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Curcumina como aditivo na alimentação de cães: produção da ração e seus benefícios a saúde dos animais
Tese em Português | VETTESES | ID: vtt-212363
Biblioteca responsável: BR68.1
RESUMO
A curcumina é um componente biológico presente na planta Curcuma longa L., conhecido como açafrão, tem ação em diferentes funções no organismo, onde destacamos as propriedades ação anti-inflamatória, anti-tumoral, antioxidante, antimicrobiano, anticoccidiano, hepatoprotetor, assim como uma molécula funcional, capaz de favorecer o ganho de peso. Em virtude disso, o objetivo foi verificar se a adição de curcumina na ração tem efeito antioxidante, prolongando a validade desse pro0duto, assim como se tem efeito benéficos sobre a saúde de cães na fase de crescimento, quando alimentados diariamente. Esse estudo foi realizado em dois experimentos distintos (Experimento 1 e 2). Para o Experimento 1, uma ração foi produzida de forma comercial em uma fábrica de ração, sendo a curcumina (100 mg/kg) adicionada após a extrusão da ração, isto é, foi adicionada durante o banho de gordura, junto como os outros micronutrientes. Na ração, embalada e fresca, foi mensurado os níveis de curcumina, sendo constatado que após processo de produção o nível real foi de 32.9 mg/kg. Uma ração controle foi produzida, com os mesmos ingredientes, mas sem curcumina. Em avaliações mensais por 6 meses, verificamos que a composição e pH não diferiram, apesar da ração com curcumina apresentar menor oxidação proteica e peroxidação lipídica, assim como maior capacidade antioxidante total. Após 2 meses da produção da ração, foi dado início ao experimento que utilizou 10 cães jovens da raça Beagle. Os animais foram alojados em canil de experimentação e divididos em dois grupos cães alimentados com ração contendo curcumina (n=5) e cães alimentados com ração controle (n=5). As alimentações foram realizadas duas vezes ao dia em canis individuais. As coletas de sangue foram realizadas nos dias 1, 35 e 42. Durante a fase de adaptação os animais passaram por desafios infeciosos naturais, isto é, apresentaram giardíase e gastroenterite bacteriana controlados com anti-protozoário e antimicrobiano, respectivamente. Foi observado um maior número de células vermelhas no sangue nos cães alimentados com curcumina (dias 35 e 45), assim como número de leucócitos elevado em consequência do aumento de neutrófilos no dia 42. No final do experimento foi observado uma redução significativa no número de linfócitos nos cães que ingeriram curcumina (dia 42), o que caracteriza um efeito anti-inflamatório, que foi confirmado pela redução dos níveis de globulina no sangue. Nos últimos 15 dias de experimento, os animais estavam aparentemente saudáveis, momento em que verificamos maiores níveis séricos de glicose, ureia, triglicerídeos e colesterol nos cães alimentados com curcumina. A menor atividade da alanino-aminotransferase sérica pode caracterizar um efeito hepatoprotetor da curcumina. Alimentação dos cães com ração contendo curcumina aumentou a atividade de enzimas antioxidantes (catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase), tióis não-proteicos e a capacidade antioxidante total no soro ao final do experimento, consequentemente reduziu os níveis de espécies reativas ao oxigênio. Para Experimento 2, houve a produção dos petiscos utilizando carne enlatada comercial para cães, onde a curcumina foi adicionada e homogeneizada. Em seguida foi confeccionado os petiscos contendo 15 mg de curcumina, os quais foram congelados e oferecido aos cães duas vezes ao 7 dia. Para avaliar os efeitos da curcumina na saúde de cães nos utilizamos 10 cães da raça Beagle, com seis meses de idade. Os animais foram alojados em canil de experimentação e dividido em dois grupos (n=5), isto é, um dos grupos de cães recebeu o petisco contendo curcumina (30 mg curcumina/animal/dia) e o outro grupo recebeu os mesmos petiscos sem curcumina. Coletas de sangue foram realizadas nos dias 1, 15 e 30 do experimento, a fim de avaliar variáveis hematologia e bioquímicas. Não houve diferença entre grupos para as variáveis glicose, ureia, triglicerídeo, colesterol, proteína total, albumina, globulina e alanino aminotransferase. No dia 15, o número de eritrócito e hematócrito foi maior nos cães que consumiram petiscos com curcumina. Já o número de leucócitos total foi menor nos cães alimentados com curcumina no dia 30; assim como houve redução no número de neutrófilos (dia 15) e linfócitos (dia 30) quando comparado aos cães controle. Os níveis de oxido nítrico (NOx) também foi menor nos cães que ingeriram petiscos com curcumina. Os níveis de espécies reativas ao oxigênio, lipoperoxidação e proteína carbonila foram menores nos cães suplementados com curcumina no dia 30. Também houve aumento da capacidade antioxidante total (ACAP), tiós proteicos (PSH) e não proteicos (NPSH), assim como as enzimas antioxidante glutationa peroxidase e superóxido dismutase nos cães alimentados com petiscos contendo curcumina quando comparado ao grupo controle (dia 30). Portanto, com base nos resultados dos dois experimentos concluímos que a curcumina ingerida pelos cães tem efeito antioxidante e anti-inflamatório, capaz de minimizar os impactos causados pelos níveis exacerbados de radicais livres e peroxidação lipica no sangue dos cães, assim como na ração produzida.
