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1.
São Paulo med. j ; 135(3): 213-221, May-June 2017. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-904077

RESUMO

ABSTRACT CONTEXT AND OBJECTIVE: Noncommunicable diseases (NCDs) are the leading health problem globally and generate high numbers of premature deaths and loss of quality of life. The aim here was to describe the major groups of causes of death due to NCDs and the ranking of the leading causes of premature death between 1990 and 2015, according to the Global Burden of Disease (GBD) 2015 study estimates for Brazil. DESIGN AND SETTING: Cross-sectional study covering Brazil and its 27 federal states. METHODS: This was a descriptive study on rates of mortality due to NCDs, with corrections for garbage codes and underreporting of deaths. RESULTS: This study shows the epidemiological transition in Brazil between 1990 and 2015, with increasing proportional mortality due to NCDs, followed by violence, and decreasing mortality due to communicable, maternal and neonatal causes within the global burden of diseases. NCDs had the highest mortality rates over the whole period, but with reductions in cardiovascular diseases, chronic respiratory diseases and cancer. Diabetes increased over this period. NCDs were the leading causes of premature death (30 to 69 years): ischemic heart diseases and cerebrovascular diseases, followed by interpersonal violence, traffic injuries and HIV/AIDS. CONCLUSION: The decline in mortality due to NCDs confirms that improvements in disease control have been achieved in Brazil. Nonetheless, the high mortality due to violence is a warning sign. Through maintaining the current decline in NCDs, Brazil should meet the target of 25% reduction proposed by the World Health Organization by 2025.


RESUMO CONTEXTO E OBJETIVO: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são o principal problema de saúde global e geram um elevado número de mortes prematuras e perda de qualidade de vida. O objetivo foi descrever os principais grupos de causas de morte por DCNT e o ranking das causas de morte prematura entre 1990 a 2015, segundo estimativas do estudo Global Burden of Disease (GBD) 2015 para o Brasil. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo transversal do Brasil e 27 Unidades Federadas. MÉTODOS: Estudo descritivo das taxas de mortalidade por DCNT, com correções para sub-registro e códigos garbage. RESULTADOS: O estudo aponta a transição epidemiológica no Brasil entre 1990 e 2015, com o crescimento da mortalidade proporcional por DCNT, seguida das violências, e com a redução das causas maternas, infecciosas e infantis na carga global de doenças. As DCNT cursaram com as taxas de mortalidade mais elevadas em todo o período, mas com declínio para as doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas e câncer. O diabetes aumentou no período. As DCNT lideram entre as causas de morte prematura (30 a 69 anos): doenças isquêmicas do coração e doenças cerebrovasculares, seguidas de violência interpessoal, lesão no trânsito e HIV/aids. CONCLUSÕES: A queda da mortalidade por DCNT confirma melhora do controle de doenças no país. Entretanto, a alta mortalidade por violência é um sinal de alerta. Mantendo-se a queda atual das DCNT, o Brasil deverá atingir as metas de redução propostas pela Organização Mundial de Saúde de 25% até 2025.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Adulto , Pessoa de Meia-Idade , Idoso , Ferimentos e Lesões/mortalidade , Doença Crônica/mortalidade , Mortalidade Prematura/tendências , Carga Global da Doença/estatística & dados numéricos , Doenças Respiratórias/mortalidade , Fatores de Tempo , Brasil/epidemiologia , Doenças Cardiovasculares/mortalidade , Estudos Transversais , Fatores de Risco , Causas de Morte/tendências , Fatores Etários , Diabetes Mellitus/mortalidade , Neoplasias/mortalidade
2.
Rev. bras. epidemiol ; 20(supl.1): 46-60, Mai. 2017. tab, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-843760

