phenomenological approach was used. A purposive sample included 16 midwives and 4 obstetricians working in perinatal healthcare. The data were collected using in-depth, semi-structured, one-to-one interviews and analysed using the phenomenological methodology approach proposed by Colaizzi. FINDINGS: The two professional groups are well aware of the medicalisation of pregnancy and childbirth, yet there are some differences in experiencing these phenomena. This is revealed with respect to three identified themes: (1) medicalisation as a social construct; (2) unrecognised importance of evidence-based practice in changing medicalised care; and (3) the dimensionalities of the Caesarean section. CONCLUSION: Our study suggests woman-centred care that supports autonomy should be more strongly promoted and strategies supporting women with different childbirth preferences developed. The findings also show interprofessional collaboration should be further explored since midwives' autonomy and participatory decision-making in clinical settings is encountering some unresolved issues within the scope of midwifery practice that affect their professionalism.


Assuntos
Parto Obstétrico/psicologia , Medicalização , Enfermeiras Obstétricas/psicologia , Obstetrícia , Parto/psicologia , Adulto , Atitude do Pessoal de Saúde , Feminino , Humanos , Tocologia , Percepção , Gravidez , Adulto Jovem
4.
Saúde Soc ; 28(1): 40-54, jan.-mar. 2019. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-991669

RESUMO

Abstract The debates around the diagnosis and pharmacological treatment of Attention Deficit and Hyperactivity Disorder (ADHD) have traditionally been approached from the perspective of the "medicalization processes" of children's behaviour. However, this perspective tends to overlook the meanings of diagnosis and treatment of ADHD for children and their caregivers. The purpose of this article is to describe the discursive positions of children and their caregivers on the diagnosis and treatment of ADHD. In-depth interviews were conducted with seven Chilean children and their caregivers. The material was analysed following the procedures of the discourse structure analysis. A discursive structure was identified that configures four emerging realities: the myth of origin of the child's behaviour and learning problems; the ambivalences in/of medicalization; the process of identity (dis)stabilization under diagnosis and treatment; and the subversion of medicalization. It is observed that the subjective experience of the diagnosis and treatment of ADHD is not homogeneous, since different discursive positions, family and institutional understandings that enter into conflict cross it. The experiences of ADHD are shaped by discursive structures that condition the meanings of this experience. The medicalization process is not univocal, but can take different forms and have consequences on children's experiences and social trajectories.


Resumen Los debates en torno al diagnóstico y tratamiento farmacológico del Trastorno de Déficit Atencional e Hiperactividad (TDAH) han sido tradicionalmente abordados desde la perspectiva de los "procesos de medicalización" del comportamiento infantil. Sin embargo, esta perspectiva tiende a pasar por alto los sentidos y significaciones del diagnóstico y tratamiento del TDAH para los niños y sus cuidadores. El objetivo de este artículo es describir las posiciones discursivas de niños y de sus cuidadores sobre el diagnóstico y tratamiento farmacológico del TDAH. Se realizaron entrevistas en profundidad a siete niños chilenos y a sus cuidadores. El material fue analizado siguiendo los procedimientos del análisis estructural del discurso. Se identificó una estructura discursiva que configura cuatro realidades emergentes: el mito de origen de los problemas de comportamiento y de aprendizaje del niño; las ambivalencias en/de la medicalización; el proceso de (des)estabilización identitaria bajo el diagnóstico y tratamiento; y la subversión de la medicalización. Se observa que la experiencia subjetiva del diagnóstico y tratamiento del TDAH no es homogénea, dado que se encuentra atravesada por distintas posiciones discursivas, comprensiones familiares e institucionales que entran en conflicto. Las experiencias del diagnóstico y tratamiento del TDAH se encuentran modeladas por estructuras discursivas que condicionan las posibilidades de dar sentido a dicha experiencia. El proceso de medicalización no es unívoco, sino que puede asumir formas diferentes y tener consecuencias diversas sobre las experiencias y trayectorias sociales de niños y niñas.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Criança , Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade/diagnóstico , Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade/tratamento farmacológico , Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade/terapia , Chile , Medicalização , Estudos de Linguagem
6.
Saúde Soc ; 28(1): 107-120, jan.-mar. 2019. graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-991680

RESUMO

Resumo Este estudo objetiva analisar o fenômeno do abuso de benzodiazepínicos, considerando o modo como essa substância comparece nos discursos constituídos na abordagem do mal-estar na contemporaneidade. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza qualitativa; foram ouvidos 18 médicos e enfermeiros atuantes na rede de saúde de Fortaleza, além de nove mulheres usuárias dos serviços. A população entre usuários limitou-se ao sexo feminino, devido ao fato de a literatura apontar prevalência do abuso de benzodiazepínicos nesse público. No exame dos dados, usou-se a análise do discurso de corrente francesa, a qual permitiu entrever como o medicamento comparece no laço social, apresentando diferentes significações, a depender do lugar ocupado nos discursos. Nos resultados encontrados destaca-se que o benzodiazepínico entra em uma espécie de curto-circuito no qual o tráfico de drogas comparece tanto na porta de entrada (como argumento para o consumo da substância em decorrência da violência cotidiana experimentada por essas mulheres) como na outra ponta (como substância desviada dos serviços de saúde e comercializada nos pontos de venda de drogas). Essa medicação constitui-se, assim, num gadget - objeto de consumo revestido pelo brilho de supostamente recobrir a falta. Diante desse cenário, urge pensar políticas públicas que possam ir além do modelo medicalizante.


