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Fishing territoriality and diversity between the ethnic populations Ashaninka and Kaxinawá ,Breu river, Brazil/Peru

Domingues do Amaral, Benedito.
Acta amaz.; 34(1)2004.
Artigo em Inglês | VETINDEX-Express | ID: vti-450026

Resumo

This study describes the diversity and the subsistence fishing territoriality of traditional populations of a village Ashaninka and two Kaxinawá living at the margins of Breu River (Brasil/Peru). In general, samplings in the dwellings were carried out late in the afternoon, as the fishermen arrived in the village. The data were analysed in an exploratory way through the index of pondered dominance (ID%), by analysis of variance and by a correspondence analysis in order to determine the associations of the fish species and the fishing spots between the villages of the Indigenous Reserve. The results of the analysis of variance demonstrated that differences exist between the fish diversities of the catches. However, post-hoc tests only detected differences in diversities between the hand fishhook and the other fishing gears (bow and arrow, castnets and rotenone tingui). Although the use of bow and arrow resulted in a low capture (Kg), this fishing strategy is associated with a high fishing diversity, in terms of number of species. These results demonstrate that there is no overlap in the frequency of the visits to the fishing spots between the Ashaninka and Kaxinawá populations. This pattern is the same found for the correspondence analysis for the fish species, which describes the relationship between the deep pools environments exploited by the fishermen Ashaninka and Kaxinawá of Mourão. These ethnic populations still continue to maintain a strong cultural and cosmological tradition, with their territories defined in an informal way of the upper Juruá area.
Este estudo tem o objetivo de descrever a diversidade e a territorialidade pesqueira de subsistência das populações tradicionais de uma aldeia Ashaninka e duas Kaxinawá vivendo à beira do rio Breu. Elas se situam no alto rio Juruá acima de Marechal Taumaturgo (AC, Brasil/Peru) num complexo de unidades de conservação e territórios de diversas populações étnicas. As casas dos moradores das aldeias e as pescarias coletivas são as unidades amostrais nesse estudo. De modo geral, as amostragens nas casas foram realizadas nos fins de tarde, conforme a chegada dos pescadores à aldeia. O monitor de pesca fez a coleta das informações sobre a pescaria e a pesagem do pescado capturado. Os dados foram analisados de maneira exploratória através do índice ponderal de dominância (ID%), pela análise de variância para as diversidades das capturas nas aldeias e pela análise de correspondência para determinar as associações das espécies de pescado e os pontos pesqueiros entre as aldeias da Reserva Indígena. Os resultados das análises de variância demonstraram que existem diferenças entre as diversidades das capturas. No entanto, os testes a posteriori de comparações somente detectaram diferenças de diversidades entre o anzol de mão e os outros aparelhos (arco/flecha, tarrafa e tingui). Apesar do arco/flecha apresentar baixa captura (kg), sua estratégia de pesca gera alta diversidade de espécies. Os resultados demonstram que não há freqüência de sobreposição das visitas aos pontos pesqueiros entre as etnias Ashaninka e Kaxinawá. Esse padrão é o mesmo encontrado para a análise de correspondência para as espécies de pescado, que descreve a semelhança entre os ambientes de poços explorados entre os pescadores Ashaninka e Kaxinawá do Mourão devido a sua proximidade de localização na Reserva Indígena, mas não há sobreposição na exploração dos recursos pesqueiros. Essas populações étnicas ainda continuam a manter uma forte tradição cultural e cosmológica, com seus territórios definidos de maneira informal e com respeito aos que habitam a região do Alto Juruá.
Biblioteca responsável: BR68.1