RESUMO

RESUMO: Objetivo: Analisar as taxas de mortalidade e as principais causas de morte na infância no Brasil e estados, entre 1990 e 2015, utilizando estimativas do estudo Carga Global de Doença (Global Burden of Disease - GBD) 2015. Métodos: As fontes de dados foram óbitos e nascimentos estimados com base nos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), censos e pesquisas. Foram calculadas proporções e taxas por mil nascidos vivos (NV) para o total de óbitos e as principais causas de morte na infância. Resultados: O número estimado de óbitos para menores de 5 anos, no Brasil, foi de 191.505, em 1990, e 51.226, em 2015, sendo cerca de 90% mortes infantis. A taxa de mortalidade na infância no Brasil sofreu redução de 67,6%, entre 1990 e 2015, cumprindo a meta estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A redução total das taxas foi, em geral, acima de 60% nos estados, sendo maior na região Nordeste. A disparidade entre as regiões foi reduzida, sendo que a razão entre o estado com a maior e a menor taxa diminuiu de 4,9, em 1990, para 2,3, em 2015. A prematuridade, apesar de queda de 72% nas taxas, figurou como a principal causa de óbito em ambos os anos, seguida da doença diarreica, em 1990, e das anomalias congênitas, da asfixia no parto e da sepse neonatal, em 2015. Conclusão: A queda nas taxas de mortalidade na infância representa um importante ganho no período, com redução de disparidades geográficas. As causas relacionadas ao cuidado em saúde na gestação, no parto e no nascimento figuram como as principais em 2015, em conjunto com as anomalias congênitas. Políticas públicas intersetoriais e de saúde específicas devem ser aprimoradas.


ABSTRACT: Objective: To analyze under-5 mortality rates and leading causes in Brazil and states in 1990 and 2015, using the Global Burden of Disease Study (GBD) 2015 estimates. Methods: The main sources of data for all-causes under-5 mortality and live births estimates were the mortality information system, surveys, and censuses. Proportions and rates per 1,000 live births (LB) were calculated for total deaths and leading causes. Results: Estimates of under-5 deaths in Brazil were 191,505 in 1990, and 51,226 in 2015, 90% of which were infant deaths. The rates per 1,000 LB showed a reduction of 67.6% from 1990 to 2015, achieving the proposed target established by the Millennium Development Goals (MDGs). The reduction generally was more than 60% in states, with a faster reduction in the poorest Northeast region. The ratio of the highest and lowest rates in the states decreased from 4.9 in 1990 to 2.3 in 2015, indicating a reduction in socioeconomic regional disparities. Although prematurity showed a 72% reduction, it still remains as the leading cause of death (COD), followed by diarrheal diseases in 1990, and congenital anomalies, birth asphyxia and septicemia neonatal in 2015. Conclusion: Under-5 mortality has decreased over the past 25 years, with reduction of regional disparities. However, pregnancy and childbirth-related causes remain as major causes of death, together with congenital anomalies. Intersectoral and specific public health policies must be continued to improve living conditions and health care in order to achieve further reduction of under-5 mortality rates in Brazil.


Assuntos
Humanos , Lactente , Pré-Escolar , Causas de Morte , Mortalidade da Criança/tendências , Carga Global da Doença/estatística & dados numéricos , Fatores de Tempo , Brasil
3.
Rev. bras. epidemiol ; 20(supl.1): 142-156, Mai. 2017. tab, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-843759

RESUMO

RESUMO: Objetivo: Analisar a mortalidade e os anos de vida perdidos por morte ou incapacidade (Disability-Adjusted Life Years - DALYs) por violências interpessoais e autoprovocadas, comparando 1990 e 2015, no Brasil e nas Unidades Federadas, utilizando estimativas produzidas pelo estudo Carga Global de Doença 2015 (GBD 2015). Métodos: Análise de dados secundários das estimativas do GBD 2015, com produção de taxas padronizadas de mortes e DALYs. A principal fonte de dados de óbitos foi o Sistema de Informações sobre Mortalidade, submetido à correção do sub-registro de óbitos e redistribuição de códigos garbage. Resultados: De 1990 a 2015, observou-se estabilidade das taxas de mortalidade por homicídios, com variação percentual de -0,9%, passando de 28,3/100 mil habitantes (II 95% 26,9-32,1), em 1990, para 27,8/100 mil (II 95% 24,3-29,8), em 2015. As taxas de homicídio foram mais altas em Alagoas e Pernambuco, e ocorreu redução em São Paulo (-40,9%). As taxas de suicídio variaram em -19%, saindo de 8,1/100 mil (II 95% 7,5-8,6), em 1990, para 6,6/100 mil (II 95% 6,1-7,9), em 2015. Taxas mais elevadas ocorreram no Rio Grande do Sul. No ranking de causas externas por Disability-Adjusted Life Years (DALYs), predominaram as agressões por arma de fogo, seguidas de acidentes de transporte e em sexto lugar lesões autoprovocadas. Conclusões: O estudo aponta a importância das causas externas entre jovens e homens na morte prematura e em incapacidades, constituindo um problema prioritário no país. O estudo Carga Global de Doença poderá apoiar políticas públicas de prevenção de violência.