Abstract This study aims to analyze the phenomenon of benzodiazepine abuse, considering the way this substance appears in discourses constituted in approaching the lack of well-being in the contemporary world. This is a descriptive research of qualitative nature. Eighteen physicians and nurses working in the health network of Fortaleza were heard, in addition to nine female users of these services. The user population was restricted to females due to the literature underlining a prevalence of benzodiazepine abuse in this public. Data analysis using French discourse analysis showed how the drug affects the social bond, presenting different meanings depending on the place occupied in the discourse. It is worth noting that in the findings the benzodiazepine user sort of short-circuits, in which drug trafficking appears both on one side (as an argument for substance consumption due to the daily violence experienced by these women) and on the other (as it is a substance deviated from health services and marketed at drug outlets). This medication thus constitutes a gadget object - an object of consumption coated with the gloss of supposedly satisfying its lack. Given this scenario, it is crucial to ponder new public policies capable of surpassing the medicalization model.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Psicanálise , Ansiolíticos , Saúde Pública , Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias , Medicalização , Estudos de Linguagem
7.
Rev. bras. med. fam. comunidade ; 14(41): e1781, 02/2019. ilus
Artigo em Português | LILACS, Coleciona SUS | ID: biblio-981954

RESUMO

A Medicina tem convocado as pessoas a realizarem cada vez mais ações preventivas, desde medidas de pressão arterial até a aplicação de novas vacinas; entretanto, médicas e médicos de família e comunidade têm identificado riscos e limitações das ações preventivas, mostrando que nem todas elas são ética ou cientificamente justificáveis. Esse é o escopo da prevenção quaternária, que visa poupar as pessoas de sobremedicalização e procedimentos desnecessários. Vivendo em uma sociedade que prima pela alta tecnologia, onde o terror virou negócio e o autocuidado, uma obsessão, pode ser muito difícil desaconselhar a realização de algum exame ou desprescrever alguma medicação; porém, é exatamente nesse contexto que a prevenção quaternária é profundamente necessária, e a dificuldade de sua prática exige articular outros saberes e recursos além do nível de evidência ou do grau de recomendação de uma ou outra ação. As crenças em saúde são objeto de um cuidado centrado na pessoa, e muitas delas são inspiradas ou traduzidas por ditados populares. Nesse ensaio, discuto o excesso de intervenções e a prevenção quaternária a partir de alguns deles. Analisando frases como "é melhor prevenir do que remediar", apresento os aforismos como ferramentas de compreensão da prevenção quaternária, podendo ser usados por profissionais e docentes para discutir essa prática contra-hegemônica com pacientes e estudantes. Ao articular os saberes popular e profissional, o texto contribui à competência cultural da Atenção Primária à Saúde e ajuda a produzir encontros clínicos mais harmoniosos e a promover um cuidado menos invasivo, medicalizador e danoso.


Medicine has been calling on people to carry out more and more preventive actions, from blood pressure measurements to the application of new vaccines; however, family physicians have been identifying risks and limitations of preventive actions, showing that not all of them are ethically or scientifically justifiable. This is the scope of quaternary prevention, which aims to protect people from over-medicalization and unnecessary procedures. Living in a society that excels in high technology, where terror has turned into business and self-care, an obsession, it can be very difficult to discourage some exam or to unprescribe some medication; but it is precisely in this context that quaternary prevention is deeply necessary, and the difficulty of its practice requires articulating other knowledge and resources beyond the level of evidence or the degree of recommendation of one or another action. Health beliefs are object of person-centered care, and many of them are inspired or translated by popular sayings. In this essay, I discuss the excess of interventions and quaternary prevention from some of them. Analyzing phrases such as "better safe than sorry", I present aphorisms as tools for understanding quaternary prevention, which can be used by professionals and teachers to discuss this counter-hegemonic practice with patients and students. By articulating popular and professional knowledge, the text contributes to the cultural competence of Primary Health Care and helps to produce more harmonious clinical encounters and to promote less invasive, medicalizing and harmful care.


La Medicina ha convocado a las personas a realizar cada vez más acciones preventivas, desde medidas de presión arterial hasta la aplicación de nuevas vacunas; sin embargo, médicas y médicos de familia y comunidad han identificado riesgos y limitaciones de las acciones preventivas, mostrando que no todas ellas son ética o científicamente justificables. Este es el alcance de la prevención cuaternaria, que intenta ahorrar a las personas de sobremedicalización y procedimientos innecesarios. En una sociedad que prima por la alta tecnología, donde el terror se volvió negocio y el autocuidado, una obsesión, puede ser muy difícil desaconsejarse la realización de algún examen o desprescribir alguna medicación, pero es precisamente en ese contexto que la prevención cuaternaria es profundamente necesaria, y la dificultad de su práctica exige articular otros saberes y recursos más allá del nivel de evidencia o del grado de recomendación de cada acción. Muchas creencias en salud son inspiradas o traducidas por dichos populares; en este ensayo, discuto el exceso de intervenciones y la prevención cuaternaria a partir de algunos de ellos. Analizando frases como "más vale prevenir que curar", presento los aforismos como herramientas de comprensión de la prevención cuaternaria, pudiendo ser usados por profesionales y docentes para discutir esa práctica contra-hegemónica con pacientes y estudiantes. Al articular los saberes popular y profesional, el texto contribuye a la competencia cultural de la Atención Primaria a la Salud y ayuda a producir encuentros clínicos más armoniosos y a promover un cuidado menos invasivo, medicalizador y dañino.


Assuntos
Aforismos e Provérbios como Assunto , Competência Cultural , Medicina de Família e Comunidade , Medicalização , Prevenção Quaternária
8.
Public Health Rep ; 134(2): 141-149, 2019 Mar/Apr.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-30794761

