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Prolongando a sobrevida no paciente transplantado cardíaco / Prolonging survival in heart transplant patients
Lessa, Willian Perussi; Chaccur, Paulo; Rossi Neto, João Manoel; Finger, Marco Aurélio; Santos, Carolina Casadei dos; Souza, Juliana Pato Serra; Zaremba, Guilherme; Silva, Cristóvão de Oliveira dos Reis; Rocha, Ruiza Gonçalves; Teixeira, Patrick Duarte.
Afiliação
  • Lessa, Willian Perussi; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Chaccur, Paulo; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Rossi Neto, João Manoel; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Finger, Marco Aurélio; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Santos, Carolina Casadei dos; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Souza, Juliana Pato Serra; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Zaremba, Guilherme; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Silva, Cristóvão de Oliveira dos Reis; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Rocha, Ruiza Gonçalves; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
  • Teixeira, Patrick Duarte; Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. São Paulo. BR
Arq. bras. cardiol ; 116(6 supl. 1): 26-26, Jun., 2021.
Artigo em Português | CONASS, Sec. Est. Saúde SP, SESSP-IDPCPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: biblio-1291378
Biblioteca responsável: BR79.1
RESUMO
FUNDAMENTO A sobrevida média do paciente adulto após transplante cardíaco é de 11 anos. A taxa melhorou expressivamente nas últimas décadas, sendo superior a 85% no primeiro ano. Os principais ganhos ocorrem nos primeiros 6 a 12 meses, contudo a taxa de mortalidade a longo prazo permanece em torno de 3,4% ao ano. O prognóstico é determinado por características do doador, do receptor e do procedimento cirúrgico. A imunossupressão acrescenta risco adicional de infecções oportunistas, diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial, neoplasia e insuficiência renal. RELATO DE CASO MFM, feminina, iniciou acompanhamento no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) em 1988, aos 35 anos, devido a miocardiopatia dilatada de etiologia idiopática com fração de ejeção reduzida. Relatava antecedentes de febre reumática sem cardite, hipertensão arterial sistêmica, miocardite de etiologia indeterminada e uso de marcapasso devido a episódios de taquicardia ventricular. Como se manteve sintomática (CF IV NYHA) apesar do tratamento otimizado para insuficiência cardíaca, foi submetida, aos 43 anos, a transplante cardíaco bicaval e pulmonar. No pós-operatório apresentou rejeição aguda com boa resposta à corticoterapia. Aos 49 anos foi diagnosticada com neoplasia maligna de mama, sendo submetida a mastectomia parcial. Aos 61 anos apresentou angina instável (AI) tratada com intervenção coronariana percutânea (ICP) com stent para artéria descendente anterior (ADA). Após 4 anos houve recorrência do quadro, novamente com ICP para ADA, durante a qual sofreu infarto agudo do miocárdio tipo 4A, sendo necessária ICP com stent para artéria coronária direita. Evoluiu com insuficiência renal crônica por toxicidade aos imunossupressores, com necessidade de hemodiálise e transplante renal. No pósoperatório apresentou nova AI, com diagnóstico de coronariopatia multiarterial, tratada desta vez, com cirurgia de revascularização miocárdica. Após o tratamento das infecções oportunistas, recebeu alta, mantendo boa funcionalidade dos enxertos e assintomática em seguimento clínico ambulatorial.

CONCLUSÃO:

As complicações pós-transplante são frequentes e podem coexistir como diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial e doença renal crônica, e contribuem para o surgimento da doença arterial coronariana, sendo esse diagnóstico retardado devido à desnervação cardíaca. Neoplasias e infecções são frequentes pelo uso contínuo de regimes intensos de imunossupressão. Internações por doença renal descompensada e procedimentos cirúrgicos podem favorecer a rejeição do enxerto. Como foi evidenciado no caso relatado, vigilância, diagnóstico precoce e tratamento adequado dos diferentes tipos de complicação tem contribuído para o aumento da sobrevida desses pacientes em curto e longo prazo.
Assuntos
Texto completo: Disponível Coleções: Bases de dados nacionais / Brasil Base de dados: CONASS / Sec. Est. Saúde SP / SESSP-IDPCPROD Assunto principal: Sobrevida / Transplante de Coração / Transplantados / Cuidados para Prolongar a Vida Tipo de estudo: Estudo prognóstico / Estudo de rastreamento Idioma: Português Revista: Arq. bras. cardiol Ano de publicação: 2021 Tipo de documento: Artigo / Congresso e conferência Instituição/País de afiliação: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia/BR
Texto completo: Disponível Coleções: Bases de dados nacionais / Brasil Base de dados: CONASS / Sec. Est. Saúde SP / SESSP-IDPCPROD Assunto principal: Sobrevida / Transplante de Coração / Transplantados / Cuidados para Prolongar a Vida Tipo de estudo: Estudo prognóstico / Estudo de rastreamento Idioma: Português Revista: Arq. bras. cardiol Ano de publicação: 2021 Tipo de documento: Artigo / Congresso e conferência Instituição/País de afiliação: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia/BR
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