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Entre o encalusuramento e a desinstitucionalização: a trajetória da saúde mental no Brasil / Between cloistering and deinstitutionalization: the mental health trajectory in Brazil / Entre el enclaustramiento y la desinstitucionalización: la trayectoria de la salud mental en Brasil

Sampaio, Mariá Lanzotti; Bispo Júnior, José Patrício.
Trab. educ. saúde; 19: e00313145, jan. 2021. tab
Artigo em Português | LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde | ID: biblio-1139805
Resumo O objetivo foi analisar a trajetória das políticas de saúde mental no Brasil. Realizamos a sistematização dos períodos históricos com base na análise dos contextos sociopolítico, de organização do sistema de saúde e das características da atenção em saúde mental. Identificamos sete períodos desde a institucionalização da loucura, no período imperial, até 2019. A trajetória da política revela um processo de disputa de concepções epistemológicas e simbólicas sobre a loucura e o adoecimento mental, que em interação com outros fatores contextuais influenciam os modelos assistenciais e as práticas de cuidado. Posteriormente, discutimos a pluralidade de abordagens da desinstitucionalização no cenário internacional e as influências sobre o modelo de saúde mental proposto pela Reforma Psiquiátrica Brasileira. Apresentamos uma síntese da ideia de desinstitucionalização considerando as várias dimensões que envolvem a perspectiva abrangente do termo. Por fim, refletimos sobre os avanços e desafios da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Apesar das significativas conquistas, persistem problemas relacionados ao financiamento, à estigmatização, à frágil articulação intersetorial e à reprodução da lógica manicomial nos serviços substitutivos. Além disso, as atuais mudanças na Política Nacional de Saúde Mental constituem-se como principais ameaças ao modelo desinstitucionalizante.