ABSTRACT: Objective: To analyze mortality and years of life lost due to death or disability (disability-adjusted life years - DALYs) for interpersonal violence and self-harm, comparing 1990 and 2015, in Brazil and Federated Units, using estimates produced by the Global Burden of Disease 2015 (GBD 2015). Methods: Secondary data analysis of estimates from the GBD 2015, producing standardized death rates and years of life lost due to death or disability. The main source of death data was the Mortality Information System, submitted to correction of underreporting of deaths and redistribution of garbage codes. Results: From 1990 to 2015, homicide mortality rates were stable, with a percentage variation of -0.9%, from 28.3/100 thousand inhabitants (95% UI 26.9-32.1) in 1990 to 27.8/100,000 (95% UI 24.3-29.8) in 2015. Homicide rates were higher in Alagoas and Pernambuco, and there was a reduction in São Paulo (-40.9%). Suicide rates decreased by 19%, from 8.1/100,000 (95% UI 7.5-8.6) in 1990 to 6.6/100,000 (95% UI 6.1-7,9) in 2015. Higher rates were found in Rio Grande do Sul. In the ranking of external causes for years of life lost due to death or disability (DALYs), firearm aggression predominated, followed by transportation accidents; self-inflicted injuries were in sixth place. Conclusions: The study shows the importance of external causes among young people and men as a cause of premature death and disabilities, which is a priority problem in the country. The Global Burden of Disease study may support public policies for violence prevention.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Lactente , Pré-Escolar , Criança , Adolescente , Adulto , Idoso , Idoso de 80 Anos ou mais , Adulto Jovem , Suicídio/estatística & dados numéricos , Violência/estatística & dados numéricos , Acidentes/mortalidade , Carga Global da Doença/estatística & dados numéricos , Homicídio/estatística & dados numéricos , Fatores de Tempo , Brasil/epidemiologia , Mortalidade/tendências , Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida , Pessoa de Meia-Idade
4.
Rev. bras. epidemiol ; 20(supl.1): 102-115, Mai. 2017. tab, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-843755

RESUMO

RESUMO: Objetivo: Analisar as taxas de mortalidade por neoplasia maligna no Brasil e nas Unidades da Federação (UF) nos anos de 1990 e 2015, segundo o sexo e principais tipos de câncer. Métodos: Com as estimativas de carga global de doença para o Brasil, foram calculadas taxas de mortalidade por câncer, ajustadas por idade e respectivos intervalos de incerteza de 95%, para o Brasil e UF, em 1990 e 2015, bem como a variação percentual dessas no período. Foram analisadas as principais causas de mortalidade por câncer segundo sexo, considerando as cinco taxas mais elevadas no país e para cada estado. Resultados: A taxa de mortalidade por câncer para homens e mulheres manteve-se estável entre os dois anos no país. O mesmo padrão de comportamento foi observado em praticamente todas as UF, sendo que a maioria dos estados da região Nordeste e metade da região Norte exibiram aumento não significativo das taxas de mortalidade. Em relação aos tipos, houve queda nas taxas de mortalidade para os cânceres de estômago em ambos os sexos (mulheres: -38,9%; homens: -37,3%), colo do útero em mulheres (-33,9%), e pulmão e esôfago em homens (-12,0% e -14,1%, respectivamente); em contrapartida, houve aumento para os cânceres de pulmão em mulheres (+20,7%) e de cólon e reto em homens (+29,5%). Conclusão: As diferenças de comportamento dos principais tipos de câncer, com queda principalmente nas regiões mais desenvolvidas e aumento nas regiões menos desenvolvidas do país, parecem refletir as desigualdades tanto socioeconômicas quanto de acesso aos serviços de saúde pela população brasileira.