RESUMO

OBJECTIVES: Despite increased awareness of obesity-related health risks and myriad treatment options, obesity still affects more than one-third of persons in the United States and is a substantial public health problem. Studies show that physicians play a key role in obesity prevention and treatment. The objective of this study was to examine the extent to which obesity is diagnosed and treated at the level of patient-physician interaction. METHODS: We used data from the National Ambulatory Medical Care Survey (NAMCS), a nationally representative data set of US physician office visits. We estimated the number of obesity diagnoses and prescriptions of weight-loss management solutions (exercise counseling, diet counseling, or weight-loss drugs) in clinical practice from 1996 through 2014. We also calculated rates of obesity diagnosis and compared these rates with national rates of obesity based on body mass index data from the Behavioral Risk Factor Surveillance System (BRFSS) for the same period. RESULTS: The estimated number of weight gain-related physician office visits increased from 2.3 million in 1996 to a peak of 7.6 million in 2012, and then fell to 4.5 million in 2014. National estimates of obesity diagnoses resulting from physician office visits ranged from 7.1 million in 1996 to 12.7 million in 2014 and substantially outnumbered the estimates for weight gain-related physician office visits throughout the study period. Estimates of exercise counseling and diet counseling and weight-loss medication prescriptions resulting from physician office visits fluctuated over time but never exceeded obesity diagnoses. When compared with national rates of obesity from the BRFSS, rates of obesity diagnoses resulting from physician office visits were substantially lower in the NAMCS (17%-30% vs 1%). National trends for weight-loss medication prescriptions closely mirrored those of weight gain-related physician office visits, even though fluctuations were substantial. CONCLUSIONS: Our results suggest that obesity is largely underdiagnosed and undertreated in clinical encounters. Future studies should investigate the structural changes needed to better engage physicians in obesity prevention and care. Practitioners should also reflect on their biases in treating obesity as a chronic disease.


Assuntos
Medicalização/tendências , Obesidade/diagnóstico , Obesidade/terapia , Visita a Consultório Médico/tendências , Padrões de Prática Médica/tendências , Depressores do Apetite/administração & dosagem , Sistema de Vigilância de Fator de Risco Comportamental , Índice de Massa Corporal , Doença Crônica , Aconselhamento/tendências , Dieta , Exercício , Feminino , Humanos , Masculino , Papel do Médico , Relações Médico-Paciente , Estados Unidos
9.
Hist. ciênc. saúde-Manguinhos ; 26(1): 33-51, jan.-mar. 2019.
Artigo em Português | HISA - História da Saúde | ID: his-42813

RESUMO

Discute-se a difusão das práticas de parto natural por meio da análise dos livros Parto natural: guia para os futuros pais, escrito pelo obstetra americano Frederick Goodrich Jr. em 1950 e publicado no Brasil a partir de 1955, e Parto natural sem dor, escrito pelo obstetra brasileiro George Beutner, em 1962. Ambos tiveram boa entrada na cultura brasileira e influenciaram a forma de pensar o parto e de parir, tanto no âmbito da obstetrícia brasileira como no que concerne às representações das mulheres. A partir das contribuições de Roger Chartier e das concepções sobre medicalização, concluímos que essas novas práticas de preparação do parto compartilhavam as visões médicas sobre o parto e o nascimento predominantes no período.(AU)


Assuntos
Parto Normal , Parto , História da Medicina , História do Século XX , Medicalização
10.
Rio de Janeiro; s.n; 2019. 221 f p. fig, tab.
Tese em Português | LILACS | ID: biblio-1006083

RESUMO

Neste trabalho mapeamos e analisamos relações entre (a) espaços, conceitos e práticas de produção de conhecimento formal, (b) o forjamento de categorias de saúde e doença, e (c) oferta e prática de técnicas e tecnologias de cuidado. A pesquisa ora apresentada explora a literatura sobre a medicalização do amor a partir de seus autores e das teorias neurocientíficas que lhe servem de referência. Por meio da exploração desses materiais, procuramos resgatar a genealogia de ideias-força relevantes para a medicalização do amor, e que agem em perguntas de pesquisa, protocolos de experimentação, triagem e diagnósticos, tratamentos e, portanto, sobre modos de subjetivação e arranjos afetivos e íntimos. Trata-se de olhar, portanto, para o trânsito de ideias e práticas entre diferentes disciplinas científicas, instâncias de supervisão como a bioética, políticas públicas e senso comum. Consideramos os materiais bibliográficos analisados neurobionarrativas que situam no corpo a afetividade humana e que, por assumirem a reprodução como fim último da manifestação dos afetos, contam tipos prescritos de arranjos íntimos. O texto articula os materiais bibliográficos que coproduzem a medicalização do amor com entrevistas realizadas ao longo da pesquisa de doutorado e com a etnografia de um curso de ética pragmática na universidade de Princeton, frequentado entre setembro e dezembro de 2017. Por meio das entrevistas com bioeticistas, acessamos modos de praticar e conceber bioética hoje ­ e a interlocução bioeticista com outros campos de saber/poder. A entrevista com um psiquiatra do ambulatório de tratamento de amor patológico de um hospital em São Paulo ajuda a ilustrar a aplicação prática de conceitos trabalhados na bioética e nas neurociências, em sua operação no âmbito da produção de diagnósticos, de pacientes, e de formas de cuidar. Com base em conceitos analíticos produzidos no âmbito dos estudos sociais da ciência e da tecnologia, na literatura formulada em torno do conceito de biossocibilidade, e também com referências à teoria crítica e feminista, procuramos iluminar criticamente um emaranhado de ideias, estilos, convenções e fazeres que transitam entre e conectam laboratórios e institutos de atração internacional de atenção e recursos e a saúde pública oferecida pelo Estado. Na montagem dessa cartografia, lançamos luz também sobre diferentes modos, espaços e tempos de subjetivação, que variam entre limites e possiblidades encontrados em meio a distintas perspectivas teóricas e práticas de cuidado e redesenho de si. O trajeto permite estabelecer contato, por fim, com as transformações que rondam a ideia de subjetividade em si. O trabalho aponta para uma pluralidade de ideias e ideologias em interlocução, mas também para os nexos onde se encontram e em que consensos e dissensos são produzidos. O sujeito com que se relacionam mostra-se um farmaceuticalizado, acessado mais por taxas bioquímicas que por sua singularidade, tratado (e cobrado) a partir da avaliação moral de seus comportamentos