ABSTRACT
Curcumin is a biological component found in the Curcuma longa L. plant, known as saffron, which performs different functions in the body, among which stand out the anti-inflammatory, anti-tumor, antioxidant, antimicrobial, anticoccidial properties and hepatoprotective action, as well as a functional molecule, capable of promoting weight gain. Therefore, we aimed to verify if the addition of curcumin in dog food has antioxidant effect, prolonging the validity of this product, as well as if it has beneficial effect on the health of dogs in the growth phase fed daily. This study was carried out in two different experiments (Experiment 1 and 2). For Experiment I, a feed was commercially produced in a feed mill, adding curcumin (100 mg/kg) after feed extrusion, i.e., added during the fat bath, together with other micronutrients. In packed and fresh dog food the curcumin levels were measured, and it was verified that after the production process the actual level was 32.9 mg/kg. A control feed was produced, with the same ingredients but without curcumin. In monthly evaluations for 6 months, we verified that the composition and pH did not differ, although the feed with curcumin showed lower protein oxidation and lipid peroxidation, as well as higher total antioxidant capacity. After 2 months of feed production, the experiment was started, using 10 young Beagle dogs. The animals were housed in experimental kennel and divided into two groups dogs fed a feed containing curcumin (n=5) and dogs fed a control feed (n=5). Feeding was done twice a day in individual kennel. Blood samples were taken at 1, 35 and 42. During the experiment, the animals went through natural infectious challenges, that is, they presented giardiasis and bacterial gastroenteritis controlled with anti-protozoa and antimicrobial, respectively. A higher number of red blood cells were observed in dogs fed with curcumin (days 35 and 45), as well as increased leukocyte number as a consequence of the increase of neutrophils at day 42. At the end of the experiment, a significant reduction in the number of lymphocytes was observed in dogs that ingested curcumin (day 42), which means an anti-inflammatory effect, which was confirmed by the reduction of blood globulin levels. In the last 15 days of the experiment, the animals were apparently healthy, at which point we verified higher serum levels of glucose, urea, triglycerides and cholesterol in dogs fed with curcumin. The lower activity of serum alanine aminotransferase may characterize a hepatoprotective effect of curcumin. Feeding of dogs with feed containing curcumin increased the activity of antioxidant enzymes (catalase, superoxide dismutase and glutathione peroxidase), non-protein thiols and total antioxidant capacity in the serum at the end of the experiment, consequently reduced the levels of oxygen reactive species. For Experiment 1, there was the production of snacks using commercial canned meat for dogs, where curcumin was added and homogenized. Then, there was the production of snacks containing 15 mg curcumin, which were frozen and offered to the dogs twice a day. To evaluate the effects of curcumin on dog health we used 10 Beagle dogs, six months old. The animals were housed in experimental kennel and divided into two groups (n=5), that is, one of the groups of dogs received the curcumin-containing snack (30 mg curcumin/animal/day) and the other group 9 received the same snacks without curcumin. Blood samples were taken on days 1, 15 and 30 of the experiment in order to evaluate hematology and biochemical variables. There was no difference between groups for the variables glucose, urea, triglyceride, cholesterol, total protein, albumin, globulin and alanine aminotransferase. At day 15, the number of erythrocyte and hematocrit was higher in dogs that consumed curcumin snacks. Yet, the total number of leukocytes was lower in dogs fed curcumin on day 30; as well as a reduction in the number of neutrophils (day 15) and lymphocytes (day 30) when compared to control dogs. The nitric oxide levels (NOx) were also lower in dogs that ingested snacks with curcumin. The levels of oxygen-reactive species, lipoperoxidation and carbonyl protein were lower in dogs supplemented with curcumin at day 30. There was also an increase in total antioxidant capacity (ACAP), protein thioses (PSH) and nonprotein thioses (NPSH), as well as the antioxidant enzymes glutathione peroxidase and superoxide dismutase in dogs fed with curcumin-containing snacks when compared to the control group (day 30). Therefore, based on the results of the two experiments, we concluded that the curcumin ingested by dogs has antioxidant and anti-inflammatory effects, capable of minimizing the impacts caused by exacerbated levels of free radicals and lipid peroxidation in the blood of dogs, as well as in the feed produced.
Texto completo: Disponível Coleções: Bases de dados temática Base de dados: VETTESES Idioma: Português Ano de publicação: 2019 Tipo de documento: Tese

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