ABSTRACT: Objective: To analyze the mortality rates from malignant neoplasia in Brazil and Federal Units (FU) in the years 1990 and 2015, according to sex and main types of cancer. Methods: Using estimates of global disease burden for Brazil made by the GBD 2015 study, age-adjusted cancer mortality rates and respective 95% uncertainty intervals were calculated for Brazil and FU in 1990 and 2015, as well as their percentage variation in the period. The main causes of cancer mortality by sex were analyzed, considering the five highest rates in the country and for each state. Results: The cancer mortality rate for male and female population remained stable between the two years in the country. The same behavior pattern was observed in almost all the FU, and the majority of states in the northeast region and half of the north region showed a non-significant increase in mortality rates. Regarding the types of cancer, there was a drop in mortality rates for stomach cancers in both sexes (women: -38.9%, men: -37.3%), cervical cancer in women (-33.9%), and lung and esophagus cancer in men (-12.0% and -14.1%, respectively); in contrast, there was an increase in lung cancers in women (+20.7%) and colon and rectum cancers in men (+29.5%). Conclusion: Differences in the behavior of major cancers, with a decrease mainly in the more developed regions and an increase in the less developed regions of the country, seem to reflect the socioeconomic inequalities as well as difficulties in access to health services by the Brazilian population.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Lactente , Pré-Escolar , Criança , Adolescente , Adulto , Idoso , Adulto Jovem , Carga Global da Doença/estatística & dados numéricos , Neoplasias/mortalidade , Fatores de Tempo , Brasil/epidemiologia , Mortalidade/tendências , Pessoa de Meia-Idade
5.
Rev. bras. epidemiol ; 20(supl.1): 191-204, Mai. 2017. tab, graf
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-843754

RESUMO

RESUMO: Introdução: Os transtornos mentais e decorrentes do uso de substâncias psicoativas (TM) são altamente prevalentes, gerando elevado custo social e econômico. Objetivo: Descrever a carga dos TM no Brasil e Unidades Federativas (UFs), em 1990 e 2015. Métodos: Estudo descritivo da carga de doença dos TM, por meio de estimativas padronizadas por idade do Global Burden of Disease Study 2015: anos de vida perdidos por morte prematura (YLL); anos vividos com incapacidade (YLD); e anos de vida perdidos por morte ou incapacidade (DALY=YLL+YLD). Resultados: No Brasil, apesar da baixa taxa de mortalidade, observa-se alta carga para os TM desde 1990, com elevados YLD. Em 2015, esses transtornos foram responsáveis por 9,5% do total de DALY, ocupando a 3ª e a 1ª posições na classificação de DALY e YLD, respectivamente, com destaque para os transtornos depressivos e de ansiedade. Os transtornos decorrentes do uso de drogas apresentaram a maior elevação das taxas de DALY entre 1990 e 2015 (37,1%). A maior proporção de DALY ocorreu na idade adulta e no sexo feminino. Não houve diferenças substanciais na carga dos TM entre as UFs. Conclusão: Apesar da baixa mortalidade, os TM são altamente incapacitantes, indicando necessidade de ações preventivas e protetivas, principalmente na atenção primária em saúde. A homogeneidade das estimativas em todas as UFs, obtidas a partir de estudos realizados majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste, provavelmente não reflete a realidade do Brasil, e indica necessidade de estudos em todas as regiões do país.


ABSTRACT: Introduction: Mental and substance use disorders (MD) are highly prevalent and have a high social and economic cost. Objective: To describe the burden of disease attributable to mental and substance use disorders in Brazil and Federated Units in 1990 and 2015. Methods: Descriptive study of the burden of mental and substance use disorders, using age-standardized estimates from the Global Burden of Disease Study 2015: years of life lost due to premature mortality (YLL); years lived with disability (YLD); and disability-adjusted life year (DALY=YLL+YLD). Results: In Brazil, despite low mortality rates, there has been a high burden for mental and substance use disorders since 1990, with high YLD. In 2015, these disorders accounted for 9.5% of all DALY, ranking in the third and first position in DALY and YLD, respectively, with an emphasis on depressive and anxiety disorders. Drug use disorders had their highest increase in DALY rates between 1990 and 2015 (37.1%). The highest proportion of DALY occurred in adulthood and in females. There were no substantial differences in burden of mental and substance use disorders among Federated Units. Conclusion: Despite a low mortality rate, mental and substance use disorders are highly disabling, which indicates the need for preventive and protective actions, especially in primary health care. The generalization of estimates in all the Federated Units obtained from studies conducted mostly in the south and southeast regions probably does not reflect the reality of Brazil, indicating the need for studies in all regions of the country.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Lactente , Pré-Escolar , Criança , Adolescente , Adulto , Idoso , Idoso de 80 Anos ou mais , Adulto Jovem , Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias/epidemiologia , Carga Global da Doença/estatística & dados numéricos , Transtornos Mentais/epidemiologia , Fatores de Tempo , Brasil/epidemiologia , Pessoa de Meia-Idade
6.
Rev. bras. epidemiol ; 20(supl.1): 90-101, Mai. 2017. graf
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-843752