In this work, I map and analyze the relationships between (a) spaces, concepts and practices of formal knowledge production, (b) the forging of health and disease categories, and (c) the offer and practice of techniques and technologies of care. The research here presented explores the literature on the medicalization of love considering its authors and the neuroscientific theories that serve as reference to it. Through the exploration of these materials, I try to redeem the genealogy of ideas that are relevant to the medicalization of love, and that show themselves active within research questions, experimentation protocols, screenings and diagnosis, treatments and, therefore, within modes of subjectivation and affective and intimate arrangements. My aim is to look at the traffic of ideas and practices that takes place between different scientific fields, overseeing instances like bioethics, public politics and common sense. I take the materials I analyzed to be neurobionarratives that situate human affectivity in the body and that, by placing reproduction as the main end of all human affective manifestation, narrate preset scripts of intimate configurations. The text articulates the bibliographic materials that coproduce the medicalization of love with interviews produced during the PhD research and with the ethnography of a Practical Ethics course in Princeton University, audited between September and December of 2017. Through the interviews, I had access to ways of practicing and understanding bioethics today ­ as bioethicists interlocution with other fields of knowledge. The interview with a psychiatrist from the Pathological Love Program of a public hospital in São Paulo helps showing the application (or not) of the concepts used in bioethics and neurosciences and their operation in patients' diagnosis and forms of care. With the help on analytical concepts forged within Science and Technology Studies, around the literature biosocialities, and also in reference to critical and feminist studies, I try to critically throw light on the entanglement of styles, conventions and practices that traverse and connect labs and institutes of international prestige that draw considerable amounts of resources and also participate in the public health system. In the cartography that is put together, I illuminate different modes, spaces and temporalities of subjectivation, that vary according to limits and possibilities encountered amidst different theoretical perspectives, practices of care, and redesigning of the selves. This route puts us in contact, finally, with the transformations the idea of subjectivity in itself is going through. This work points to a multiplicity of ideas and ideologies in dialogue, but also to some nexuses where they meet and around which consensus and dissent are constructed. The subject they relate to shows itself to be a pharmaceuticalized one, one that is approached easily through biochemical rates and less easily assessed through their singularity; one that is treated based on the moral evaluation of their behavior ­ and constantly reminded of it


Assuntos
Humanos , Bioética , Neurociências , Conhecimento , Afeto , Ciência, Tecnologia e Sociedade , Medicalização , Amor
12.
Trab. educ. saúde ; 17(2): e0020537, 2019. graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1004828

RESUMO

Resumo Este ensaio analisa a sobremedicalização (medicalização desnecessária e indesejável) gerada no cuidado médico aos adoecidos na atenção primária à saúde, discute como ocorre e como evitá-la. Articula na análise três grupos de concepções/saberes: concepções de doença (dinâmicas/ontológicas); concepções de causação (ascendente/multidirecional); eixos conceituais estruturantes do saber médico (anatomopatológico, fisiopatológico, semiológico, epidemiológico). A sobremedicalização deriva dos movimentos cognitivos dos profissionais na elaboração diagnóstica e terapêutica. Ela nasce da associação da concepção ontológica de doença com causação ascendente (fluxo causal que vai dos elementos materiais mais simples a dimensões e níveis mais complexos), em articulação com sobrevalorização do eixo anatomopatológico, geradora de excessivas intervenções diagnósticas e farmacoterapêuticas. Para evitar a sobremedicalização, propomos a associação virtuosa da concepção dinâmica de doença, com causação multidirecional e uso equilibrado dos eixos conceituais das doenças. Isso facilita: escuta qualificada; contextualização dos casos; mais criterioso uso de exames complementares; reconhecimento dos limites diagnósticos biomédicos; superação da razão metonímica (que despreza tudo o que não é saber cientificamente consagrado); amplificação da interpretação para além das 'doenças' e dos tratamentos para além dos fármacos/cirurgias, explorando os saberes dos usuários e profissionais, práticas complementares e a devolução de problemas para o manejo autônomo apoiado.


Abstract This essay analyzes the overmedicalization (unnecessary and unwanted medicalization) generated in the medical care to the ill in primary health care, and discusses how it happens and how to avoid it. The analysis combines three sets of conceptions/knowledge: conceptions of illness (dynamic/ontological); conceptions of causation (ascending/multidirectional); key conceptual and structuring ideas about medical knowledge (anatomopathological, physiopatological, semiological, epidemiological). Overmedicalization is due to the cognitive movements of the professionals in the development of diagnoses and therapies. It originates from the ontological conception of illness with ascending causation (causal flow that goes from the simplest material elements to more complex levels and dimensions), in combination with the overestimation of the anatomopathological key idea, which generates excessive diagnostic and pharmacotherapeutic interventions. In order to avoid overmedicalization, we propose the virtuous association of the dynamic conception of illness, with multidirectional causation and balanced used of the key conceptual ideas of the illnesses. This facilitates: a qualified listening; the contextualization of the cases; a more rigorous use of complementary exams; the recognition of the limits of the biomedical diagnoses; the overcoming of the metonymical reasoning (which disregards anything that is not scientifically-established knowledge); an expansion of the interpretation that goes beyond the 'illnesses' and treatments that go beyond drugs/surgeries, exploring the knowledge of the users and professionals and the return of the problems to autonomous supported management.


Resumen Este ensayo analiza la sobremedicalización (medicalización innecesaria e indeseable) generada en el cuidado médico de los enfermos en la atención primaria de la salud, y discute cómo ocurre y cómo evitarla. El análisis articula tres grupos de concepciones/conocimientos: concepciones de enfermedad (dinámicas/ontológicas); concepciones de causación (ascendente/multidireccional); ejes conceptuales estructurales del conocimiento médico (anatomopatológico, fisiopatológico, semiológico, epidemiológico). La sobremedicalización se deriva de los cambios cognitivos de los profesionales en la elaboración diagnóstica y terapéutica. Esta nace de la asociación de la concepción ontológica de enfermedad con causación ascendente (flujo causal que va desde los elementos materiales más simples a las dimensiones y niveles más complejos), en articulación con la sobrevaloración del eje anatomopatológico, provocadora de excesivas intervenciones diagnósticas y farmacoterapéuticas. Para evitar la sobremedicalización proponemos la asociación virtuosa de la concepción dinámica de enfermedad, con causación multidireccional y el uso equilibrado de los ejes conceptuales de las enfermedades. Esto facilita: escucha de calidad; contextualización de los casos; uso más riguroso de los exámenes complementarios; reconocimiento de los límites de los diagnósticos biomédicos; superación de la razón metonímica (que desprecia todo lo que no es conocimiento científicamente consagrado); ampliación de la interpretación más allá de las 'enfermedades' y de los tratamientos más allá de los fármacos/cirugías, aprovechando los conocimientos de los usuarios y profesionales, prácticas complementarias y la devolución de problemas para el manejo autónomo con apoyo.


Assuntos
Humanos , Atenção Primária à Saúde , Medicalização , Prevenção Quaternária
13.
Rio de Janeiro; s.n; 2019. 242 f p.
Tese em Português | LILACS | ID: biblio-1008448

RESUMO

Este estudo objetivou analisar a construção de categorias diagnósticas que se inserem na interface entre a clínica médica e a psiquiatria, tomando como estudo de caso os Transtornos Mentais Comuns e examinar as possíveis consequências que essa construção produzirá. Para isso, foi realizada uma análise documental de fontes secundárias, orientada por indicações de informantes-chave que contribuíram para garimpagem de periódicos, publicados nas bases de dados Medline, LILACS e Scielo, para o levantamento de resumos em anais de congressos nacionais e internacionais, bem como à seleção de teses e dissertações sobre a temática no Banco de Teses da CAPES e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Foram selecionados noventa e três documentos, sendo estes publicados desde 1960 até 2019. Para analisá-los, foram utilizados o método arqueológico foucaultiano e o conceito kuhniano de paradigma, com o intuito de observar as irrupções que marcaram a produção do conhecimento científico sobre os Transtornos Mentais Comuns, suas permanências e modificações, suas aproximações e afastamentos. Destarte, alguns movimentos foram observados no material analisado: incialmente, os estudos chamavam atenção às manifestações psiquiátricas não-psicóticas que ocorriam nos serviços de atenção primária na Grã-Bretanha, mas não estavam sendo visibilizadas pelos médicos generalistas. Esses casos foram "trazidos à luz" pelas pesquisas feitas nas décadas de 1960, 1970 e 1980, com o auxílio de instrumentos de rastreio, como o General Health Questionnaire (GHQ). Em seguida, o financiamento de pesquisas em saúde e o "fornecimento de ideias" para a formulação de políticas, realizados por agências internacionais, bem como os estudos em Saúde Global e o uso de índices de Carga Global de Doença, utilizados para analisar o impacto sanitário de transtornos mentais no cotidiano das pessoas ao redor do mundo, contribuíram para a realização de mais pesquisas na área. Esses movimentos prepararam um terreno fértil para ações em saúde mental no começo do séc. XXI, que colaboraram para a proposição de categorias diagnósticas a serem inseridas na nova Classificação Internacional de Doenças para Estatísticas de Mortalidade e Morbidade para Atenção Primária (CID-11-AP), as quais seriam: Depressão Ansiosa, Síndrome do Estresse Corporal e Ansiedade com a Saúde, que materializaram em diagnósticos específicos o conceito de Transtornos Mentais Comuns. Em decorrência das análises realizadas, foi considerado que um novo movimento de dissolução entre as fronteiras diagnósticas das perturbações mentais está em curso no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), na Classificação Internacional de Doenças (CID) e em sua versão para atenção primária (CID-AP), que pode efetuar uma "virada" na psiquiatria, especialmente na sua relação com a clínica médica. Tal "virada" constituiria uma mudança de paradigma no modo de elaboração das classificações diagnósticas, que ainda não vigora nesses sistemas classificatórios, mas pode efetuar-se num "vir a ser" futuro, mediante os resultados das articulações e dos jogos de forças existentes dentro e fora dos ambientes acadêmicos


This study aimed at analyzing the construction of diagnostic categories that are part of the interface between the medical clinic and psychiatry, taking as a case study the Common Mental Disorders and examining the possible consequences that this construction will produce. For this, a documentary analysis of secondary sources was conducted, guided by indications of key informants who contributed to the prospecting of journals, published in the Medline, LILACS and Scielo databases, for the abstraction of abstracts in annals of national and international congresses, as well as the selection of theses and dissertations on the subject in the Bank of Theses of CAPES and in the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations. ninety-three documents published from 1960 to 2019 were selected. The Foucaultian archaeological method and the Kuhnian paradigm concept were used to analyze them, in order to observe the irruptions that marked the production of scientific knowledge on Common Mental Disorders, its permanences and modifications, its approximations and separations. Thus, some movements were observed in the analyzed material: initially, the studies focuses on non-psychotic psychiatric manifestations that occurred in the primary care services in Great Britain, which were not being seen by general practitioners. These cases were "brought to light" by research done in the 1960s, 1970s and 1980s supported by screening instruments such as the General Health Questionnaire (GHQ). Then, health research funding and the "provision of ideas" for policymaking by international agencies, as well as studies on Global Health and the use of Global Disease Load Burden of Disease, used to analyze the health impact of mental disorders on people's daily lives around the world, have contributed to further research in the area. These movements has prepared a fertile ground for mental health actions at the beginning of the 21th century which collaborated in proposing diagnostic categories to be included in the new International Classification of Diseases for Mortality and Morbidity Statistics for Primary Health Care (ICD-11-PHC), which would be: Anxiety Depression, Body Stress Syndrome and Anxiety with Health, materializing in specific diagnostics the concept of Common Mental Disorders. As a result of the analyzes, it was considered that a new dissolution movement concerning the diagnostic boundaries of mental disorders is underway in the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM), in the International Classification of Diseases (ICD) and in its version for primary care (ICD-PHC), which can carry out a "turnabout" in psychiatry, especially in its relationship with the medical clinic. Such "turnabout" would constitute a paradigm shift in the mode of elaboration of diagnostic classifications, which is not yet in force in these classificatory systems, but may take place as a future "to come" by the results of joints and sets of forces within and outside academic settings