RESUMO

ABSTRACT: Introduction and objective: The global burden of disease (GBD) 2015 project, extends GBD analyses to include Brazilian federative units separately. We take advantage of GBD methodological advances to describe the current burden of diabetes and hyperglycemia in Brazil. Methods: Using standard GBD 2015 methods, we analyzed the burden of diabetes, chronic kidney disease due to diabetes and high fasting plasma glucose in Brazil and its states. Results: The age-standardized rate of disability-adjusted life years (DALYs) which was lost to high fasting plasma glucose, a category which encompasses burdens of diabetes and of lesser hyperglycemia, were 2448.85 (95% UI 2165.96-2778.69) /100000 for males, and 1863.90 (95% UI 1648.18-2123.47) /100000 for females in 2015. This rate was more than twice as great in states with highest burden, these being overwhelmingly in the northeast and north, compared with those with lowest rates. The rate of crude DALYs for high fasting plasma glucose, increased by 35% since 1990, while DALYs due to all non-communicable diseases increased only by 12.7%, and DALYs from all causes declined by 20.5%. Discussion: The worldwide pandemic of diabetes and hyperglycemia now causes a major and growing disease burden in Brazil, especially in states with greater poverty and a lesser educational level. Conclusion: Diabetes and chronic kidney disease due to diabetes, as well as high fasting plasma glucose in general, currently constitute a major and growing public health problem in Brazil. Actions to date for their prevention and control have been slow considering the magnitude of this burden.


RESUMO: Introdução e objetivo: O projeto Global Burden of Disease (GBD) 2015 estendeu suas análises para incluir unidades federativas brasileiras de maneira separada. Aproveitamos os avanços metodológicos do GBD para descrever a carga atual de diabetes e hiperglicemia no Brasil. Métodos: Utilizando os métodos padrão GBD 2015, analisamos a carga de diabetes, de doença renal crônica por diabetes e de glicemia de jejum elevada no Brasil e seus estados. Resultados: A taxa padronizada por idade de anos de vida ajustados por morte ou incapacidade (DALYs) perdidos devido à glicemia de jejum elevadafoi de 2448,85 (95% IU 2165,96-2778,69)/100000 para homens e 1863,90 (95% IU 1648,18-2123,47)/100.000 para as mulheres em 2015. Esta taxa foi mais do que o dobro em estados com maior carga, quase sempre no Nordeste e Norte, em comparação com aqueles com as taxas mais baixas. A taxa bruta de DALYs devido à glicose de jejum elevada aumentou 35% desde 1990, enquanto que a dos DALYs devido a todas as doenças não transmissíveis aumentou apenas 12,7% e a taxa dos DALYs devido a todas as causas diminuiu 20,5%. Discussão: A pandemia mundial de diabetes e hiperglicemia atualmente causa uma grande e crescente carga de doenças no Brasil, especialmente em estados com maior pobreza e menor escolaridade. Conclusão: O diabetes e a doença renal crônica por diabetes, bem como a glicemia de jejum elevada constituem atualmente um grande e crescente problema de saúde pública no Brasil. As ações até o momento para sua prevenção e controle tem sido tímidas considerando a magnitude dessa carga.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Diabetes Mellitus/epidemiologia , Carga Global da Doença/estatística & dados numéricos , Hiperglicemia/epidemiologia , Brasil/epidemiologia , Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida
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