Assuntos
Humanos , Psiquiatria , Saúde Mental , Medicalização/tendências , Transtornos Mentais/diagnóstico
14.
Interface (Botucatu, Online) ; 23: e170633, 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-975841

RESUMO

Este artigo faz emergir uma rede discursiva entre o processo de medicalização, o funcionamento discursivo do diagnóstico clínico na contemporaneidade e um funcionamento particular de clínica médica sustentado por um atendimento do tipo queixa-conduta. Empreendendo uma Análise Discursiva, percorremos movimentos de sentido constitutivos da história da palavra 'diagnóstico', realizando um gesto analítico que retoma suas condições de produção e funcionamento na atualidade, explicitando efeitos da medicalização. Abordamos o atendimento queixa-conduta, no qual a posição-sujeito médico se insere em condições de produção para que o fármaco assuma o lugar da autoria na relação médico-paciente, impactado pelo próprio funcionamento do diagnóstico na atualidade. Resulta que esse funcionamento do diagnóstico na prática clínica implica um silenciamento do laço social e político pressuposto nessa prática, o que permite o estabelecimento do fármaco como lugar de enunciação dos procedimentos que visem à saúde do paciente.(AU)


The present paper examines a discursive network between the medicalization process, the discursive functioning of clinical diagnoses in the contemporary world, and a specific functioning of medical practice grounded on a "treat and street" type of care. By developing a discursive analysis, the authors track the history of the word "diagnosis" in an analytical movement that reexamines its conditions of production and functioning at present, making the effects of medicalization explicit. The study addresses "treat and street" care, in which the position-subject physician inserts him/herself in a production condition so that the drug takes the authorship role in the relationship between physicians and patients, as a consequence of the functioning of diagnosis. This diagnosis functioning in clinical practice implies a silencing of the social and political bond assumed in this practice, which allows the establishment of drugs as a setting of enunciation of the procedures oriented toward care to patients.(AU)


Este artículo hace surgir una red discursiva entre el proceso de medicalización, el funcionamiento discursivo del diagnóstico clínico en la contemporaneidad y un funcionamiento particular de clínica médica sustentado por una atención del tipo queja-conducta. Realizando un Análisis Discursivo, recorrimos movimientos de sentido constitutivo de la historia de la palabra 'diagnóstico', realizando un gesto analítico que retoma sus condiciones de producción y funcionamiento en la actualidad, explicitando efectos de la medicalización. Abordamos la atención queja-conducta, en la cual la posición sujeto médico se insiere en condiciones de producción para que el fármaco asuma el lugar de la autoría en la relación médico-paciente, impactado por el propio funcionamiento del diagnóstico en la actualidad. Resulta que ese funcionamiento del diagnóstico en la práctica clínica implica en un silenciamiento del vínculo social y político supuesto en esa práctica, lo que permite el establecimiento del fármaco como lugar de enunciación de los procedimientos cuyo objetivo es la salud del paciente.(AU)


Assuntos
Humanos , Diagnóstico Clínico , Saúde Pública , Medicalização
15.
São Paulo; s.n; 2019. 258 p.
Tese em Português | LILACS | ID: biblio-987636

RESUMO

A indagação do uso de psicofármacos no viver cotidiano foi o eixo disparador de experimentações que aconteceram em processos coletivos grupais - a partir da proposta da Gestão Autônoma da Medicação - com usuários de drogas psiquiátricas e trabalhadores de serviços de saúde pública, no período de quinze meses, em um CAPS Adulto, um CAPS Álcool e Drogas e duas UBS na cidade de São Paulo. A autonomia foi a questão norteadora e o critério permanente de conduta e análise de implicação nestes processos acompanhados segundo uma abordagem cartográfica. Os participantes foram convidados a ser pesquisadores que indagam, tateiam problemas e decidem os rumos da pesquisa em que o pesquisador acadêmico teve função de moderador e algumas vezes de apoiador de trabalhadores-moderadores. Nestes processos foram tratados diferentes focos de investigação: a epidemia das drogas psiquiátricas promovida pelo sistema de saúde; as tecnologias de saber e poder que constituem a experiência de doença e o lugar de paciente psiquiátrico; sintomas físicos e mentais produzidos com o uso de medicação; a violência do poder psiquiátrico contra a loucura e do racismo de Estado contra usuários de álcool e outras drogas; o estigma do inválido mental, a exclusão do mundo do trabalho e dificuldade de acesso aos direitos sociais; os efeitos da experiência de contração de grupalidade e da convivência no aumento da autonomia, potência de vida e redução de danos. Tais temas foram compostos coletivamente, num plano comum de experimentações intensivas, isto é, que aconteceram num regime de afetabilidade, de trânsitos e emergência de novas formas de agir e ser com o outro


The investigation of the use of psychoactive drugs in everyday life was the triggering point for experiments that took place in collective group processes - based on the proposal of Autonomous Medication Management - with psychiatric drug users and public health service workers, in the period of fifteen months, in a psychosocial care center for adults, a psychosocial care center for alcohol and drug users and two units of primary health care, in São Paulo city. Autonomy was the guiding question and the permanent criterion of conduct and analysis of implication in these processes followed according to a cartographic perspective. Participants were invited to be researchers who inquire and decide the course of research in which the academic researcher has served as moderator and sometimes as a supporter of workermoderators. In these processes different research focuses were treated: the psychiatric drug epidemic promoted by the health system; the technologies of knowledge and power that constitute the experience of disease and the place of psychiatric patient; physical and mental symptoms produced with the use of medication; the violence of psychiatric power against madness and state racism against drug addicts; the stigma of the mental invalid, the exclusion of the access to work and the difficulty of access to social rights; the effects of the experience of group conviviality in the increase of the autonomy, potency of life and conduct of reduction of damages. Such themes were collectively composed in a common plan of intensive experiments, that is, they happened in a regime of affability, of transits and emergence of new ways of acting and being with the other


Assuntos
Psicotrópicos/uso terapêutico , Saúde Mental , Saúde Pública , Autonomia Pessoal , Usuários de Drogas/psicologia , Medicalização , Psiquiatria
16.
Interface (Botucatu, Online) ; 23: e180171, 2019. tab
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1002333

RESUMO

Este estudo visa compreender de quais maneiras as informações sobre o parto são veiculadas pela mídia televisiva, a partir de um programa de jornalismo utilitário sobre saúde. Realizou-se uma pesquisa exploratória documental, com abordagem qualitativa a partir de todos os vídeos relacionados ao parto veiculados no programa "Bem Estar" da Rede Globo, no período de fevereiro de 2011 a dezembro de 2016. O corpus foi composto por 95 vídeos que originaram cinco categorias analíticas: o parto como mercadoria; a normalização da cesárea como modo de nascer; o efeito contraprodutivo das cesáreas; a alienação da dor, e em busca da autonomia. A discussão foi embasada nas ideias do autor Ivan Illich sobre a superprodução heterônoma da instituição médica. O estudo do parto em um espaço de jornalismo utilitário revelou sua potência como dispositivo educador relevante para a Saúde Pública.


The aim of this study was to understand how information about childbirth is transmitted by television, based on a health journalism program. This was a qualitative exploratory documentary study, based on all the videos related to childbirth transmitted by the program "Bem Estar" by the Brazilian network Rede Globo, between February 2011 and December 2016. The corpus was made up of 95 videos that yielded five analytical categories: childbirth as merchandise; the normalization of cesarean as a form of birth; the counterproductive effect of cesarean sections; alienation from pain; and in search of autonomy. The discussion was based on the ideas of author Ivan Illich about the heteronomous superproduction of the medical institution. The study of childbirth in a health journalism program demonstrated its potential as a relevant educational device for public health.


El objetivo de este estudio es comprender de qué maneras los medios televisivos transmiten las informaciones sobre el parto, a partir de un programa de periodismo utilitario sobre salud. Se realizó una investigación exploratoria documental, con abordaje cualitativo, a partir de todos los videos relacionados al parto transmitidos en el programa "Bem Estar" de la Red Globo, en el período de febrero de 2011 a diciembre de 2016. El corpus se compuso de 95 videos que originaron cinco categorías analíticas: el parto como mercancía, la normalización de la cesárea como modo de nacer, el efecto contra-productivo de las cesáreas, la alienación del dolor y la búsqueda de la autonomía. La discusión tuvo como base las ideas del autor Ivan Illich sobre la superproducción heterónoma de la institución médica. El estudio del parto en un espacio de periodismo utilitario reveló su potencia como dispositivo educador relevante para la Salud Pública.


Assuntos
Parto , Comunicação em Saúde/tendências , Medicalização , Jornalismo Médico
17.
Estud. av ; 33(95): 217-233, 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1008365

RESUMO

A judicialização da saúde no Brasil desenvolve-se a partir de medicamentos, tratamentos, exames etc., envolvendo profissionais do direito para efetivar o direito à saúde, mobilizando saberes e práticas plurais e contraditórias, que reforçam a medicalização. Sendo assim, o artigo aborda a relação entre judicialização e medicalização na saúde. O objetivo do trabalho consiste em evidenciar, em análise documental, os parâmetros decisórios que o Poder Judiciário tem constituído desde 2010 a partir do Conselho Nacional de Justiça. Como resultado, observa-se que, ao situar como saberes privilegiados para a decisão judicial o médico e o farmacêutico, o CNJ reduz a importância do trabalho multiprofissional, ainda estimulando o tratamento de questões sociais e individuais, como a questão da opção sexual, à luz do "biodireito".


The judicialization of health in Brazil stems from medications, treatments, tests etc. requiring professionals of Law to effect the right to healthcare, mobilizing plu-ral and contradictory knowledge and practices, which reinforce medicalization. Thus, this article addresses the relationship between judicialization and medicalization in healthcare. The objective of the paper is to show, by documental analysis, the decision--making parameters that the Judiciary has been establishing since 2010 through the National Council of Justice (CNJ). As a result, the CNJ reduces the importance of multiprofessional work while stimulating the treatment of social and individual issues (e.g., the issue of sexual choice) through the category of "biolaw".


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Política Pública , Sistema Único de Saúde , Direito à Saúde , Medicalização , Judicialização da Saúde
18.
Psicol. esc. educ ; 23: e016120, 2019.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-1012834

RESUMO

A medicalização é um processo ideológico que transforma problemas de ordem social em biológicos e tem sido legitimado pela Medicina e pela Psicologia em vários momentos históricos para ocultar desigualdades sociais, colocando sobre o indivíduo a responsabilidade pelo seu fracasso. Na área da Educação é alarmante o número de crianças diagnosticadas com transtornos de aprendizagem e medicalizadas, evidenciando, assim, um período denominado de "Era dos Transtornos". Tendo por referência autores que analisam aspectos da aproximação entre a Medicina e a história da Psicologia no Brasil, buscamos, neste artigo, desvelar o papel que as relações entre essas duas áreas do conhecimento desempenharam historicamente para a construção do processo medicalizante no contexto educacional brasileiro.


La medicalización es un proceso ideológico que transforma problemas de orden social en biológicos y ha sido legitimado por la Medicina y por la Psicología en diversos momentos históricos para ocultar desigualdades sociales, poniendo sobre el individuo la responsabilidad por su fracaso. En el área de la Educación es alarmante el número de niños diagnosticadas con trastornos de aprendizaje y medicadas, evidenciando, así, un período denominado de "Era de los Trastornos". Teniendo por referencia autores que analizan aspectos del acercamiento entre la Medicina y la historia de la Psicología en Brasil, se buscó, en este artículo, desvelar el papel que las relaciones entre estas dos áreas de conocimiento han desempeñado históricamente para la construcción del proceso de medicalización en el contexto educacional brasileño.


The medicalization is an ideological process that transforms social problems into biological ones and has legitimated by Medicine and Psychology in several historical moments to hide social inequalities, placing on the individual the responsibility for its failure. In the area of Education, the number of children diagnosed with learning and medical disorders is alarming, evidencing a period called the "Age of Disorders". In this article, we seek to uncover the role that relations between these two areas of knowledge historically played in the construction of the medicalization process in the Brazilian educational context


Assuntos
Educação Continuada , Medicalização
19.
Barbarói ; (50): 154-173, jul.-dez. 2017.
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-972531

RESUMO

Este artigo apresenta resultados de pesquisa que teve como objetivo problematizar a medicalização nos corpos de crianças e adolescentes, no Brasil, por meio das práticas de gestão disciplinar e biopolítica do UNICEF, privilegiando a análise de saberes e poderes nos manuais prescritivos de condutas. A metodologia utilizada foi histórica genealógica, documental. Vale destacar que a medicalização tem efeitos de positividade na produção de saúde, de maneira que, em lugares e realidades onde praticamente não há cuidados básicos, não temos como negar a importância de práticas realizadas pelo UNICEF. Foucault alertava, ao tratar da medicalização, em países considerados em desenvolvimento, como seria bastante complicado fazer apenas uma crítica aos processos medicalizantes, sem realçar que eles quase não foram implantados em alguns países ou em regiões destes. No caso do Brasil, essa realidade é paradigmática; portanto, é oportuno ressaltar as disparidades desse caso e as implicações no campo dos direitos das crianças e adolescentes.


This paper presents results of research that aimed to discuss the medicalization in the bodies of children and adolescents in Brazil through the disciplinary practices of UNICEF management and biopolitics focused on the analysis of knowledge and power in prescriptive manuals of conduct. The methodology used outside historical genealogy, documentary. Note that the medicalization has positive effects on health and production in places and situations where there is practically no basic care we can not deny the importance of practices carried out by UNICEF. Foucault warned, when dealing with medicalization, as occurs in developing countries would be quite complicated to make only one criticism of medicalizing processes without highlighting that they have hardly been implemented in some countries or regions thereof. In the case of Brazil, this reality is paradigmatic; therefore, it is noteworthy disparities of this case and its implications in the field of the rights of children and adolescents.


Este trabajo presenta los resultados de una investigación que tuvo como objetivo discutir la medicalización de los cuerpos de los niños y adolescentes en Brasil a través de las prácticas disciplinarias de la dirección del UNICEF y de la biopolítica se centraron en el análisis del conocimiento y el poder en los manuales prescriptivos de conducta. La metodología utilizada fuera de genealogía histórica, documental. Tenga en cuenta que la medicalización tiene efectos positivos sobre la salud y la producción en lugares y situaciones en las que no hay prácticamente ninguna atención básica que no puede negar la importancia de las prácticas llevadas a cabo por UNICEF. Foucault advirtió, cuando se trata de la medicalización, como ocurre en los países en desarrollo sería muy complicado hacer una sola crítica a la medicalización de los procesos sin destacar que casi no se han aplicado en algunos países o regiones de los mismos. En el caso de Brasil, esta realidad es paradigmático; por lo tanto, es disparidades notables de este caso y sus implicaciones en el campo de los derechos de los niños y adolescentes.


Assuntos
Humanos , Medicalização , Nações Unidas , Educação , Família
20.
Arq. bras. psicol. (Rio J. 2003) ; 70(3): 232-245, set./dez. 2018.
Artigo em Português | LILACS, Index Psicologia - Periódicos técnico-científicos | ID: biblio-986494

RESUMO

Este artigo tem como objetivo discutir a medicalização da existência segundo a fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty, considerando sua noção de corpo próprio. No contexto dos transtornos mentais e comportamentais, foco da pesquisa, a medicalização se manifesta pelo crescimento massivo de intervenções psicofarmacológicas. Deste modo, realiza-se uma investigação das noções vigentes de corpo, uma vez que, tais intervenções são administradas no mesmo. Este estudo se ancora nas duas primeiras grandes obras do autor: A estrutura do comportamento e Fenomenologia da percepção. O pensamento do filósofo revela uma noção de corpo e psiquismo, os quais não se reduzem ao entrecruzamento de causalidades físico-químicas. Ressalta-se a hipótese de que a medicalização da existência ignora o caráter fenomenal do corpo como expressão quando tem como único objetivo suprimir os sintomas em detrimento da possibilidade de compreensão dos mesmos


The medicalization of the existence according to Merleau-Ponty's phenomenology This article aims to discuss the medicalization of existence according to the phenomenology of Maurice Merleau-Ponty, considering his notion of the own body. In the context of mental and behavioral disorders, the focus of this research is manifested by the massive increase of psychopharmacological interventions. Thus, an investigation of the prevailing notions of body is carried out, as such interventions are administered in it. This study is anchored in the author's first two major works: The Structure of Behavior and The Phenomenology of Perception. The philosopher's thought reveals a notion of body and psychism, which are not reduced to the intersection of physical-chemical causalities. It is emphasized that the medicalization of the existence ignores the phenomenal character of the body as an expression when it has as its sole objective the suppression of symptoms to the detriment of the possibility of understanding them


Este artículo tiene como objetivo discutir la medicalización de la existencia según la fenomenología de Maurice Merleau-Ponty, considerando su noción de cuerpo propio. En el contexto de los trastornos mentales y comportamentales, foco de la investigación, la medicalización se manifiesta por el crecimiento masivo de intervenciones psicofarmacológicas. Así, se realiza una investigación de las nociones vigentes de cuerpo, ya que tales intervenciones se gestionan en el mismo. Este estudio se ancla en las dos primeras grandes obras del autor: La estructura del comportamiento y Fenomenología de la percepción. El pensamiento del filósofo revela una noción de cuerpo y psiquismo, los cuales no se reducen al entrecruzamiento de causalidades físico-químicas. Se resalta la hipótesis de que la medicalización de la existencia ignora el carácter fenomenal del cuerpo como expresión cuando tiene como único objetivo suprimir los síntomas en detrimento de la posibilidad de comprensión de los


Assuntos
Humanos , Filosofia , Psicopatologia , Tratamento Farmacológico , Medicalização/tendências
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